quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

No último dia do ano, Papa Francisco telefonou para carmelitas argentinas

2014-01-02 Rádio Vaticana
Córdoba (RV) –
O Papa Francisco telefonou às religiosas do convento das Carmelitas Descalças de Lucena, Argentina, na tarde do último dia do ano. Foi o que informou a ABC o Vigário Episcopal de ‘Campiña de Córdoba’ e pároco de São Mateus de Lucena, Padre Davi Aguilera.
O sacerdote observou que o Santo Padre tinha um particular interesse em conhecer a situação deste convento de clausura, que completou 400 anos em 2013. Atualmente cinco monjas vivem no convento, a maioria argentinas.
O Papa conversou com a Priora do convento, Irmã Adriana de Jesus Ressuscitado, a quem transmitiu suas felicitações pelo novo ano e sua bênção a toda população de Lucena.
Padre Aguilera explicou que o Papa conhece pessoalmente algumas irmãs Carmelitas do convento e que havia tentando outros contatos telefônicos, tendo deixado inclusive uma mensagem na secretária eletrônica.
O convento do Glorioso Patriarca São José foi fundado em Cabra, no ano de 1603, tendo o Duque de Cardona y Segorbe o transferido para Lucena em 1611. Durante um longo tempo, o convento localizava-se na Plaza Nueva, pois era tradição a visita das monjas a Virgem de Araceli durante sua permanência na cidade. (JE)

Na íntegra: A oração do Papa Francisco à Sagrada Família

A Sagrada Família de Murillo
VATICANO, 30 Dez. 13 / 11:02 am (ACI/EWTN Noticias).- Depois daoração do Ângelus ante os milhares de fiéis e peregrinos congregados na Praça de São Pedro, o Papa Francisco dirigiu uma oração à Sagrada Família, por ocasião da comemoração de sua festa no dia de ontem. A seguir, a íntegra da oração:
Jesus, Maria e José,
em vós contemplamos
o esplendor do amor verdadeiro,
a vós, com confiança nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
jamais nas famílias se faça experiência
de violência, fechamento e divisão:
qualquer um ferido ou escandalizado
tenha logo consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
o próximo Sínodo dos Bispos
possa trazer novamente a todos a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
escutai, ouvi nossa súplica, Amém!

Liturgia Diária

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração:
Pai, teu servo João Batista soube reconhecer o que esperavas dele, e conservou sua postura com extrema humildade. Torna-me teu servidor, nos mesmos moldes de João.
Primeira leitura: 1Jo 2,22-28
Leitura da Primara Carta de São João Caríssimos: 22Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? O Anticristo é aquele que nega o Pai e o Filho. 23Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Quem confessa o Filho possui também o Pai.

24Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. 25E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26Escrevo isto a respeito dos que procuram desencaminhar-vos.

27Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele. 28Então, agora, filhinhos, per­manecei nele. Assim poderemos ter plena confiança, quando ele se manifestar, e não seremos vergonhosamente afastados dele, quando da sua vinda.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 98
          — Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

— O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
 
 
Evangelho: Jo 1,19-28
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São João.
          - Glória a vós, Senhor.

        Evangelho de Jesus Cristo, segundo João
19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: "Quem és tu?" 20João confessou e não negou. Confessou: "Eu não sou o Messias". 21Eles perguntaram: "Quem és, então? És Elias?" João respondeu: "Não sou". Eles perguntaram: "És o Profeta?" Ele respondeu: "Não". 22Perguntaram então: "Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?"

23João declarou: "Eu sou a voz que grita no deserto: 'Aplainai o caminho do Senhor'" — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus25e perguntaram: "Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?"

26João respondeu: "Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não co­nheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias". 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
A voz do precursor

Há no evangelho segundo João uma verdadeira cadeia de testemunhos em que um personagem remete a outro e todos apontam para Jesus. João Batista é parte dessa cadeia e está na origem da série de testemunhos que conduzem a Jesus. É bastante provável que o nosso evangelho de hoje retenha uma confusão presente no início da era apostólica, posição defendida pelos seguidores do Batista: se João não seria o Messias. A João é dada a palavra para dizer explicitamente que ele não é o Messias.

Ele é o precursor, a “voz” a quem é atribuída a profecia de Isaías, remanejada pelo redator do evangelho, e que encontramos também nos evangelhos sinóticos: “uma voz proclama: no deserto, abri um caminho para o Senhor…” (Is 40,3; Jo 1,23). João é submetido a um interrogatório, que tem uma dupla função: a) esclarecimento: João não é o Messias; b) informação histórica: o movimento começado por João teria alcançado tal notoriedade, a ponto de preocupar as autoridades judias. A missão de João Batista tem sentido enquanto referida ao Cristo, Cordeiro de Deus, presente no meio do seu povo.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
a São João Batista
Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, ao ouvir vossa mãe a saudação de Maria Santíssima.
Por intercessão da Virgem e pelos infinitos merecimentos de seu divino Filho, de quem fostes precursor, anunciando-o como Mestre e apontando-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunho da verdade contida na Palavra de Deus. Abençoai todos os que vos invocam. Amém.
São João Batista, Rogai por nós!

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 1,19-28.
Sacerdotes e levitas perguntaram a João "Quem és tu?" O que lhes interessava não é a origem, mas a sua missão do Batista. E a resposta é clara e convincente: eu não sou o Messias.
Eles perguntaram: Então, és Elias? João respondeu: Eu não sou Elias.
Em seguida, eles perguntaram: És o Profeta que esperamos? A resposta foi: Não!
Mais uma vez insistiram: Então, diga-nos quem és. João declarou-lhes: "Eu sou aquele que grita assim no deserto: preparem o caminho para o Senhor passar."
Em seguida, João disse: Eu batizo com água, mas no meio de vocês está alguém que vocês não conhecem. Ele vem depois de mim, mas eu não mereço a honra de desamarrar as correias das sandálias dele.
João Batista anuncia que é apenas o precursor de uma pessoa de quem não é digno de desatar as sandálias. João é o profeta, é um mensageiro, um porta-voz de Deus.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo. O que o texto me diz no momento?
Todos nós somos convocados a ser como João Batista: testemunhas, discípulos e missionários de Jesus Cristo.Como afirmaram os bispos, em Aparecida: Identificar-se com Jesus Cristo é também compartilhar seu destino: "Onde eu estiver, aí estará também o meu servo" (Jo 12,26). O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e me siga" (Mc 8,34). Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e de hoje em nossos povos que chegaram a compartilhar a cruz de Cristo até à entrega da própria vida. (DAp 140).

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus Mestre, derrama sobre nós, a abundância do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento, porque és o único caminho para o Pai.
Faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Como João Batista, quero ser testemunha daquele de quem “não sou digno de desatar as correias das sandálias”.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Católica

Mais uma vez Papa Francisco se deslocou à basílica de Santa Maria Maior para rezar à Mãe de Deus

2014-01-01 Rádio Vaticana
Na tarde deste dia 1 de janeiro, o Santo Padre deslocou-se de forma privada à basílica de Santa Maria Maior, onde permaneceu em oração silenciosa ao longo de uns vinte minutos, perante a imagem - o ícone - da Mãe de Deus, venerado sob o título "Salus populi romani" (Salvação do povo romano).
Como o Papa Francisco sublinhou na homilia da Missa, 1 de janeiro é a festa litúrgica da Maternidade Divina. O Papa fez mesmo uma referência expressa à basílica de Santa Maria Maior e a esta imagem mariana, pela qual demonstra grandíssima devoção. Recorde-se que logo a 14 de3 março, na manhã a seguir à sua eleição, o Papa Bergoglio realizou este mesmo gesto, deslocando-se àquela basílica mariana para confiar a Nossa Senhora a Igreja e o seu ministério petrino, o seu pontificado. E ali voltou já mais alguma vez.

Na basílica de Santa Maria Maior encontravam-se hoje muito fiéis, nomeadamente grande número de jovens, profundamente surpreendidos e infelizes por se cruzarem ali com o Papa Francisco. Em todo o caso, como não podia deixar de ser, todos respeitaram cuidadosamente o recolhimento do Papa, no tempo de oração na capela de Nossa Senhora. (PG)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A paz é um dom de Deus

”O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!” (Números 6, 26).
No primeiro dia deste ano que se inicia, a Igreja nos dá a graça de celebrar a Solenidade de Santa Maria, a Mãe de Deus. E toda a humanidade celebra o Dia Mundial da Paz. Nós ansiamos pela paz, desejamos a paz, precisamos da paz. E não é somente a paz como a ausência de guerras e conflitos entre os povos e as nações, mas a paz interior, a paz dos corações, a paz com nós mesmos, aquela paz que vem do Coração de Deus. É por isso que a bênção que recebemos hoje, na primeira leitura do Livro dos Números, que Aarão dá a seus filhos, é a bênção da paz. É assim que a Palavra diz: “Que o Senhor volte o seu rosto para nós e nos dê a sua paz!”
Quando nós nos voltamos para o Senhor, quando nós fazemos o propósito de andarmos na direção do Senhor, em Sua face, no Seu rosto, nós encontramos a paz. Seja qualquer situação que estejamos vivendo a paz é um dom de Deus! Mesmo que existam muitos conflitos em nossas casas, em nossas famílias, mesmo que estejamos em momentos difíceis de crise, o importante é não perder a paz e não perder a direção.
Ela vem de um coração sereno, que sabe onde colocou a confiança, de um coração que sabe colocar no Senhor a esperança. Neste ano que se inicia, desejo que eu e você, que nossas casas, nossas famílias sejam celeiros da paz, que nós sejamos promotores da paz. Que deixemos de lado aquelas animosidades dos pequenos conflitos, os arranhões que outrora machucaram o nosso coração. Deixemos de lado, sobretudo, o espírito de acusação, essa história de vivermos acusando uns aos outros, de querermos fazer justiça com nossas mãos, de querermos ser reconhecidos e de que a verdade está do nosso lado.
Que hoje assumamos um novo propósito para a nossa vida e que, em todos os dias do ano que se inicia, o ano do Senhor de 2014, a paz seja um compromisso de vida para todos nós.
Ajude-nos, hoje, a Mãe de Deus, a Senhora da paz, aquela que acolheu Jesus no seu ventre, que é o Príncipe da paz. Do jeito de Maria, no silêncio de Maria, na serenidade daquela que é a Mãe de Deus, vivamos a paz entre nós.
Que Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

1º Janeiro 2014: Dia Mundial da Paz - "Fraternidade, fundamento e caminho para a paz"

2013-12-31 Rádio Vaticana
FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ – é o tema do Dia Mundial da Paz 2014, que a Igreja promove e celebra a 1 de Janeiro. Na sua primeira Mensagem para esta ocasião (texto integral na secção Documentos), Papa Francisco começa por recordar que “no coração de cada homem e mulher habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar.”
“Na realidade (logo observa o Papa, alargando o horizonte, de modo inclusivo), a fraternidade é uma dimensão essencial do homem… A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura.”Sublinhando que “a família é a fonte de toda a fraternidade… o fundamento e o caminho primário para a paz”, a Mensagem papal chama a atenção para o facto de o número sempre crescente de ligações e comunicações tornar hoje em dia mais palpável a consciência da unidade e partilha dum destino comum. “Nos dinamismos da história – independentemente da diversidade das etnias, das sociedades e das culturas –, vemos semeada a vocação a formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros”. Vocação esta, infelizmente, “muitas vezes contrastada e negada nos factos, num mundo caracterizado pela «globalização da indiferença» que lentamente nos faz «habituar» ao sofrimento alheio, fechando-nos em nós mesmos”.
“Em muitas partes do mundo, parece não conhecer tréguas a grave lesão dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos direitos à vida e à liberdade de religião… Às guerras feitas de confrontos armados juntam-se guerras menos visíveis, mas não menos cruéis, que se combatem nos campos económico e financeiro com meios igualmente demolidores de vidas, de famílias, de empresas.”Como justamente lembrou Bento XVI, “a globalização torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos.” As inúmeras situações de desigualdade, pobreza e injustiça indicam não só uma profunda carência de fraternidade, mas também a ausência duma cultura de solidariedade. As novas ideologias, caracterizadas por generalizado individualismo, egocentrismo e consumismo materialista, debilitam os laços sociais, alimentando aquela mentalidade do «descartável» que induz ao desprezo e abandono dos mais fracos, daqueles que são considerados «inúteis».
Aliás – observa ainda a Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz - as éticas contemporâneas mostram-se incapazes de produzir autênticos vínculos de fraternidade, por falta de referência a um Pai comum como seu fundamento último: uma verdadeira fraternidade entre os homens supõe e exige uma paternidade transcendente. É a partir do reconhecimento desta paternidade que se consolida a fraternidade entre os homens - aquele fazer-se «próximo» para cuidar do outro.
^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^Para compreender melhor a vocação do homem à fraternidade, reconhecer os obstáculos que se interpõem à sua realização e identificar as vias para a superação dos mesmos, Papa Francisco convida a deixar-se guiar pelo conhecimento do desígnio de Deus, tal como se apresenta na Sagrada Escritura. E comenta o episódio de Abel e Caim, no Livro do Génesis (cap. 4), na certeza que “na história desta família primigénia, lemos a origem da sociedade, a evolução das relações entre as pessoas e os povos”.
“Abel é pastor, Caim agricultor. A sua identidade profunda e, conjuntamente, a sua vocação é ser irmãos, embora na diversidade da sua actividade e cultura, da sua maneira de se relacionarem com Deus e com a criação. Mas o assassinato de Abel por Caim atesta, tragicamente, a rejeição radical da vocação a ser irmãos. A sua história põe em evidência o difícil dever, a que todos os homens são chamados, de viver juntos, cuidando uns dos outros.”“À pergunta com que Deus interpela Caim – «onde está o teu irmão?» –, pedindo-lhe contas da sua acção, responde: «Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?» Depois – diz-nos o livro do Génesis –, «Caim afastou-se da presença do Senhor». É preciso interrogar-se sobre os motivos profundos que induziram Caim a ignorar o vínculo de fraternidade e, simultaneamente, o vínculo de reciprocidade e comunhão que o ligavam ao seu irmão Abel – sugere o Papa.
A narração de Caim e Abel ensina que a humanidade traz inscrita em si mesma uma vocação à fraternidade, mas também a possibilidade dramática da sua traição. Disso mesmo dá testemunho o egoísmo diário, que está na base de muitas guerras e injustiças: na realidade, muitos homens e mulheres morrem pela mão de irmãos e irmãs que não sabem reconhecer-se como tais, isto é, como seres feitos para a reciprocidade, a comunhão e a doação.^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
“Surge espontaneamente a pergunta: poderão um dia os homens e as mulheres deste mundo corresponder plenamente ao anseio de fraternidade, gravado neles por Deus Pai? Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizam os irmãos e as irmãs?Parafraseando as palavras do Senhor Jesus, poderemos sintetizar assim a resposta que Ele nos dá: dado que há um só Pai, que é Deus, vós sois todos irmãos (cf. Mt 23, 8-9). A raiz da fraternidade está contida na paternidade de Deus. Não se trata de uma paternidade genérica, indistinta e historicamente ineficaz, mas do amor pessoal, solícito e extraordinariamente concreto de Deus por cada um dos homens (cf. Mt 6, 25-30)… uma paternidade eficazmente geradora de fraternidade, porque o amor de Deus, quando é acolhido, torna-se no mais admirável agente de transformação da vida e das relações com o outro, abrindo os seres humanos à solidariedade e à partilha activa.
Em particular, a fraternidade humana foi regenerada em e por Jesus Cristo, com a sua morte e ressurreição. A cruz é o «lugar» definitivo de fundação da fraternidade que os homens, por si sós, não são capazes de gerar …
Jesus retoma o projecto inicial do Pai, reconhecendo-Lhe a primazia sobre todas as coisas. Mas Cristo, com o seu abandono até à morte por amor do Pai, torna-Se princípio novo e definitivo de todos nós, chamados a reconhecer-nos n’Ele como irmãos, porque filhos do mesmo Pai… Na morte de Jesus na cruz, ficou superada também a separação entre os povos, entre o povo da Aliança e o povo dos Gentios… Jesus Cristo é Aquele que reconcilia em Si todos os homens. Ele é a paz… Criou em Si mesmo um só povo, um só homem novo, uma só humanidade nova.O homem reconciliado vê, em Deus, o Pai de todos e, consequentemente, é solicitado a viver uma fraternidade aberta a todos. Em Cristo, o outro é acolhido e amado como filho ou filha de Deus, como irmão ou irmã, e não como um estranho, menos ainda como um antagonista ou até um inimigo. Na família de Deus, onde todos são filhos dum mesmo Pai e, porque enxertados em Cristo, filhos no Filho, não há «vidas descartáveis». Todos gozam de igual e inviolável dignidade; todos são amados por Deus, todos foram resgatados pelo sangue de Cristo… Esta é a razão pela qual não se pode ficar indiferente perante a sorte dos irmãos.
^^^^^^^^^^^^^^Posto isto, é fácil compreender que a fraternidade é fundamento e caminho para a paz… Basta ver as definições de paz da “Populorum progressio”, de Paulo VI, ou da “Sollicitudo rei socialis”, de João Paulo II: “o desenvolvimento integral dos povos é o novo nome da paz” [Paulo VI]; “a paz é fruto da solidariedade”[João Paulo II].
Paulo VI afirma que tanto as pessoas como as nações se devem encontrar num espírito de fraternidade. E explica: «Nesta compreensão e amizade mútuas, nesta comunhão sagrada, devemos... trabalhar juntos para construir o futuro comum da humanidade. Este dever recai primariamente sobre os mais favorecidos. As suas obrigações radicam-se na fraternidade humana e sobrenatural, apresentando-se sob um tríplice aspecto: o dever de solidariedade, que exige que as nações ricas ajudem as menos avançadas; o dever de justiça social, que requer a reformulação em termos mais correctos das relações defeituosas entre povos fortes e povos fracos; o dever de caridade universal, que implica a promoção de um mundo mais humano para todos, um mundo onde todos tenham qualquer coisa a dar e a receber, sem que o progresso de uns seja obstáculo ao desenvolvimento dos outros.A paz, afirma João Paulo II, é um bem indivisível: ou é bem de todos, ou não o é de ninguém. Na realidade, a paz só pode ser conquistada e usufruída como melhor qualidade de vida e como desenvolvimento mais humano e sustentável, se estiver viva, em todos, «a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum». Isto implica não deixar-se guiar pela «avidez do lucro» e pela «sede do poder». É preciso estar pronto a «“perder-se” em benefício do próximo em vez de o explorar, e a “servi-lo” em vez de o oprimir para proveito próprio (...). O “outro” – pessoa, povo ou nação – [não deve ser visto] como um instrumento qualquer, de que se explora, a baixo preço, a capacidade de trabalhar e a resistência física, para o abandonar quando já não serve; mas sim como um nosso “semelhante”, um “auxílio”».
A solidariedade cristã pressupõe que o próximo seja amado não só como «um ser humano com os seus direitos e a sua igualdade fundamental em relação a todos os demais, mas [como] a imagem viva de Deus Pai, resgatada pelo sangue de Jesus Cristo e tornada objecto da acção permanente do Espírito Santo», como um irmão.^^^^^^^^^^^^^^^^^
Falando depois da fraternidade como premissa para vencer a pobreza, escreve o Papa Francisco: “assistimos, preocupados, ao crescimento de diferentes tipos de carências, marginalização, solidão e de várias formas de dependência patológica. Uma tal pobreza só pode ser superada através da redescoberta e valorização de relações fraternas no seio das famílias e das comunidades, através da partilha das alegrias e tristezas, das dificuldades e sucessos presentes na vida das pessoas.”Perante “um grave aumento da pobreza relativa, isto é, de desigualdades entre pessoas e grupos que convivem numa região específica ou num determinado contexto histórico-cultural”, a Mensagem solicita “políticas eficazes que promovam o princípio da fraternidade, garantindo às pessoas – iguais em dignidade e nos direitos fundamentais – acesso aos «capitais», aos serviços, aos recursos educativos, sanitários e tecnológicos.
Sente-se também a necessidade “políticas que sirvam para atenuar a excessiva desigualdade de rendimento”. Não se esqueça o ensinamento da Igreja sobre a chamada hipoteca social: se é lícito – como diz São Tomás de Aquino – e mesmo necessário que «o homem tenha a propriedade dos bens», quanto ao uso, porém, «não deve considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si mas também aos outros». Para promover a fraternidade e vencer a pobreza, o Papa refere “o desapego vivido por quem escolhe estilos de vida sóbrios e essenciais, por quem, partilhando as suas riquezas, consegue assim experimentar a comunhão fraterna com os outros. Isto é fundamental para seguir Jesus Cristo e ser verdadeiramente cristão. É o caso não só das pessoas consagradas que professam voto de pobreza, mas também de muitas famílias e tantos cidadãos responsáveis que acreditam firmemente que a relação fraterna com o próximo constitua o bem mais precioso.
^^^^^^^^^^^^^^^^^^ Nesta mesma ordem de ideias, a Mensagem para o Dia Mundial da Paz sugere… que se redescubra a fraternidade na vida económica e financeira. Escreve o Papa:
“As graves crises financeiras e económicas dos nossos dias – que têm a sua origem no progressivo afastamento do homem de Deus e do próximo, com a ambição desmedida de bens materiais, por um lado, e o empobrecimento das relações interpessoais e comunitárias, por outro – impeliram muitas pessoas a buscar o bem-estar, a felicidade e a segurança no consumo e no lucro fora de toda a lógica duma economia saudável. Já em 1979 o Papa João Paulo II alertava para a existência de «um real e perceptível perigo de que, enquanto progride enormemente o domínio do homem sobre o mundo das coisas, ele perca os fios essenciais deste seu domínio e, de diversas maneiras, submeta a elas a sua humanidade, e ele próprio se torne objecto de multiforme manipulação, se bem que muitas vezes não directamente perceptível; manipulação através de toda a organização da vida comunitária, mediante o sistema de produção e por meio de pressões dos meios de comunicação social».As sucessivas crises económicas devem levar a repensar adequadamente os modelos de desenvolvimento económico e a mudar os estilos de vida. A crise actual, com pesadas consequências na vida das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia para recuperar as virtudes da prudência, temperança, justiça e fortaleza. Elas podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a redescobrir os laços fraternos que nos unem uns aos outros, com a confiança profunda de que o homem tem necessidade e é capaz de algo mais do que a maximização do próprio lucro individual.
^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^Na sua última parte, a Mensagem recorda as guerras em curso, que são sempre – recorda o Papa - “uma grave e profunda ferida infligida à fraternidade”. Escreve Francisco:
“Há muitos conflitos que se consumam na indiferença geral. A todos aqueles que vivem em terras onde as armas impõem terror e destruição, asseguro a minha solidariedade pessoal e a de toda a Igreja. Esta tem por missão levar o amor de Cristo também às vítimas indefesas das guerras esquecidas, através da oração pela paz, do serviço aos feridos, aos famintos, aos refugiados, aos deslocados e a quantos vivem no terror. De igual modo a Igreja levanta a sua voz para fazer chegar aos responsáveis o grito de dor desta humanidade atribulada e fazer cessar, juntamente com as hostilidades, todo o abuso e violação dos direitos fundamentais do homem. “Por este motivo, desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam violência e morte, com as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão! Renunciai à via das armas e ide ao encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação para reconstruir a justiça, a confiança e esperança ao vosso redor!
“Enquanto houver em circulação uma quantidade tão grande como a actual de armamentos, poder-se-á sempre encontrar novos pretextos para iniciar as hostilidades. Por isso, faço meu o apelo lançado pelos meus Predecessores a favor da não-proliferação das armas e do desarmamento por parte de todos, a começar pelo desarmamento nuclear e químico.“Em todo o caso (acrescenta ainda o Papa), não podemos deixar de constatar que os acordos internacionais e as leis nacionais, embora sendo necessários e altamente desejáveis, por si sós não bastam para preservar a humanidade do risco de conflitos armados. É precisa uma conversão do coração que permita a cada um reconhecer no outro um irmão do qual cuidar e com o qual trabalhar para, juntos, construírem uma vida em plenitude para todos.
^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^A Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz 2014 conclui recordando que, se é preciso descobrir, amar, experimentar, anunciar e testemunhar a fraternidade, contudo “só o amor dado por Deus nos permite acolher e viver plenamente a fraternidade”.
“O necessário realismo da política e da economia não pode reduzir-se a um tecnicismo sem ideal, que ignora a dimensão transcendente do homem. Quando falta esta abertura a Deus, toda a actividade humana se torna mais pobre, e as pessoas são reduzidas a objecto passível de exploração. Somente se a política e a economia aceitarem mover-se no amplo espaço assegurado por esta abertura Àquele que ama todo o homem e mulher, é que conseguirão estruturar-se com base num verdadeiro espírito de caridade fraterna e poderão ser instrumento eficaz de desenvolvimento humano integral e de paz.“Nós, cristãos, acreditamos que, na Igreja, somos membros uns dos outros e todos mutuamente necessários… Isto implica tecer um relacionamento fraterno, caracterizado pela reciprocidade, pelo perdão, pelo dom total de si mesmo, segundo a grandeza e a profundidade do amor de Deus, oferecido à humanidade por Aquele que, crucificado e ressuscitado, atrai todos a Si: «Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».
Cristo abraça todo o ser humano e deseja que ninguém se perca. «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». «O que for maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve – diz Jesus Cristo –. Eu estou no meio de vós como aquele que serve». Deste modo, cada actividade deve ser caracterizada por uma atitude de serviço às pessoas, incluindo as mais distantes e desconhecidas. O serviço é a alma da fraternidade que edifica a paz.


Liturgia Diária

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração:
Pai, dá-me a luz do teu Espírito, para que, como Maria, eu possa compreender o desígnio de amor que tens para mim, e ser-lhe fiel.
Primeira leitura: Nm 6,22-27
Leitura do livro dos Números
22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23"Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’
27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei". 
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 67
          — Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,/ e sua face resplandeça sobre nós!/ Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos.

— Exulte de alegria a terra inteira,/ pois julgais o universo com justiça;/ os povos governais com retidão,/ e guiais, em toda a terra, as nações.

— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!/ Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,/ e o respeitem os confins de toda a terra!
 
 
2° Leitura: Gl 4,4-7
Leitura da Carta de São paulo aos Galátas
Irmãos: 4Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei,
5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva.
6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá — ó Pai!
7Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus. 
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Evangelho: Lc 2,16-21
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.
17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino.
18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.
20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito.
21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
O Verbo assumiu nossa humanidade

Hoje, ao comemorarmos o início do ano civil, celebramos a solenidade litúrgica de Santa Maria, Mãe de Deus. A expressão “mãe de Deus” é, num primeiro momento, ambígua, pois poderia afirmar a precedência de Maria em relação ao Verbo eterno de Deus. No entanto, o Concílio de Éfeso (431) declara que Maria é a theotókos (mãe de Deus) “segundo a carne”.

A cada Ave-Maria, repetimos a afirmação da maternidade divina de Maria ao dizermos: “Santa Maria, mãe de Deus”. Nesse sentido, o dogma da maternidade divina de Maria é um apoio para a afirmação de que o Verbo assumiu a nossa humanidade (cf. Jo 1,14). O texto do evangelho deste dia é parte dos assim chamados relatos da infância (Lc 1–2), dos últimos relatos evangélicos a serem escritos.

A menção dos “pastores” destinatários do anúncio dos anjos, que “às pressas” vão à Belém, é um modo de afirmar a universalidade da salvação de Deus e, por isso, que ninguém está excluído dessa graça oferecida no Verbo encarnado, nascido para a vida de todo ser humano.

A atitude de Maria, modelo do discípulo, nos põe diante da exigência do seguimento de Jesus Cristo: contemplação e escuta do Mistério de Deus são condições indispensáveis para fazer a vontade de Deus.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para a Leitura, rezando com todas as pessoas que circulam por este ambiente virtual, desejando a todas um ano de 2014 pleno da graça e da paz de Deus, Com elas, rezo:
Oração pela paz

Cristo, quero ser instrumento de Tua
Paz e do Teu infinito amor
Onde houver ódio e rancor, que eu
Leve a concórdia, que eu leve o amor

Onde há ofensa que dói
Que eu leve o perdão
Onde houver a discórdia,
Que eu leve a união e Tua paz

Onde encontrar um irmão
a chorar de Tristeza
sem ter voz e nem vez
Quero bem no seu coração
semear alegria
pra florir gratidão

Mestre, que eu saiba amar
Compreender, consolar
e dar sem receber
Quero sempre mais perdoar
trabalhar na conquista
e vitória da paz

1- Leitura (Verdade)

Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 2,16-21
Neste primeiro dia do ano, celebramos Maria, Mãe de Deus. Com ela contemplamos Jesus e meditamos no nosso coração, deixando-o plenificar pelo amor de Deus. Esta foi a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental. Sua celebração começou em Roma no século VI.
Em 431, o herege Nestório afirmou que Maria não era Mãe de Deus. Por isso, reuniram-se os 200 bispos do mundo em Éfeso -a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos- e iluminados pelo Espírito Santo declararam: "A Virgem Maria sim é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus". E acompanhados por toda a multidão da cidade que os rodeava levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: "Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém".
Na cruz, Jesus nos deu Maria como Mãe, ao dizer a João: "eis a tua Mãe".
Em nossa Mãe Maria encontramos o caminho seguro que nos introduz na vida do Senhor Jesus, nos ajuda a nos conformar com Ele e poder dizer como o Apóstolo "vivo eu mas não eu, é Cristo quem vive em mim".

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje?
Devo crescer na minha devoção a Maria, minha querida Mãe.

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Sendo hoje, Dia Mundial da Paz, cantamos ou rezamos a canção "Grito de Paz", Pe. Zezinho, scj
Um grito de paz
Pe Zezinho scj
De todos os cantos do mundo
Se ouviu um canto de paz
De todos os povos do mundo
Se ouviu um grito de paz

E todos os pés caminhavam
Em busca da paz
E todos os povos marchavam
Em busca da paz
E todas as bocas cantavam
Um canto de paz
Senhor dá-nos a paz
E todos partiam o pão e se davam as mãos
E todos sentiam de fato que eram irmãos
E o lobo e o cordeiro bebiam do mesmo riacho
Senhor dá-nos paz

Novo céu e nova terra
por causa do pão repartido
E todos davam gloria, gloria a Deus
Glória, glória, glória, glória a Deus
Batiam palmas pro céu
Batiam palmas pra terra
Palmas para um tempo sem guerra

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Contemplarei toda a criação com o olhar de paz, olhar do Criador que ama a cada uma de suas criaturas.

Bênção:

Deus nos abençoe e nos guarde todos os dias do novo ano. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Católica