terça-feira, 17 de julho de 2012

Envio encerra atividades do 3º CMN

Escrito por Jaime Carlos Patias   
Ter, 17 de Julho de 2012 10:03
As atividades do 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), iniciadas na quinta-feira, 12, foram encerradas neste domingo, 15, com uma celebração Eucarística de envio com participação dos fiéis paroquianos, envolvendo as famílias de Palmas que abriram suas portas para acolher os congressistas em mais de 23 paróquias e em algumas casas religiosas. 12 equipes de serviço contaram com a ajuda de 200 voluntários. A generosidade foi expressa em um dos banners afixados nos pilares da quadra do colégio: “Igreja que acolhe ama, forma e envia em Missão”.

Realizado no Colégio Marista, o Congresso foi estruturado em torno do Caminho, do Encontro, da Partilha, e do Compromisso. A programação envolveu os mais de 600 participantes, desafiados por reflexões, testemunhos e partilhas sobre a Missão num mundo secularizado e pluricultural.
A missa de envio foi presidida por dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas e presidente de honra do 3º CMN, que se mostrou satisfeito com a condução dos trabalhos. Concelebraram 25 bispos, 10 diáconos e uma centena de sacerdotes.

Coube a dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-geral da CNBB, proferir a homilia. “No Evangelho ouvimos que Jesus escolheu os 12 e começou a enviá-los dois a dois. Nos 12 alicerces estamos incluídos, nós e toda a Igreja”, destacou dom Leonardo. “Jesus começou a chamar e enviar, dois a dois e isso se perpetua nos séculos. É como se Ele desejasse dizer que a Igreja só tem razão de existir porque é uma Igreja anunciadora, uma Igreja da Palavra, uma Igreja capaz de ir testemunhar dois a dois”, disse.

O bispo destacou seu desejo de que todos saíssem do Congresso renovados pelo envio de Jesus. “Que Ele nos envie sempre de novo porque fazemos parte deste povo. Como afirma Paulo aos Efésios, temos de anunciar primeiro a grandeza de sermos filhos e filhas de Deus”. Afirmou ainda que devemos ser anunciadores da esperança. “Nós temos a esperança. Vivemos a força do Reino de Deus. Sabemos que Ele está no meio de nós e que fazemos parte como anunciadores do Reino, mas estamos igualmente na expectativa, na firme esperança de que o Reino um dia se realizará completamente”. Somos enviados para as diversas realidades, “para os palácios, as ‘cachoeiras’ da corrupção, onde nós devemos ter a ousadia de mostrar a grandeza do Reino de Deus”, alertou o bispo.

Em seguida recordou a temática central do Congresso e pediu para a assembleia repetir o lema: “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio” (Jo 20, 21) e o tema: “Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II”. “Às vezes não sabemos, não entendemos, titubeamos, temos receio, mas Ele, na sua Palavra hoje nos envia. Vamos dizer isso à nossa Infância Missionária, aos adolescentes, aos jovens, às nossas famílias e contar para todas as pastorais que Ele continua nos enviando”, conclamou do Leonardo.

Diversos símbolos levados na procissão das oferendas recordaram a Missão: velas com as cores dos cinco continentes, o globo, o terço missionário, entre outros objetos. No início da celebração cada congressista recebeu um punhado de sementes de girassol e a passagem bíblica: “Como o Pai me enviou assim eu vos envio” (Jo 20, 21).
Cantos que expressavam motivos missionários eram entoados pela equipe de animação litúrgica. Após a comunhão, o grupo da Juventude Missionária de Palmas apresentou uma dança de ação de graças, seguido da procissão dos representantes dos 17 regionais da CNBB, juntamente com o globo terrestre, símbolo da missão universal.

Ao final, a motivação levantou os congressistas: “Não estava ardendo o nosso coração como os discípulos de Emaús? Agora somos enviados meu irmão, minha irmã. Enviados em Missão, como semeadores. Todos recebemos sementes somos convidados a colocá-las na palma da mão. Como diz o refrão do canto ‘as sementes que me deste e que não eram para guardar, pus no chão da minha vida e sobre ele frutificar’. Quantas sementes recebemos nestes dias. Sementes não são para serem guardadas e sim semeadas para que frutifiquem no solo sagrado em que somos enviados”.

Com isso, veio a bênção de envio em sintonia com o evangelho do dia. “A missão só tem partida, não tem chegada. A missão começa aqui na terra e só termina no céu, se lá não chegar, a culpa é sua”, acentuou dom Pedro Brito chamando atenção para a presença de um bebê com apenas 12 dias. A pequena Manuela Cardoso é símbolo da Missão, da vida em continuidade, pois o envio se perpetua nos séculos.

Por Jaime C. Patias, da Assessoria de Imprensa do 3º CMN

Primeira leitura (Isaías 7,1-9)



Leitura do Livro do Profeta Isaías

1
No tempo de Acaz, filho de Joatão, filho de Ozias, rei de Judá, aconteceu que Rason, rei da Síria, e Facéia, filho de Romelias, rei de Israel, puseram-se em marcha para atacar Jerusalém, mas não conseguiram conquistá-la. 2Foi dada a notícia à casa de Davi: “Os homens da Síria estão acampados em Efraim”. Tremeu o coração do rei e de todo o povo, como as árvores da floresta diante do vento.
3
Então disse o Senhor a Isaías: “Vai ao encontro de Acaz com teu filho Sear-Iasub (isto é, ‘um resto voltará’) até a ponta do canal, na piscina superior, na direção da estrada do Campo dos pisadores; 4e dirás ao rei: Procura estar calmo; não temas nem estremeça o teu coração por causa desses dois pedaços de tição fumegantes, diante da ira furiosa de Rason e da Síria, e do filho de Romelias, 5por terem a Síria, Efraim e o filho de Romelias conjurado contra ti, dizendo: 6‘Vamos atacar Judá, enchê-lo de medo e conquistá-lo para nós, e nomear novo rei, o filho de Tabeel’. 7Isto diz o Senhor Deus: ‘Este plano fracassará, nada disso se realizará! 8Que seja Damasco a capital da Síria e Rason o chefe de Damasco; dentro de sessenta e cinco anos deixará Efraim de ser povo; 9que seja a Samaria capital de Efraim e o filho de Romelias chefe de Efraim. De resto, se não confiardes, não podereis manter-vos firmes’.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 47)




— O Senhor estabelece sua cidade para sempre.
— O Senhor estabelece sua cidade para sempre.


— Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora é a alegria do universo.

— Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso.
— Pois eis que os reis da terra se aliaram, e todos juntos avançaram; mal a viram, de pavor estremeceram, debandaram perturbados.
— Como as dores da mulher sofrendo parto, uma angústia os invadiu; semelhante ao vento leste impetuoso, que despedaça as naus de Társis.

Um pouco de Reflexão!

Betsaida foi uma das cidades que entristeceram Jesus, porque, apesar de ter sido a terra natal dos apóstolos Pedro, André e Felipe, de ter sido também o lugar onde o Senhor fez a maior parte de Seus milagres, Corazim e Betsaida eram cidades totalmente corrompidas, incrédulas e interesseiras. Mas que lições podemos tirar de toda esta situação?
Primeiro: se não vigiarmos, a nossa convivência com um ambiente corrompido nos corromperá. Quantos homens bons e honestos se corrompem ao entrar na política! Quantos jovens crentes mudam suas atitudes cristãs ao entrarem na universidade! Quantos homens e mulheres cristãos mudam suas aparências e seus atos ao entrarem em certos empregos ou quando sobem seu poder aquisitivo! Quantos servos de Deus, comprometidos com o Evangelho, têm esfriado ou deixado Jesus, porque assimilaram a corrupção, o pecado do mundo!
A segunda lição que aprendemos com Betsaida é que a nossa indiferença poderá nos excluir do Reino de Deus.
“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidônia fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidônia, no dia do juízo, do que para vós”. Tiro e Sidônia eram cidades pagãs da Fenícia – atual Líbano, – cidades que não viram os milagres e tudo o que Jesus fez. Portanto, presumi-se que por ignorância agiam e praticavam a maldade. Quem o diz é o próprio Jesus: “Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de você, Cafarnaum”.
Betsaida era indiferente com o poder de Deus. Era uma cidade mergulhada no mundanismo. A “Betsaida de hoje” somos nós quando somos indiferentes ao Senhor. Deus  está falando conosco, mas nós estamos conversando com outros, com o pensamento longe; às vezes, dentro da própria Igreja ou na Celebração Litúrgica.
Somos indiferentes quando sabemos da necessidade do irmão, mas não lhe damos a mínima atenção. Somos indiferentes quando não andamos no caminho estreito, preferindo agir conforme a nossa vontade. Somos indiferentes quando achamos que Jesus irá tardar a voltar e teremos muito tempo para desfrutar os prazeres da vida. Somos indiferentes quando conhecemos a Palavra de Deus, sabemos o que é do Seu agrado e o que não o é. Conhecemos as profecias, mas relegamos tudo isso para o terceiro plano.
A nossa indiferença com Jesus poderá nos custar o preço de Corazim e Cafarnaum ou o preço das virgens néscias, ou seja, o preço de ser deixados para trás. Quantos não vêm para Jesus por causa de problemas com os filhos ou com os pais? Muitas vezes, é a perda trágica de um parente que nos faz sair da aldeia e buscar Jesus. Vivemos no nosso mundo egoísta, na nossa aldeia, no nosso conformismo, na nossa preguiça espiritual e, muitas vezes, não deixamos Jesus entrar nela. Colocamos nossos negócios, nossos alvos na frente de Jesus e não o Reino de Deus em primeiro lugar. Muitas vezes, estamos (ou pensamos que estamos) presos a religiões, culturas, ideias, traumas antigos, conceitos e preconceitos. Então, Jesus, dirigindo-se a nós, diz: “Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida!” Louvor e Glória ao Senhor!
Padre Bantu Mendonça- Canção Nova

Evangelho (Mateus 11,20-24)




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo,
20Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido.
21
“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.
22
Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.