quarta-feira, 29 de abril de 2015

ÁREA PASTORAL SÃO JOSÉ : REGISTRANDO MOMENTOS- Dia de Missão na Comunidade Nossa Senhora de Fátima

   Neste tempo de grandes transformações sociais, evangelizar requer uma Igreja missionária toda ela em saída, capaz de operar um discernimento para se confrontar com as diversas culturas e visões do homem.
   Uma Igreja missionária, "em saída" e que exerce a caridade: Papa às Obras Missionárias Pontifícias e aos Bispos da Etiópia e Eritreia
   Foram lindos momentos de Oração, visitas, partilhas, almoço, descanso e boas conversas, Adoração, tempo livre e encerrando com a SANTA MISSA. Nossos sinceros agradecimentos a todos que contribuíram com esta linda festa.
           Atenciosamente Pe. Luciano Gonzaga
     

Testemunhas de uma história de amor

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém (PA)

É magnífico fazer parte da Igreja de Jesus Cristo e acolher, como aconteceu recentemente, palavras tão atuais, fortes e consoladoras, que imediatamente se transformam em vida: "A Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa. A Esposa de Cristo assume o comportamento do Filho de Deus, que vai ao encontro de todos sem excluir ninguém. No nosso tempo, em que a Igreja está comprometida na nova evangelização, o tema da misericórdia exige ser reproposto com novo entusiasmo e uma ação pastoral renovada. É determinante para a Igreja e para a credibilidade do seu anúncio que viva e testemunhe, ela mesma, a misericórdia. A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas e desafiá-las a encontrar novamente a estrada para regressar ao Pai, devem irradiar misericórdia. A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo.

E, deste amor que vai até ao perdão e ao dom de si mesmo, a Igreja faz-se serva e mediadora junto dos homens. Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai. Nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos, em suma, onde houver cristãos, qualquer pessoa deve poder encontrar um oásis de misericórdia" (Misericordiae Vultus, 12).
O Papa Francisco proclamou, na Vigília da Festa da Misericórdia, a Bula "Misericordiae Vultus", com a convocação do Ano Santo, um Jubileu extraordinário a ser celebrado em toda a Igreja, a partir da Solenidade da Imaculada Conceição do corrente ano. Quando o mundo pretende delimitar os espaços das pessoas, ou a sociedade exclui grupos que incomodam, quando o egoísmo e o indiferentismo avançam, a Igreja vai contra a correnteza, com a mensagem da misericórdia, edificando monumentos vivos da caridade. O apelo do Papa, que será aprofundado nos próximos meses, transforme-se em vida para todos os homens e mulheres de boa vontade, através do serviço, do anúncio, do diálogo e do testemunho de comunhão dos fiéis.
Os seguidores de Jesus foram chamados nas mais diversas circunstâncias da vida. Boa parte das narrativas de vocações apresenta pessoas que desenvolvem suas atividades normais ou envolvidas em seus dramas quotidianos. São pescadores, cobradores de impostos, pessoas envolvidas em suas realidades familiares, mulheres pecadoras, enfermos e muitos marginalizados. Em qualquer circunstância, o abraço da misericórdia de Deus pode alcançar quem quer que seja. E eram multidões que acorriam ao Senhor!
De multidões afloram os discípulos, dentre os discípulos ele escolhe doze apóstolos, entre eles um trio de amigos o acompanham mais de perto, João foi certamente confidente mais próximo e o escolhido para estar à frente do grupo foi Simão Pedro. O olhar de Jesus vai ao encontro de cada pessoa, com sua história própria, sem excluir ninguém, mas em todos suscitando a conversão. Mais tarde, depois de todos os fatos que ocorreram com o Senhor, sua Morte e Ressurreição iluminará um outro, Paulo Apóstolo, que assim se expressa em primeira pessoa: "De fato, eu vos transmiti, antes de tudo, o que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e, ao terceiro dia, foi ressuscitado, segundo as Escrituras; e apareceu a Cefas e, depois aos Doze. Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. Depois, apareceu a Tiago depois, a todos os apóstolos; por último, apareceu também a mim, que sou como um aborto. Pois eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, pois eu persegui a Igreja de Deus (1Cor 15, 3-7). Há uma linha que une pessoas e fatos: a partir de um chamado direto, ou através de uma crise, que pode se chamar doença ou interrogações internas, segue-se uma aproximação do Senhor, a experiência do seguimento, descoberta do próprio lugar, para depois aceitar a missão de testemunhar Jesus Cristo Salvador, sua Morte e Ressurreição (Cf. Lc 24, 35-48).
Testemunha é quem viu um fato com os próprios olhos e pode comunicar aos outros. Chamou-se martírio o testemunho dado até à efusão do sangue, como muitos cristãos ao longo da história. É que os fatos que assistiram lhes pareceram tão significativos que valeram mais do que a própria vida! E o Espírito Santo lhes concedeu a graça de permanecer fiéis diante das pressões, da tortura e da morte (Cf. Ap 6, 9).
Mesmo quando não nos for pedido o gesto extremo do derramamento do sangue, o conta-gotas do dia a dia deve ser marcado pela disposição para dar razões à esperança que nos conduz (Cf. 1Pd 3,15). Os valores da verdade, da justiça, a sinceridade de vida, lisura nos negócios, paixão pela verdade, fidelidade à palavra dada e outros mais, são a estrada do testemunho, muitas vezes silencioso, outras proclamado em alto e bom som, mas sempre coerentes, por ter visto o Senhor. O espaço para cultivar tais valores é a comunidade cristã, lugar privilegiado da manifestação do Senhor ressuscitado. Quando reunidos no Cenáculo, os discípulos de Jesus receberam os dois viajantes de Emaús, que traziam na boca e no coração a experiência feita, pois "eles o tinham reconhecido ao partir o pão" (Cf. Lc 24, 35). Era o primeiro dia da semana, que nós chamamos domingo. Ouvir as maravilhas de Deus ser fiéis à Eucaristia dominical, compartilhar as experiências feitas, esta foi a vida dos cristãos de lá para cá e assim faremos, enquanto esperamos a vinda do Senhor.
Por dádiva da Providência, a Arquidiocese de Belém se prepara para acolher o Brasil e ser a capital eucarística de nosso país, durante o XVII Congresso Eucarístico Nacional, a ser celebrado de 15 a 21 de agosto de 2016, justamente dentro do Ano Santo da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, quando deveremos dizer uns aos outros e ao mundo que nós reconhecemos Jesus "ao partir o pão", na Eucaristia, coração dos corações. Até lá, haveremos de formar a nossa geração de cristãos católicos no ardor missionário, para que ninguém fique de fora, mas todos sejam alcançados, no abraço da misericórdia.
Fonte: CNBB

Papa Francisco pede orações pelas vítimas do terremoto no Nepal


papa francisco 26042013
“Desejo assegurar a minha proximidade às populações atingidas por um forte terremoto no Nepal e nos países vizinhos. Rezo pelas vítimas, pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa desta calamidade. Que tenham o apoio da solidariedade fraterna. E rezemos a Nossa Senhora para que lhes seja próxima”, disse o papa Francisco, na Oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no domingo, 26.
Com milhares de fieis reunidos no Vaticano, o papa pediu para que rezem pelas vítimas do violento terremoto que atingiu a população do Nepal. Francisco já havia enviado um telegrama ao núncio apostólico no Nepal, assegurando suas orações e proximidade às vítimas do sismo.
De acordo com informações do Governo, o número de mortes ultrapassou 2.263. A região continua a tremer, com possibilidade de novos abalos. A comunidade internacional começa a enviar auxílio às vítimas.
Ajuda a vítimas
Na manhã do domingo, um abalo de 6,7 voltou a sacudir o país, o que provocou outra avalanche nos campos de base do Everest. O balanço das vítimas ainda é parcial, visto que muitos corpos estão sob os escombros. O número de feridos ultrapassou mais de 50 mil e cerca de 6,6 milhões de pessoas atingidas, segundo a ONU.
O povoado de Langtantg, ao norte da capital, foi soterrado pela lama, o que pode ter provocado a morte de mais de cem pessoas. Uma tragédia semelhante ocorreu há 81 anos no país, quando um terremoto matou mais de dez mil pessoas.
O Governo de Kathmandu declarou estado de calamidade natural e o presidente Koirala convidou os cidadãos a permanecerem unidos em meio a este grande desastre. O país tem recebido diversos ajudas, que começam a chegar de aviões.
Com informações e foto do News.va
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

Equipe de Animação das Campanhas envia instrumental de avaliação da CF 2015

Cf2015277
O Instrumento de Avaliação tem por objetivo identificar os avanços e os desafios da Campanha da Fraternidade 2015, visando aprimorar o processo de realização das futuras Campanhas da Fraternidade. Esta avaliação deverá ser devolvida, sem falta, até 18 de maio de 2015 para a Equipe Arquidiocesana de Animação das Campanhas, no Secretariado de Pastoral com Hilda ou Rosélia.
É importante que a Equipe paroquial, ou as pessoas de referencia deste trabalho, responsáveis também pelo preenchimento deste instrumento, tenham presente os objetivos e orientações da CF 2015, contidas no texto base, bem como, conhecimento dos encontros formativos realizados na Paróquia e Área Pastoral, e demais atividades locais em relação à Campanha da Fraternidade 2015.
A Campanha da Fraternidade é um projeto evangelizador da Igreja no Brasil, que auxilia as comunidades na caminhada quaresmal, rumo à Páscoa do Senhor Jesus. Com a proposição de um tema para reflexão a cada ano, quer suscitar nos cristãos ações concretas de fraternidade e transformação da realidade.
Informações [85] 3388.8701, com Hilda Xavante ou Roselia Follmann.

Tríduo de São José Operário : Venha celebrar conosco!!!!!!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Dia 1º de MAIO de 2015 - SEXTA FEIRA:ABERTURA dos FESTEJOS- VEJA NOSSA PROGRAMAÇÃO PARA ESSE DIA!!!

      SUB-TEMA: EU VIM PARA SERVIR. ( Mc  10,45 )
* 5:00 h - Alvorada- ( Caminhando com Maria, Terço)
* 7:00 h- Momento de Oração
* 7:30 h- Café Partilhado
* 15:00 h- Terço da Misericórdia
* 18:30 h- Novena- Hasteamento da Bandeira da Padroeira
* 19:30 h- SANTA MISSA

*Equipe Celebrativa : Liturgia da Comunidade Nossa Senhora de Fátima

*Presidente da Celebração Eucarística: VIGÁRIO DA ÁREA: PADRE LUCIANO GONZAGA

* RESPONSÁVEL: Juventude


 Contamos com todos vocês!!!

Vem aí mais uma FESTA!!!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Santificação do artesão da paz

geovane200Padre Geovane Saraiva*
Com o sim da Sé Apostólica ao processo de santificação de Dom Helder Câmara, somos chamados a meditar sobre sua vida,  marcada pela garra, força, profecia e mística, como um indizível hino de louvor a Deus, a ponto de assim se expressar:  “Se eu pudesse sairia povoando de sono e de sonhos as noites indormidas dos desesperados”. Daí seu abençoado sonho  de andar pelo mundo inteiro anunciando com voz profética o fim da violência, da racismo, das guerras e das desigualdades sociais. Nosso ‘Artífice da Paz’, Segundo Dom Luciano Mendes de Almeida, soube despertar nos jovens a vontade de viver e fazer o bem, além de comunicar a muitos corações a fome e a sede de Deus.
Como é importante recordar o que disse dele Alceu Amoroso Lima: “Os profetas só são reconhecidos fora de sua pátria, como os Evangelhos nos ensina e como a experiência da história atesta”. Por isso mesmo é que olhamos para sua força imaginadora, sua criatividade e, sobretudo, sua capacidade e criatividade de realizar santamente o projeto do Pai. Sonhou com uma Igreja renovada, fundamentada na esperança, como ele afirmava: “Esperança é crer na aventura do amor, jogar nos homens, pular no escuro, confiando em Deus”. Ele se antecipou, em ideias e vestes, ao aggiornamente que o Papa João XXIII promoveu e com o qual iria revolucionar, não apenas a Igreja, mas o nosso mundo hodierno.
O Jornal Le Monde de Pais se expressou assim  em determinada ocasião sobre o ‘artesão da paz’: “Célebre e convertido, ele era puro e simplesmente, como quer o Evangelho, amigos dos pobres”. Por causa dos empobrecidos, Dom Helder foi um articular, na melhor expressão da palavra, um conspirador, pensando no bem, com suas iniciativas, compartilhadas por muita gente da Igreja, desejando fazer com que a Igreja-Instituição se comprometesse e se engajasse na causa dos necessitados, identificando-se com seu fundador e mestre, Nosso senhor Jesus Cristo. Pensava e deseja ele uma Igreja despojada, pobre servidora.
Dele temos a imprescindível participação no “Pacto das Catacumbas”, de 16 de novembro de 1965, que foi uma excelente oportunidade para os bispos, pensarem e refletirem sobre eles próprios, no sentido de se fazer uma experiência de vida, na simplicidade e na pobreza. Concretamente, que se começasse a pensar em uma Igreja encarnada e comprometida com a realidade dos empobrecidos, dos “sem voz e sem vez”, renunciando as aparências de riqueza, dizendo não as vaidades, conscientes da justiça e da caridade, através desse documento salutar e desafiador.
Certamente sua fidelidade a Jesus através do referido ‘Pacto das Catacumbas’ o levou a fazer uma sugestão profética e filial ao Papa Paulo VI: “Santo Padre, abandone seu título de rei e vamos reconstruir a Igreja como nosso Mestre, sendo pobres. Deixe os palácios do Vaticano, vá morar numa casa na periferia de Roma. Pode até ter uma praça para saudar e abençoar as ovelhas. Depois, Santo Padre, convide a todos os bispos a largarem tudo o que indica poder, majestade: báculos, solidéus, mitras, faixas peitorais, batinas roxas. Vamos amontoar tudo na Praça de São Pedro e fazer uma grande fogueira, dizendo de peito aberto para o povo: Vejam, não somos mais príncipes medievais. Não moramos mais em palácios. Todos somos pastores, somos pobres, somos irmãos”.
Encerro com as palavras do do Papa Francisco, ao dizer nesta manhã de 20/04/2015: “Sempre existiu e existe para todos nós esta tentação do poder, a tentação de passar da admiração e do assombro religioso para a hipocrisia e o poder mundano. E o Senhor alerta-nos para esta tentação dando-nos o testemunho dos santos e dos mártires –  e disse mais: O Senhor desperta-nos com o testemunho dos santos, com o testemunho dos mártires, que todos os dias nos anunciam que a missão é caminhar no caminho de Jesus: anunciar o ano da graça”. A salutar reflexão do Sumo  Pontífice ajude-nos na compreensão da profecia e mística do ‘Dom Paz’, quando vamos dar início oficialmente no próximo 03 de maio do ano em curso seu caminho de santificação, nesta corajosa assertiva:”…nos rostos gastos pela fome e esmagados pelas humilhações vi o rosto do Cristo Ressuscitado”. Amém!
*Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE – geovanesaraiva@gmail.com

São Marcos Evangelista

padre-Brenda200No dia 25 de abril a Igreja católica celebra a festa de São Marcos Evangelista. Os dados que possuímos sobre Marcos procedem do Novo testamento. Ele é identificado com João Marcos, filha de Maria de Jerusalém, em cuja casa de Jerusalém se reunia os apóstolos depois de Pentecostes (At 12, 12ss.). Aliás, segundo os historiadores, foi nessa casa que Cristo celebrou a última ceia. Foi companheiro de apostolado de Pedro e de Paulo. Acompanhou Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária, mas deixou-os na Panfília para voltar a Jerusalém.  Desgostoso pelo que considerou uma deserção, Paulo não quis admiti-lo depois como companheiro em suas viagens. Em consequência disso, Marcos seguiu com Barnabé para Chipre e evangelizaram a ilha.
O evangelho de São Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, de São Pedro, embora tivesse sido  também assistente de São Paulo e São Barnabé. Segundo os historiadores foi batizado pelo próprio São Pedro. Mais tarde Marcos acompanhou São Pedro a Roma e foi aí que começou a preparar o segundo evangelho.  Foi na cidade de Roma também que Marcos ajudou São Paulo em sua primeira prisão. A tradição nos diz que ele foi o primeiro bispo de Alexandria no Egito, embora não há provas históricas para isso.
Historiadores afirma que seu martírio foi em Roma no “ano oitavo de Nero” e no dia da Páscoa quando celebrava o sacrifício da missa. Suas relíquias foram transladadas em 976 para Veneza. Desde então se venera sua memória na magnífica basílica daquela cidade, que tornou São Marcos como padroeiro no ano 828.  Marcos deixou-nos o segundo dos evangelhos sinóticos,  onde o propósito dele é mostrar que Jesus é o Messias. O evangelho escrito por ele é o mais antigo dos quatro evangelhos. Data do ano 70 d.C. Finalmente há, no Novo Testamento, várias menções de Marcos: At 12,12 fala de um João, de cognome Marcos; em At 12, 25; 13, 5.13; 15, 37-39, ele acompanhava Paulo e Barnabé; em Colossenses 4, 10, esteve em Roma; e 1Pd 5,13 apresenta o como colaborador de Pedro.
                                                    Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da C NBB Reg. NE1

Comemorações pelos 100 anos da bênção do Novo Santuário- São Francisco das Chagas- Canindé-Ceará

700Devotos, paroquianos, romeiros e romeiras, neste ano de 2015 temos muito a celebrar, pois o Santuário de São Francisco das Chagas de Canindé, no sertão do Ceará, completa 100 anos da bênção pela reforma da sua Igreja matriz. A história começou em 1910, quando os frades capuchinhos que administravam a paróquia resolveram enfrentar uma obra grandiosa de reforma para ampliar a matriz e assim pudesse acolher mais devotos. O resultado foi um belíssimo trabalho arquitetônico, que depois contribuiu para que viesse se tornar Basílica Menor, em 1925.
A obra foi concluída em 1915, com sua bênção no dia 02 de maio.
Convidamos você para estar conosco em Canindé, celebrando o Centenário da Obra do Novo Santuário de São Francisco das Chagas.
Acompanhe a programação do Centenário no Santuário de Canindé:
Dia 24 de abril
15h às 18h: Apresentação de Poesias e Desenhos das crianças e jovens das Escolas públicas e particulares de Canindé, no Espaço Cultural Frei Venâncio Willeke, ao lado da Igreja das Dores.
Dia 26 de abril
09h: Missa de Envio, na Basílica, com entrega  do material do Tríduo Celebrativo, aos coordenadores das comunidades.
Dia 01 de maio
18h: Abertura do mês Mariano com hasteamento da bandeira, na Igreja de N. Senhora das Dores, em seguida procissão para a Basílica;
19h: Santa Missa na Basílica transmitida pela Rede Vida de Televisão, com a participação dos frades capuchinhos.
Dia 02 de maio – Festividades do Centenário
06h: Missa na Basílica;
07h: Alvorada com banda de música e chegada da caminhada das comunidades;
08h: Abraço da Basílica – Hino do Centenário;
09h: Missa Solene na Basílica
10h: Exposição Fotográfica, lançamento do Selo comemorativo e da Revista “O Santuário”, etc.
18h: Celebração do mês Mariano, na Igreja das Dores.
Saiba mais…
Vem aí: Revista “O Santuário”
No mesmo ano em que o Novo Santuário recebia sua bênção, era lançado o Jornal “O Santuário”. Portanto este é um tempo importante para darmos um novo passo para evoluir o nosso informativo oficial do Santuário de Canindé. Para isso, teremos a novidade da publicação da Revista “O Santuário”, que substituirá o jornal. Com a revista, podemos ampliar ainda mais a nossa comunicação, pois teremos mais conteúdos com a palavra do reitor Frei Marconi Lins, OFM, as obras do Santuário, espiritualidade franciscana, notícias, testemunhos, e queremos ainda levar a evangelização aos jovens e as crianças com duas páginas especiais.
Por Jornal O Santuário e Equipe de Comunicação do Site Santuário de Canindé

CNBB divulga nota sobre o momento nacional

Os bispos reunidos na 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada de 15 a 24 de abril, em Aparecida (SP), avaliaram a realidade brasileira, “marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País”. Leia, na íntegra, a nota:

Nota da CNBB sobre o momento nacional

“Entre vós não deve ser assim” (Mc 10,43).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País. Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.
A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.
A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.
A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão.  Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.
A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforçem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil. Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.
A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito. A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo. Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas. 
O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência. A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.
Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.
Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc. 50 da CNBB, Anexo – p. 30).
Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz.

Aparecida, 21 de abril de 2015.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
Fonte: CNBB

CNBB divulga mensagem aos diáconos permanentes

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, durante sua 53ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP), divulgou mensagem aos mais de 3,4 mil diáconos permanentes do Brasil, que atuam em 160 dioceses. O texto recorda os 50 anos da restauração do Diaconado Permanente, ocorrida durante o Concílio Ecumênico Vaticano II. Os bispos afirmam ser "testemunhas do bem que os diáconos têm feito à Igreja no Brasil". 
Leia o texto na íntegra:


Mensagem aos Diáconos Permanentes do Brasil

“Estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27).

Na comemoração dos 50 anos da restauração do Diaconado Permanente, nós, Bispos do Brasil, reunidos na 53ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida-SP, saudamos com alegria e gratidão os mais de 3.400 diáconos permanentes espalhados em 160 dioceses brasileiras. Muito presente nos primeiros séculosda Igreja, este ministério foi restaurado pelo Concílio Vaticano II como “grau próprio e permanente da hierarquia” (LG, n. 29 cf. Doc. CNBB 96, nº 4). Somos testemunhas do bem que vocês, diáconos, têm feito à Igreja no Brasil desde os quatro primeiros, ordenados pelo beato Papa Paulo VI, em agosto de 1968, em Bogotá - Colômbia.
O serviço do diácono, recorda-nos São João Paulo II, “é o serviço da Igreja sacramentalizado”. E continua: “O vosso não é apenas um dos muitos ministérios, mas realmente deve ser, como o definiu Paulo VI, a força motriz para a diaconia na Igreja. Com a vossa ordenação, estais configurados a Cristo na sua função de Servo. Vós deveis também ser sinais vivos da condição de servos de sua Igreja” (citado em: Diretrizes para o Diaconado Permanente, doc. 74 da CNBB, n. 41). Recomendamos, pois, que essa vocação seja valorizada, apresentada, cultivada e vivenciada na comunhão da Igreja missionária que está sempre disposta a ir ao encontro das pessoas, especialmente das que mais sofrem.
Vocês, amados diáconos, são exemplo de quem acolhe a vocação batismal. Na fé em Jesus Cristo, que se identifica com os pobres, vocês assumem a vocação diaconal com a disposição de ir às periferias geográficas, sociais e existenciais e com o desejo sincero de imitar o exemplo de Cristo que disse: Eunão vim para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos (cf. Mc 10,45). Renunciam, portanto, à busca de privilégios ou de honrarias para se dedicar ao serviço, especialmente dos pobres, segundo as exigências do ministério que abraçam.
Reafirmamos que “o diácono é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos. Com os leigos, que santificam o mundo por suas vidas, os diáconos, pela presença sacramental e o testemunho, ajudam a construir um mundo mais de acordo com o projeto de Deus” (Doc. 74, n. 48). O ministério diaconal não pode ser visto como suplência ao ministério do presbítero. Isto pede nossa conversão pessoal e pastoral, bem como dos Presbíteros, dos Diáconos e da comunidade eclesial.
Enche-nos, portanto, de entusiasmo ver o testemunho de tantos Diáconos que, como ícones de Cristo-Servidor, é um dos abençoados frutos da renovação do Concílio Vaticano II, em especial quando são presença solidária e de esperança em lugares e circunstâncias em que a vida grita por solidariedade e amor. Na comunhão da Igreja samaritana, servidora e missionária, vocês se colocam a serviço do povo de Deus, do qual fazem parte, em especial quando participam de uma ou várias pastorais sociais ou quando coordenam uma diaconia oucomunidade, também aquelas mais distantes, como na Amazônia.  Seu testemunho de unidade enriquece a Igreja e os fortalece em sua missão.
Rezamos também por vocês, queridos diáconos, que, em meio a tantas realizações, enfrentam vários desafios, incluído o da vivência do próprio ministério. Isso torna necessária a continuidade da reflexão sobre o sentido desse ministério, conforme as novas Diretrizes da CNBB sobre o diaconado (CNBB, Doc. 96), com os presbíteros, animadores e coordenadores das comunidades eclesiais, pastorais, movimentos e serviços, candidatos ao diaconado e com os já ordenados. Nesse contexto, reconhecemos o valor das Escolas Diaconais que cuidam de sua formação inicial e permanente e contribuem para que o diácono viva a missão na família, em seu trabalho profissional, na comunidade eclesial e em tantas outras realidades, na comunhão da Igreja que lhe confere o ministério como um dom de Deus a serviço da comunidade.
Dirigimo-nos também às esposas dos diáconos e suas famílias, pedindo que a graça de Deus as acompanhe e as recompense. Agradecemos sua alegria em acolher e acompanhar esse ministério. Seu apoio é importante para quem exerce o diaconado.
Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a Mãe servidora, e de São Lourenço, diácono e mártir, pedimos a bênção de Deus para vocês e todos.

Aparecida – SP, 23 de abril de 2015.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de AparecidaPresidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do MaranhãoVice Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB
Fonte: CNBB