Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos:
Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Papa Francisco reprova honra e prestígio
Nossa vocação cristã, decorrente do nosso batismo tem por base a cruz, colocando-a diante dos olhos, na mente e no coração como sagrada, como misteriosa e indizível, mas são necessárias também a renúncia e a doação. O Papa Francisco, falando aos bispos amigos dos Focolares, no dia 07.11.2014, disse assim: “Se, de fato, quisermos, como cristãos, responder de modo decisivo às tantas problemáticas e dramas do nosso tempo, devemos falar e agir como irmãos, de maneira que todos nos possam reconhecer como tais. Talvez, este seja um meio de responder também à globalização da indiferença com uma globalização da solidariedade e da fraternidade”.
São João XXIII, extraordinária figura humana, iniciou o Concílio Vaticano II com o coração repleto de otimismo, fé e esperança. Que esta santa criatura nos ajude e convença em perseguir o mesmo ideal, para que diante das exigências e desafios do terceiro milênio, possamos ver um mundo menos insensível à dor e ao sofrimento, mais solidário e fraterno. É triste, disse ainda Francisco, “Quando se vê um homem que busca este cargo para chegar ‘lá’; e quando conquista o que quer, vive somente para a sua vaidade”. De fato, é através do Bispo, auxiliado pelos Presbíteros e os Diáconos, que a Igreja exerce a sua maternidade. Por outro lado, do mesmo modo que Jesus chamou os Apóstolos para que vivessem unidos como uma só família, assim também os bispos do mundo inteiro formam um único colégio, reunido em torno do Papa, que é o que garante esta comunhão profunda. “Como é belo, então, quando os bispos, com o Papa, expressam essa colegialidade, e buscam ser cada vez mais servidores dos fiéis! Foi o que vivemos recentemente na Assembleia do Sínodo sobre a família”, recordou o Pontífice.
Por isso mesmo é tarefa nossa caminhar na direção do projeto do Salvador da humanidade, encarnado e manifestado ao mundo como luz a iluminar as pessoas que alimentam na mente e no coração o sonho da justiça e da paz. O Augusto Pontífice, na catequese da quarta feira, 05.11.2014, faz-nos lembrar do legado do referido Vaticano II, de modo particular, na inspiração de um grupo de bispos em firmar o Pacto das Catacumbas, quando falou com veemência: “Ser bispo é serviço, e não uma honra”. E disse mais: “Compreendemos, portanto, que não se trata de uma posição de prestígio, de um cargo honorífico. O bispado não é uma honorificência, é um serviço. Jesus quis que fosse assim. Não deve haver lugar na Igreja para a mentalidade mundana, para a ‘carreira eclesiástica’”. Os santos bispos, prosseguiu o Papa, “nos mostram que este ministério não se busca, não se pede, não se compra, mas se acolhe em obediência, não para elevar-se, mas para abaixar-se, como Jesus, que ‘humilhou a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte’”. Assim seja!
Por Geovane Saraiva – padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, colunista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal – Pároco de Santo Afonso – geovanesaraiva@gmail.com
Arquidiocese de Fortaleza apresenta logomarca do Jubileu Centenário: “Firmes na Fé, alegres na Esperança e solícitos na Caridade” para “Boa Nova em novos tempos”
“Firmes na Fé, alegres na Esperança e solícitos na Caridade” para “Nova evangelização em novos tempos”
Após um ANO DA FÉ, um ANO DA ESPERANÇA, entramos no ANO DA CARIDADE com a celebração Eucarística no dia 14 de novembro, com início às 18h30min na Catedral Metropolitana. As celebrações se estendem até novembro de 2015.
A Igreja em Fortaleza, comemorando seus cem anos de existência como realidade arquidiocesana: mãe de outras Igrejas Particulares (dioceses), que foram nascendo de sua missão, quer se reconhecer na concretização do Amor de Deus, na Caridade.
Um ANO DA CARIDADE nas comemorações do Jubileu Centenário da Arquidiocese de Fortaleza quer reavivar a realidade dos laços que unem todas as dimensões da Igreja: comunhão e missão – nas expressões concretas do “Amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). Assim a comunidade eclesial se manifesta como verdadeira Família de Deus em Cristo. Os vínculos do amor vivido concretamente testemunham a verdade do Evangelho, como o afirmou o próprio Jesus: “Pai, eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos na unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste, como amaste a mim.” (Jo 17, 23).
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, dom José Antonio Aparecido Tosi Marques.
“LEVADOS PELA CARIDADE DE CRISTO.” (2Cor 5,14)
Após vivermos o ANO DA FÉ, instituído pelo Papa Bento XVI no ano 2013 e depois o ANO DA ESPERANÇA em 2014, na preparação para o JUBILEU DE 100 ANOS DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA, estamos vivendo o ANO DA CARIDADE desde o dia 14 deste mês até o dia 14 de novembro de 2015, quando celebraremos a Ação de Graças do Ano Centenário.
São elas – as virtudes da FÉ, da ESPERANÇA e da CARIDADE – chamadas “virtudes teologais”, forças da graça divina que é dada por Deus aos que, crendo em Cristo são renascidos pelo banho batismal. Virtudes, pois são forças constitutivas da ação de Deus nas pessoas, teologais por sua origem e modo de ser divinos: atuação da própria vida divina concedida às pessoas humanas.
Assim encontramos no Catecismo da Igreja Católica, resumo condensado das doutrinas da Fé Católica: “1812.As virtudes humanas se fundam nas virtudes teologais que adaptam as faculdades do homem para que possa participar da natureza divina. Pois as virtudes teologais se referem diretamente a Deus. Dispõem os cristãos a viver em relação com a Santíssima Trindade e têm a Deus Uno e Trino por origem, motivo e objeto. 1813.As virtudes teologais fundamentam, animam e caracterizam o agir moral do cristão. Informam e vivificam todas as virtudes morais. São infundidas por Deus na alma dos fiéis para torná-los capazes de agir como seus filhos e merecer a vida eterna. São o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano. Há três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade.”
Para aprofundarmos nosso conhecimento e vivência da vida em Cristo, a vida cristã, o Santo Padre Emérito, Bento XVI, deu à Igreja três grandes Cartas sobre cada uma das virtudes teologais: “Deus Caritas est – Deus é Caridade” – sobre a virtude da Caridade; “Spe Salvi – Salvos pela Esperança” – sobre a virtude da Esperança; e a terceira grande Carta ele a fez juntamente com o Papa Francisco, dando à Igreja um documento fruto de seus estudos e da comunhão dos pastores: “Lumen Fidei – A luz da Fé” – sobre a virtude da Fé.
Com estes ensinamentos fundamentais o Pastor maior da Igreja Católica, em seu ministério de confirmar os irmãos na fé cristã, apascentando o rebanho de Cristo em todo o mundo, quis propor a todos uma renovação fundamental da vida no encontro com Cristo e seu seguimento, bem como na missão que do Senhor todos os discípulos recebem.
“Pela fé, o homem livremente se entrega todo a Deus. Por isso o fiel procura conhecer e fazer a vontade de Deus. “O justo viverá da fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6).(CIC 1814).
“A virtude da esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as, para ordená-las ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade.(CIC 1818).
“O exercício de todas as virtudes é animado e inspirado pela caridade, que é o “vinculo da perfeição” (Cl 3,14); é a forma das virtudes, articulando-as e ordenando-as entre si. A caridade assegura e purifica nossa capacidade humana de amar, elevando-a à perfeição sobrenatural do amor divino.”(CIC 1827).
O ANO DA CARIDADE nos leva a tomar consciência mais profunda de que somos “LEVADOS PELA CARIDADE DE CRISTO.” (2Cor 5,14)
A Igreja em sua comunhão na Caridade é manifestação do amor divino trinitário. “Se vês a caridade, vês a Trindade” — escrevia Santo Agostinho… (Assim se manifesta) o desígnio do Pai que, movido pelo amor (cf. Jo 3, 16), enviou o Filho unigênito ao mundo para redimir o homem. A Igreja em seu mais verdadeiro ser é a própria humanidade em Caridade – a Caridade em ação.
Um ANO DA CARIDADE nas comemorações do Jubileu Centenário da Arquidiocese de Fortaleza quer reavivar a realidade dos laços que unem todas as dimensões da Igreja: comunhão e missão – nas expressões concretas do “Amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). Assim a comunidade eclesial se manifesta como verdadeira Família de Deus em Cristo, como rezou o próprio Jesus: “Pai, eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos na unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste como amaste a mim.” (Jo 17, 23)
Damos graças pelos dons do Espírito no testemunho dos fiéis e das comunidades em sua vida e missão: santidade que é caridade em muitas formas de obras de misericórdia.
É também necessária a penitência pelas não correspondências ao Amor de Deus: faltas, incoerências, contratestemunhos, pecados na caminhada centenária e pelos quais pedimos o perdão e a misericórdia renovadora do Senhor. Sem o Amor nada somos.
São novos os tempos em que vivemos, são grandes desafios que nos atingem, mas se tornam para os discípulos-missionários de Cristo, oportunidades de testemunhar e anunciar como maior dom a “alegria do Evangelho” dado a todos, com maior coerência, zelo e ardor. “Firmes na Fé, alegres na Esperança e solícitos na Caridade” para “Boa Nova em novos tempos”.
+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza
Martírio: Como procede a Igreja para declarar a santidade de um mártir?
Foto de Domínio Público / Montagem ACI Digital
Rio de Janeiro, 12 Nov. 14 / 06:00 pm (ACI).- Nos últimos anos, particularmente no Oriente Médio, os cristãos estão sendo cada vez mais ameaçados e mortos. Assim como aconteceu aos primeiros cristãos, milhões de pessoas são torturadas e assassinadas unicamente por professar a fé e por não abdicar dela. Assim, estes cristãos mortos são testemunhas, significado da raiz grega do termo mártir, e seu processo de canonização envolve um trabalho e exigências distintos aos dos santos e beatos que aIgreja eleva aos altares. O martírio pela fé já supõe a santidade do indivíduo.
“O Santo Padre também afirmou que estamos tendo mais mártires nesta década do que no início do Cristianismo. Esses mártires, que surgem onde o Cristianismo é minoria, são como as sementes que caem no solo e dão bons frutos”, disse o vigário episcopal para a Vida Consagrada da Arquidiocese do Rio, Dom Roberto Lopes, OSB.
Ele também recordou o martírio na Argélia dos monges trapistas, da Ordem dos Cistercienses, retratado no filme “Homens de Deus”, que não impediu que a missão continuasse.
“Pelo contrário, a partir dessas mortes acabaram surgindo muitas vidas, como aconteceu também no período da Guerra do Vietnã. Nas comunidades que foram massacradas hoje existem muitas vocações. Isso foi resultado do martírio”, disse.
Dom Roberto afirmou que são realizados de forma mais simples os processos canônicos dos mártires.
“A metodologia de trabalho e as exigências são outras. O martírio pela fé já supõe a santidade do indivíduo. É muito mais rápido, não tem tantas exigências”, explicou.
O Concilio do Vaticano II afirma: “Desde o início alguns cristãos foram chamados – e alguns sempre serão chamados – para dar o supremo testemunho de seu amor diante de todos os homens, mas de modo especial perante os perseguidores. O martírio, por conseguinte – pelo qual o discípulo se assemelha ao Mestre, que aceita livremente a morte pela salvação do mundo, e se conforma a Ele na efusão do sangue – é estimado pela Igreja com exímio dom e suprema prova de caridade. Se a poucos é dado, todos, porém, devem estar prontos a confessar Cristo perante os homens, segui-lo no caminho da cruz entre perseguições, que nunca faltam à Igreja” (Lumen Gentium, nº 42).
O martírio é uma graça que tem sua iniciativa em Deus. Não compete ao cristão procurar o martírio provocando os adversários da fé. Para que haja martírio propriamente dito, requer-se que o cristão morra livremente, ou seja, aceite conscientemente o risco de morrer por causa da sua fé. A aceitação da morte pode ser explícita, como no caso em que o perseguidor deixa a escolha entre renegar a fé (ou uma virtude relacionada com a fé) e a morte. A aceitação livre pode ser implícita quando a pessoa sabe que o seu compromisso cristão pode levá-la até à morte e, não obstante, é fiel a esse compromisso.
Para que a Igreja declare oficialmente que alguém é mártir da fé, são efetuadas pesquisas a respeito e devem ser comprovadas as graças ou milagres obtidos por intercessão desse (a) servo(a) de Deus. O processo é iniciado na diocese à qual pertencia a vítima ou na qual ela foi levada à morte. Continua e termina em Roma, na Congregação para as Causas dos Santos.
Fonte: Acidigital
Papa Francisco: O que se pede aos bispos e sacerdotes para que vivam o serviço na Igreja?
Foto L'Osservatore Romano
Vaticano, 12 Nov. 14 / 01:44 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na audiência geral de hoje, diante de milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre centrou a sua catequese nas virtudes que devem ter um bom bispo, um bom sacerdote e um bom diácono. “O que é pedido a estes ministros da Igreja, para que possam viver de modo autêntico e fecundo o próprio serviço?”, questionou.
“São Paulo, em suas cartas pastorais, além de uma fé firme e uma vidaespiritual sincera, enumera algumas qualidades humanas essenciais para estes ministérios: o acolhimento, a sobriedade, a paciência, a mansidão, a confiança, a bondade de coração… qualidades, que fazem possível oferecer um serviço e um testemunho realmente alegre e credível”, destacou na Praça São Pedro.
Para o Papa “este é o alfabeto, a gramática de base de cada ministério! Deve ser a gramática de base de cada bispo, de cada padre, de cada diácono” e “sem esta predisposição não é possível oferecer um serviço e um testemunho realmente alegre e credível”.
“O Apóstolo exorta a reviver continuamente o dom que receberam pela imposição das mãos. A consciência de que tudo é dom, tudo é graça, também ajuda um Pastor a não cair na tentação de colocar-se no centro da atenção e de confiar apenas em si mesmo”.
O Santo Padre disse logo: “Ai de um bispo, um sacerdote ou um diácono se pensassem saber tudo, ter sempre a resposta correta para cada coisa e não precisar de ninguém”.
“Estando na consciência de ser chamado a proteger com coragem o depósito da fé, ele se colocará em escuta do povo. É consciente, de fato, de ter sempre algo a aprender, mesmo com aqueles que podem ser ainda distantes da fé e da Igreja. Com os próprios irmãos, depois, tudo isto deve levar a assumir uma atitude nova, com o compromisso da partilha, da corresponsabilidade e com a comunhão”, explicou.
É por esta razão que “deve estar sempre viva a consciência de que não se é bispo, sacerdote ou diácono se é mais inteligente, melhor que os outros, mas somente em força de um dom, um dom de amor dado por Deus, no poder do seu Espírito, para o bem do seu povo”.
Portanto, “a atitude de um ministro não poderá nunca ser autoritária, mas deve ser misericordiosa, humilde e compreensiva”.
De fato, um bispo “não poderá assumir nunca uma atitude autoritária, como se toda a comunidade estivesse aos seus pés”, por isso “não deverá cair na tentação de colocar-se no centro da atenção e confiar só em si mesmo”.
“Os pastores deverão ser ‘imagem viva da comunhão e do amor de Deus’”, ressaltou.
Fonte: Acidigital
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