Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos
Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Missão da Comunidade
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
www.bispado.org.br
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
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Tomando comunidade como um “agrupamento de pessoas” que alvejam objetivos comuns, é fundamental que as realizações não sejam imediatas, mas fruto de reflexões e compromissos autênticos. A coerência é entendida como testemunho de fidelidade aos objetivos assumidos individual e coletivamente. Para os cristãos, a fé é base para sua conduta de vida e de construção social e comunitária.
Na prática normal da vida as pessoas são seduzidas pelas circunstâncias que as cercam. São seduções para fazer o bem, construir situações que elevam a qualidade de vida do povo, ou que alienam e enfraquecem os objetivos de vida. A sedução pode ser destinada ao individualismo e a privilégio de poucos, dificultando o aspecto coletivo e o bem de todos.
Na diversidade e riqueza que constituem os novos tempos e o individualismo reinante, fica até muito difícil falar de missão da comunidade e, assim, construir a unidade. A escolha de novos líderes para o exercício de uma caminhada mais comum deveria favorecer a construção de uma sociedade mais comprometida, mais responsável e com objetivos comuns. Mas isto não tem acontecido.
Uma comunidade só consegue produzir frutos de vida mais saudável quando suas lideranças não estão preocupadas apenas com sucesso, mas com enfrentamento corajoso e determinado. No conceito cristão, é ser capaz de enfrentar a via da cruz, como o fez Jesus Cristo. O líder tem que identificar-se com os anseios do povo.
Não é fácil renunciar aos próprios anseios para defender as causas da comunidade. Para isto é preciso arriscar a vida e agir com fidelidade na construção daquilo “que conta” para a coletividade. Isto supõe verdade e sensibilidade para com as necessidades mais prementes da atualidade. Deve ser a preocupação de cada líder.
É importante construir consciência crítica diante da cultura moderna e não ser conivente com práticas que mais destroem do que constroem. Ao pensar em categorias humanas na comunidade, elas não podem estar em contradição com o projeto de Deus. Do contrário, tornamo-nos pedras de tropeço para as pessoas, dificultando a plenitude da vida.
Na prática normal da vida as pessoas são seduzidas pelas circunstâncias que as cercam. São seduções para fazer o bem, construir situações que elevam a qualidade de vida do povo, ou que alienam e enfraquecem os objetivos de vida. A sedução pode ser destinada ao individualismo e a privilégio de poucos, dificultando o aspecto coletivo e o bem de todos.
Na diversidade e riqueza que constituem os novos tempos e o individualismo reinante, fica até muito difícil falar de missão da comunidade e, assim, construir a unidade. A escolha de novos líderes para o exercício de uma caminhada mais comum deveria favorecer a construção de uma sociedade mais comprometida, mais responsável e com objetivos comuns. Mas isto não tem acontecido.
Uma comunidade só consegue produzir frutos de vida mais saudável quando suas lideranças não estão preocupadas apenas com sucesso, mas com enfrentamento corajoso e determinado. No conceito cristão, é ser capaz de enfrentar a via da cruz, como o fez Jesus Cristo. O líder tem que identificar-se com os anseios do povo.
Não é fácil renunciar aos próprios anseios para defender as causas da comunidade. Para isto é preciso arriscar a vida e agir com fidelidade na construção daquilo “que conta” para a coletividade. Isto supõe verdade e sensibilidade para com as necessidades mais prementes da atualidade. Deve ser a preocupação de cada líder.
É importante construir consciência crítica diante da cultura moderna e não ser conivente com práticas que mais destroem do que constroem. Ao pensar em categorias humanas na comunidade, elas não podem estar em contradição com o projeto de Deus. Do contrário, tornamo-nos pedras de tropeço para as pessoas, dificultando a plenitude da vida.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Papa escolhe tema para o Dia Mundial da Paz 2015
Em um comunicado, o Vaticano também informou o lema “Não mais escravos, mas irmãos". A proposta é promover ações contra o tráfico de seres humanos.
Em várias ocasiões, Francisco classificou esta prática como uma praga do século XXI, convocando especialistas para discutir a questão e elaborar ações de combate ao tráfico humano.
De acordo com o texto divulgado pela Santa Sé, a realidade da escravidão não é algo do passado, mas um flagelo social muito presente. "A escravidão tem muitos rostos abomináveis: o tráfico de seres humanos, o tráfico de imigrantes e a prostituição, a escravidão no trabalho, a exploração do homem pelo homem (...). Os indivíduos e os grupos especulam sobre esta escravidão, beneficiando-se dos conflitos no mundo, do contexto de crise econômica e da corrupção", afirma o texto.
Com informações do News.va.
"Já não escravos, mas irmãos" - Mensagem do Papa para o 48º Dia Mundial da Paz
“Não mais escravos, mas irmãos”: este é o título da Mensagem para o 48º Dia Mundial da Paz, a segunda do Papa Francisco. Geralmente pensa-se que a escravatura é um facto do passado. Na verdade, esta praga social continua muito presente no mundo de hoje.
A Mensagem para o 1º de Janeiro passado era dedicada à fraternidade: “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. De facto, uma vez que todos são filhos de Deus, os seres humanos são irmãos e irmãs com uma igual dignidade. A escravatura representa um golpe de morte para uma tal fraternidade universal e, por conseguinte, para a paz. Na verdade, a paz existe quando o ser humano reconhece no outro um irmão ou irmã com a mesma dignidade.
Persistem no mundo múltiplas formas abomináveis de escravatura: o tráfico de seres humanos, o comércio dos migrantes e da prostituição, o trabalho-escravo, a exploração do ser humano por outro ser humano, a mentalidade esclavagista para com as mulheres e as crianças. Há indivíduos e grupos que se aproveitam vergonhosamente desta escravatura, tirando partido dos muitos conflitos desencadeados no mundo, do contexto de crise económica e da corrupção.
A escravatura é uma terrível ferida aberta no corpo da sociedade contemporânea, é uma chaga gravíssima na carne de Cristo! Para a combater eficazmente, há que reconhecer acima de tudo a inviolável dignidade de cada pessoa. Além disso, importa ancorar firmemente esse reconhecimento na fraternidade, que exige a superação de todas as desigualdades, as quais permitem que uma pessoa escravize outra.
É-nos ainda pedido que o nosso agir seja próximo e gratuito para promover a libertação e inclusão para todos. O objectivo a alcançar é a construção de uma civilização fundada sobre a igual dignidade de todos os seres humanos, sem qualquer discriminação. Para isso, é necessário o compromisso da informação, da educação, da cultura em favor de uma sociedade renovada e que se assinale pela liberdade, pela justiça e, logo, pela paz.
O Dia Mundial da Paz resultou da vontade de Paulo VI e é celebrado todos os anos no primeiro dia de Janeiro. A Mensagem do Papa é enviada aos Ministros dos Negócios Estrangeiros de todo o mundo e indica também a linha diplomática da Santa Sé para o ano que se inicia.
A Mensagem para o 1º de Janeiro passado era dedicada à fraternidade: “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. De facto, uma vez que todos são filhos de Deus, os seres humanos são irmãos e irmãs com uma igual dignidade. A escravatura representa um golpe de morte para uma tal fraternidade universal e, por conseguinte, para a paz. Na verdade, a paz existe quando o ser humano reconhece no outro um irmão ou irmã com a mesma dignidade.
Persistem no mundo múltiplas formas abomináveis de escravatura: o tráfico de seres humanos, o comércio dos migrantes e da prostituição, o trabalho-escravo, a exploração do ser humano por outro ser humano, a mentalidade esclavagista para com as mulheres e as crianças. Há indivíduos e grupos que se aproveitam vergonhosamente desta escravatura, tirando partido dos muitos conflitos desencadeados no mundo, do contexto de crise económica e da corrupção.
A escravatura é uma terrível ferida aberta no corpo da sociedade contemporânea, é uma chaga gravíssima na carne de Cristo! Para a combater eficazmente, há que reconhecer acima de tudo a inviolável dignidade de cada pessoa. Além disso, importa ancorar firmemente esse reconhecimento na fraternidade, que exige a superação de todas as desigualdades, as quais permitem que uma pessoa escravize outra.
É-nos ainda pedido que o nosso agir seja próximo e gratuito para promover a libertação e inclusão para todos. O objectivo a alcançar é a construção de uma civilização fundada sobre a igual dignidade de todos os seres humanos, sem qualquer discriminação. Para isso, é necessário o compromisso da informação, da educação, da cultura em favor de uma sociedade renovada e que se assinale pela liberdade, pela justiça e, logo, pela paz.
O Dia Mundial da Paz resultou da vontade de Paulo VI e é celebrado todos os anos no primeiro dia de Janeiro. A Mensagem do Papa é enviada aos Ministros dos Negócios Estrangeiros de todo o mundo e indica também a linha diplomática da Santa Sé para o ano que se inicia.
Fonte:Radio Vaticano
Os desafios atuais e as eleições
a)Os gastos com a dívida pública. É o maior gasto do governo, e faz com que faltem recursos para outros itens essenciais como saneamento básico, saúde, educação e outras políticas sociais. b) A violação dos direitos dos povos indígenas e quilombolas. Atualmente dezenas de usinas hidrelétricas estão sendo construídas na Amazônia com sérios prejuízos aos povos indígenas e quilombolas. A demarcação de terras indígenas, direito garantido pela Constituição, ainda não foi feito! c) A lentidão da Reforma Agrária. d) A terra urbana como capital especulativo. Apesar da existência do Estatuto da Cidade, existem grandes espaços desocupados dentro do perímetro urbano enquanto os pobres são levados a morar em regiões distantes em condições inadequadas. e) Os megaprojetos de infraestrutura. O país está investindo em inúmeras megaprojetos como hidroelétricos, estádios, estradas etc. Para realiza-los comunidades estão sendo removidas, a maior parte sem uma justa indenização. f) As privatizações. Continuam as privatizações de empresas estatais, serviços públicos, aeroportos, e mais recentemente com o início aos leilões das áreas do pré-sal e das áreas de exploração do petróleo. g) O sistema tributário e a desigualdade social. Basicamente é um sistema injusto, no qual os pobres pagam proporcionalmente mais que os ricos. Porque a maior parte dos impostos recai sobre o consumo e não sobre a renda aos cidadãos. h) O oligopólio da grande mídia. Os grandes meios de comunicação no Brasil estão nas mãos de um pequeno grupo, um oligopólio, que defendem os interesses dos grandes grupos econômicos como bancos, empreiteiras, agronegócio etc. e não o povo. Votantes na eleição de outubro precisam conhecer estes desafios que acabamos de mencionar. São itens vitais para o futuro do Brasil e do bem do povo brasileiro.
(Fonte: Livrinho acima mencionado)
Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1
O Leigo
O católico leigo assume seu papel na família, na Igreja e na sociedade com a missão de dar sabor humano, ético, transformador e promotor da vida digna para as pessoas, estruturas e organizações. Ser sal e luz nessas realidades o faz realizado e realizador do ideal de construir uma comunidade e uma sociedade com o novo humano e cristão. Diferencia-se do mero repetidor do trabalho e do comportamento de quem vive sem mudar os critérios do mundo paganizado.
Ele se insere no mundo das profissões com o tino vocacional de prestar um serviço de qualidade para o progresso humano, com sustentabilidade moral e de bem estar para todos. Pensa em si e na família com a hipoteca social de promoção do bem comum. No mundo da política usa seus dons para a real promoção da cidadania, com especial sensibilidade aos excluídos. Trabalha diuturnamente para o uso de todos os recursos da sociedade em bem da distribuição equitativa e de serviço às necessidades das pessoas e organizações. Não sucumbe às pressões da baixa politicagem e da corrupção. Usa a sabedoria humana e divina para acertar os passos da causa da dignidade da vida e da pessoa humana.
Na vanguarda da implantação dos critérios da ética e da consciência de cidadania com os valores cristãos no mundo, o leigo mostra seu encantamento por seguir os passos do Divino Mestre. Contagia seu meio ambiente com o cunho de servir o ser humano com o amor próprio de sua consagração batismal. Não espera que outros de variadas vocações na Igreja suplantem sua missão característica de leigo consciente e responsável. Seu papel é proativo na comunidade eclesial, na família, no trabalho e na sociedade. Coopera com os demais membros das diversas funções e vocações para um serviço em comunhão e subsidiariedade.
O papa Francisco coloca a necessidade de a Igreja estar sempre "em saída", ou seja, em atitude de ir ao encontro do outro para lhe ofertar acolhida, justiça, misericórdia, amor e dignidade. O leigo não renuncia jamais essa característica em sua vocação de discípulo e missionário de Cristo, como membro responsável de sua comunidade religiosa.
O documento de estudo "Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo, Cf. Mt 5,13-14" (Estudos da CNBB 107) merece atenção especial para seu conhecimento e prática. Faz uma introdução mostrando a ação do leigo no mundo e na Igreja, como sujeito eclesial. No capítulo primeiro ressalta a ação do mesmo no mundo globalizado, ajudando sua transformação. No seguinte faz referência à sua missão, com características específicas, numa Igreja diversificada e em comunhão. Depois apresenta a organização do laicato, sua formação e ação pastoral.
O protagonismo do leigo reforça todas as vocações eclesiais, a ponto de o mesmo cooperar para um trabalho em conjunto, sem um encobrir o ministério do outro. Na diversidade de funções, com a mútua cooperação é que se dá força à Igreja para ela ser "luz para o mundo", ajudando a erradicar as causas de morte e injustiças para reinar a vida digna e plena para todos, com os valores humanos e cristãos.
O leigo consciente e progressivamente maduro entra no âmago da convivência humana, transformando-a com a vida nova trazida pelo Filho de Deus. Então sua contribuição mostra o quanto é gratificante sua missão de dar vida ao convívio humano. Essa vida vem do dom de Deus.
A maior força do leigo provém de Deus. Seu maior instrumento é o amor, vivido e fortificado na comunidade eclesial. Seu potencial humano e evangelizador é, então, afinado com sua vocação de servir à causa do Reino de Deus. Alimenta-se da oração, da Palavra de Deus, da comunhão eclesial e dos outros meios deixados por Cristo na sua Igreja
Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)
Fonte: Catequese Católica
21º Semana Comum - Liturgia Diária
Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
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