domingo, 23 de setembro de 2012

Missão e comunicação na pauta do 2º Encontro de formação para Comidis e Comipas

Por Fúlvio Costa   


O 2º Encontro de Formação para Conselhos Missionários Diocesanos e Paroquiais (Comidis e Comipas) marcado para os dias 14 a 18 de novembro, no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília, trás como novidade a articulação entre animação missionária e comunicação.
O Encontro tem o objetivo de fortalecer a articulação dos organismos missionários, através da formação de seus agentes, fornecendo instrumentos básicos para que a animação missionária aconteça de maneira eficaz. Pretende discernir a importância do mundo e dos meios de comunicação para o trabalho de animação missionária de paróquias e dioceses.
Destinado para coordenadores, animadores de Conselhos Missionários Regionais, Diocesanos e Paroquiais, o curso é estendido também a assessores e profissionais de Comunicação. “Pretendemos com essa formação capacitar os Comidis e Comipas para uma autêntica e eficaz  comunicação missionária”, comenta o secretário executivo do CCM, padre Estevão Raschietti.
O conteúdo programático prevê a abordagem de três temas desenvolvidos através do método do Ver, Julgar e Agir. São eles, “O areópago da comunicação e a missão da Igreja hoje”; assessorado pelo jornalista e assessor político da CNBB, padre Geraldo Martins Dias; “Animação missionária e comunicação – práticas, caminhos e tarefas”, assessorado pelo secretário nacional da pontifícia União Missionária e assessor de comunicação das POM, padre Jaime Carlos Patias; e, por fim, “Os conselhos missionários e os meios de comunicação. Articulação, encaminhamentos e compromissos”.
Os interessados podem se inscrever pelo site www.ccm.org.br
As vagas são limitadas. Mais informações pelo telefone (61) 3274-3009.Fonte: POM

JMJ Rio2013 – Fortaleza recebe réplica do Cristo Redentor

Réplica da imagem do Cristo Redentor.
A Arquidiocese de Fortaleza é a sétima a receber a exposição “Cristo Redentor”, uma homenagem pelos 80 anos do Cartão Postal do Rio de Janeiro, celebrado ano passado e um marco na divulgação da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá de 23 a 28 de julho de 2013 na capital carioca.
A exposição é composta por uma réplica do Cristo Redentor do Corcovado que possui 3,8 metros e material gráfico que contam a história do monumento. A inauguração será na próxima quinta-feira, dia 27, com Celebração Eucarística no Santuário de Fátima, às 17h, presidida pelo reitor do Santuário do Cristo Redentor (Rio de Janeiro) Pe. Omar Raposo.
A réplica da imagem do Cristo Redentor já foi doada para Dioceses nas cidades de Roma, Paris, Brasília, Belo Horizonte, Aracaju e Curitiba.
Por: Vanderlúcio Souza. Publicado em http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/13566/

Primeira leitura (Sabedoria 2,12.17-20)



25º Domingo Comum


Leitura do Livro da Sabedoria:
Os ímpios dizem:
12“Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina.
17
Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele. 18Se, de fato, o justo é ‘filho de Deus’, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos.
19
Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver a sua serenidade e provar a sua paciência; 20vamos condená-lo à morte vergonhosa, porque, de acordo com suas palavras, virá alguém em seu socorro”.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Segunda leitura (Tiago 3,16—4,3)




Leitura da Carta de São Tiago:
Caríssimos:
3,16Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más.
17
Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento.
18
O fruto da justiça é semeado na paz para aqueles que promovem a paz.
4,1
De onde vêm as guerras? De onde vêm as brigas entre vós? Não vêm, justamente, das paixões que estão em conflito dentro de vós?
2
Cobiçais, mas não conseguis ter. Matais e cultivais inveja, mas não conseguis êxito. Brigais e fazeis guerra, mas não conseguis possuir. E a razão está em que não pedis. 3Pedis, sim, mas não recebeis, porque pedis mal. Pois só quereis esbanjar o pedido nos vossos prazeres.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

(Salmos 53)




— É o Senhor quem sustenta minha vida.

R— É o Senhor quem sustenta minha vida.


— Por vosso nome, salvai-me, Senhor;/ e dai-me a vossa justiça!/ Ó meu Deus, atendei minha prece/ e escutai as palavras que eu digo!
R
— Pois contra mim orgulhosos se insurgem,/ e violentos perseguem-me a vida;/ não há lugar para Deus aos seus olhos./ Quem me protege e me ampara é meu Deus;/ é o Senhor quem sustenta minha vida! R
— Quero ofertar-vos o meu sacrifício,/ de coração e com muita alegria;/ quero louvar, ó Senhor, vosso nome,/ quero cantar vosso nome que é bom! R

Um Pouco de Reflexão!

O que Jesus revelava era um paradoxo, dos inúmeros de sua pregação. O senso comum recusa suas palavras, enquanto sustenta a escalada de privilégios na sociedade. Para Jesus, o justo é aquele que incomoda o injusto, porque vai denunciar o seu agir contrário à legalidade.
O justo ao denunciar os atos errados do injusto acaba por ocasionar sua ira, pois ele não se considera errado, mas sim esperto. Jesus identifica a acolhida de Deus aos empobrecidos, despojados de dignidade, fracos, com o acolhimento que devemos dar às crianças. Aqueles que não têm direitos, dignidade, cidadania, nem quem olhe por eles. Os últimos na escala social, os desprezados, os “improdutivos” eram levados em conta na chegada do Reino de Deus. O fenômeno da padronização de consumidores, na sociedade recente, repercute de forma decisiva sobre os empobrecidos e os “sem nome” na lista da família dos poderosos.
O vestuário, a utilização dos meios de transporte, o lazer, a proteção e seguridade social, a habitação, a escola, o sistema de saúde, demonstram o quão distantes estão os empobrecidos dos recursos disponíveis e da distribuição dos bens sociais. Temos aqui uma democracia eleitoral, mas falta uma democracia participativa na distribuição dos bens sociais; falta democracia na distribuição do trabalho e da produção; falta democratizar as riquezas que certamente existem neste país. A rigor, ainda vivemos sob conceitos da democracia dos filósofos da antiguidade, na Grécia antiga: democracia só para as elites e para os de boa posição na sociedade.
Os “pequenos” são vítimas das desigualdades sociais, por afinidade. O Evangelho, porém, faz gerar novos símbolos que se contraporão às formas de linguagem e aos modelos que sustentam a sociedade consumista, juntamente com os valores desumanos a que se recorrem para justificar a competição desigual e a ganância galopante. Estas têm se transformado em virtudes… Assim é a pedagogia da ganância.
A cobiça pelo dinheiro, prestígio e mando, pode levar a um caminho sem volta, e nos afastar do Cristianismo de maneira irreversível, adverte São Tiago. Uma explicação simples e eficaz da causa dos conflitos na comunidade cristã encontra-se na ambição ou ganância. Com efeito, ninguém rouba, mata ou arruína a vida alheia se não estiver movido por algum tipo de ambição.
Lembrando que São Tiago dirige-se aos cristãos da comunidade de Jerusalém. Os de fora, pagãos, não merecem sua atenção. O apóstolo detecta crimes cometidos no seio da comunidade, sem excluir até mesmo a existência de assassinatos: “sois assassinos e invejosos” (4,2). Não é uma metáfora. Os cristãos praticavam coisas condenáveis, adverte. Isso depois de enumerar a maledicência, a rivalidade, a disputa de poder dentro da comunidade. O desejo de ser mais forte que os demais, de se ter mais poder econômico, de se assegurarem privilégios e poder de mando, são manifestações da ambição e ganância. O problema de tais condutas, inspiradas e patrocinadas pela sociedade, é que o ideal de vida – inclusive o de pessoas cristãs – é contaminado pelo desejo e luta pela posse e acumulação de bens. E não se trata aqui somente de dinheiro e bens imóveis ou financeiros.
No movimento de Jesus os discípulos são envolvidos com questões de suma importância. Trata-se do escândalo da negação de legitimidade para ambiciosos de poder, na comunidade eclesial e fora dela. A discussão dos discípulos, concentrados não em seu ensinamento, mas na repartição dos cargos burocráticos de um hipotético governo, como um exemplo da vida diária. Está na pauta, é parte dos ensinamentos de Jesus. Os discípulos devem superar o medo cultural que os invade e que impede de dirigirem-se a Ele com mais confiança, sem obediência hierárquica.
Jesus lança mão de uma estratégia pedagógica muito engenhosa: a “criança” era uma das criaturas mais insignificantes da cultura israelita. Por sua fragilidade física ainda em formação e idade, a criança não estava em condições de participar da guerra, da política e nem da vida religiosa. Jesus coloca um desses pequenos para o meio deles e lhes mostra como o presente e o futuro da comunidade está dependendo das pessoas mais esquecidas e mais simples. Somente assim há de se reverter o sistema de valores. E só dessa maneira a comunidade se tornará uma alternativa diante do “mundo” que só valoriza as pessoas endinheiradas, com uma boa posição social ou os que têm poder político e econômico.
A novidade de Jesus consiste em tornar grande o pequeno. Ao dar valor aos que fazem os trabalhos mais humildes e às pessoas tidas culturalmente – dentro da sociedade – como insignificantes “zero à esquerda”, Ele aponta para a igualdade de direitos e a dignidade de todos.
Marcos reúne numa só instrução uma série de sentenças de Jesus, conservadas e transmitidas pelas gerações e tradições primitivas da Igreja. O centro da ação de Jesus é uma casa em Cafarnaum, lugar transformado em escola de apóstolos. Predomina a instrução sobre a humildade. Melhor: o pequeno é “grande” diante de Deus. Os socialmente humildes, sem poder econômico, sem terra, sem emprego, sem teto, sem defesa nas causas levadas aos tribunais, sem nada que os destaque e espelhe dignidade devida e concedida por direito, ocupam lugar central no Reino de Deus. Os oprimidos e esquecidos pela sociedade merecerão a atenção graciosa de Deus.
Pois bem, meu irmão, escute as palavras de Nosso Senhor. Ele nos adverte: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”.
Senhor Jesus, tira do meu coração todo ideal humano de grandeza, e faz-me compreender que ela consiste em fazer-me servidor.
Padre Bantu Mendonça- Canção Nova

Evangelho (Marcos 9,30-37)


25º Domingo Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!


Naquele tempo,
30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará.
32
Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar.
33
Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?”
34
Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.
35
Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”
36
Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: 37“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”.


- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.