segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Hino da CF 2014 está disponível em CD nas livrarias católicas


CapaCDCF2014250O CD com o Hino da Campanha da Fraternidade (CF) de 2014 e os cantos para a Quaresma já estão disponíveis nas livrarias católicas de todo país. O hino foi escolhido a partir do concurso e teve a aprovação final dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral.
De acordo com o assessor da Comissão Episcopal para a Litúrgia da CNBB, padre José Carlos Sala, o hino “é indicado especialmente para ser cantado nos momentos de encontros, debates, seminários, palestras e estudos sobre a temática em questão”. A canção traz uma reflexão sobre o tema da CF do próximo ano: “Fraternidade e tráfico humano”.
Desde 2006, o CD apresenta o hino da Campanha da Fraternidade e o repertório quaresmal correspondente a liturgia de cada ano. “O álbum está enriquecido com diversas músicas para as celebrações da Quaresma do ano A, que contemplam a espiritualidade e a sacramentalidade própria deste tempo litúrgico”, explica padre Sala.
“Com este subsídio, as equipes de canto e música poderão escolher o melhor meio para utilizar estas canções, e assim ajudar os fiéis na assimilação dos cantos para melhor celebrar a quaresma”, completa o assessor.
Fonte: CNBB

O Papa Francisco e o Acolhimento


padre-Brendan200Na sua recente visita ao Brasil o Papa Francisco disse: “Não nos fechemos à novidade que Deus quer trazer à nossa vida! Não há situações que Deus não possa mudar; não há pecado que não possa perdoar, se nos abrimos a Ele”. Mais recentemente ele citou as profundas e lindas palavras de um dos seus antecessores, o Papa Paulo Vl: “Para a Igreja Católica ninguém é estranho, ninguém está excluído, ninguém está longe. Nós somos efetivamente uma só família humana que, na multiplicidade das suas diferenças, caminha para a unidade, valorizando a solidariedade e o diálogo entre os povos”. Não há dúvida de que o Papa quer as comunidades cristãs, sendo comunidades de verdadeiro acolhimento, comunhão e escuta. Nas palavras dele “quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé”
O Papa Francisco é um ortodoxo inflexível em matéria de moral sexual. Condena energicamente o aborto, a eutanásia, a união homoafetiva e a contracepção. Por isso suas palavras: “Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?” causou surpresa. Porém, o Papa está somente dizendo o que o Catecismo da Igreja Católica ensina sobre homossexuais que eles sejam “acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza” e condena “todo sinal de discriminação injusta” contra eles (cf. CIC No. 2358). A Igreja Católica reconhece a dignidade de todas as pessoas, e não as define nem as rotula segundo sua orientação sexual.
Quando o Papa Francisco exige que as comunidades católicas sejam comunidades acolhedoras ele está simplesmente seguindo o exemplo do próprio Jesus. Em João 8, 1-11 encontramos Jesus com a mulher surpreendida em adultério que segundo a Lei deve ser apedrejada. Quando todos os seus acusadores saíram, Jesus disse: “Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém Senhor”. Então Jesus disse: “Eu também não te condeno: vai e não peques mais”. Outro exemplo é o do “Bom ladrão” em Lucas 23, 39-43. Esse ladrão que também era um assassino morrendo numa cruz ao lado de Jesus, se arrependeu de seus pecados e disse: “Jesus, lembra-te de mim, quando vieres no teu reino”. Com admirável acolhimento Jesus disse: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Em João 18,17-26 encontramos Pedro negando Jesus três vezes. Apesar disso Jesus o fez chefe de sua Igreja: “Tu es Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Que belo exemplo de acolhimento.
Imitando Jesus e seguindo a orientação do Papa Francisco as comunidades católicas têm que ser comunidades acolhedoras para: os pobres, os excluídos, os marginalizados, as pessoas com orientação sexual diferente, as mães solteiras, pessoas numa segunda união, os soros positivos, ex-presidiários, drogados e alcoólatras, e reunir condições para dialogar com outras igrejas com respeito etc. Acolhimento não significa aprovação e muito menos aceitação das situações em que as pessoas citadas, filhos e filhas de Deus, se encontram. Para parafrasear as palavras do Papa Francisco: Se uma dessas pessoas busca Deus e tem boa vontade, quem somos nós para julgá-los?
Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista

A imparcialidade de Dom Helder e do Papa Francisco



geovane180por Padre Geovane Saraiva*
Talhado para coisas mais elevadas, Dom Helder Câmara jamais se acostumou com a miséria, a dor e o sofrimento humano; não os via como normal e natural esse estado de coisas, porque machuca o rosto amoroso de Deus e contraria sua santa vontade. Por isso mesmo decidiu, com grande obstinação, ternura e a coragem de pastor, levantar sua voz e lutar contra essa realidade da mais alta relevância, até então vista com a maior naturalidade, num ardente desejo de minimizá-la e mesmo derrotá-la.
Quanta simplicidade, humildade e abertura, ao elevar seus louvores, preces e clamores ao Deus Criador e Pai! Sempre à luz da palavra divina, na mais absoluta confiança, sem se afastar da pedagogia de que lhe era peculiar, na mais profunda atitude de imparcialidade, voltava-se para um Deus justo, acolhedor e terno, no dizer do Livro Sagrado: “Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. Ele não é parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos; jamais despreza a súplica do órfão, nem da viúva, quando desabafa suas mágoas” (Eclo 35, 15-17).
Ao assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife em abril de 1964, na sua mensagem, na tomada de posse, estas foram, entre outras, as palavras do pastor dos empobrecidos: “Quem estiver sofrendo, no corpo ou na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar especial no coração do bispo”. O anúncio do Evangelho foi para ele, ao mesmo tempo, candente e misericordioso, apaixonada sensata. Na hipótese de usar de parcialidade, sempre era no sentido de favorecer os menos favorecidos, os “sem voz e sem vez”.
Não posso jamais me esquecer do que está na minha mente e no coração, no sentido de enriquecer este nosso texto, a sensibilidade e o não indiferentismo, na paixão de muitos irmãos e mesmo do planeta, bem como as palavras encantadoras do querido Papa Francisco, do dia 16 de setembro de 2013, no encontro com clero de Roma, sua diocese, porque o Papa é o bispo de Roma, ao afirmar: “Nós, bispos, devemos está próximos dos sacerdotes, devemos ser caridosos com o próximo e os mais próximos são os sacerdotes. Os mais próximos do bispo são os sacerdotes (aplausos)! Vale também o contrário (risos e aplausos)! O mais próximo dos padres deve ser o bispo. A caridade para com o próximo, o mais próximo é o meu bispo. O bispo deve dizer: os mais próximos são os meus padres (…)”.
Ao celebrar 25 anos de ministério sacerdotal (14/08/2013), motivo de agradecimento ao bom Deus pelo nosso humilde trabalho e realizações em favor do Reino de Deus, na nossa Arquidiocese de Fortaleza, coloquei também como algo relevante, a exemplo de Dom Helder e agora de Francisco, o Sumo Pontífice, nossa humilde lavra literária, nos livros já publicados e, como colunista do Jornal O Povo de Fortaleza, além de ser articulista das revistas digitais: www.domtotal.com, www.revistamissoes.org.br, www.catolicanet.com.br, entre outras.
Não posso deixar de registrar uma especial mensagem, que muito me honrou, entre muitas, do querido Arcebispo Metropolitano de Brasília, Dom Sergio da Rocha, na sua incomensurável generosidade, ao dizer-me: “Caro Padre Geovane Saraiva, estive rezando especialmente por você, por ocasião do seu Jubileu Sacerdotal. Porém, naquele dia não consegui me comunicar por telefone com você. Somente nestes dias, consegui novamente o seu e-mail com Dona Geralda, pois mudanças no provedor me fizeram perder a lista de contatos. Desejo que você, pela graça de Deus, seja sempre fiel e, por isso, feliz, em sua vida e ministério sacerdotal. Deus o abençoe sempre. Abraço! +Sergio da Rocha”.
Diversos amigos e colegas, tendo por base a comunhão afetiva e efetiva, perguntaram-me pela presença do nosso Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio e, se ele tinha enviado uma mensagem alusiva ao meu jubileu, para que fosse lida no final da celebração, dentre os quais, Padre José Maria Cavalcante Costa, Padre Evaristo Marcos, Padre José Fernandes de Oliveira, Padre Francisco de Assis Apolônio. Compreendi essa preocupação como um gesto grandioso e inenarrável, desejando eles enaltecer ainda mais a celebração eucarística dos meus 25 anos de vida e ministério sacerdotal, na palavra do pastor desta Igreja de Fortaleza. Aprendamos irmãos e irmãs, do cidadão planetário e artesão da paz, Dom Helder Câmara, com sua voz profética quanto imparcial, consciente de que a prece do humilde atravessa as nuvens e chega aos céus; também do Papa Francisco, na sua assertiva: “Nós bispos devemos está próximos dos sacerdotes”.
Concluo nosso pequeno artigo com as palavras citadas pelo Romano Pontífice, sobre a mulher servidora e imparcial por excelência, Maria Mãe de Deus e Senhora Nossa, no dia 16 de maio de 2013: “Mãe da beleza, que floresce da fidelidade ao trabalho cotidiano, despertai-nos da inércia e da indolência, da mesquinhez e do derrotismo. Reveste os Pastores daquela compaixão que unifica e integra: descobriremos a alegria de uma Igreja serva, humilde e fraterna”. Assim seja!
*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, articulista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal – Pároco de Santo Afonso – geovanesaraiva@gmail.com

A casa dos espelhos


Há muito tempo havia na cidade uma coisa bem interessante. Era conhecida como a "casa dos mil espelhos".

As pessoas ficavam muito curiosas por saber o que havia lá dentro, pois se dizia que era uma casa mágica, mas tinham muito medo de serem amaldiçoadas ao entrar lá.

Certo dia, dois homens da cidade decidiram entrar na casa. Eram dois amigos, mas tinham atitudes bastante diferentes um do outro. Ao entrar na casa, puderam comprovar isso.

O primeiro a entrar foi Mateus, um homem alegre, que vivia sorrindo e brincando com as pessoas da cidade. Ao entrar na casa, foi saudado por centenas de pessoas. A casa estava cheia de gente, todos alegres, vibrantes, sorridentes. Mateus ficou encantado com o lugar e saiu correndo para dizer ao amigo que também entrasse para ver que lugar maravilhoso era aquele.

Encontrou o amigo na porta da sala. Pedro, o amigo, não era de muitos sorrisos. Sempre agia com rigidez, com a testa franzida e os olhos raivosos. Mateus disse-lhe o que havia visto e todas as pessoas que o saudaram. Pedro não acreditou muito, pois sempre ouvira falar que a casa era mal assombrada. Decidiu conferir por conta própria.

Ao entrar na casa, viu várias pessoas desconfiadas, encarando-o. Todos os rostos estavam fechados, com aparência de ódio. Pedro resolveu falar alto para mostrar que não tinha medo de cara feia. Em coro, todos os que estavam na casa também gritaram e mostraram-se ainda mais hostis. Pedro decidiu sair dali e nunca mais voltar.

- Que lugar horrível, você me enganou – disse ao amigo ao sair.

Para refletir
O mundo é como a "casa dos mil espelhos". Se o olharmos com alegria e leveza, veremos somente coisas boas e alegres. Mas quando o enfrentamos com ódio, quando vivemos em tensão e conflito constante, não conseguimos ver além do aspecto negativo. O mundo que vemos e construimos é o mundo que está dentro de nós. As coisas que nos cercam apenas refletem a nossa imagem e o nosso estado de espírito, assim como um espelho. Sorria para as pessoas e elas sorrirão, faça uma boa ação e elas farão outra. Estampe um sorriso no rosto, seja gentil, carinhoso, isso trará ótimos benefícios para sua vida.

Se você entrasse na casa dos espelhos hoje, o que veria lá? A imagem refletida centena de vezes seria agradável ou não? Você gostaria que ela fosse como? Faça desse desejo um projeto de vida e se dedique para construir uma vida mais alegre, mais virtuosa, com qualidade de vida muito maior. O esforço vale a pena.
Fonte: Catequese Católica

Liturgia Diária


Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.



Oração:
Pai, coloca no meu coração um amor desinteressado e gratuito, que saiba ser generoso sem esperar outra recompensa a não ser a que vem de ti.
Primeira leitura: Rm 11,29-36
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos, 29os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 30Outrora, vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, em consequência da desobediência deles. 31Assim são eles agora os desobedientes, para que, em consequência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia. 32Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos. 33A profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! 34De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? 35Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? 36Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele, a glória para sempre. Amém! 
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 69
          — Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!
— Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

— Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria!

— Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.

— Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, reconstruindo as cidades de Judá, onde os pobres morarão, sendo seus donos. A descendência de seus servos há de herdá-las, e os que amam o santo nome do Senhor dentro delas fixarão sua morada! 
 
Evangelho: Lc 14,12-14
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          - Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 12dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: "Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos nem teus irmãos nem teus parentes nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos". - Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
É preciso renunciar ao anseio de recompensa ou retribuição.
Trata-se de uma refeição na casa de um fariseu, num sábado (cf. v. 1), dia dado pelo Senhor para celebrar o dom da vida, através da obra da criação, e a libertação do país da escravidão. A instrução é motivada pela observação de Jesus de que “os convidados escolhiam os primeiros lugares” (v. 7). A parábola utiliza a imagem do casamento, em que os lugares já eram predeterminados.

Há duas lições: o lugar é recebido de quem convidou para a festa (cf. v. 8-11). A segunda lição, nosso texto de hoje, é um convite à generosidade: quando der um banquete, convide aqueles que não podem retribuir (cf. vv. 12-14). É preciso renunciar ao anseio de recompensa ou retribuição: “Se amais os que vos amam, que graça alcançais? Até mesmo os pecadores agem assim. Fazei o bem aos que no-lo fazem, que graça alcançais? Até mesmo os pecadores agem assim… E se emprestais àqueles de que quem esperais receber, que graça alcançais? […]. Fazei o bem e empresteis sem esperar coisa alguma em troca” (Lc 6,32-35).
 
Leitura Orante

Oração Inicial

- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre,
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
(Bv. Alberione)

1- Leitura (Verdade)

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 14,12-14 e observo pessoas. Procuro compreender o ensinamento de Jesus Mestre.
Jesus fala sobre a generosidade desinteressada: convidar os pobres, os que não têm como retribuir. Normalmente, na sociedade, convidam-se pessoas do mesmo nível e que acabam por retribuir. A caridade proposta por Jesus rompe este círculo e dá espaço aos pobres, aos coxos, aos sem aparência, aos cegos...E afirma que este tipo de caridade tem a recompensa de Deus.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje?
Minha vida reflete o que o texto diz ou há contradições? Na comunidade da qual participo é assim que as pessoas se relacionam ou há disputa de poder, pessoas que buscam fazer carreira? Que lugar ocupo eu?
A Conferência de Aparecida nos recorda: “
"A vida se acrescenta dando-a e se enfraquece no isolamento e na comodidade. De fato, os que mais desfrutam da vida são os que deixam da margem a segurança e se apaixonam na missão de comunicar vida aos demais. O Evangelho nos ajuda a descobrir que um cuidado enfermiço da própria vida depõe contra a qualidade humana e cristã dessa mesma vida. Vive-se muito melhor quando temos liberdade interior para doá-la "Quem aprecia sua vida terrena, a perderá" (Jo 12,25). Aqui descobrimos outra profunda lei da realidade: " que a vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isso é, definitivamente, a missão."(DAp 360).

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Vivo este momento em silêncio.Depois, concluo:
Espírito vivificador,
a ti consagro o meu coração:
aumenta em mim o amor a Jesus e aos irmãos.
Faze-me sentir filho amado do Pai. Amém.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. Vou pensar com amor nas pessoas mais carentes.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém
Fonte: Catequese Católica

domingo, 3 de novembro de 2013

Angelus: "Não há pecado ou crime que possa cancelar um homem do coração de Deus"

2013-11-03 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – “Não há pecado ou crime que possa cancelar um homem do coração de Deus”: a misericórdia divina foi a tônica da alocução pronunciada pelo Papa Francisco antes do Angelus deste domingo.
Comentando a conversão de Zaqueu, o Pontífice recordou que este trecho narrado no Evangelho de Lucas resume em si o sentido de toda a vida de Jesus, ou seja, procurar e salvar as ovelhas perdidas.
Zaqueu é uma delas. É desprezado porque é o chefe dos publicanos da cidade de Jericó, amigo dos odiados invasores romanos. É ladrão e explorador.
Impedido de se aproximar de Jesus, provavelmente por causa de sua má fama, e sendo pequeno de estatura, Zaqueu sobe em cima de uma árvore para poder ver melhor o Mestre que passa.
“Este gesto exterior, um pouco engraçado, expressa porém o ato interior do homem que tenta elevar-se sobre a multidão para ter um contato com Jesus”, explicou o Papa.
O próprio Zaqueu não sabe o sentido profundo do seu gesto; nem mesmo ousa esperar que possa ser superada a distância que o separa do Senhor; se resigna a vê-lo somente de passagem.
Mas Jesus, quando passa perto desta árvore, o chama por nome: «Zaqueu, desça da árvore porque hoje quero jantar na sua casa» (Lc 19,5). Zaqueu, aliás, é um nome significativo, pois quer dizer “Deus lembra”.
Já naquela época, comentou o Pontífice, existiam os “fofoqueiros”, pois este gesto de Jesus suscitou as críticas de toda a população de Jericó: “Mas como? Com todas as pessoas boas que existem na cidade, escolhe justamente um publicano? Sim, porque ele estava perdido; e Jesus diz: «Hoje a salvação entrou nesta casa, porque ele também é filho de Abraão» (Lc 19,9).
Não existe profissão ou condição social, não há pecado ou crime de qualquer gênero que possa cancelar da memória e do coração de Deus um só filho sequer. “Deus recorda”, não esquece nenhum daqueles que criou; Ele é Pai, sempre à espera de ver com atenção e com amor que renasça no coração do filho o desejo de regressar à casa. E quando reconhece este desejo, mesmo que simplesmente manifestado, imediatamente põe-se a seu lado, e com o seu perdão lhe torna mais leve o caminho da conversão e do regresso.
O gesto de Zaqueu, disse ainda o Papa, é um gesto de salvação. “Se há um peso na consciência ou algo do qual se envergonhar, não se preocupe. Suba na árvore ‘da vontade de ser perdoado’. Eu garanto que não se desiludirá. Jesus é misericordioso e jamais se cansa de perdoar.”
Francisco concluiu pedindo que cada um de nós ouça a voz de Jesus que nos diz: “Hoje quero passar na sua casa”, ou seja, na nossa vida.
Ele pode nos mudar, pode transformar o nosso coração de pedra em coração de carne, pode nos libertar do egoísmo e fazer da nossa vida um dom de amor.(BF)  
Fonte: News.VA

Liturgia Diária

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amé
m.
Oração:
Pai, move-me pelo Espírito a trilhar o caminho da santidade, colocando minha vida em tuas mãos e buscando viver as bem-aventuranças proclamadas por teu Filho Jesus.
Primeira leitura: Ap 7,2-4.9-14
Leitura do Apocalipse de São João
Eu, João, 2vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: 3"Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus".
4Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.
9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10Todos proclamavam com voz forte: "A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro".
11Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos, e dos quatro Seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: 12"Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém".13E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: "Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?"
14Eu respondi: "Tu é que sabes, meu senhor".
E então ele me disse: "Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro". 
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 24
          — É assim a geração dos que procuram o Senhor!
— É assim a geração dos que procuram o Senhor!

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,/ o mundo inteiro com os seres que o povoam;/ porque ele a tornou firme sobre os mares,/ e sobre as águas a mantém inabalável.

— "Quem subirá até o monte do Senhor,/ quem ficará em sua santa habitação?"/ "Quem tem mãos puras e inocente o coração,/ quem não dirige sua mente para o crime.

— Sobre este desce a bênção do Senhor/ e a recompensa de seu Deus e Salvador"./ “É assim a geração dos que o procuram,/ e do Deus de Israel buscam a face".
 
2° Leitura: 1Jo 3,1-3
Leitura da Primeira Carta de São João
Caríssimos: 1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai.
2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. 
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Evangelho: Mt 5,1-12
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus".

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
Acolher a presença de Deus é o caminho da santidade.

A festa de todos os santos e santas de Deus é uma festa antiga. Já no segundo século, a Igreja celebrava a memória dos seus mártires para que, tendo presente o seu testemunho, a comunidade se mantivesse fiel no testemunho de Jesus Cristo. É uma festa para nós. A porta do céu se abre não para nos abstrairmos do mundo, pois, aqui, é o lugar de vivermos a nossa vocação à santidade, mas para considerarmos o compromisso próprio do nosso chamado a partir do céu, inspirados pelo testemunho daqueles que nos precederam na fé. Em todos os santos e santas de Deus se cumpre a Palavra do Senhor. À afirmação de Pedro: “Olha, deixamos tudo e te seguimos!”, que recompensa terão? Jesus responde: “Nessa vida perseguições e tribulações. Mas, depois, a vida eterna” (Mc 10,28-30).

As bem-aventuranças fazem parte do longo discurso denominado sermão da montanha (Mt 5–7); fazem parte de um gênero literário bastante atestado no Antigo Testamento. A primeira bem-aventurança é o fundamento de todas as demais: “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos céus” (v. 3). Há um espírito dentro do ser humano; ele o recebeu de Deus, que o chamou à existência (cf. Gn 2,7). A pobreza de espírito é uma pobreza em relação a Deus: diante de Deus o ser humano se encontra “desnudo”. Viver essa realidade de maneira concreta é assumi-la com um coração puro, experimentá-la no mais profundo do ser, lá onde aflora a presença de Deus. Nesse sentido, as bem-aventuranças são um apelo ao discípulo a viver a vida referida a Deus e na confiança nele, num compromisso efetivo com o Reino de Deus e na esperança de que a recompensa vem do alto. O que cada bem-aventurança promete, a realidade escatológica, é o fundamento da vida moral, do modo de agir do cristão.

O livro do Apocalipse foi escrito com a finalidade de encorajar os cristãos a que, mesmo na perseguição implacável, guardassem a palavra de Cristo, não renunciassem à fé e aos valores da vida cristã. Ele tira para a vida dos cristãos as consequências do mistério pascal do Senhor. O que encoraja a Igreja peregrina é considerar a Igreja triunfante. A multidão numerosa vestida de branco são os que por Cristo deram as suas vidas e no Cristo participam da sua gloriosa ressurreição. São os que confiaram plenamente no Senhor: “Todo o que espera nele purifica-se, como também ele é puro” (1Jo 3,3).

É preciso, por fim, dizer que o que nos faz santos é a presença de Deus em nós. Acolher esta presença, deixar-se conduzir por ela, é o caminho da santidade.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

- A nós todos, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando
o Salmo 111:
- De todo o coração, Senhor, vos quero louvar, no conselho dos justos e na assembleia.
- São grandes as obras do Senhor, dignas de estudo para quem as ama.
- A sua obra é esplendor e majestade, a sua generosidade permanece para sempre.
- Ele fez maravilhas memoráveis.
- O Senhor é piedade e compaixão: dá alimento aos que o temem, lembrando-se sempre da sua aliança.
- Ao seu povo mostrou a força do seu agir, entregando-lhe a herança das nações.
-Justiça e Verdade são as obras das suas mãos, todos os seus preceitos merecem confiança.
- São estáveis para sempre e eternamente, vão cumprir-se com verdade e retidão.
- Enviou a libertação ao seu povo, confirmando a sua aliança para sempre.
- O seu Nome é santo e terrível.
- O princípio da sabedoria é o temor do Senhor. Todos quantos o praticam têm bom senso.
- O louvor do Senhor permanece para sempre.

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mt 5,1-12a, na Bíblia e observo o código da felicidade de Jesus Mestre.
O "Sermão da Montanha" é como a Constituição do povo de Deus, o manifesto do Mestre Jesus Cristo, um código de felicidade, talvez bem estranho ao muno de hoje. Os estudiosos da Bíblia o lêem com Moisés e o Sinai observando as correspondências. Jesus viu as multidões e sentado - atitude de que ensina - falou a elas. Este discurso é exigente, um convite a uma constante superação de si mesmo, uma denúncia às mesquinhezas e infidelidades e, ainda, oferece a misericórdia de Deus. Através daquela comunidade, Jesus Mestre se dirige a todas as comunidades de todos os tempos. Viver as bem-aventuranças é ser fermento de uma nova sociedade. É aceitar o código de Jesus para ser feliz.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje?
Releio o texto. Reflito e me examino para ver se me enquadro entre estes felizes de que fala Jesus. Posso me questionar: sou espiritualmente pobre? Humilde? Procuro fazer a vontade de Deus? Tenho o coração puro? Trabalho pela paz? Os bispos, em Aparecida, nos ajudaram a refletir sobre isto: "No seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus: seu amor e obediência filial ao Pai, sua compaixão entranhável frente à dor humana, sua proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade à missão encomendada, seu amor serviçal até a doação de sua vida. Hoje, contemplamos a Jesus Cristo tal como os Evangelhos nos transmitiram para conhecer o que Ele fez e para discernir o que nós devemos fazer nas atuais circunstâncias." (DAp 139).

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo a
Oração do Amor:
Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz.
Onde há ódio que eu leve o amor.
Onde há ofensa que eu leve o perdão.
Onde há discórdia que eu leve a união.
Onde há erro que eu leve a verdade.
Onde há dúvida que eu leve a fé.
Onde há desespero que eu leve a esperança.
Onde há trevas que eu leve a luz.
Onde há tristeza que eu leve a alegria.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado, pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado, e
é morrendo que se vive para a vida eterna.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre e a sua Constituição, as bem-aventuranças.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
 Fonte: Catequese Católica