quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Festa da Assunção

No dia 15 de agosto a Igreja Católica celebra a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. A Assunção de Maria é dogma católico solenemente definido através da Constituição “Munificentissimus Deus” do 1º. de novembro de 1950 pelo Papa Pio Xll.  O texto da proclamação dogmática não afirma que Maria foi elevada ao céu, mas à “Glória celeste”. Não se afirma, portanto, um deslocamento espacial nem uma nova localização, mas a transfiguração do seu corpo e a passagem 

assunção
de sua condição terrestre à condição gloriosa da totalidade de sua pessoa, isto é, corpo e alma. (cf. C. A. Contieri SJ, in A Bíblia Dia a Dia, Paulinas, 2014). A crença universal neste mistério havia sido confirmada anteriormente por todo o episcopado católico consultado em 1946. Liturgicamente é celebrada na Igreja Católica no domingo subsequente ao dia 15 de agosto. A crença na Assunção é tradicional na Igreja, mas foi, sobretudo no século XVII que se tornou objeto de uma verdadeira construção teológica em reação contra o Jansenismo. Maria é dita pelo anjo Gabriel “cheio de graça”. Este é quase o nome próprio da Virgem – o anjo não a chama “Maria” mas “cheia de graça”. (Lc. 1,28). Isto quer dizer que Maria nunca esteve sujeita ao império do pecado. Em consequência, não podia ficar sob o domínio  da morte, que entrou no mundo através do pecado (Rm 5, 12). Sendo assim, é lógico dizer que ela não conheceu a deterioração da sepultura, sendo glorificado não somente em sua alma, mas também em seu corpo.

Será que este mistério exclui talvez a morte natural de Maria? Não há registros históricos do momento da morte de Maria. Diz uma tradição cristã antiga que ela teria morrido no ano 42 d.C. Desde os primeiros séculos, usa-se a expressão “dormição”, do latim “domitare” em vez de “morte”. Antigamente alguns teólogos e santos da Igreja Católica, sustentam que Maria não teria morrido, mas teria “dormitado” e assim levado ao céu. Hoje, teólogos sustentam que Maria não teve este privilégio uma vez que o próprio Jesus passou pela morte. O que a Igreja Católica ensina é que o corpo de Maria foi preservado das conseqüências da morte, que são a corrupção e a decomposição.
O Concílio Vaticano ll retomou totalmente a doutrina definida, quando afirma que “a Imaculada Virgem, preservada imune de toda a mancha original, terminada o curso da sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho… foi exaltada pelo Senhor com a Rainha do universo” (Lumen Gentium, n.59). Sempre foi crença pacífica dos católicos que o corpo da Virgem, concebido imaculado, sem a nódoa do pecado original, corpo que não conheceu sombra do pecado, corpo que foi o berço onde tomou carne o próprio Verbo de Deus ao fazer-se homem, não podia estar sujeito à corrupção, mas devia ser glorificado junto com a alma na glória celeste. Maria, elevada ao céu em corpo e alma, recorda-nos, de maneira viva, o nosso último destino. A Assunção de Maria está diretamente ligada a sua união com Jesus Cristo; portanto, a fundamentação vem da maternidade virginal e a isenção do pecado original. Assim, esta união íntima de Maria com o corpo de Jesus Cristo é um argumento forte para crer que o seu corpo teve o mesmo destino do corpo de Jesus, isto é, não foi tocado pela destruição da morte.
Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Roteiro da Caminhada com Maria


Multiplique seus talentos para Deus





O que Jesus quer é que cada um de nós faça render ao máximo aquilo que Ele nos deu. E por que Ele manda tirar daquele que não lucrou nada e dar àquele que tinha cinco e lucrou outros cinco? Porque ele fez render e duplicar os talentos que lhe foram confiados. Essa é a chave da parábola.

"Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: - Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.' Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: - Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. Veio, por fim, o que recebeu só um talento: - Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence. Respondeu-lhe seu senhor: - Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu. Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez. Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter. E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes." (Mt 25, 14-30)

Nesses últimos tempos, precisamos fazer render para o Senhor os nossos talentos, as qualidades que Ele nos deu. Mas nossa reação de cristãos católicos, diante da volta do Senhor, tem sido de medo.

Estamos como aquele servo que recebeu um talento apenas. Ficou com medo do Senhor e foi cavar a terra para esconder esse talento. Por isso foi condenado. Com cada um de nós deve acontecer justamente o contrário. Se recebermos um talento só, arriscaremos menos. Por isso precisamos fazê-lo render ao máximo! Se recebermos dois, com eles vamos lucrar outros dois. Se recebermos cinco, vamos usá-los e lucrar outros cinco. O importante é fazer render os talentos do Senhor.

Em outras palavras: nós, a maioria dos cristãos, já trabalhamos demais para as empresas deste mundo, já demos o melhor de nós para as tarefas mundanas. Onde é que gastamos as melhores horas de nosso tempo? Com o que gastamos tudo aquilo que adquirimos com o estudo, com a experiência?

O Senhor vem nos dizer: "É preciso investir nas coisas do Reino de Deus tanto quanto gastamos com as coisas da Terra. É tempo de usarmos nossos talentos, usar o melhor de nós para pregar o Evangelho, para falar de Jesus, fazer programas de rádio e de televisão. Caso não possamos fazer nada disso, empreguemos nossos talentos dentro das atividades da Igreja, nos vários setores da pastoral.

Sempre e em tudo o nosso melhor deve ser usado para levar o Reino de Deus às pessoas. Façamos isso com a inteligência e com os dotes que temos, com nossa criatividade e voz, servindo-nos dos estudos que fizemos e da experiência já adquirida. Devemos usar tudo isso para o Senhor.

Descubra como empregar seus talentos, dê o melhor de si e trabalhe com jovens, crianças, adolescentes e casais. É urgente usar o seu melhor e o que já adquiriu pela vida afora para investir, desde já, no Reino de Deus, a fim de que o Senhor seja conhecido, amado.

É preciso usar o dinheiro que temos para implantar o Reino de Deus na Terra. Todo dinheiro adquirido com o trabalho, mesmo aquele que nos veio por herança, devemos usá-lo para o Senhor, para que conheçamos Seu Evangelho.

Se você receber cinco talentos, precisará usá-los para o Reino de Deus. Se recebeu um, não pode ficar com medo e escondê-lo. Pelo contrário, se acha que recebeu pouco do Senhor, alegre-se. Você está arriscando pouco. Suponhamos: se recebi cinco talentos, o Senhor deu muito a mim. Então, estou correndo um risco muito maior. Se você recebeu um talento só, é muito mais fácil. Invista-o logo no Reino de Deus.

Esse é justamente o significado da parábola dos talentos. O fim dos tempos é tempo para gastarmos com o Senhor tudo aquilo que recebemos de graça.


"De graça recebestes, de graça dai" (Mt 10,8b).
Texto extraído do livro 'O Pão da Palavra', de monsenhor Jonas Abib.

Liturgia Diária -Quarta- feira 19ª semana Tempo Comum

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração
Pai, que a presença de teu Filho ressuscitado na comunidade cristã seja um incentivo para que nós busquemos pautar nossa ação pela tua santa vontade.
Primeira leitura: Ez 9,1-7.10,18-22
Leitura da Profecia de Ezequiel
9,1O Senhor gritou a meus ouvidos, com voz forte: “Aproxima-se o castigo da cidade! Cada um tenha sua arma destruidora na mão!” 2Então, eu vi seis homens vindo da porta superior, voltada para o norte, cada qual empunhando uma arma de destruição. Entre eles havia um homem vestido de linho, que levava um estojo de escriba na cintura. Eles foram colocar-se junto do altar de bronze.
3Então a glória do Deus de Israel elevou-se de cima do que­ru­bim sobre o qual estava, em direção à soleira do Templo. E chamou o homem vestido de linho, que levava um estojo de escriba à cintura. 4O Senhor disse-lhe: “Passa pelo meio da cidade, por Jerusalém, e marca com uma cruz na testa os homens que gemem e suspiram por causa de tantos horrores que nela se praticam”. 5E escutei o que ele dizia aos outros: “Percorrei a cidade atrás dele e matai sem dó nem piedade. 6Matai velhos, jovens e moças, mulheres e crianças, matai a todos, até o extermínio. Mas não toqueis em nenhum homem sobre quem estiver a cruz. Co­meçai pelo meu santuário”. E eles começaram pelos anciãos que estavam diante do Templo.
7Ele disse-lhe: “Profanai o Templo, enchei os átrios de cadáveres. Ide”. E eles saíram para matar na cidade! 10,18Então a glória do Senhor saiu da soleira do Templo e parou sobre os querubins. 19Os querubins levantaram suas asas e elevaram-se da terra à minha vista, partindo juntamente com eles as rodas. Eles pararam à entrada da porta oriental do Templo do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima deles.
20Eram estes os seres vivos que eu tinha visto debaixo do Deus de Israel, nas margens do rio Cobar, e compreendi que eram querubins. 21Cada um tinha quatro faces e quatro asas, e debaixo das asas, uma forma de mão humana. 22Suas faces eram semelhantes às faces que eu tinha visto junto ao rio Cobar. Cada um seguia em sua frente. 
. - Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 113
          — A glória do Senhor vai além dos altos céus.
— A glória do Senhor vai além dos altos céus.

— Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade!

— Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus.

— Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra?
 
 
Evangelho: Mt 18,15-20
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público.
18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que des­ligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
Assim como Deus não desiste de nós, também não devemos desistir de nossos irmãos.
No trecho anterior do discurso sobre a Igreja, duas características da comunidade eclesial foram ressaltadas: a comunidade cristã deve ser caracterizada pelo serviço e pelo cuidado de uns para com os outros, de modo especial por aqueles que se sentem, por algum motivo, desprezados. O evangelho de hoje é, por assim dizer, a aplicação prática do desejo de Deus de que nenhum membro da comunidade se perca (v. 14). A atitude exigida para realizar o desejo de Deus é a iniciativa que cada um deve tomar no que diz respeito à reconciliação, tendo presente que a comunidade cristã é uma comunidade de irmãos (v. 15). O pecado divide a comunidade. Se acontecer a alguém ser vítima do pecado de outro membro da comunidade, trata-se, aqui, de tomar a iniciativa de ajudar o pecador no seu processo de conversão, desde que ele aceite livremente. É Deus quem toma a iniciativa de vir em socorro de nossa humanidade e é ele quem oferece, gratuitamente, o seu perdão. Assim como Deus não desiste de nós, também não devemos desistir de nossos irmãos. O único limite para o perdão e a reconciliação é o fechamento do outro (v. 17). O amor fraterno e, consequentemente, a comunidade cristã são construídos através desse esforço permanente de reconciliação.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando, com todos os internautas:
Espírito Santo
que procede do Pai e do Filho,
tu estás em mim, falas em mim,
rezas em mim,
ages em mim.
Ensina-me a fazer espaço à tua palavra,
à tua oração,
à tua ação em mim
para que eu possa realizar
a vontade do Pai.
Amém.


1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 18,15-20.
Às vezes, erramos. Os outros também erram. Ninguém está isento de errar, pecar. Jesus ensina como tratar a pessoa que errou na comunidade. O primeiro passo é falar com a própria pessoa, dialogando, ouvindo suas explicações e clareando as causas do erro. Se a pessoa não admite seu erro, o segundo passo: dialogar sobre o fato tendo como testemunhas uma ou duas pessoas. E se a pessoa, ainda assim, recusar a se converter, Jesus sugere o terceiro passo: contar tudo à comunidade. Mas, se ela não ouvir também à Igreja, que seja tratada como um pagão, ou seja, esta pessoa não é cristã, não vive como cristã, não tem porque estar no meio da comunidade. E Jesus fala, por outro lado, da maravilha que é estar juntos, em comunidade, e juntos orar. Ele garante que está no meio deles: "onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles”

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Em Aparecida, os bispos afirmaram:
“Faz-se, pois, necessário propor aos fiéis a Palavra de Deus como dom do Pai para o encontro com Jesus Cristo vivo, caminho de “autêntica conversão e de renovada comunhão e solidariedade” (DAp 248).
É assim que assumo a Palavra de Deus? É minha referência que me motiva à conversão, me impulsiona à comunhão e solidariedade?

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, com um grande sacerdote, o bem-aventurado Tiago Alberione:
Jesus, Mestre,
que eu pense com a tua inteligência,
com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém.

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é para reconhecer meus erros, admiti-los e mudar de atitude, inserindo-me na comunidade.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Católica

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Verdadeira Estrela da humanidade


Os anjos anunciam aos pastores o nascimento do Salvador da humanidade, ao mesmo tempo em que no Oriente, distante e longínquo, surge uma estrela, com a missão de comunicar aos magos o nascimento da verdadeira Estrela da humanidade. Como é interessante perceber essa estrela como um instrumento estranho e ao mesmo tempo belíssimo e maravilhoso; pedagogicamente cumprindo tão bem sua missão e, depois desaparecendo, causando despreocupação nos magos, a ponto de a esquecerem, diante do encontro inaudito e misterioso da verdadeira Estrela (cf. Mt 2, 1-12; Lc  2, 9-11). Só a partir da condição misteriosa do Filho de Deus como luz para iluminar o mundo, é que se compreende o gesto magnânimo do Papa Francisco, associado à grande ‘Estrela’, no pedido de desculpas aos pentecostais (em 26/07/2014), principalmente diante do acontecido durante o fascismo, quando os pastores foram deportados e as Igrejas evangélicas destruídas; em seguida, os movimentos evangélicos foram declarados “nocivos à identidade física e psíquica da raça italiana”. Muitos eclesiásticos se calaram e, inclusive, devido às denúncias de alguns párocos, a polícia secreta do regime deteve muitos evangélicos. As leis e as medidas foram aprovadas por cristãos, por batizados. Francisco pretende agora, conter o uso muito exagerado que os católicos dão à palavra “seita”, para se referir a estas novas realidades.
geovane
Em Belém, numa cidade pequena, nasce uma pobre criança, aliás, nem nasce na cidade e sim no campo, como tão bem sabemos, numa estribaria, entre os animais e pastores. Ele que veio para dar a vida por suas ovelhas, chamando atenção para uma realidade, antagônica e ao mesmo tempo misteriosa: nasce durante a noite, na escuridão, mas na condição de luz ou estrela da humanidade. No ministério generoso do nosso querido Sumo Pontífice compreendemos melhor a história dos cristãos, marcada por escuridões, lacunas e deficiências. Ao visitar os pentecostais em Caserta, para concretamente, num gesto de humildade dizer não à escuridão, retribuindo, segundo o mesmo, as visitas que lhe foram feitas por primeiro, quando era Arcebispo de Buenos Aires. “É isso um testemunho. Vieram e se aproximaram. E assim começou esta amizade, esta proximidade entre os pastores de Buenos Aires. E hoje aqui. Agradeço muito a vocês, peço que rezem por mim, preciso muito oração para que ao menos eu seja melhor. Obrigado!”.
A luz da vida, que é o próprio Cristo Jesus, quer iluminar e aquecer os que andam na escuridão e na sombra da morte. A força libertadora e transformadora, que se revelou há mais de dois mil anos numa criança, se revela nos nossos dias através do Papa Francisco, quando demonstra claramente que o diálogo, a cooperação, sem se afastar da misericórdia, deveria ser estreita e mútua entre as Igrejas Cristãs, como sinal luminoso para o mundo, para que o mundo creia. O ecumenismo, de acordo com o ardoroso desejo do Romano Pontífice, vai muito além de uma política de boa vizinhança entre Igrejas, mas é o testemunho imprescindível, no sentido da nossa coerência de seguidores de Jesus de Nazaré: “Nisto todos saberão que sois meus discípulos se vos amardes uns aos outros como eu vos amei” (cf. Jo 13, 35).
Deus seja louvado na iniciativa abençoada do Papa Francisco e do Pastor Giovanni Traettino, para além da amizade pessoal: “O Papa foi visitar evangélicos!”. Mas o Papa Francisco não conquistou apenas o coração dos evangélicos: “Papa Francisco conquistou um lugar importante no coração de muitos muçulmanos”, afirma em nota a União da Comunidade Islâmica Italiana (UCOII). “O futuro do mundo depende da paz entre muçulmanos e cristãos”, diz a nota, retomando um apelo firmado há alguns anos por 138 expoentes islâmicos. “Sem paz e justiça entre estas duas comunidades religiosas, que formam mais da metade da população mundial, não pode existir uma paz significativa no mundo”, reiteram os muçulmanos.
Antes do Papa Francisco, outros cristãos estiveram atentos para esta questão, lembremos como foi maravilhoso o ecumenismo do Bem Aventurado Charles de Foucauld! Ele não praticou jamais o proselitismo e sua missão foi de imitar Jesus no escondido de Nazaré, no silêncio do deserto e na contemplação. Seu apostolado foi o de ser Um irmão universal – Irmão de todos. Eis o que ele escreve sobre o apostolado cristão: “Pela bondade e pela ternura, pelo amor fraterno, pelo exemplo de virtude, pela humildade e doçura, com alguns, sem lhes dizer nunca uma palavra sobre Deus ou sobre religião, sendo bom como Deus é bom, sendo irmão no afeto e nas preces. Com outros, falar de Deus na medida em que podem assimilar (…)”. Assim seja!

*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, colunista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal - Pároco de Santo Afonso - geovanesaraiva@gmail.com

"A visita do Papa à Coreia é um vulcão que vai despertar os jovens à missão", diz Bispo de Daejeon


2014-08-11 Rádio Vaticana
Daejeon (RV) - Contagem regressiva para a chegada do Papa Francisco à Coréia do Sul, que deverá encontrar, na sexta-feira, 15, milhares de jovens reunidos na VI da Jornada da Juventude Asiática, iniciada neste domingo, 10, na Diocese de Daejeon. Dom Lazzaro You Heung-sik, encarregado pelos Bispos coreanos de preparar o encontro dos jovens e autor do convite para o Papa participar, afirmou que a visita do Santo Padre à Coréia é "um vulcão que vai despertar os jovens à missão".
A idéia de um pontífice visitar a Coréia, após 25 anos, partiu justamente de Dom You, que em carta endereçada a Bergoglio, convidou-o para participar da Jornada da Juventude Asiática: "Eu soube que o Papa Francisco no verão, em agosto, permanece em Roma, lendo livros, escutando música, escrevendo - explicou o Bispo à Asianews. Então me veio a idéia: como seria bonito se o Papa viesse em agosto à Coréia, para participar da Jornada!”.
Ao constatar que estariam presentes pelo menos 2 mil jovens, em uma belíssima experiência, Dom Lazzaro viu que era necessário também chegar àqueles jovens "não tão fáceis de encontrar". E para isto, seria necessário fazer nascer uma nova evangelização voltada aos jovens. "Mas para fazer isto – disse ele -, é necessário movimentar os bispos e os sacerdotes. Eu não poderia fazer isto, mas o Papa sim!".
O prelado de 63 anos, contou ter escrito a Francisco, ter falado com o Cardeal Parolin, com o Substituto da Secretaria de Estado Angelo Becciu, com o Cardeal Filoni e com o próprio Papa. E a resposta não tardou: "Quando li a sua carta - conta o Santo Padre - senti um sopro no coração: devemos ir à Coréia! Imediatamente perguntei a Dom Becciu se naquele período tínhamos algum compromisso assumido e vi que estava livre".
A preparação para o encontro dos jovens não foi fácil, pois incluía, entre outras dificuldades, a liberação de vistos: "Somente quem vem do Japão, Hong Kong e Taiwan não tem necessidade de visto", explicou o bispo. "Mas no dia 15, o Papa estará aqui - comemorou ele. Antes de seu pronunciamento, três jovens, um chinês de Hong Kong, um cambojano e um coreano vão dizer algumas palavras. Depois será a vez de Francisco. Penso que ele será como um vulcão: vai colocar fogo no coração destes jovens!".
Falando sobre as dificuldades da juventude no país, Dom You explicou "que mais do que em outros países, na Coréia, desde a escola elementar, os jovens são incentivados à competição, a vencer sempre, a superar os outros. Ter um bom título de estudo - observou - conta muito na sociedade confuciana e insere na hierarquia social, em nível sempre mais alto. A primeira comunidade cristã na Coréia - explicou - era famosa, pois graças ao Evangelho, não fazia distinção entre nobres e gente comum, entre rico e pobre. Esta superação das classes foi uma contribuição que a Igreja deu à nação".
A viagem do Papa à Coréia, além de despertar os jovens para a fé, servirá também para lançar a Igreja coreana na missão na Ásia e no mundo, afirmou Dom You: "O continente asiático tem muitas culturas e religiões, mas, onde a cultura é evangelizada, passa a existir uma vida melhor, a sociedade adquire expressões mais humanas". Mas adverte, que "a evangelização não deve ser feita com poder, mas com um estilo mariano, materno, humilde, serviçal. Todos esperam este testemunho: os coreanos e os asiáticos têm grande desejo de Deus".
Dom You diz ainda que a fé cristã contribui ao conceito de pessoa: "na sociedade asiática - observa - não se trata o ser humano como uma pessoa, plena de dignidade, de direitos. Entre nós existem somente grupos, clãs, etnias, associações com objetivos limitados". Deste modo, os conceitos de história, pessoa e comunidade existentes na sociedade asiática são importantes a serem inculturados, pois através deles pode se transformar as pessoas e a sociedade, o que se faz, oferecendo um modelo, e "os mártires coreanos são um modelo para nós". (JE)
Fonte: News.VA

Liturgia Diária- 11 de Agosto de 2014


Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
Oração
Pai, que eu saiba desfrutar minha condição de filho, que me faz livre diante das imposições injustas dos poderes deste mundo, pois só a ti devo submeter-me.
Primeira leitura: Ez 1,2-5.24-28a
Leitura da Profecia de Ezequiel
2No dia cinco do mês – esse era o quinto ano do exílio do rei Joaquim –, 3a palavra do Senhor foi dirigida a Ezequiel, filho do sacerdote Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Cobar. Foi ali que a mão do Senhor esteve sobre ele. 4Eu vi que um vento impetuoso vinha do norte, uma grande nuvem envolta em claridade e relâmpagos; no meio brilhava algo como se fosse ouro incandescente. 5No centro aparecia a figura de quatro seres vivos. Este era o seu aspecto: cada um tinha a figura de homem. 24E eu ouvi o rumor de suas asas: Era como um estrondo de muitas águas, como a voz do Poderoso. Quando se moviam, o seu ruído era como o barulho de um acampamento; quando paravam, eles deixavam pender as asas. 25O ruído vinha de cima do fir­ma­mento, que estava sobre suas cabeças. 26Acima do fir­mamento que estava sobre as cabeças, havia algo parecido com safira, uma espécie de trono, e sobre essa espécie de trono, bem no alto, uma figura com aparência humana.
27E eu vi como que um brilho de ouro incandescente, envolvendo essa figura como se fosse fogo, acima daquilo que parecia ser a cintura; abaixo daquilo que parecia ser a cintura vi algo como fogo e, em sua volta, um círculo luminoso. 28cEsse círculo luminoso tinha o mesmo aspecto do arco-íris, que se forma nas nuvens em dia de chuva. Tal era a aparência visível da glória do Senhor. Ao vê-la, caí com o rosto no chão.
. - Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 149
          — Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.
— Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

— Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firmamento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!

— Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o!

— Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o seu nome é excelso! A majestade e esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra.

— Ele exaltou seu povo eleito em poderio, ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.
 
 
Evangelho: Mt 17,22-27
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, 22quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. 24Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do Templo?”
25Pedro respondeu; “Sim, pa­ga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: “Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos?” 26Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
A gratuidade está no centro da relação com Deus.
Trata-se do segundo anúncio da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Os discípulos ficaram profundamente tristes (Jo 14,1). O episódio do imposto devido ao Templo é próprio a Mateus. A prescrição do tributo do Templo, cobrado inclusive dos judeus da diáspora, se encontra em Ne 10,33-38. Todo judeu do sexo masculino pagava a soma anual de duas dracmas. O Templo possuía sua própria moeda, daí os cambistas de Mt 21,12. A questão posta aos discípulos sobre se Jesus pagava o imposto ao Templo é, na verdade, uma questão posta aos cristãos: os judeus convertidos ao cristianismo devem pagar esse imposto? A resposta de Jesus vai numa dupla direção: em primeiro lugar, para instruir os discípulos há uma orientação fundamental, a saber, a relação com Deus não é mediada nem subordinada a nenhuma taxa, pois se trata de uma relação paterna em que a gratuidade está no centro dessa mesma relação; em segundo lugar, há uma solução prática e realista, uma vez que existe a obrigação que se pague a taxa (cf. Mt 22,15-22). A moeda a ser encontrada na boca do peixe é uma forma de dizer que o imposto deve ser pago com o fruto do trabalho, nesse caso, a pesca.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparação
- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco,
aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mt 17,22-27, e procuro compreender as palavras de Jesus.
Este texto traz, num primeiro momento, Jesus anunciando sua morte e ressurreição. Depois, em Cafarnaum, tem um confronto com os cobradores de impostos do Templo que querem saber se Ele paga os impostos. Jesus fala de sua paixão. O povo se maravilhava com os feitos de Jesus e alimentava esperança de um Messias triunfalista, poderoso. Inclusive, queriam proclamá-lo rei. Este não era o projeto de Jesus. Para evitar que se confundam, mais uma vez Jesus fala de sua condenação. A sua declaração deixa os discípulos “muito tristes”. Mas, deveriam compreender que a dor fazia parte da opção do Mestre na fidelidade ao Reino de Deus. Quanto aos impostos, se o Templo é a casa de Deus, o Filho de Deus não deve pagar impostos. Nem seus outros filhos.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo. O que o texto me diz no momento? O meu Projeto de vida coincide com o do Mestre Jesus Cristo? Em Aparecida, os bispos falaram de um Projeto fundamentado nas bem-aventuranças: "Cristo, o Homem perfeito, é o fundamento em quem todos os valores humanos encontram sua plena realização e, a partir daí, sua unidade. Ele revela e promove o sentido novo da existência e a transforma, capacitando o homem e a mulher a viverem de maneira divina; ou seja, para pensar, querer e agir segundo o Evangelho, fazendo das bem-aventuranças a norma de suas vidas." (DAp 335).

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo:
Jesus Mestre, disseste que a vida eterna consiste
em conhecer a ti e ao Pai.
Derrama sobre nós, a abundância
do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento,
porque és o único caminho para o Pai.
Faze-nos crescer no teu amor,
para que sejamos, como o apóstolo Paulo
testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria,
Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos,
guardaremos tua Palavra,
meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.(Bv. Alberione)

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre.
Escolho uma frase ou palavra para memorizar. Vou repeti-la durante o dia. Esta Palavra vai fazendo parte da minha vida, da minha mente, vai me transformando.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus 
misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Católica