terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Vaticano divulga primeiro documento para o Sínodo

sinodonomeacaoParte do relatório elaborado pela última Assembleia Extraordinária, realizada no último mês de outubro, integra o primeiro dos documentos a serem apresentados pelo Vaticano para a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. A reunião sinodal acontecerá no período de 4 a 25 de outubro de 2015 com a participação de padres sinodais de diversas partes do mundo.
 O próximo Sínodo debaterá “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. Será uma continuação das reflexões iniciadas em 2014 sobre os desafios da evangelização da família. A realização do Sínodo em duas etapas foi escolha do papa Francisco, que pela primeira vez adotou esse modelo para os trabalhos da Assembleia.
O texto foi divulgado pelo Vaticano na terça-feira, 9. Intitulado de lineamenta, traz reflexões da Assembleia Extraordinária, que antecedeu o Sínodo Ordinário. O documento está organizado em três partes: “A escuta – o contexto e os desafios sobre família”, “O olhar sobre Cristo: o Evangelho da Família” e “O confronto: perspectivas pastorais”.
Para facilitar o aprofundamento dos temas contidos no relatório, foram acrescentadas à lineamenta algumas perguntas que ajudarão a elaborar o Instrumentum laboris  (Documento de Trabalho) da próxima Assembleia.
A primeira versão do Documento publicado em italiano foi enviada às Conferências Episcopais, aos Sínodos das Igrejas Orientais Católicas sui iuris, à União dos Superiores Religiosos e aos Dicastérios da Cúria Romana.  A proposta é que ele seja estudado e debatido nas comunidades, com a participação dos fiéis. Os resultados dessa consulta serão enviados à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos até 15 de abril do próximo ano.
Com informações do News.va.

O valor da vida humana: tema natalino

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo de Juiz de Fora (MG)

Ao chegar o tempo do Natal, naturalmente recordamos o valor da vida humana. Deus quis também se tornar homem enviando seu Filho amado que nasceu do seio de Maria Virgem. Tal fato dignifica e sacraliza a vida humana.

Vem à tona, por outro lado, as questões da bioética.
Esse termo surgiu por volta dos anos 70, nos Estados Unidos, após o aparecimento de tantos dados novos relacionados à vida graças ao amplo progresso da ciência médica. Trata-se de estabelecer princípios éticos na manipulação de dados relacionados com a vida, sobretudo com a vida humana. A descoberta da composição das células, realizada pelo Monge católico Mendel, da ordem agostiniana, em meados do século XIX, possibilitou um enorme avanço da ciência, pois suas pesquisas revelaram como se transmitem os caracteres humanos de pais para filhos, através dos genes. Viu Mendel que os primeiros minutos da existência de um novo ser humano, a partir do momento da concepção, já são determinantes para toda a sua vida. O avanço da ciência é algo maravilhoso que constituiu uma verdadeira bênção de Deus para a humanidade.
Mais recentemente se descobriu a ação das células-tronco. O uso de tais células no tratamento de várias doenças representará a solução para inumeráveis casos tidos antes como insolúveis. Isso é maravilhoso! Porém há um grande problema: a busca de células-tronco em embriões humanos. Para aproveitá-las, deve-se matar o embrião. Isto é imoral, pois o embrião é uma verdadeira pessoa desde o momento de sua concepção, segundo ensina a própria ciência. A coisa se torna ainda mais grave quando se sabe que a criação de embriões humanos em bancos de reserva genética é um negócio imensamente lucrativo, embora escandalosamente desonesto.
Contudo, podem-se obter estas células em tecidos adultos, inclusive com melhor comportamento terapêutico que as embrionárias, uma vez que estas últimas são muito ativas, destinadas a construir o organismo todo e quando transferidas acabam gerando tumores em lugar de curar doenças. Não haveria, portanto, nenhuma razão para se optar pelas células embrionárias. Infelizmente no Brasil, muito desacertadamente, se aprovou há alguns anos a lei da biossegurança, página inconveniente de nossa história.
O problema está relacionado com a gravíssima questão do aborto, que será sempre um crime e um grave pecado. Tramitam no Congresso brasileiro projetos de lei que pretendem descriminalizar o aborto. Descriminalizar significa declarar que não será mais crime cometer aborto voluntário, ou seja, deixaria de ser crime matar as crianças antes de seu nascimento. Por mais argumentos que arranjem os abortistas e os aborteiros, nunca terão condição de negar esta verdade: aborto é a eliminação violenta de uma ou mais vidas humanas. Com o emprego de eufemismos tais como interrupção da gravidez, descriminalização, ou despenalização do aborto, gravidez assistida, direito da mulher sobre o seu corpo e outros, vai se tentando no Brasil legalizar a prática hedionda do abortamento de seres humanos.
Leve-se em conta que a criança gerada no seio materno não é parte do corpo da mãe, mas é outro ser humano distinto dela. Nenhuma mulher tem direito de assassinar ou causar a morte de seu filho. Se a mãe matasse um filho de três meses depois de nascido, seria certamente considerada um monstro. Mas, como aceitar que se possa matar sua criança três, seis ou nove meses antes de nascer?!
Tratando-se de bioética, outros temas são hoje objeto de estudo e de preocupações, como a eutanásia, o abortamento de anencéfalos, a fecundação in vitro e outros, mas ficam para uma próxima oportunidade. Concluo esta parte, lembrando a palavra de Jesus Cristo que nos pode iluminar em toda as questões: Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância. (Jo 10,10)
Que neste Natal você possa celebrar vitórias da vida.
 Fonte: CNBB

Sociedade, democracia e o lixo

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá (PR)
 
 
Estou como arcebispo de Maringá há dez anos. Desde que cheguei nesta maravilhosa terra o que tem me chamado a atenção é a força das entidades organizadas da sociedade civil. Maringá é uma cidade diferenciada por isso. Aqui as nossas instituições estão sempre presentes nos debates da cidade. E graças ao histórico da nossa Igreja, talvez por causa do legado do nosso primeiro bispo, Dom Jaime Luiz Coelho, a arquidiocese está nesta lista das entidades engajadas.
O mais recente debate da nossa comunidade maringaense é sobre o lixo. Debate este que não é novo, e tem mais um capítulo.
Na sessão da câmara de vereadores da última quinta-feira, dia 11, dez vereadores rejeitaram pedido da Arquidiocese de Maringá, Observatório Social, ACIM, Fórum Lixo e Cidadania e da OAB pela revogação da parceria público-privada (PPP) destinada à prestação dos serviços de coleta, tratamento e destinação final do lixo em Maringá.
Representantes das entidades usaram a tribuna da câmara e apontaram diversas irregularidades no processo. Antes, a Igreja já havia se reunido com os parlamentares pedindo que a Câmara revogasse a autorização da PPP. Todos nós queremos uma solução para o problema do lixo em Maringá. Mas que essa solução seja promovida com total transparência.
Recentemente o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) emitiu medida cautelar determinando a suspensão imediata de licitação por meio da qual a Prefeitura de Maringá busca formalizar a PPP.  A proposta prevê um contrato de aproximadamente R$ 1,16 bilhão, no prazo estimado de 30 anos.
Infelizmente, dez vereadores rejeitaram o pedido da sociedade organizada. E como isso ficou público, sentimos na obrigação de comunicar a sociedade. Os vereadores que votaram contra o pedido das entidades foram os senhores Luciano Brito, Chico Caiana, Tenente Edson Luiz,  Luiz Pereira, Belino Bravin, Da Silva, Flávio Vicente, Jones Dark, Doutor Sabóia e a senhora Marcia Socreppa.
Os vereadores que atenderam a solicitação das entidades foram os senhores Ulisses Maia, Humberto Henrique, Mário Verri, Luizinho Gari e doutor Manoel.
Todos são livres para optar pelo que acham melhor. Mas o parlamento é a casa do povo e esta casa deve ouvir a sociedade. O que não aconteceu. Como pastor do povo católico, fiquei triste em saber que o poder Legislativo de Maringá não ouviu o clamor das instituições, por consequência das pessoas que cada uma representa. Esperamos que o poder executivo encontre uma alternativa para tratar do lixo em Maringá, de forma transparente. E nisso também nós temos responsabilidade. Mas o que mais esperamos é que a nossa democracia e a força das nossas instituições não sejam jogadas no lixo.
Que Deus abençoe a nossa cidade!
Fonte: CNBB

Pastoral nas grandes cidade

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Os documentos e os fatos nos demonstram que estamos vivendo o fenômeno de uma “mudança de época”, envolvendo culturas, costumes, pessoas, ideologias, religiões etc. O Papa Francisco, que quando foi Arcebispo de Buenos Aires enfrentou esse desafio, tem colocado em suas reflexões esta problemática, e incentivado a Igreja a fazer o mesmo. Nesse contexto social e religioso, o desafio é evangelizar as cidades, as quais, com seus habitantes, vivem realidades dinâmicas: com relação ao deslocamento rápido das pessoas para o trabalho e lazer, e os espaços físicos diversificados com relação à moradia, trabalho, lazer, participação religiosa e local de habitação dos familiares. É fato que a urbanização cresce cada vez mais e a tendência é que tenhamos ainda mais concentração do povo nos conglomerados urbanos, esvaziando a zona rural. Esta, mesmo com menos pessoas ali residindo, tem, no entanto, a influência da grande cidade, que chega até eles com seus meios de comunicação, educação e transporte.

Para aprofundar este assunto, o Cardeal Arcebispo de Barcelona, na Espanha, organizou um Congresso Internacional sobre a Pastoral nas Grandes Cidades. De 20 a 22 de maio desse ano, em Barcelona houve um fórum com especialistas do mundo inteiro para aprofundar o tema e colocar as questões para os pastores dos grandes centros responderem e discutirem. Desse fórum de especialistas resultou um documento síntese com situações, propostas e perguntas. A segunda fase deste trabalho foi com os Cardeais, Arcebispos e Bispos que se debruçaram sobre esses temas. Nesse sentido, participei de 24 a 26 de novembro, em Barcelona, na Espanha, do Encontro dos Bispos de 25 Circunscrições Eclesiásticas, que abrangem várias regiões metropolitanas, para trocarmos experiência e discutirmos a Pastoral Urbana. Com isso, com o documento síntese final, procuramos caminhos para enfrentar os desafios de evangelização nas grandes cidades. O evento teve o seu encerramento com uma Missa no Vaticano e um encontro com o Papa Francisco, na cidade eterna, no dia 27 próximo passado.
Encontros internacionais desse tipo já houve no passado e também nós o fizemos no Brasil em alguns encontros entre as regiões metropolitanas. Foram momentos muito ricos de partilha e enriquecimento.
Nesse ambiente urbano, os desafios para a evangelização são muitos! Sejam as habitações com os prédios, com muitos apartamentos, os aglomerados nas periferias, os condomínios, com suas leis e exigências, e as típicas favelas urbanas. Aliado a esse fato, hoje, o poder do sistema de comunicação. Com isso, a pessoa, nos tempos de modernidade e na realidade urbana, está sendo bombardeada por tantas informações que a deixam indiferente ou inerte diante dos valores inerentes ao próprio ser humano, como pessoa constitutiva dessa realidade social e religiosa. Isso nos faz constatar que se passa a viver no isolamento, apesar de se estar no meio de tanta gente e com tantos meios de comunicação, cultivando um relativismo religioso, ético e social; sem compromisso com Deus, com a religião, com sua fé e com a sociedade. O individualismo e relativismo estão continuando no horizonte dessa realidade. Este é um grande desafio para a religião e para a evangelização nos múltiplos ambientes das grandes cidades.
Na questão urbana, notamos ainda as grandes massas que se formam nessas megalópoles, nas quais as pessoas perdem sua identidade e os valores humanos, parte importante de sua cidadania social e religiosa. Por isso, no processo de evangelização, é preciso confiar na ação do Espírito Santo e aplicar maneiras de evangelizar diferenciadas, contando também com o apoio das ciências humanas. O humano assume então a mediação da ação de Deus na história. A presença profética nessa realidade faz-se oportuna para levantar a voz em relação às questões de valores e princípios do Reino de Deus. Uma dessas necessidades é levar a uma sociedade que viva a civilização do amor, construindo a paz e sendo portadora da esperança.
A vida na cidade é tentadora e cheia de nuances. Embora a mentalidade hodierna atinja a todos, a realidade urbana condiciona muitas situações que acabam assumindo certa determinação na vida das pessoas. Estamos muito próximo e, ao mesmo tempo, muito longe uns dos outros. Tanto nas residências, como nos ônibus, metrôs, trens, barcas, aviões. As novas mídias sociais são um exemplo claro de que podemos estar próximos fisicamente e longe com as preocupações e diálogos, longe da realidade que pisamos. Como chegar ao homem de hoje com o anúncio do Evangelho que salva e liberta? É a floresta de cimento que acolhe em suas ruas uma legítima aspiração de realização pessoal e dignidade de vida. Aí o relacionamento humano torna-se muitas vezes impessoal, distante, e assim se torna também o relacionamento com o sobrenatural.
A religiosidade do homem nas grandes cidades é um dos maiores desafios em nossos dias e deve ser fruto de uma renovada e continuada reflexão. Quem oferecerá ao homem pós-moderno citadino a satisfação integral que ele tanto almeja? Uma grande constatação desse Congresso de que participamos é que somos chamados a ver a presença de Deus nas grandes cidades: “Deus vive nessas grandes metrópoles”, Deus está em seu meio, Deus habita nestas cidades: é essa constatação que a evangelização de hoje é chamada a descobrir – tornar essa presença mais visível ao homem que habita a grande cidade.
Deus é grande demais para se submeter e limitar as minhas elaborações e a minha imaginação – é um Deus pessoal e não individual, um Deus que se fez homem, não um homem que faz deus… Viver nas grandes urbes não deve significar uma autonomia fria e distante de um Deus que se fez carne, quis ter um rosto e falou ao homem de todos os tempos e de todas as nações, do campo ou da cidade. Há muitos que O procuram e cabe a cada um de nós conduzi-los e favorecer aquele mesmo encontro que nos seduziu e conquistou. Ele está presente no centro e na periferia, onde dois ou mais estiverem reunidos em Seu Nome, naqueles cristãos lábios que O pronunciam e anunciam. É com alegria que o Evangelho deve ser anunciado, e o Papa Francisco deixou isso bem claro na sua última Exortação Apostólica. Afinal, um cristão triste é sempre um triste cristão.
A missão não ficou tão distante, pois se formos ver os primórdios da evangelização apostólica, eles começaram a anunciar o Cristo Ressuscitado justamente nas grandes cidades da época, e utilizando os caminhos abertos para percorrer as cidades. Hoje, a missão começa na sua casa, junto a seus vizinhos, em seu bairro, na sua cidade e dispõe de variados e eficazes meios, além do pessoal e da proximidade, que são insubstituíveis e de grande importância, complementados com a internet, redes sociais, celular, entre muitos outros. É este estado permanente de missão que as constatações pastorais dos documentos demonstram ser imprescindível hoje, e que precisamos chegar para encontrar nosso lugar nesse trabalho. A forma capilar de nossa presença com as redes de comunidade e os eventos que movimentam os diocesanos para manifestações religiosas se complementa no trabalho paroquial, que precisa de uma constante conversão pastoral para poder exercer bem a sua missão territorial e ambiental. Hoje precisamos trabalhar juntos – diversidade na unidade –, sabendo que necessitamos uns dos outros nessa missão evangelizadora. Desafios de acolhimento e aceitação e, ao mesmo tempo, de unidade e fraternidade. A missão permanente supõe também pessoas renovadas e que aprofundaram suas vidas na opção pelo Cristo. Nesse sentido, a iniciação Cristã é fundamental nestes tempos desafiadores. A Palavra acolhida, vivida, celebrada nos leva a acolher as pessoas com suas feridas e dificuldades, e propor a todos a “boa notícia” da salvação misericordiosa que Cristo nos conquistou com sua morte e ressurreição.
Este tempo do ciclo do Natal, em que os corações se tornam mais receptivos à mensagem da “alegria do evangelho”, deve ser uma oportunidade a mais para nos questionarmos sobre essa missão que temos em nossas cidades e buscarmos continuamente os caminhos de evangelização.
Eis o nosso desafio: encontrar Deus na grande cidade e anunciá-Lo aos nossos irmãos e irmãs!
Fonte: CNBB

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Em entrevista Papa Francisco afirma que divorciados em segunda união não estão excomungados

Casais de noivos na Praça São Pedro (Foto referencial) / Foto: L'Osservatore Romano
Vaticano, 08 Dez. 14 / 01:59 pm (ACI/EWTN Noticias).- O jornal argentino La Nación publicou neste domingo uma entrevista na qual o Papa Francisco recordou que as pessoas divorciadas em nova união não estão excomungadas, e esclareceu que a solução pastoral para elas não passa por deixar-lhes receber a comunhão.

Durante a entrevista, o Santo Padre assinalou que esta realidade foi abordada pelos bispos reunidos no Sínodo da Família de outubro passado.   

“No caso dos divorciados que voltaram a casar, perguntamo-nos: O que fazemos com eles? Quais são as portas que podemos abrir-lhes? E essa foi uma inquietação pastoral: Então vão receber a comunhão? Dar-lhes a comunhão não é a solução. Somente isso não é a solução, a solução é a integração. Não estão excomungados, é verdade. Mas não podem ser padrinhos de batismo, não podem ler a leitura na Missa, não podem dar a comunhão, não podem ensinar catequese, há cerca de sete coisas que eles não podem fazer. É como se tivessem sido excomungados! Precisamos abrir um pouco mais as porta”.

“Por que não podem ser padrinhos? ‘Não, olha, que testemunho vão dar ao afilhado’. Testemunho de um homem e uma mulher que lhe digam: ‘Olhem, querido, eu errei, eu patinei neste ponto, mas acredito que o Senhor me ama, quero seguir o Senhor, o pecado não me venceu , mas eu sigo adiante’. Mais testemunho cristão que esse?”, perguntou Francisco.

“Quando vem um destes políticos corruptos que temos para ser padrinho e está bem casado pela Igreja, você o aceita? E que testemunho vai dar ao afilhado? Testemunho de corrupção? Ou seja, temos que voltar a mudar um pouco as coisas...”, explicou o Pontífice à jornalista Elisabetta Piqué.

Fonte: Acidigital

Papa Francisco incentiva participação da mulher na Teologia

Membros da Comissão Teológica Internacional reuniram-se no Vaticano no dia 5 de dezembro. Na ocasião, o papa Francisco recordou aos participantes o papel da Comissão, que é estudar os problemas doutrinais de grande importância para oferecer a sua ajuda ao Magistério da Igreja.

O papa destacou o aumento da presença das mulheres na Comissão, que segundo ele, é uma presença que se torna um convite a refletir sobre o papel que as mulheres podem e devem ter no campo da Teologia. “Em virtude do gênio feminino, as teólogas podem relevar aspectos inexplorados do insondável mistério de Cristo. Eu os convido, portanto, a tirar o melhor proveito dessa contribuição específica das mulheres à inteligência da fé.”
Disse, ainda aos teólogos, que servir à Igreja “requer competências não somente intelectuais, mas também espirituais”. Entre elas, Francisco destacou a importância da escuta.
“O teólogo abre os olhos e os ouvidos aos sinais dos tempos. É chamado a ouvir atentamente, discernir e interpretar as várias linguagens do nosso tempo, e saber julgá-los à luz da palavra de Deus.” O papa ressaltou o caráter internacional da Comissão, que reflete a catolicidade da Igreja. “A diversidade dos pontos de vista deve enriquecer, sem prejudicar a unidade”, aconselhou Francisco, pedindo diálogo entre os teólogos.
Fonte: CNBB

"Questão Agrária e Desigualdades" é tema de Seminário

DivulgaçãoCom a finalidade de promover o debate político, apontar desafios e formular propostas para enfrentar a questão agrária brasileira na atualidade, acontece dias 10 e 11 de dezembro o seminário “Questão Agrária e Desigualdades”.
O evento será realizado no Hotel Nacional, com início previsto às 9h. Na conferência de abertura estarão o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Werlang, e o representante do Movimento dos Trabalhos Rurais sem Terra (MST), Alexandre Conceição.
Na quarta-feira, 10, haverá três painéis, sendo um sobre “Movimento social por terra, trabalho e teto”, com a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, do coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, e do ministro da secretaria geral da presidência da república, Gilberto Carvalho. Na sequência, será debatido o tema “Estado e as políticas agrárias recentes” e, em outro painel, “Clamores sociais e questões territoriais”.
Desafios e propostas
No dia 11, serão discutidas, no painel 4,  as dimensões da questão agrária brasileira e seus desdobramentos políticos. No período da tarde, terá exposição sobre a atualidade brasileira e perspectivas. Haverá, ainda, o painel sobre “Os desafios e propostas para o enfrentamento da problemática agrária”. As entidades e organizações indicaram três representantes que irão participar dos grupos para apontar os principais desafios e ações de trabalho.
São esperados para o evento pesquisadores, lideranças religiosas e políticas, docentes, representantes de movimentos afins, entre outros interessados na temática. O Seminário é uma promoção da CNBB, MST e Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA).
O encerramento do Seminário está previsto para às 17h30, com a solenidade e apresentação das ações encaminhadas para às políticas agrárias.
Confira o folder do evento
Fonte: CNBB