segunda-feira, 18 de março de 2013

Discurso do Papa Francisco aos representantes dos meios de comunicação social


 papa-francisco-trono-rtrLeia aqui o discurso na íntegra (fonte Rádio Vaticana):
DISCURSO DO SANTO PADRE

AOS REPRESENTANTES DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

(Aula Paulo VI, 16 de Março de 2013)

Queridos amigos,

É para mim uma alegria poder, no início do meu ministério na Sé de Pedro, encontrar-vos, a vós que estivestes empenhados aqui em Roma num período tão intenso como este que teve início com o inesperado anúncio do meu venerado Predecessor Bento XVI, no dia 11 de Fevereiro passado. Saúdo cordialmente a cada um de vós.

Ao longo dos últimos tempos, não tem cessado de crescer o papel dos mass media, a ponto de se tornarem indispensáveis para narrar ao mundo os acontecimentos da história contemporânea. Por isso, vos dirijo um agradecimento especial a todos pelo vosso qualificado serviço – trabalhastes… e muito! – nos dias passados, quando os olhos do mundo católico e não só se voltaram para a Cidade Eterna, nomeadamente para este território que tem como «centro de gravidade» o túmulo de São Pedro. Nestas semanas, tivestes ocasião de falar da Santa Sé, da Igreja, dos seus ritos e tradições, da sua fé e, de modo particular, do papel do Papa e do seu ministério.

Um agradecimento particularmente sentido dirijo a quantos souberam olhar e apresentar estes acontecimentos da história da Igreja, tendo em conta a perspectiva mais justa em que devem ser lidos: a perspectiva da fé. Quase sempre os acontecimentos da história reclamam uma leitura complexa, podendo eventualmente incluir também a dimensão da fé. Certamente os acontecimentos eclesiais não são mais complicados do que os da política ou da economia; mas possuem uma característica fundamental própria: seguem uma lógica que não obedece primariamente a categorias por assim dizer mundanas e, por isso mesmo, não é fácil interpretá-los e comunicá-los a um público amplo e variado. Realmente a Igreja, apesar de ser indubitavelmente uma instituição também humana e histórica, com tudo o que isso implica, não é de natureza política, mas essencialmente espiritual: é o Povo de Deus, o Povo santo de Deus, que caminha rumo ao encontro com Jesus Cristo. Somente colocando-se nesta perspectiva é que se pode justificar plenamente aquilo que a Igreja Católica realiza.Cristo é o Pastor da Igreja, mas a sua presença na história passa através da liberdade dos homens: um deles é escolhido para servir como seu Vigário, Sucessor do Apóstolo Pedro, mas Cristo é o centro. Não o Sucessor de Pedro, mas Cristo. Cristo é o centro. Cristo é o ponto fundamental de referimento, o coração da Igreja. Sem Ele, Pedro e a Igreja não existiriam, nem teriam razão de ser. Como repetidamente disse Bento XVI, Cristo está presente e guia a sua Igreja. O protagonista de tudo o que aconteceu foi, em última análise, o Espírito Santo. Ele inspirou a decisão tomada por Bento XVI para bem da Igreja; Ele dirigiu na oração e na eleição os Cardeais.

É importante, queridos amigos, ter em devida conta este horizonte interpretativo, esta hermenêutica, para identificar o coração dos acontecimentos destes dias.Destas considerações nasce, antes de mais nada, um renovado e sincero agradecimento pelas canseiras destes dias particularmente árduos, mas também um convite para procurardes conhecer cada vez mais a verdadeira natureza da Igreja e também o seu caminho no mundo, com as suas virtudes e os seus pecados, e conhecer as motivações espirituais que a norteiam e que são as mais verdadeiras para entendê-la. Podeis estar certos de que a Igreja, por sua vez, presta grande atenção ao vosso precioso trabalho; é que vós tendes a capacidade de identificar e exprimir as expectativas e as exigências do nosso tempo, de oferecer os elementos necessários para uma leitura da realidade. O vosso trabalho requer estudo, uma sensibilidade própria e experiência, como tantas outras profissões, mas implica um cuidado especial pela verdade, a bondade e a beleza; e isto torna-nos particularmente vizinhos, já que a Igreja existe para comunicar precisamente isto: a Verdade, a Bondade e a Beleza «em pessoa». Deveria resultar claramente que todos somos chamados, não a comunicar-nos a nós mesmos, mas esta tríade existencial formada pela verdade, a bondade e a beleza.

Alguns não sabiam por que o Bispo de Roma se quis chamar Francisco. Alguns pensaram em Francisco Xavier, em Francisco de Sales, e também em Francisco de Assis. Deixai que vos conte como se passaram as coisas. Na eleição, tinha ao meu lado o Cardeal Cláudio Hummes, o arcebispo emérito de São Paulo e também prefeito emérito da Congregação para o Clero: um grande amigo, um grande amigo! Quando o caso começava a tornar-se um pouco «perigoso», ele animava-me. E quando os votos atingiram dois terços, surgiu o habitual aplauso, porque foi eleito o Papa. Ele abraçou-me, beijou-me e disse-me: «Não te esqueças dos pobres!» E aquela palavra gravou-se-me na cabeça: os pobres, os pobres. Logo depois, associando com os pobres, pensei em Francisco de Assis. Em seguida pensei nas guerras, enquanto continuava o escrutínio até contar todos os votos. E Francisco é o homem da paz. E assim surgiu o nome no meu coração: Francisco de Assis. Para mim, é o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação; neste tempo, também a nossa relação com a criação não é muito boa, pois não? [Francisco] é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre… Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres! Depois não faltaram algumas brincadeiras… «Mas, tu deverias chamar-te Adriano, porque Adriano VI foi o reformador; e é preciso reformar…». Outro disse-me: «Não! O teu nome deveria ser Clemente». «Mas porquê?». «Clemente XV! Assim vingavas-te de Clemente XIV que suprimiu a Companhia de Jesus!». São brincadeiras… Amo-vos imensamente! Agradeço-vos por tudo o que fizestes. E, pensando no vosso trabalho, faço votos de que possais trabalhar serena e frutuosamente, conhecer cada vez melhor o Evangelho de Jesus Cristo e a realidade da Igreja. Confio-vos à intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Estrela da Evangelização. Desejo o melhor para vós e vossas famílias, para cada uma das vossas famílias. E de coração a todos concedo a minha bênção. Obrigado.Disse que de coração vos daria a minha bênção. Uma vez que muitos de vós não pertencem à Igreja Católica e outros não são crentes, de coração concedo esta bênção, em silêncio, a cada um de vós, respeitando a consciência de cada um, mas sabendo que cada um de vós é filho de Deus, Que Deus vos abençoe!

Festejos de São José


saojose200Dia 19 de março é dia de São José, padroeiro do Ceará.
Em muitas cidades e comunidades do Estado as comemorações iniciarão na quarta-feira, dia 10 de março. O povo cearense festeja São José no município de Canaã, Trairi, bairro do Cruzeiro em Itapipoca, Itapiúna, bairro do Limoeiro em Juazeiro do Norte, Missão Velha, Ponta da Serra, Potengi, Granja, Ubajara, Catarina e Iguatu.
Na Arquidiocese de Fortaleza São José é lembrado na Catedral Metropolitana, Aquiraz, Parque Potira, Lagoa Redonda, Olavo Oliveira, Dendê, Maracanaú, Paramoti, Itapery, Sítio São José em Messejana, Nova Assunção, Álvaro Weyne, Barroso II, Edson Queiroz, Santa Fé e Barra do Ceará e em muitas outras comunidades.

Francisco: "Quero uma Igreja pobre e para os pobres"

"Francisco é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre... Ah, como gostaria de uma Igreja pobre e pelos pobres!”, afirma Papa Francisco em sua primeira audiência.
Milhares de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas fizeram fila e passaram por um controle rigoroso para entrar na Sala Paulo VI e participar da primeira audiência com o Papa Francisco na Sala Paulo VI. Muitos levaram também suas famílias.

Papa Francisco foi ovacionado pelo público. Sentou-se em sua cadeira no centro do palco e ouviu a saudação do Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o Arcebispo Claudio Maria Celli.

Em seguida, leu um breve discurso, agradecendo todos pelo precioso serviço realizado nos dias passados, na cobertura do Conclave e em sua eleição.

“Vocês trabalharam!” – exclamou, recebendo um imediato aplauso. Disse ainda que a Igreja e a mídia estão juntas para comunicar a verdade, a bondade e a beleza: “Todos nós somos chamados a comunicar esta tríade, essencial”.

Papa Francisco quis explicar porque “o Bispo de Roma quis se chamar Francisco”. E contou, de modo informal, que a seu lado, no Conclave, estava sentado o arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, “um grande amigo, grande amigo”.

“Quando a coisa ficou “mais perigosa” – prosseguiu – ele me confortava, e quando os votos chegaram a dois terços, momento em que há o aplauso habitual porque o Papa é eleito – ele me abraçou, me beijou e disse “não se esqueça dos pobres”.

“Aquela palavra entrou aqui – disse, indicando a cabeça – ‘os pobres, os pobres’. Aí, pensei em Francisco de Assis e depois, nas guerras. E Francisco é o homem da paz, o homem que ama e tutela a Criação... neste momento em que nosso relacionamento com o meio-ambiente não é tão bom, né?”.

Francisco é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre... “Ah, como gostaria de uma Igreja pobre e pelos pobres!”.

Depois de saudar pessoalmente alguns jornalistas, o Papa Francisco concluiu, em espanhol:

“Disse que lhes daria a minha benção de coração. Muitos de vocês não pertencem à Igreja Católica, outros não crêem. Concedo minha benção, de coração, no silêncio, a cada um de vocês, respeitando a consciência de todos, mas sabendo que cada um de vocês é filho de Deus. Que Deus os abençoe”.
Fonte: Rádio Vaticano

Primeiro Ângelus do Papa Francisco: O coração de Deus está cheio de misericórdia para todos


Papa Francisco
VATICANO, 17 Mar. 13 / 12:25 pm (ACI).- Na primeira ocasião de presidir o Ângelus na Praça de São Pedro em seu Pontificado, o Papa Francisco assegurou que Deus “é o Pai amoroso que perdoa sempre e cujo coração está cheio de misericórdia para todos nós”.

Diante de uma multidão de dezenas de milhares de fiéis reunidos em Roma, o Santo Padre expressou sua felicidade por saudar todos “no domingo, no dia do Senhor”.

“Isto é belo e importante para nós cristãos, reunir-nos no domingo, saudar-nos, falar entre nós como agora aqui, na praça. Uma praça que, graças aos meios de comunicação, tem a dimensão do mundo”, assinalou.

O Papa indicou que “neste quinto domingo de Quaresma, o Evangelho nos apresenta o episódio da mulher adúltera, a qual Jesus salvou da condenação à morte. Comove-nos a atitude de Jesus: não escutamos palavras de desprezo, não escutamos palavras de condenação, só palavras de amor e de misericórdia, que convidam à conversão”.

“Eu também não te condeno vai e já não voltes para pecar!’ Oh, irmãos e irmãs, o rosto de Deus é o de um pai misericordioso, que sempre tem paciência!”, assinalou.

“Pensastes na paciência de Deus, na paciência que tem com cada um de nós? Assim, essa é sua misericórdia! Sempre tem paciência: tem paciência conosco, compreende-nos, espera-nos, não se cansa de nos perdoar se sabemos voltar para Ele com o coração contrito”.

O Santo Padre recordou um episódio particular que lhe ocorreu quando ainda era Bispo, em 1992, em ocasião que “chegou a Buenos Aires a Virgem de Fátima e se fez uma grande missa pelos doentes. fui confessar, durante aquela Missa”.

“Quase ao final da Missa me levantei porque tinha que presidir uma crisma. Veio até mim uma mulher anciã, humilde, muito humilde, de mais de oitenta anos. Olhei-a e lhe disse: ‘Vovó –porque lá chamamos assim os idosos– a senhora quer-se confesar?’ ‘Sim’, disse-me. ‘Mas se a senhora não pecou...’ E ela me disse: ‘Todos temos pecados’... ‘Mas o Senhor não a perdoa?’. ‘O Senhor perdoa tudo’, disse-me, segura. ‘Mas, como a senhora sabe?’. ‘Se o Senhor não perdoasse tudo, o mundo não existiria’”.

Nesse momento, recordou o Papa, “tive vontade de perguntar: ‘diga-me, senhora, você estudou na Universidade Gregoriana?’, porque essa é a sabedoria que dá o Espírito Santo: sabedoria interior da misericórdia de Deus”.

“Não esqueçamos esta palavra: Deus nunca se cansa de nos perdoar, nunca!”.

O Santo Padre indicou que “o problema é que nos cansamos de pedir perdão! Mas Ele nunca se cansa de perdoar. Somos nós os que, às vezes, cansamo-nos de pedir perdão. E não devemos cansar-nos nunca, nunca”.

“Temos que aprender a ser mais misericordiosos com todos. Invoquemos a intercessão da Virgem Maria, que teve em seus braços a Misericórdia de Deus feito homem”, concluiu, antes de rezar o Ângelus.
Ao concluir a oração Mariana, o Papa saudou quão fiéis encheram a Praça de São Pedro e agradeceu “sua acolhida e sua oração”.

“Peço-lhes que rezem por mim. Renovo meu abraço aos fiéis de Roma e o estendo a todos vós, que viestes que várias partes da Itália e do mundo, assim como a aqueles que se unem a nós através dos meios de comunicação”, disse.

O Papa recordou que escolheu o nome “do santo padroeiro da Itália, São Francisco de Assis”. Isto “reforça meus laços espirituais com esta terra, da que, como sabem, é originária minha família”, comentou.

“Mas Jesus nos chamou a ser parte de uma nova família: sua Igreja; esta família de Deus, para caminhar juntos pelos caminhos do Evangelho. Que o Senhor os abençoe e a Virgem os proteja! E não se esqueçam disto: O Senhor nunca se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir perdão”, remarcou.

“Bom domingo e que aproveitem o almoço”, concluiu o Papa, recebendo uma intensa ovação dos fiéis e peregrinos. Fonte: Acidigital

sábado, 16 de março de 2013

O Papa: Como o bom vinho que melhora com os anos, os idosos devemos doar aos jovens a sabedoria da vida

VATICANO, 15 Mar. 13 / 04:44 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras durante o encontro desta manhã com os cardeais eleitores e não eleitores, o Papa Francisco alentou aos cardeais a dar aos jovens a sabedoria da vida que têm os idosos, que melhoram como o bom vinho com o passar dos anos.
No encontro no qual sofreu um pequeno tropeço, o Santo Padre disse aos cardeais: Queridos irmãos, força! A metade de nós está em idade avançada: a velhice é – parece-me dizer assim – a sede da sabedoria da vida. Os idosos têm a sabedoria de ter caminhado na vida, como o velho Simeão, a velha Ana no Templo. E propriamente aquela sabedoria fez-lhes reconhecer Jesus. Doemos esta sabedoria aos jovens: como o bom vinho, que com os anos torna-se melhor, doemos aos jovens a sabedoria da vida".
Na Sala Clementina do Palácio Apostólico do Vaticano, o Santo Padre recordou ao Cardeal argentino Jorge Mejía, que teve um enfarte e comentou que "sua saúde é estável e manda saudações para todos".
O Papa disse que o encontro de hoje queria ser "um prolongamento da intensa comunhão eclesial", experimentada durante o Conclave.
"Animados por um profundo senso de responsabilidade e de grande amor por Cristo e pela Igreja –recordou- rezamos juntos, compartilhando fraternalmente os nossos sentimentos, as nossas experiências e reflexões. Neste clima de grande cordialidade cresceu o conhecimento e a abertura mútua".
Improvisando novamente, o Pontífice disse que esses sentimentos eram "bons porque somos irmãos. Alguém me dizia: os Cardeais são os sacerdotes do Santo Padre. Aquela comunidade, aquela amizade, aquela proximidade nos fará bem".
"Precisamente esta proximidade e esta abertura mútua nos facilitaram a docilidade à ação do Espírito Santo. Ele, o Paráclito, é o supremo protagonista de cada iniciativa e manifestação de fé", e de novo, deixando os papéis do discurso acrescentou "É curioso: isso me faz pensar. O Paráclito faz todas as diferenças nas Igrejas, e parece como se fosse um apóstolo de Babel".
"Mas por outro lado, é Aquele que faz a unidade destas diferenças, não na "igualdade", mas na harmonia. Eu recordo aquele Padre da Igreja que o definia assim: "Ipse harmonia est". O Paráclito que dá a cada um de nós carismas diferentes, nos une nesta comunidade de Igreja, que adora o Pai, o Filho e Ele, o Espírito Santo".
O Santo Padre recordou o período do Conclave, "repleto de significado não somente para o Colégio Cardinalício, mas também para todos os fiéis. Nestes dias sentíamos quase sensivelmente a atenção de tantas pessoas que, embora não partilhando da nossa fé, olham com respeito e admiração a Igreja e a Santa Sé".
Deste modo expressou seu agradecimento a todos os cardeais por sua cooperação na guia da Igreja durante a Sé Vacante, ao cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardenalício, ao Camarlengo, cardeal Tarcisio Bertone e ao cardeal Giovanni Battista Re "que foi nosso chefe no Conclave".
"Um pensamento cheio de grande afeto e de profunda gratidão dirijo ao meu venerado Predecessor Bento XVI, que nestes anos de Pontificado enriqueceu e fortaleceu a Igreja com o Seu magistério, a Sua bondade, a Sua condução, a Sua fé, a Sua humildade e a Sua suavidade. Permanecerão um patrimônio espiritual para todos!".
E assinalou que "como nos recordou tantas vezes em seus ensinamentos e, por último, com este gesto corajoso e humilde, o Papa Bento XVI, é Cristo que guia a Igreja por meio do seu Espírito. O Espírito Santo é a alma da Igreja com a sua força vivificante e unificante: de muitos faz um corpo só, o Corpo místico de Cristo".
O Papa exortou a não ceder "nunca ao pessimismo, àquela amargura que o diabo nos oferece a cada dia; não cedamos ao pessimismo e ao desencorajamento: tenhamos a firme certeza de que o Espírito Santo doa à Igreja, com o seu sopro poderoso, a coragem de perseverar e também de procurar novos métodos de evangelização, para levar o Evangelho até os extremos confins da terra".
"A verdade cristã é atraente e persuasiva porque responde à necessidade profunda da existência humana, anunciando de maneira convincente que Cristo é o único Salvador de todo o homem e de todos os homens. Este anúncio é válido hoje como o foi no anúncio do cristianismo, quando se trabalhou a primeira grande expansão missionária do Evangelho".
Finalmente disse: "agora voltarão ?para suas respectivas sedes para continuar o vosso ministério, enriquecidos pela experiência destes dias, tão repletos de fé e de comunhão eclesial. Tal experiência única e incomparável nos permitiu acolher em profundidade toda a beleza da realidade eclesial, que é um reflexo do esplendor de Cristo Ressuscitado: um dia olharemos para aquela face belíssima do Cristo Ressuscitado!".
Terminado seu discurso o Papa saudou um por um a todos os cardeais presentes.  Fonte: Acidigital

Comentando o Evangelho

O preconceito - obstáculo à fé
Diante do ensinamento de Jesus (cf. 7,14ss), as pessoas dividem-se no que diz respeito a sua identidade (cf. v. 40). De novo, um hermetismo no que concerne à origem do Messias impede, ou melhor, cria uma cisão entre o povo por causa dele (v. 43) e obstaculiza o salto da fé. Naquele momento ninguém o prendeu, ainda que alguns o quisessem, sobretudo os chefes dos sacerdotes e os fariseus (cf. vv. 44-45). A razão é a força do ensinamento de Jesus; o que ele dizia fazia plenamente sentido: "Ninguém jamais falou com este homem" (v. 46). Os sinais que Jesus realiza dão testemunho que sua presença e palavra transformam a vida do ser humano e revelam o mistério de Deus.

Carlos Alberto Contieri, sj- Paulinas

Evangelho do Dia-Jo 7,40-53


Ano C

O povo se divide - Jo 7,40-53

Ouvindo estas palavras, alguns da multidão afirmavam: "Verdadeiramente, ele é o profeta!" Outros diziam: "Ele é o Cristo!" Mas outros discordavam: "O Cristo pode vir da Galileia? Não está na Escritura que o Cristo será da descendência de Davi e virá de Belém, o povoado de Davi?" Surgiu, assim, uma divisão entre o povo por causa dele. Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos. Os guardas então voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: "Por que não o trouxestes?" Responderam: "Ninguém jamais falou como este homem". Os fariseus disseram a eles: "Vós também vos deixastes iludir? Acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? Mas essa gente que não conhece a Lei são uns malditos!" Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que tinha ido a Jesus anteriormente, disse: "Será que a nossa Lei julga alguém antes de ouvir ou saber o que ele fez?" Eles responderam: "Tu também és da Galileia? Examina as Escrituras, e verás que da Galileia não surge profeta". Depois, cada um voltou para sua casa.
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para a Leitura Orante,com toda a comunidade presente neste espaço virtual, rezando:
- Vinde, ó Deus em meu auxílio.
- Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Hino

Ó Cristo, sol de justiça,
brilhai nas trevas da mente.
Com força e luz, reparai
a criação novamente.

Dai-nos, no tempo aceitável,
um coração penitente,
que se converta e acolha
o vosso amor paciente.

A penitência transforme
tudo o que em nós há de mal.
É bem maior que o pecado
o vosso dom sem igual.

Um dia vem, vosso dia,
e tudo então refloresce.
Nós, renascidos na graça,
exultaremos em prece.

A vós, Trindade clemente,
com toda a terra adoramos,
e no perdão renovados
um canto novo cantamos.

1- Leitura (Verdade)

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando ou cantando:
"Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra,inunda meu ser, permanece em nós"
- O que a Palavra diz?
Leio atentamente, na Bíblia, este texto de Jo 7,40-53.

Alguns consideram Jesus "o Profeta", outros "o Messias". Outros duvidam porque Jesus vinha de Nazaré da Galileia, enquanto o Messias deveria vir de Belém, na Judeia. Começam a se dividir e alguns querem prendê-lo.

Jesus não julga nem condena ninguém. São as pessoas que, a partir de suas escolhas, se posicionam a favor ou contra ele.

Nicodemos convida o Sinédrio ao bom senso lembrando que a Lei não permitia condenar uma pessoa sem ouvi-la primeiro. O Sinédrio prefere julgar apenas pela origem de Jesus e não, pela sua pessoa. Para eles, da Galileia, ou seja, dos pobres e marginalizados, nada de bom se pode esperar. Nicodemos, o "Mestre em Israel", é tratado como ignorante e desprezado. Se aceitar Jesus, deverá se afastar do Sinédrio.

2- Meditação (Caminho)

- O que a Palavra diz para mim?
Onde me posiciono ou me situo? A favor de Jesus? Ou contra? Jesus é para mim o Messias, o Profeta ou o Filho de Deus? Com que personagens me identifico? Com o povo? Com os doutores da Lei? Com os fariseus? Ou com Nicodemos? Tenho preconceitos em relação às pessoas considerando-as pela sua origem e não pelo que elas são? Faço um breve momento de silêncio para me examinar.

Cristo é o único Caminho (Jo 14,6). Ninguém pode ir ao Pai a não ser por ele. Por isso confirmo meu projeto de vida no seu seguimento. E esta confirmação está de acordo com o que disseram os bispos em Aparecida: "A Igreja tem como missão própria e específica comunicar a vida de Jesus Cristo a todas as pessoas, anunciando a Palavra, administrando os sacramentos e praticando a caridade. É oportuno recordar que o amor se mostra nas obras mais do que nas palavras, e isto vale também para nossas palavras nesta V Conferência. Nem todo o que diz Senhor, Senhor... (cf. Mt 7,21). Os discípulos missionários de Jesus Cristo tem a tarefa prioritária de dar testemunho do amor de Deus e ao próximo com obras concretas. Dizia São Alberto Hurtado: "Em nossas obras, nosso povo sabe que compreendemos sua dor". (DAp 386).

3- Oração (Vida)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja, a
Oração oficial da CF 2013

Pai santo, vosso Filho Jesus,
conduzido pelo Espírito
e obediente à vossa vontade,
aceitou a cruz como prova de amor à humanidade.
Convertei-nos e, nos desafios deste mundo,
tornai-nos missionários
a serviço da juventude.
Para anunciar o Evangelho como projeto de vida,
enviai-nos, Senhor;
para ser presença geradora de fraternidade,
enviai-nos, Senhor;
para ser profetas em tempo de mudança,
enviai-nos, Senhor;
para promover a sociedade da não violência,
enviai-nos, Senhor;
para salvar a quem perdeu a esperança,
enviai-nos, Senhor;
para...

4- Contemplação (Vida e Missão)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar, a partir desta oração é de reconhecimento de Jesus como Filho do Deus vivo. Ele é o Mestre, Verdade, Caminho e Vida. Tratarei as pessoas sem preconceitos, mas como são, filhas de Deus.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp