domingo, 11 de janeiro de 2015

Caridade


Caridade é um termo derivante do latim caritas, que tem origem no vocábulo grego chàris. Significa um sentimento de ajuda a alguém sem busca de qualquer recompensa. A prática da caridade indica uma pessoa boa e de moral correta. A doutrina católica classifica a caridade como uma das virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade), “pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus” (CIC. 1822). O Apóstolo São Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.” (1 Cor 13, 4-7). São Paulo também não mede suas palavras quando ele afirma “A caridade é superior a todas as virtudes. É a primeira das virtudes teologais” (CIC 1826). “Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1Cor 13, 13).
Jesus fez da caridade o novo mandamento quando disse “Este é o meu preceito: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo. 15, 12). Por sua adesão total à vontade do Pai, à obra redentora de seu Filho, a cada moção do Espírito Santo, a Virgem Maria é para a Igreja o modelo da fé e da caridade. A visita de Maria, grávida a Elizabete numa região montanhosa foi um belo exemplo da caridade de Maria. O Papa Bento XVI publicou no dia 7 de junho de 2009 uma carta encíclica titulada “Caritas in Veritate” (Caridade na Verdade). Nesta encíclica a “caridade” é aplicada às realidades do trabalho, da economia e do desenvolvimento em geral. A caridade representa o maior mandamento social. Respeita o outro e seus direitos. Exige a prática de justiça, e só ela nos torna capazes de praticá-la.
“Deus é caridade e aquele que permanece na caridade permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4,16). Deus difundiu a sua caridade nos nossos corações por meio do Espírito Santo que nos foi dado (cf. Rm 5,5); por isso, o dom principal e mais necessário é a caridade, pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por causa dele. (cf. Lumen Gentium No. 42).
Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista.

Liturgia Diária - Batismo do Senhor

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração
Espírito de purificação, faze-me experimentar o batismo purificador de Jesus, que me liberta do pecado e do egoísmo, predispondo-me para o serviço generoso a meu próximo.
Primeira leitura: Is 42,1-4.6-7
Leitura do Livro do profeta Isaías

- Assim fala o Senhor: 1“Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações.
2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos.
6Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirares os cativos da prisão, livrares do cárcere os que vivem nas trevas”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 28
          — Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
— Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

— Filhos de Deus, tributai ao Senhor,/ tributai-lhe glória e poder!/ Dai-lhe a glória devida ao seu nome;/ adorai-o com santo ornamento!

— Eis a voz do Senhor sobre as águas,/ sua voz sobre as águas imensas!/ Eis a voz do Senhor com poder!/ Eis a voz do Senhor majestosa!

— Sua voz no trovão reboando!/ No seu templo os fiéis bradam: “Glória!”/ É o Senhor que domina os dilúvios,/ o Senhor reinará para sempre! 
2° Leitura: At 10,34-38
Leitura dos Atos dos Apóstolos

- Naqueles dias, 34Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença.
36Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos.
37Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Evangelho: Lc 3,15-16.21-22
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, 15o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. 16Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
21Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu 22e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Comentário do Evangelho
A celebração do Batismo de Jesus reaviva em nós o sacramento básico e tradicional de nossa fé encarnada: o Batismo. O mergulho simbólico nas águas primordiais para um renascer, para uma vida nova. Essas águas constituem o ventre do mundo: nelas a vida tem início. E o mergulho no Espírito, que é fogo luminoso e purificador, nos orienta e move no empenho em resgatar o valor, a dignidade e a vida no mundo. Nas origens de nosso Batismo está o batismo de João. Jesus vai da Galileia ao Jordão para ser batizado por João. João, filho de sacerdote, distancia-se do Templo. Anuncia, no deserto, a salvação pelo batismo da conversão à justiça, o que nos alcança a libertação dos pecados. A pessoa de João Batista, que ficou viva na memória do povo, é colocada em destaque desde o início dos quatro Evangelhos. Lucas, no Evangelho de hoje, a partir da fé vivenciada nas primeiras comunidades, apresenta-nos uma narrativa teológica do batismo de Jesus. O estilo é apocalíptico (o céu se abre, o Espírito Santo desce sob forma corpórea de pomba, ouve-se a voz do céu). O batismo de João, em Jesus, é confirmado pelo Espírito Santo e assumido pelo "filho amado" de Deus. A prática da justiça decorrente do compromisso do batismo anunciado por João alcança, assim, uma dimensão de participação na vida divina e de eternidade, no Espírito. A partir da figura do "servo" do Senhor, de Isaías (primeira leitura), pode-se fazer a interpretação de Jesus como inserido na linha profética do anúncio e do estabelecimento da justiça e do direito. Afim a essa interpretação, o batismo de João é compreendido como o compromisso com a prática da justiça. Podemos ver isso no relato de Lucas em Atos: Pedro, após a experiência da conversão de gentios na Samaria, afirma: "(Deus) aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença", mencionando, a seguir, o batismo de João. Jesus "abre os olhos aos cegos, e tira do cárcere os prisioneiros". Ser fiel a Jesus, à nossa fé e a nosso Batismo é comprometer-nos com o projeto de Deus, de justiça e de libertação, solidários com os povos oprimidos.
Leitura Orante
Saudação
- A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre,
ficai conosco,
aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.

1. Leitura (Verdade) 
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 3,15-16.21-22
Jesus foi batizado por João, como todo o povo, no Jordão. E enquanto orava, manifestaram-se o Pai e o Espírito Santo. O Espírito, em forma de pomba. O Pai, na voz que veio do céu: "Este é meu Filho querido".
Jesus se misturou com o povo para ser batizado. E quem estava ali, na esperança do Messias, pode encontrá-lo e viu a manifestação de Deus.

2. Meditação (Caminho) 
O que o texto diz para mim, hoje? O nosso batismo deriva do batismo de Cristo. Ser batizado é ser enxertado em Cristo, é aceitar os desafios provenientes do anúncio do Evangelho. Ser imerso na água do batismo é aceitar morrer ao pecado. Aquele que recebe a água do batismo nasce para a ressurreição e para a vida eterna (Rom 6, 4-5).

3.Oração (Vida) 
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Renovo o meu Batismo, renovando a minha fé e meu compromisso cristão.
Creio em Deus, Pai todo poderoso,
criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo seu único filho, Nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria
Padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado,
desceu a mansão dos mortos,
ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos Santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.
Amém.

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou viver a minha vida cristã coerente com meus compromissos de contínua conversão e de testemunho de minha fé.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Católica

8 características de um evangelizador dos dias atuais

A cada dia é mais necessário que todos nós respondamos ao chamado de Jesus de ir pelo mundo e evangelizar. A sociedade precisa de apóstolos da nova evangelização de todas as idades, nacionalidades e profissões, precisa de pessoas que manifestem com sua própria vida que o cristianismo é o caminho para a salvação e que pode ser vivido plenamente em todas as realidades terrenas.

Assim, um apóstolo da nova evangelização deve possuir certas características. Ele deve ser:
• Militante: a tarefa de transformar o homem não é fácil. Não há fórmula mágica para isso. O apóstolo da nova evangelização concebe sua vida como um luta constante contra as forças do mal.
• Magnânimo: o apóstolo sabe que foi eleito para coisas grandes e que não tem tempo a perder em mediocridades ou lamentos. Tem um coração grande, em que cabe o mundo inteiro, pois ele está convidado a pregar a todos. Em seu coração cabem todas as necessidades, misérias, dores e alegrias dos homens. Ele sente a Igreja e o mundo como terra fecunda para o seu trabalho. Suas aspirações são grandes, assim como grandes são os seus desejos de luta, sua capacidade de amar e se entregar.
• Tenaz, forte e perseverante: a luta será contínua. A vitória não virá em um dia, nem em uma semana, nem em um ano: ele terá de lutar a vida toda. Por isso, são necessários apóstolos convictos, para que não desistam, para que combatam sem enfraquecer, para que não se deixem vencer pelo medo, a covardia, a falsa prudência ou as queixas.
• Realista: o apóstolo deve construir sobre a rocha, conhecer-se com todas as suas qualidades e limitações, e conhecer o campo onde tem de evangelizar e as dificuldades que vai enfrentar. Deste modo, poderá fazer planos que vão diretamente à raiz dos problemas. O apóstolo não pode viver de sonhos, deve lutar na realidade.
• Eficaz em seu trabalho: o apóstolo da nova evangelização coloca tudo o que está ao seu alcance na tarefa de evangelizar. Não se detém diante de dificuldades e sacrifícios. Busca sempre novos caminhos para alcançar o que lhe foi encomendado.
• Organizado: trabalha de maneira sistemática, de acordo com um programa que ele mesmo traçou. Sabe que sem ordem não pode haver eficácia. Reflete antes de atuar, traça objetivos, analisa dificuldades, traça estratégias, propões soluções, coloca-as em ação e avalia os resultados.
• Atento às oportunidades: sabe que a todo momento se apresentam oportunidades de evangelizar.
• Sobrenatural em suas aspirações: seus critérios não são deste mundo. Por isso, é capaz de empreender obras de envergadura com a confiança de que Deus suprirá suas limitações e lhe concederá a Sua graça. Sabe que o protagonista da missão é Deus e ele é só um instrumento dócil nas mãos de Deus.
Catholic.net

sábado, 10 de janeiro de 2015

Deus guarde o Papa Francisco!

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Padre Geovane Saraiva*

Com a chegada do Salvador da história da humanidade, o cansaço e o desânimo deveriam desaparecer. O Filho de Deus apareceu como luz misteriosa a envolver os povos da terra numa só fé. Agora é necessário que se perceba que ele fala nos acontecimentos e na vida das pessoas; mais importante é o convencimento de sua proposta e que através dela temos projeto de amor, de mudança de rumo, como dom e tarefa ofertados às pessoas de boa vontade. É o mistério do Filho de Deus encarnado a dominar a nossa história, ocupando o primeiro lugar no plano salvífico e redentor, sempre muito claro na manifestação da vontade do nosso bom Deus, a nos assegurar que sua aliança alcançou a plenitude.
Na mensagem para o dia de Natal de 2014, o Papa Francisco disse assim: “São as pessoas humildes, cheias de esperança na bondade de Deus, que acolhem Jesus e O reconhecem. Assim o Espírito Santo iluminou os pastores de Belém, que correram à gruta e adoraram o Menino”. Em uma linguagem profundamente carregada de ternura e solidariedade também disse: “Jesus Menino penso em todas as crianças assassinadas e maltratadas hoje, seja naquelas que o são antes de ver a luz, privadas do amor generoso dos seus pais e sepultadas no egoísmo duma cultura que não ama a vida; seja nas crianças desalojadas devido às guerras e perseguições, abusadas e exploradas sob os nossos olhos e o nosso silêncio cúmplice; seja ainda nas crianças massacradas nos bombardeamentos, inclusive onde o Filho de Deus nasceu. Ainda hoje o seu silêncio impotente grita sob a espada de tantos Herodes. Sobre o seu sangue, estende-se hoje a sombra dos Herodes do nosso tempo. Verdadeiramente há tantas lágrimas neste Natal que se juntam às lágrimas de Jesus Menino!”.
Já na sua palavra para o último dia do ano de 2014, o Sumo Pontífice na sua incomensurável ternura conclamou os cristãos a terem coragem de proclamar na cidade “que é necessário defender os pobres e não defender-se dos pobres, que é necessário servir os mais fracos, e não servir-se dos mais fracos”. Falou também durante o Te Deum que temos que “agradecer ao Senhor por tudo o que recebemos e pudemos realizar e, ao mesmo tempo, repensar as nossas faltas e pedir perdão”, tudo a partir do Filho de Deus, no seu plano inaudito de salvação e libertação do gênero humano, fazendo-nos  compreender que temos que render graças a Deus por sua manifestação, a qual trouxe a salvação a todos os povos da terra.
Falou em um linguajar voltado em primeiro lugar para ele próprio, na condição de Bispo de Roma: “Sendo também Bispo de Roma, gostaria de deter-me sobre o nosso viver em Roma, que representa um grande dom, porque significa habitar na cidade eterna, significa para um cristão sobretudo fazer parte da Igreja fundada no testemunho e no martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. E portanto também por isto agradecemos ao Senhor. Mas ao mesmo tempo representa uma grande responsabilidade. E Jesus disse: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (cf. Lc 12, 48). Assim perguntemo-nos: nesta cidade, nesta Comunidade eclesial, somos livres ou somos escravos, somos sal e luz? Somos fermento? Ou somos apagados, insípidos, hostis, desconfiados, irrelevantes, cansados?”
Veja estimado leitor, quão profunda, foi sua reflexão: “Quando pediram a São Lourenço para levar e mostrar os tesouros da Igreja levou simplesmente alguns pobres. Quando numa cidade os pobres e os fracos são cuidados, socorridos e promovidos na sociedade, eles se revelam o tesouro da Igreja e um tesouro na sociedade. Ao contrário, quando uma sociedade ignora os pobres, os persegue, os criminaliza, os obriga a “mafiarem-se”, esta sociedade se empobrece até a miséria, perde a liberdade e prefere “o alho e as cebolas” da escravidão, da escravidão do seu egoísmo, da escravidão da sua cobardia e esta sociedade cessa de ser cristã” (31.12.2014).
Nosso querido Papa Francisco nos convence sempre mais do poder e da ação salvífica de Deus, que no seu poder e força se encontram no serviço e na doação, no amor e na entrega desinteressada, que gera belos sinais de vida; restando-nos, com todo o universo, contemplar e imitar seus gestos grandiosos: “A imprensa internacional, citando fontes da Guarda Suíça e testemunhos de outras pessoas, incluindo o arcebispo polaco Konrad Krajewski, trouxe agora ao conhecimento público aquele que era o mais bem guardado segredo no Vaticano, embora fossem já muitos os comentários que corriam na Cidade Eterna: o Papa Francisco, vestido como simples padre, tem saído às escondidas durante a noite para visitar e confortar os sem abrigo de Roma, ajudando as equipes de auxílio da Santa Sé na distribuição de comida, roupas e fundos de apoio”. Deus guarde o Papa Francisco!
 *Escritor, blogueiro, colunista e pároco de Santo Afonso – Parquelândia – Fortaleza – CE-Pároco de Santo Afonso



Juventude receberá capacitação para Centenário da Arquidiocese de Fortaleza

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A Arquidiocese de Fortaleza vive um tempo de júbilo por ocasião de seu ano centenário. Criada em 1915, a Arquidiocese de Fortaleza congrega atualmente 139 paróquias que, em outubro próximo, serão enviadas para a Missão do Jubileu.
Com parceria entre o Conselho Missionário Diocesano (COMIDI) e o Setor Juventude da Arquidiocese de Fortaleza, os missionários enviados pelas paróquias serão capacitados nos meses de janeiro, fevereiro e março:
Bloco 1: 31/1/2015, em Caucaia, na Casa das Irmãs Cordimarianas, das 8h às 16h (Região Nossa Senhora da Assunção, Região Nossa Senhora dos Prazeres, Região São José)
Bloco 2: 7/2/2015, na Paróquia de Baturité, das 9h às 15h (Região Nossa Senhora da Palma, Região São Francisco)
Bloco 3: 7/3/2015, na Paróquia do Mondubim, das 8h às 16h (Região Sagrada Família, Região Bom Jesus dos Aflitos, Região Nossa Senhora da Conceição)
Bloco 4: 22/3/2015, na Paróquia de Pacajus, das 8h às 16h (Região São Pedro e São Paulo)
A Missão do Jubileu será preparada por uma comissão específica. Como ela, há outras comissões de serviço: Histórica, Missionária, Litúrgica, Comunicação, Acolhida e Hospedagem, Teológica e Eventos.
A programação do Ano Centenário está disponível no site www.arquidiocesedefortaleza.org.br/centenario. Eventuais dúvidas sobre a capacitação para a Missão do Jubileu poderão ser esclarecidas pelo Padre Luciano Gonzaga, coordenador do COMIDI, no telefone (85) 8855-0072. Para outras informações o Secretariado de Pastoral da Arquidiocese atende no telefone (85) 3388-8701.

por Guilherme Azevedo, da JMV Fortaleza

Arquidiocese de Fortaleza lança site para Ano Centenário

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Com iniciativa da Comissão de Comunicação do Ano Centenário da Arquidiocese de Fortaleza, o Setor de Informática da Arquidiocese lançou no dia 1º de janeiro de 2015, solenidade de Maria, Mãe de Deus, um site exclusivo para divulgação de informações e notícias a cerca das atividades dos 100 anos da Igreja de Fortaleza.
A grande novidade do novo site é a página exclusiva para depoimentos. Nas muitas atividades do jubileu, um grupo de jornalistas da Comissão de Comunicação estará coletando pequenas falas de leigos, religiosas e padres que terão lugar neste espaço.
Conheça, divulgue e compartilhe: www.arquidiocesedefortaleza.org.br/centenario.

A Igreja cinco anos depois do terremoto: projetos realizados, 70 em execução e outros 200 em programa


Porto Príncipe (Agência Fides) – Uma delegação de 12 pessoas partiu do Haiti ontem, 7 de janeiro, para Roma, onde participará do encontro que se realizará no Vaticano no sábado, 10 de janeiro, no quinto aniversário do terremoto que devastou a nação em 12 de janeiro de 2010. Foi o que anunciou o Presidente da Conferência Episcopal do Haiti (CEH), Card. Chibly Langlois, Bispo de Les Cayes, que guia a delegação.
“A comunhão da Igreja: Memória e esperança para o Haiti, cinco anos depois do terremoto” é o tema sobre o qual refletirão cerca de 200 pessoas: além da delegação do Haiti, de fato, foram convidados os representantes dos Dicastérios vaticanos, de algumas Conferências Episcopais, de organizações de ajuda e cooperação, os superiores gerais de congregações religiosas e os embaixadores junto à Santa Sé. A iniciativa, segundo a nota enviada a Fides pelo Haiti, fortemente encorajada pelo Papa Francisco, é organizada pelo Pontifício Conselho "Cor Unum" e pela Pontifícia Comissão para a América Latina. "Será – segundo as palavras do Cardeal – a oportunidade de recordar o desastre que causou mais de 230.000 mortos, 300.000 feridos e 1,2 milhões de desabrigados".
O Card. Chibly Langlois recorda na circunstância que um número de projetos pós-terremoto já foi completado, e que atualmente a Igreja Católica tem ainda cerca de 200 projetos a realizar. Os que estão em andamento dizem respeito a 70 igrejas, capelas ou escolas reconstruídas, e outros edifícios que abrigam atividades de serviço administradas pela Igreja Católica. Esses 70 projetos em execução exigiram um custo de 58 milhões de dólares, dos quais somente 32 eram precedentemente disponíveis, segundo o que afirma Stephan Destin, o engenheiro responsável pela Unidade operativa para a reconstrução. O Estado haitiano até agora não reconstruiu nenhum dos edifícios públicos destruídos pelo terremoto. A Igreja, a propósito, aguarda ainda a ajuda estatal para a reconstrução efetuada ou iniciada dos edifícios que oferecem um serviço público, como escolas e centros de saúde.
"Esperamos reforçar a comunhão eclesial com a Igrejas-irmãs”, conclui o Card. Chibly Langlois, que auspicia também a nomeação, em cada diocese haitiana, de uma pessoa competente e qualificada, encarregada de acompanhar a reconstrução e a gestão das ajudas. (CE) (Agência Fides, 08/01/2015)