sexta-feira, 16 de maio de 2014

HOJE É UM DIA ESPECIAL: ANIVERSÁRIO DO PADRE LUCIANO GONZAGA

16 de MAIO de 2014
Nesta data tão importante de sua vida, queremos prestar-lhe a nossa sincera homenagem, mesmo sabendo que nem sempre as palavras conseguem ser tão transparentes a ponto de expressar as qualidades de alguém.
Acreditamos que o Senhor,padre Luciano Gonzaga,  veio para o nosso convívio com a permissão de Deus, pois sua presença em nosso meio é contagiante, caracterizando a fé e a força que existem dentro do seu coração. Dizemos isso por esse seu jeito empolgante de animar as celebrações; de usar uma linguagem popular; de levar as pessoas a terem uma experiência com Deus.
É por isso que aproveitamos esse momento celebrativo para parabenizá-lo e agradecê-lo por tudo que tens feito por nossa ÁREA PASTORAL SÃO JOSÉ  desde que aqui chegou. Muito se aprendeu, mas também muito se ensinou...
Rogamos a Deus e ao Espírito Santo que continue lhe dando muita saúde, força, unção e sabedoria para exercer a missão que lhe foi confiada e que, muitos anos em sua vida sejam acrescentados, para que sempre possa levar o Evangelho e o amor a todas as pessoas que encontrar. Pois sabemos que esse é o presente que queres ganhar: O de viver livremente a sua fé e sua vocação.
Que SÃO JOSÉ lhe dê uma benção toda especial neste dia, derramando sobre o Senhor, suas bênçãos e graças do Céu. 
     SÃO OS VOTOS DA ÁREA PASTORAL SÃO JOSÉ

Liturgia Diária


Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração:
Pai, meu coração anseia por estar em comunhão contigo, em tua casa, lugar que Jesus preparou para mim. Que eu persevere sempre no caminho que me leva a ti.
Primeira leitura: At 13,26-33
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, tendo chegado a Antioquia da Pisídia, Paulo disse na sinagoga: 26"Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação. 27Os habitantes de Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo, cumpriram as profecias que se lêem todos os sábados. 28Embora não encontrassem nenhum motivo para a sua condenação, pediram a Pilatos que fosse morto. 29Depois de realizarem tudo o que a Escritura diz a respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o puseram num túmulo. 30Mas Deus o ressuscitou dos mortos 31e, durante muitos dias, ele foi visto por aqueles que o acompanharam desde a Galiléia até Jerusalém. Agora eles são testemunhas de Jesus diante do povo.
32Por isso, nós vos anunciamos este Evangelho: a promessa que Deus fez aos antepassados, 33ele a cumpriu para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus, como está escrito no salmo segundo: 'Tu és o meu filho, eu hoje te gerei'".
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 2
          — Tu és meu Filho, eu hoje te gerei!
— Tu és meu Filho, eu hoje te gerei!

— "Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei e em Sião, meu monte santo, o consagrei!" O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: "Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!"

— Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!

— E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito! 
 
 
Evangelho: Jo 14,1-6
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São João.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1"Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho".
5Tomé disse a Jesus: "Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?"6Jesus respondeu: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim". - Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
Só há um modo de vencer o medo, pela fé
O evangelho de hoje é parte do discurso de despedida de Jesus, que tem sua origem na última ceia (13,31–14,31). Evidentemente, o anúncio da paixão e morte de Jesus e a predição da traição de Judas deixaram os discípulos confusos, agitados, assustados. A finalidade do discurso de Jesus é encorajar os discípulos para que não desanimem nem percam a esperança diante de sua paixão e da morte injusta, violenta e escandalosa. Efetivamente, o medo, a perturbação e a frustração põem em risco a unidade e podem levar a abandonar o seguimento de Jesus e os ideais propostos. No momento da paixão e aos pés da cruz, somente uns poucos, segundo João, permaneceram: a mãe de Jesus, Maria Madalena, Maria de Cléofas e o discípulo que Jesus amava (19,25-27). Os demais fugiram! Só há um modo de vencer o medo, pela fé (cf. v. 1). A fé permite manter viva a palavra e a promessa do Senhor, mesmo nos momentos dramáticos da existência humana. Os discípulos são convidados a fazer um novo êxodo: do medo à fé; da perturbação à paz dada pela confiança na palavra de Jesus. É a promessa feita pelo Senhor (v. 3) que sustenta essa Páscoa.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para este momento de oração,
em rede com todos os internautas que chegam para este encontro com a Palavra,
rezando:
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 14,1-6, e observo Jesus volta a exortar à fé. E responde a uma pergunta de Tomé.
À pergunta ele responde fazendo uma completa definição de si: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim". Comentando este texto, o Bem-aventurado Tiago Alberione diz: "Estabelecer-se totalmente em Jesus Mestre Verdade (mente), Caminho (vontade) e Vida (sentimento); até chegar à suprema altura da nossa personalidade: eu que penso em Jesus Cristo, eu que amo em Jesus Cristo, eu que quero em Jesus Cristo; é o Cristo que pensa em mim, que ama em mim, que quer em mim".
Alberione fundamenta a espiritualidade da Família Paulina em Jesus Mestre Verdade, Caminho e Vida.

2- Meditação (Caminho)


O que o texto diz para mim, hoje? Onde fundamento a minha espiritualidade? Há tantos métodos bons, baseados na Palavra de Deus. Importante é que tenha um que me leve a viver em Jesus Cristo, ou melhor, que eu deixe Jesus Cristo viver em mim. Os bispos, em Aparecida, disseram: "Jesus Cristo é o Filho de Deus verdadeiro, o único Salvador da humanidade. A importância única e insubstituível de Cristo para nós, para a humanidade, consiste em que Cristo é o caminho, a Verdade e a Vida. "Se não conhecemos a Deus em Cristo e com Cristo, toda a realidade se torna um enigma indecifrável; não há caminho e, ao não haver caminho, não há vida nem verdade". No clima cultural relativista que nos circunda, onde é aceita só uma religião natural, faz-se sempre mais importante e urgente estabelecer e fazer amadurecer em todo o corpo eclesial a certeza de que Cristo, o Deus de rosto humano, é nosso verdadeiro e único salvador." (DAp 22).

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo a oração:
Senhor Jesus, Tu és o Caminho!
Em meio a sombras e luzes,
alegrias e esperanças, tristezas e angústias,
Tu nos levas ao Pai.
Não nos deixes caminhar sozinhos.
Fica conosco, Senhor!
Tu és a Verdade!
Desperta nossas mentes
e faze arder nossos corações com a tua Palavra.
Que ela ilumine e aqueça os corações sedentos de justiça e santidade.
Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti!
Fica conosco, Senhor!
Tu és a Vida!
Abre nossos olhos para te reconhecermos
no "partir o Pão", sublime Sacramento da Eucaristia!
Alimenta-nos com o Pão da Unidade.
Sustenta-nos em nossa fragilidade.
Consola-nos em nossos sofrimentos,
Faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e excluídos.
Fica conosco, Senhor!
Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida,
No vigor do Espírito Santo,
Faze-nos teus discípulos missionários!
Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser:
Alegres no Caminho para a Terra Prometida!
corajosas testemunhas da Verdade libertadora!
promotores da Vida em plenitude!
Fica conosco, Senhor! Amém!
Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tende piedade de nós!

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é em busca do seguimento de Jesus Cristo, com este esquema:
1) caminhando sobre as pegadas (adesão da vontade),
2) escutando a sua doutrina (adesão da inteligência),
3) vivendo no seu amor e na sua graça (adesão do coração e do espírito)

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Católica

O bambuzal




Plantada a semente do bambu nada se vê por 5 anos. O crescimento é subterrâneo. Enquanto um brotinho desabrocha, robustecem-se as raízes que se estendem debaixo da terra, na vertical e horizontal. No 6º ano o bambu cresce para valer e atinge até 25 metros de altura. Assim é o processo de ensino, aprendizado e habilidade da criança. Desde a sua tenra idade a criança deve ser educada, disciplinada, contando com estímulos e limites. Pais conscientes de sua missão transmitem aos filhos que aos direitos correspondem deveres. Isso se aprende na prática, com trabalho. Pequenos ou maiores afazeres domésticos educam. Não prejudicam, não matam ninguém, nem se identificam ou se confundem com trabalho infantil ou, pior, trabalho escravo.

Dar tudo nas mãos dos filhos, sem lhes outorgar e cobrar responsabilidades, é o mesmo que inverter a ordem natural. Pai que não ensina o filho a trabalhar deforma-o ou o transforma num preguiçoso. Filhos se educam com o exemplo dos pais que cultivam hábitos sadios, com amor e disciplina. Pais que ensinam os filhos a ter objetivos na vida os orientam ao enfrentamento de dificuldades e superação de obstáculos inevitáveis. Tudo isso faz parte do processo de crescimento e maturidade de cada pessoa. Os filhos deverão aprender a enfrentar a vida dura, evitando que cometam erros irreversíveis.

A Constituição Federal legisla sobre trabalho infantil, proibindo-o. Igualmente fazem a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Ministério do Trabalho e Emprego concedeu 33.173 autorizações judiciais permitindo o trabalho de crianças e adolescentes entre 2005 e 2010. O que não se admite é trabalho escravo, explorado em muitos casos, exercido em condições precárias e, pior, ignorando os estudos ou abandonando a escola. Se crianças precisam ajudar à família a se manter, o questionamento volta-se ao destino e à finalidade do "bolsa família".

O tema é polêmico. De um lado, num país continental, não existe infraestrutura que atenda às reais necessidades da escola de qualidade nos rincões mais distantes. Escola de dois turnos, então, nem pensar. De outro lado, pré-adolescentes (ao menos) de 14 anos não são mais criancinhas ingênuas. Seria muito útil para a sua formação e desenvolvimento integral o aprendizado de um ofício, sem deixar de estudar e sem queimar etapas essenciais. O dilema abre-se às ponderações das pessoas de bom senso.


Dom Aldo Pagotto
Arcebispo Metropolitano da Paraíba - PB

Registrando Momentos: Festejos de Nossa Senhora de Fátima-Comunidade Nossa Senhora de Fátima - Jardim Castelão

 













































quinta-feira, 15 de maio de 2014

Conselho Missionário Arquidiocesano realiza formação


Infância missionáriaO Conselho Missionário Arquidiocesano promove mais uma FORMAÇÃO MISSIONÁRIA no dia 17 de maio, das 8h às 12h, no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja. A temática será “Animação Missionária na Exortação – Alegria do Evangelho” tendo como assessora Irmã Rosineide (Missionária Comboniana). Deverão ser motivados a participar os membros das equipes de animação missionária, dos agentes de pastorais, animadores de comunidades e pessoas interessadas a Ação Missionária presente nas diversas pastorais da Igreja, despertando para a uma maior Consciência Missionária.
O momento de formação é uma grande oportunidade para impulsionar a dimensão missionária que é a primeira URGÊNCIA da Igreja do Brasil. E é indispensável, para que possamos “redescobrir, cultivar e testemunhar” para que o Senhor “conceda a cada um de nós viver a beleza e a alegria de sermos cristãos”(PORTA FIDEI, 2).
A coordenação solicita a participação de (2 ou 3 Pessoas por Paróquia ou Área Pastoral), assim como a confirmação, para melhor organização do encontro.
A coordenação arquidiocesana do Conselho Missionário considera a participação dos articuladores da animação missionária a “SEXTA URGÊNCIA”.
Informações com padre Luciano Gonzaga – COMIDE pelo telefone (85) 88550072.

Conselho de Leigos, em tempo de revitalização


CALCom alegria, o organismo que reúne os leigos e leigas em suas mais variadas expressões como Igreja – CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL- nestes tempos de revisão, mudança e fortalecimento da consciência de ser Igreja, à luz dos documentos do Concílio Vaticano II, caminha em busca de sua revitalização, apoiado na força do testemunho vivo do nosso querido Papa Francisco.
Este processo vem sendo feito no sentido de atingir todas as suas instâncias, nacional, regional e diocesana envolvendo momentos de avaliação da caminhada e aprofundamento dos seus eixos de formação, organização, vocação e missão como presença ativa e transformadora no mundo.
É com esse objetivo que a Presidência Nacional juntamente com os representantes dos Regionais da CNBB e das Organizações filiadas, reúne-se, numa dinâmica de assembleia, colegiado, comissões, para de forma estudar, debater e buscar contribuições para este novo impulso.
Para dar conhecimento, aos leigos e leigas de nossa Arquidiocese, sobre este dinamismo que nasce no CNLB e com certeza vai ter uma positiva repercussão entre nós, comunicamos momentos fortes que este ano nos oferece, como possibilidade de renovação.
Informamos que o Ceará vai sediar a XXXIII Assembleia Geral Ordinária do CNLB, no período de 01 a 03 de agosto, na Casa de Retiros das Irmãs Cordimarianas, em Caucaia.
É importante que nossa Arquidiocese, em clima de preparação para Copa, também os leigos e leigas já comecem a preparar a chegada de irmãos e irmãs vindos de todo o Brasil, para partilhar suas ideias. É motivo de muita esperança que cristãos organizados discutam sua vocação, espiritualidade e missão, para atuarem no mundo igual fermento, sendo “sal e luz” nas estruturas excludentes e desiguais desta sociedade atual. O Regional NEI, com seus diocesanos, pastores, articuladores e colaboradores, reúne entusiasmo para receber calorosamente todos que aqui chegarem e que sejam bem-vindos!
Como segundo momento forte, lembramos o texto de um dos temas prioritários da 53ª Assembleia dos Bispos do Brasil que circulou e foi estudado o qual traz como título: Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo (cf. Mt 5,13-14). O referido texto foi apresentado por Dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal para o Laicato, reforçado pelo grupo de leigos e leigas que escreveu e acompanhado pelo testemunho de dois leigos de expressiva vida eclesial, na luta e vivência do Evangelho no meio do povo sofrido. Os integrantes do CNLB, credenciados, estavam presentes à seção e acompanharam atentos a firme palavra dos seus representantes, momento histórico e muito significativo para a Igreja. Este subsídio, submetido à opinião dos Bispos, vai circular como material de estudo e certamente sendo aprovado vai ser referencia para a formação, sobretudo pelo novo conceito que define o leigo como “Sujeito Eclesial”, portador de autonomia e corresponsabilidade em sua comunidade de fé e em sua ação evangelizadora na sociedade onde vive.
Como terceiro ponto, informamos a realização do Colegiado do CNLB, que teve lugar em Aparecida, no período de 01 a 04, simultaneamente, à Assembleia dos Bispos, dias muito proveitosos, oportunidade de debates, trocas e encaminhamentos em torno da vida do Organismo e sua proposta de revitalização em todas as instancias e dimensões. Foi distribuído pela comissão de formação, mais um número da revista “Um Olhar”, com textos de grande valor, para aprofundamento dos temas em questão e agenda muito bem produzida, subsídios que devem ser utilizados para encontros de formação a quem desejar.
Nesse clima de muita movimentação em torno de um novo jeito de ser Igreja, ser paróquia, ser comunidade de comunidade, os cristãos e cristãs reunidos em seu Organismo, com as bênçãos da Mãe Aparecida, em lindas celebrações, renovaram o entusiasmo e a comunhão também com visitas e cumprimentos de bispos, cardeais, diáconos e leigos que desejavam manifestar sua força e sua palavra de fé no agir do cristão batizado, consciente e coerente com a mensagem evangélica, para colaborar com a transformação da sociedade, ajudando a tornar possível um mundo mais justo e fraterno.
Que estas notícias ecoem no coração dos leitores, leitoras, leigos e leigas e os façam crescer no entusiasmo de ser Igreja no meio do mundo, construindo o Reino de Deus!
Por Elenise Mesquita, Secretária do CAL

Aprofundando a democracia


manfredo300
Por padre Manfredo Araújo de Oliveira

Quando pensamos hoje no processo de ampliação do espaço democrático convém lembrar as palavras fortes de Florestan Fernandes: a história do Brasil é fundamentalmente a história de um único ator, a classe dominante, pois no Brasil sequer se chegou a uma Revolução Democrática (inclusão social através do acesso aos direitos básicos) e Nacional (determinação de um projeto econômico livre da subordinação ao capital de fora). As elites brasileiras permitem que o povo entre em cena contanto que não se mudem os fundamentos que regem nossa configuração social. O DNA que constitui a sociedade brasileira é a do seu passado escravocrata, da grande propriedade e da monocultura o que explica o autoritarismo e a autocracia como nossos traços característicos. Nossas transições se deram sempre dentro desta ordem, sem rupturas profundas. Por isto o Brasil é uma eterna construção interrompida como dizia Celso Furtado.
Sem dúvida, o Brasil de hoje não é mas simplesmente o mesmo do tempo em que se elaborou este diagnóstico, mas o peso do que nos marca exige que examinemos com atenção as transformações que ocorreram em nossa história recente depois da redemocratização. A pergunta urgente é: caminhamos com firmeza na direção da efetivação da democracia? Podemos dizer que somos todos efetivamente sujeitos da configuração de nossa vida coletiva? A democracia implica que o governo se radique na soberania de todos o que no Brasil se faz através da eleição direta de nossos representantes para as diferentes instâncias de poder. Isto nos garante que todo poder emana do povo? Vemos hoje com mais clareza que não é o caso.
Tomemos o caso dos meios de comunicação como exemplo. Trata-se de uma questão muito delicada, pois qualquer tentativa de repensar sua configuração é logo interpretada como retorno à censura perversa que existiu durante a Ditadura Militar, um cuidado que a partir desta experiência histórica é compreensível. No entanto, só isto ainda não nos faz caminhar na direção do que realmente importa e é fundamental: a democratização dos meios de comunicação. A Democracia pressupõe o Estado de Direito e a participação livre dos cidadãos nos debates e decisões no que diz respeito a todos. Isto não pode ocorrer sem a formação da consciência que pressupõe sua expressão livre. Podemos dizer que há verdadeira liberdade de expressão com a hegemonia de poucos veículos de comunicação que sofisticadamente fazem passar à sociedade uma maneira única de pensar (permitindo variantes no mesmo quadro básico), de interpretar nossa realidade social apesar da aparência de um debate livre?
Não se pode esquecer que hoje passam aqui para o primeiro plano certos recursos técnicos e institucionais de produção e difusão de mensagens o que significa acoplar todo o processo midiático à indústria destes meios e consequentemente ao capital e seus processos de valorização. Este processo vai inevitavelmente vincular a comunicação ao mercado e consequentemente aos processos de mercantilização, de repressão e de acomodação dos sentidos humanos aí vigentes. Comunicação e economia se tornam processos inseparáveis.
[Manfredo Araújo de Oliveira é filósofo, professor da UFC e presidente da Adital]
Fonte: Adital