terça-feira, 26 de agosto de 2014

Hoje 26 de Agosto de 2014- Início dos Festejos- Nossa Senhora da Consolação




Tema: " Feliz quem coloca sua Esperança em Javé seu Deus".Sl 146, 5b.

* Hoje às 15:00- Terço da MISERICÓRDIA- Caravana de DOM BOSCO
* Lembramos que a abertura(Hasteamento da Bandeira) será com Dom José Luiz de Vasconcelos, que presidirá a Santa Missa às 19:00.
 Contamos com a presença nesta Celebração dos Padres: Luciano Gonzaga e Francisco das Chagas.
       
Todos os dias teremos:
* Terço Mariano às 18:00
* Santa Missa às 19:00

*Barraca com Comidas Típicas
*Bazar da Consolação


 Venha e traga sua família!
 Não deixe passar esse momento de graças e bençãos!



21º Semana Comum - Terça-feira- 26 de Agosto de 2014

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração
Pai, dá-me pureza de coração para que do meu interior brotem a justiça, a misericórdia e a fidelidade, e assim, eu possa guiar meus semelhantes na caminhada para ti.
Primeira leitura: 2Ts 2,1-3a.14-17
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses
6Nós vos ordenamos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo irmão que se comporta de maneira desordenada e contrária à tradição que de nós receberam. 7Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade.
8De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar também não deve comer”.
16Que o Senhor da paz, ele próprio, vos dê a paz, sempre e em toda a parte. O Senhor esteja com todos vós. 17Esta saudação é de meu próprio punho, de Paulo. Assim é que assino todas as minhas cartas; é a minha letra. 18A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.
. - Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 96
          — Felizes todos que respeitam o Senhor!
— Felizes todos que respeitam o Senhor!

— Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!

— Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. 
 
 
Evangelho: Mt 23,23-26
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, disse Jesus: 27“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.
29Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. 31Com isso, con­fessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32Com­pletai, pois, a medida de vossos pais!”


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
A Lei é dom de Deus a seu povo.
“Hipócrita” é palavra utilizada para o ator de teatro que atua numa peça. Através da crítica à hipocrisia dos escribas e fariseus, que dizem mas não fazem, Jesus adverte os seus discípulos de não imitá-los. A Lei é dom de Deus a seu povo. Ela é dada por Deus para proteger a vida e a liberdade, de tal modo que o povo não volte a cair em nenhum tipo de escravidão. Nesse sentido, é inadmissível um modo de praticar a Lei que prescinda da misericórdia e do amor. Paradoxalmente, o que os escribas e fariseus exigem da prática da Lei escraviza, tira a liberdade e a capacidade de discernir. O legalismo, que é apego à letra da Lei, cega e fecha o coração para a necessidade dos semelhantes. Nas controvérsias galileanas de Marcos (2,1–3,6) percebe-se que os adversários de Jesus são dominados pela “esclerocardia”, pela dureza de coração. Para o fiel não pode existir a alternativa de fazer o bem ou fazer o mal, salvar uma vida ou perdê-la. Isso porque, como dissemos, a Lei visa proteger a vida, o que obriga o fiel ao bem e à defesa da vida. O interior (= coração) é mais importante que o exterior e a aparência. Importa a pureza do coração.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os internautas:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos:
ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida,
tem piedade de nós.

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mt 23,23-26, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Neste texto estão os "ais" - ao todo, sete "ais" - de Jesus aos mestres da Lei e aos fariseus. Esta forma de dizer significa condenação a qualquer dominação da consciência, com a própria incoerência de vida. Jesus os chama de "guias cegos" que pretendem guiar os outros. Observam coisas mínimas e não enxergam as principais. Por isso, se usa, hoje, o termo "farisaísmo" para quem só aparenta e não vive o que prega. Jesus diz ainda que estes não obedecem ao mandamentos mais importantes da Lei - o amor a Deus e ao próximo - a justiça, a misericórdia e a honestidade. E conclui com a expressão "fariseu cego", lave primeiro o copo por dentro.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje?
É difícil, mas também eu devo me questionar.
O que significa para mim, para o mundo de hoje, ser fariseu? Quem é o fariseu, hoje? Quem são os "guias cegos"? Jesus pede justiça, misericórdia e honestidade. Tenho facilidade de julgar as outras pessoas e esqueço-me de ser uma pessoa justa? Gosto de ser tratado/a com misericórdia e não sou uma pessoa misericordiosa? E sou honesta nas minhas relações? Os bispos na Conferência de aparecida disseram: "A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Ela não pode fechar-se frente àqueles que só vêem confusão, perigos e ameaças ou àqueles que pretendem cobrir a variedade e complexidade das situações com uma capa de ideologias gastas ou de agressões irresponsáveis."(DAp 11).

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo,
com a canção do Padre Zezinho,
Verdades
Das verdades que Jesus nos ensinou
Uma delas não consigo esquecer
Que se um homem não tem nada pra comer
e um outro tem demais em sua mesa,
um dos dois vai pro inferno ao morrer.
Uma outra que em meu coração ficou muitas vezes
eu me recordo ao meditar,
quem quiser seguir os passos de Jesus
não se apegue a mais ninguém senão ao Reino
e por ele agarre firme a sua cruz.

Verdades que acredito, verdades de Jesus,
verdades que eu medito e que me trazem tanta luz.
verdades que você procura sem saber,
verdades que nós dois custamos tanto a entender.

Das verdades que ao partir Jesus deixou
eu recordo a do contexto social
que se alguém quiser subir de posição
lave os pés dos seus irmãos com quem convive
e lidere sem pisar no seu irmão.

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é para dentro de mim, verifico se sou coerente com a minha fé, nos meus relacionamentos com Deus e com o próximo.

Bênção

O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor faça brilhar sobre ti sua face,
e se compadeça de ti.
O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz" (Nm 6, 24-26).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Católica

Missão da Comunidade




Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO 
ARCEBISPO DE UBERABA - MG
www.bispado.org.br

Tomando comunidade como um “agrupamento de pessoas” que alvejam objetivos comuns, é fundamental que as realizações não sejam imediatas, mas fruto de reflexões e compromissos autênticos. A coerência é entendida como testemunho de fidelidade aos objetivos assumidos individual e coletivamente. Para os cristãos, a fé é base para sua conduta de vida e de construção social e comunitária.
Na prática normal da vida as pessoas são seduzidas pelas circunstâncias que as cercam. São seduções para fazer o bem, construir situações que elevam a qualidade de vida do povo, ou que alienam e enfraquecem os objetivos de vida. A sedução pode ser destinada ao individualismo e a privilégio de poucos, dificultando o aspecto coletivo e o bem de todos.

Na diversidade e riqueza que constituem os novos tempos e o individualismo reinante, fica até muito difícil falar de missão da comunidade e, assim, construir a unidade. A escolha de novos líderes para o exercício de uma caminhada mais comum deveria favorecer a construção de uma sociedade mais comprometida, mais responsável e com objetivos comuns. Mas isto não tem acontecido.

Uma comunidade só consegue produzir frutos de vida mais saudável quando suas lideranças não estão preocupadas apenas com sucesso, mas com enfrentamento corajoso e determinado. No conceito cristão, é ser capaz de enfrentar a via da cruz, como o fez Jesus Cristo. O líder tem que identificar-se com os anseios do povo.

Não é fácil renunciar aos próprios anseios para defender as causas da comunidade. Para isto é preciso arriscar a vida e agir com fidelidade na construção daquilo “que conta” para a coletividade. Isto supõe verdade e sensibilidade para com as necessidades mais prementes da atualidade. Deve ser a preocupação de cada líder.

É importante construir consciência crítica diante da cultura moderna e não ser conivente com práticas que mais destroem do que constroem. Ao pensar em categorias humanas na comunidade, elas não podem estar em contradição com o projeto de Deus. Do contrário, tornamo-nos pedras de tropeço para as pessoas, dificultando a plenitude da vida.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Papa escolhe tema para o Dia Mundial da Paz 2015

A luta contra a escravidão no mundo contemporâneo é a temática escolhida pelo papa Francisco para reflexão do Dia Mundial da Paz, que será celebrado em 1º de janeiro de 2015
Em um comunicado, o Vaticano também informou o lema “Não mais escravos, mas irmãos". A proposta é promover ações contra o tráfico de seres humanos. 
Em várias ocasiões, Francisco classificou esta prática como uma praga do século XXI, convocando especialistas para discutir a questão e elaborar ações de combate ao tráfico humano.
De acordo com o texto divulgado pela Santa Sé, a realidade da escravidão não é algo do passado, mas um flagelo social muito presente. "A escravidão tem muitos rostos abomináveis: o tráfico de seres humanos, o tráfico de imigrantes e a prostituição, a escravidão no trabalho, a exploração do homem pelo homem (...). Os indivíduos e os grupos especulam sobre esta escravidão, beneficiando-se dos conflitos no mundo, do contexto de crise econômica e da corrupção", afirma o texto.
Com informações do News.va.

"Já não escravos, mas irmãos" - Mensagem do Papa para o 48º Dia Mundial da Paz




“Não mais escravos, mas irmãos”: este é o título da Mensagem para o 48º Dia Mundial da Paz, a segunda do Papa Francisco. Geralmente pensa-se que a escravatura é um facto do passado. Na verdade, esta praga social continua muito presente no mundo de hoje.

A Mensagem para o 1º de Janeiro passado era dedicada à fraternidade: “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. De facto, uma vez que todos são filhos de Deus, os seres humanos são irmãos e irmãs com uma igual dignidade. A escravatura representa um golpe de morte para uma tal fraternidade universal e, por conseguinte, para a paz. Na verdade, a paz existe quando o ser humano reconhece no outro um irmão ou irmã com a mesma dignidade.

Persistem no mundo múltiplas formas abomináveis de escravatura: o tráfico de seres humanos, o comércio dos migrantes e da prostituição, o trabalho-escravo, a exploração do ser humano por outro ser humano, a mentalidade esclavagista para com as mulheres e as crianças. Há indivíduos e grupos que se aproveitam vergonhosamente desta escravatura, tirando partido dos muitos conflitos desencadeados no mundo, do contexto de crise económica e da corrupção.

A escravatura é uma terrível ferida aberta no corpo da sociedade contemporânea, é uma chaga gravíssima na carne de Cristo! Para a combater eficazmente, há que reconhecer acima de tudo a inviolável dignidade de cada pessoa. Além disso, importa ancorar firmemente esse reconhecimento na fraternidade, que exige a superação de todas as desigualdades, as quais permitem que uma pessoa escravize outra.
É-nos ainda pedido que o nosso agir seja próximo e gratuito para promover a libertação e inclusão para todos. O objectivo a alcançar é a construção de uma civilização fundada sobre a igual dignidade de todos os seres humanos, sem qualquer discriminação. Para isso, é necessário o compromisso da informação, da educação, da cultura em favor de uma sociedade renovada e que se assinale pela liberdade, pela justiça e, logo, pela paz.

O Dia Mundial da Paz resultou da vontade de Paulo VI e é celebrado todos os anos no primeiro dia de Janeiro. A Mensagem do Papa é enviada aos Ministros dos Negócios Estrangeiros de todo o mundo e indica também a linha diplomática da Santa Sé para o ano que se inicia.
Fonte:Radio Vaticano

Os desafios atuais e as eleições

padre-Brendan200Em outubro deste ano escolheremos, através do voto, os nossos representantes políticos para o Poder Executivo (Presidente da República, governadores dos Estados, deputados federais e estaduais e parte do Senado). O Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara (CEFEP), O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNBLB), O Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (NESP) e A Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) publicaram um livrinho titulado “Eleições 2014: Seu voto tem consequências”. Até esta data os vários candidatos apresentando seus projetos na televisão e na mídia abordam tópicos como: saúde, educação, moradia, água etc. Porém, há outros problemas graves que não estão sendo abordados, pelo menos adequadamente. Estes problemas são encontrados no livrinho acima citado. Entre os quais podemos citar os seguintes:
a)Os gastos com a dívida pública. É o maior gasto do governo, e faz com que faltem recursos para outros itens essenciais como saneamento básico, saúde, educação e outras políticas sociais. b) A violação dos direitos dos povos indígenas e quilombolas. Atualmente dezenas de usinas hidrelétricas estão sendo construídas na Amazônia com sérios prejuízos aos povos indígenas e quilombolas. A demarcação de terras indígenas, direito garantido pela Constituição, ainda não foi feito! c) A lentidão da Reforma Agrária. d) A terra urbana como capital especulativo. Apesar da existência do Estatuto da Cidade, existem grandes espaços desocupados dentro do perímetro urbano enquanto os pobres são levados a morar em regiões distantes em condições inadequadas. e) Os megaprojetos de infraestrutura. O país está investindo em inúmeras megaprojetos como hidroelétricos, estádios, estradas etc. Para realiza-los comunidades estão sendo removidas, a maior parte sem uma justa indenização. f) As privatizações. Continuam as privatizações de empresas estatais, serviços públicos, aeroportos, e mais recentemente com o início aos leilões das áreas do pré-sal e das áreas de exploração do petróleo. g) O sistema tributário e a desigualdade social. Basicamente é um sistema injusto, no qual os pobres pagam proporcionalmente mais que os ricos. Porque a maior parte dos impostos recai sobre o consumo e não sobre a renda aos cidadãos. h) O oligopólio da grande mídia. Os grandes meios de comunicação no Brasil estão nas mãos de um pequeno grupo, um oligopólio, que defendem os interesses dos grandes grupos econômicos como bancos, empreiteiras, agronegócio etc. e não o povo. Votantes na eleição de outubro precisam conhecer estes desafios que acabamos de mencionar. São itens vitais para o futuro do Brasil e do bem do povo brasileiro.
(Fonte: Livrinho acima mencionado)
Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

O Leigo





O católico leigo assume seu papel na família, na Igreja e na sociedade com a missão de dar sabor humano, ético, transformador e promotor da vida digna para as pessoas, estruturas e organizações. Ser sal e luz nessas realidades o faz realizado e realizador do ideal de construir uma comunidade e uma sociedade com o novo humano e cristão. Diferencia-se do mero repetidor do trabalho e do comportamento de quem vive sem mudar os critérios do mundo paganizado. 

Ele se insere no mundo das profissões com o tino vocacional de prestar um serviço de qualidade para o progresso humano, com sustentabilidade moral e de bem estar para todos. Pensa em si e na família com a hipoteca social de promoção do bem comum. No mundo da política usa seus dons para a real promoção da cidadania, com especial sensibilidade aos excluídos. Trabalha diuturnamente para o uso de todos os recursos da sociedade em bem da distribuição equitativa e de serviço às necessidades das pessoas e organizações. Não sucumbe às pressões da baixa politicagem e da corrupção. Usa a sabedoria humana e divina para acertar os passos da causa da dignidade da vida e da pessoa humana. 

Na vanguarda da implantação dos critérios da ética e da consciência de cidadania com os valores cristãos no mundo, o leigo mostra seu encantamento por seguir os passos do Divino Mestre. Contagia seu meio ambiente com o cunho de servir o ser humano com o amor próprio de sua consagração batismal. Não espera que outros de variadas vocações na Igreja suplantem sua missão característica de leigo consciente e responsável. Seu papel é proativo na comunidade eclesial, na família, no trabalho e na sociedade. Coopera com os demais membros das diversas funções e vocações para um serviço em comunhão e subsidiariedade. 

O papa Francisco coloca a necessidade de a Igreja estar sempre "em saída", ou seja, em atitude de ir ao encontro do outro para lhe ofertar acolhida, justiça, misericórdia, amor e dignidade. O leigo não renuncia jamais essa característica em sua vocação de discípulo e missionário de Cristo, como membro responsável de sua comunidade religiosa. 

O documento de estudo "Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo, Cf. Mt 5,13-14" (Estudos da CNBB 107) merece atenção especial para seu conhecimento e prática. Faz uma introdução mostrando a ação do leigo no mundo e na Igreja, como sujeito eclesial. No capítulo primeiro ressalta a ação do mesmo no mundo globalizado, ajudando sua transformação. No seguinte faz referência à sua missão, com características específicas, numa Igreja diversificada e em comunhão. Depois apresenta a organização do laicato, sua formação e ação pastoral. 

O protagonismo do leigo reforça todas as vocações eclesiais, a ponto de o mesmo cooperar para um trabalho em conjunto, sem um encobrir o ministério do outro. Na diversidade de funções, com a mútua cooperação é que se dá força à Igreja para ela ser "luz para o mundo", ajudando a erradicar as causas de morte e injustiças para reinar a vida digna e plena para todos, com os valores humanos e cristãos. 

O leigo consciente e progressivamente maduro entra no âmago da convivência humana, transformando-a com a vida nova trazida pelo Filho de Deus. Então sua contribuição mostra o quanto é gratificante sua missão de dar vida ao convívio humano. Essa vida vem do dom de Deus. 

A maior força do leigo provém de Deus. Seu maior instrumento é o amor, vivido e fortificado na comunidade eclesial. Seu potencial humano e evangelizador é, então, afinado com sua vocação de servir à causa do Reino de Deus. Alimenta-se da oração, da Palavra de Deus, da comunhão eclesial e dos outros meios deixados por Cristo na sua Igreja

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)
Fonte: Catequese Católica