terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Multidão acolhe Francisco no Sri Lanka

Colombo (RV) – O Papa Francisco já se encontra em terras do Sri Lanka. De fato o avião papal tocou terra às 8.51h, hora local,  depois de 9.40h de voo, dando início à sua 7ª Viagem Apostólica internacional. Na descida das escadas do avião o Papa recebeu de duas crianças 72 folhas de “Beetle”, uma espécie de folha que se mastiga com o tabaco (uma tradição de boas-vindas) e o tradicional “garland”, um colar de flores com as cores branca e amarela. Em seguida as boas-vindas do Presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, que tomou posse do governo dias atrás após a vitória nas eleições de 8 de janeiro.
Boas-vindas
Cantos e danças tradicionais acolheram o Papa, junto com um elefante que deu também as boas-vindas ao Papa: uma tradição do Sri Lanka de dar as boas-vindas e desejar boa sorte. Na sequência as honras militares, a execução dos hinos do Vaticano e do Sri Lanka e a salva de 21 tiros de canhões. Um coral de crianças da periferia de Colombo cantou para Francisco dando as boas-vindas em inglês, italiano, cingalês e tâmil. No canto pediram a bênção do Santo Padre e a paz para o país.
O Presidente Sirisena tomou a palavra saudando o Papa Francisco dizendo que era o seu primeiro discurso como presidente e era para dar as boas-vindas ao Santo Padre.
Já o Santo Padre nas suas primeiras palavras em terras cingalesas disse que sua visita tem um caráter antes de tudo pastoral, porque o Pontífice deve encorajar os católicos do Sri Lanka e rezar com eles. O momento central será a canonização do Beato José Vaz. Mas a sua presença também é a expressão do amor e da preocupação da Igreja por todo o povo. Recordou os anos da guerra civil, a necessidade de curar as feridas e a consolidação da paz. E concluiu pedindo que os dias da sua visita sejam dias de amizade, diálogo e de solidariedade.
O Santo Padre chega a um país que ainda sofre as consequências da guerra civil de 1983-2009 entre a maioria cingalesa e a minoria tâmil, e que deixou mais de 100 mil mortos. Hoje está em andamento um processo de reconciliação nacional.
O Sri Lanka em dados
O Sri Lanka, país insular do Sul da Ásia, constituído pela ilha de Ceilão e por pequenas ilhas adjacentes, situa-se no Oceano Índico e ocupa uma área de cerca 65 mil km2.
A economia baseia-se no chá, têxteis e turismo. A agricultura contribui com cerca de 1/4 do PIB; contudo, o país não produz o suficiente para as suas necessidades. São produzidos cereais, algodão, borracha e chá.
A população é de cerca 20 milhões de habitantes. A civilização do Sri Lanka remonta ao século VI a. C. Os povos mais antigos da ilha são os tâmiles e os cingaleses. Os cingaleses constituem 83% dos habitantes do país, os tâmeis representam 9% e os mouros do Sri Lanka 8%. As principais religiões são o budismo (69%), o hinduísmo (16%), o islamismo (8%) e o cristianismo (8%). O tâmul (ou tâmil) e o cingalês são as línguas nacionais - embora o cingalês seja a oficial e o inglês uma língua também bastante falada.
Dizem os budistas que Buda deixou a marca do seu pé no topo do pico de Adão, uma montanha situada nas terras altas do Centro-sul e que se eleva a 2243 metros de altitude; os hindus afirmam que a pegada foi deixada pelo deus Xiva e os muçulmanos atribuem-na a Adão, por isso, o local é ponto de encontro de peregrinos de todas estas religiões. Existem por toda a ilha templos e estátuas budistas e monges com suas vestes típicas.
O Papa Francisco chega ao Sri Lanka e depois prossegue para as Filipinas, trazendo na sua bagagem uma mensagem de reconciliação aos cingaleses. Uma viagem que representa um sinal consistente da sua atenção ao continente asiático.
Igreja cingalesa
Como se preparou o Sri Lanka para receber o Papa. Quem nos responde é o seu anfitrião o Cardel Ramjith….
“Fizemos uma campanha de orações que teve início 3 meses atrás, depois uma novena nos últimos 9 dias e ainda continuamos a oração nas paróquias e nos pequenos grupos, como nas comunidades de base, e assim nos preparamos espiritualmente, de uma parte, e da outra preparamos junto com o governo todas as coisas necessárias para tornar a sua visita fácil”.
Durante esta visita o Papa Francisco vai usar inglês em todos os discursos e homílias, língua que tem praticado com a ajuda de um dos intérpretes da Secretária de Estado vaticana, Mark Milles que o acompanha na viagem.
Presente também no aeroporto junto com os líderes religiosos do país, o Núncio Apostólico no Sri Lanka, Dom Pierre Nguyên Van Tot que nos falou sobre como o povo do Sri Lanka esperou o Papa….
O Papa depois de deixar o Aeroporto Internacional foi recebido ao longo de toda a estrada que o trouxe a Colombo por milhares de fiéis católicos mas não somente por eles. Pudemos notar que pessoas de religiões diversas, budistas, hinduístas e muçulmanos também deram as suas boas-vindas ao Sucessor de Pedro, inclusive muitos budistas acompanhados com elefantes que deram o tom da alegria pela chegada do Papa. As ruas enfeitadas com bandeiras do Vaticano e do Sri Lanka chamam a atenção junto com a expressão em cingalês “ayobowan” e  em tâmil “wanakkam” , bem-vindo Santo Padre.
Programação
Francisco se dirigiu diretamente para a sede da Nunciatura Apostólica cancelando o encontro previsto na Arquidiocese de Colombo com os 20 bispos do Sri Lanka.  Os bispos tinha já se encontrado com o Papa no último mês de maio durante a visita “ad Limina” ao Vaticano.
Ainda hoje os compromissos de Francisco o levam à residência do Presidente Sirisena para uma visita de cortesia. No final da tarde o encontro inter-religioso no Centro de Congressos Bandaranaike, primeiro-ministro do país entre 1956 e 1957. O Centro foi uma doação da República Popular da China. Presentes vários expoentes  religiosos do país com cerca mil representantes de suas comunidades, budistas, hinduístas, muçulmana e algumas confissões cristãs.
O Papa retorna depois à sede da Nunciatura Apostólica onde passa a noite. Dos estúdios da Rádio Vaticano, em Colombo, Sri Lanka, Silvonei José
Fonte: News.VA

Batismo, porta da fé

Dom Anuar Battisti 
Arcebispo de Maringá (PR)

Neste domingo na liturgia da Igreja celebramos o Batismo de Jesus. Ele quis ser batizado por João, no Rio Jordão, para testemunhar o caminho que todos nós deveremos fazer, renascer das águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Jesus Cristo ordenou aos apóstolos: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo"( Mt. 28,19). Pedir o batismo ou ser batizado, não é uma formalidade, um rito apenas. Mesmo às vezes não tendo recordação da celebração destes sacramentos, somos chamados a viver cada dia aspirando à vocação que por ele recebemos, a vida nova, de comunhão com Deus e com os irmãos.
O Papa Francisco recorda: “no Credo, através do qual em cada domingo fazemos a nossa profissão de fé, nós afirmamos: ‘Professo um só batismo para o perdão dos pecados’. Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no interior do Credo. Efetivamente o Batismo é a porta da fé e da vida cristã. A porta da fé e da vida cristã é o Batismo e este é o único Sacramento referido no Credo. Quando no Credo dizemos que ‘professo um só Batismo para a remissão dos pecados’, afirmamos que este sacramento é, em certo sentido, o bilhete de identidade do cristão: um novo nascimento, o ponto de partida de um caminho de conversão, que se estende por toda a vida. Neste sentido o dia do nosso Batismo é o ponto de partida de um caminho de conversão que dura toda a vida e que é continuamente sustentado pelo Sacramento da Penitência.”
Muitos dizem: “Queremos que nosso filho seja cristão” ou “não queremos que fique pagão”, ou “a criança não batizada fica facilmente doente”. É costume dos católicos batizar as crianças. O batismo apaga o pecado original e no batismo nos tornamos filhos de Deus e recebemos a vida eterna. Em todas essas respostas tem algo certo, já que o Batismo é essencial para a salvação. Cristo afirmou: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" (Mc. 16,16). Em Atos dos Apóstolos Pedro pregou que o batismo em nome de Jesus Cristo é para a remissão dos pecados (At 2,38). Na primeira carta de Pedro vemos que o batismo é essencial para a salvação (1Pd 3,21). Por isso afirmamos que o batismo é um caminho de fé que nos leva a viver como cristãos o chamado para a eternidade.
Jesus mesmo fala de novo nascimento da água e do Espírito. São Paulo diz que o batismo é um morrer e ser sepultado do velho homem, do homem do pecado, para ressuscitar do banho batismal um homem novo que vive no Espírito, que nos é dado no batismo.

O batismo nos dá, portanto, uma nova vida. Também o batismo de crianças pequenas, por exemplo, quando toda uma casa ou família foi batizada. Em séculos posteriores o batismo de crianças tornou-se sempre mais comum. Mas, então, os pais eram pessoas de fé, e supunha-se que eles transmitissem sua fé a seus filhos e filhas. Ao passo que um adulto é batizado, quando já tem fé, nas crianças que foram batizadas pequenas, ela deve ser despertada e alimentada depois do batismo. Assim, em todo caso, o batismo é sempre sacramento da fé, da fé em Jesus Cristo e na Santíssima Trindade, em cujo nome fomos batizados, para sermos novas criaturas, filhos e filhas do Pai do céu, irmãos e irmãs de Jesus Cristo e templos do Espírito Santo. Vamos também nós celebrar o dia do nosso batismo, fazer festa, pois é o caminho de salvação.
Boa semana, pra você e sua família!                                         Fonte: CNBB

Liturgia Diária





Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.




Oração
Senhor Jesus, leva-me a perceber, por trás de teus gestos e palavras, a presença do Pai agindo por meio de ti.
Primeira leitura: Hb 2,5-12
Leitura da Carta aos Hebreus

5Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. 6A este respeito, porém, houve quem afirmasse: “O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares?
7Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste, 8e todas as coisas puseste debaixo de seus pés”. Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. 9Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte.
10Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11Pois tanto Jesus, o Santificador, como os santificados são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, 12dizendo: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 8
          — Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.
— Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:

— as ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.
Evangelho: Mc 1,21b-28
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Marcos.
          - Glória a vós, Senhor.

         21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”!
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Comentário do Evangelho
Um dos traços característicos do Jesus apresentado por Marcos é que ele ensina. O seu ensinamento é novo e feito com autoridade. Como nós teremos a oportunidade de ver, o seu ensinamento é novo porque ele representa uma nova interpretação da Lei que liberta o ser humano para a vida, e na qual é desvelado o rosto misericordioso de Deus. A autoridade do seu ensinamento, grosso modo, é a sua coerência interna, e porque ele comunica um "sopro" de vida. Jesus é apresentado como um judeu piedoso. O sábado, dia de repouso para celebrar a obra de Deus na criação e na libertação do seu povo da escravidão do Egito, é o dia em que se manifesta o poder do Senhor sobre o mal. Esta é a finalidade do nosso relato: apresentar Jesus como vitorioso sobre o mal. Se o mal procura se esconder na sombra, a presença daquele que é a "Luz do mundo", o "Santo de Deus", desvela, para destruí-lo, o mal presente no ser humano e que o desfigura.
Leitura Orante
- A nós, que nos encontramos na web, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade) 
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mc 1,21b-28.
Consideremos dois aspectos deste texto que aparecem neste encontro de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, num dia de sábado: 1º. O ensino de Jesus "com autoridade" e 2º. O espírito mau que dominava o homem.
O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: "Você veio para nos destruir?". Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs, ordenando ao espírito mau: "Cale a boca e saia desse homem!".
O povo se impressionou com a autoridade de Jesus e tentava entendê-lo. Convencido da autoridade do Mestre, o povo "espalhou" o fato por toda a Galileia. 

2. Meditação (Caminho) 
O que o texto diz para mim, hoje?
Recordo o que disseram os bispos em Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos: "De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação" (394.) 

3.Oração (Vida) 
O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo com Jesus: Pai nosso... 

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. 

Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Fonte: Catequese Católica

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Crianças são batizadas pelo papa Francisco no Vaticano

Na Festa do Batismo de Jesus, celebrada na liturgia do domingo, 11 de janeiro, o papa Francisco batizou 33 crianças, na Capela Sistina. Em sua homilia, Francisco pediu aos pais a darem exemplo aos filhos, com a vivência diária da fé, para que cresçam “imersos no Espírito Santo” e na Palavra de Deus.
“Todos os dias, adquiram o hábito de ler um pequeno trecho do Evangelho, pequeninho e levai sempre convosco uma pequena Bíblia no bolso, na bolsa, para poder lê-la. E isto será o exemplo para os filhos, ver o pai, a mãe, os padrinhos, avós, tios, lerem a Palavra de Deus”.
Sobre o batismo, o papa lembrou que o sacramento insere a criança no corpo da Igreja, no povo santo de Deus. “E neste corpo, neste povo em caminho, a fé é transmitida de geração em geração: é a fé da Igreja. É a fé de Maria, nossa Mãe, a fé de São José, de São Pedro, de Santo André, de São João, a fé dos Apóstolos e dos Mártires, que chegou até nós, através do Batismo. Uma cadeia de transmissão de fé. É muito bonito isto! É um passar de mão em mão a vela da fé”.
A luz da fé que as famílias recebem, disse o papa, deve ser transmitida aos filhos, reiterando que Cristo e Igreja são inseparáveis:
“Esta luz vocês recebem na Igreja, no corpo de Cristo, no povo de Deus que caminha em todos os tempos e em todos os lugares. Ensinem aos vossos filhos que não se pode ser cristão fora da Igreja, não se pode seguir Jesus Cristo sem a Igreja, porque a Igreja é mãe e nos faz crescer no amor a Jesus Cristo”.
Ao final, também deixou um recado aos padrinhos: “Queridos pais, queridos padrinhos e madrinhas, se quiserem que suas crianças se tornem verdadeiros cristãos, ajudem-os a crescer “imersos” no Espírito Santo, ou seja, no calor do amor de Deus, na luz da sua Palavra”.
Com informações e fotos da Rádio Vaticano. 
Fonte: CNBB

Celebração homenageia Zilda Arns e dá o primeiro passo para beatificar a fundadora da Pastoral da Criança

O primeiro passo para a beatificação da médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumann, aconteceu no último sábado, 10, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Cerca de 40 mil pessoas de todos os estados brasileiros estiveram presentes na celebração que marcou a entrega oficial da moção que solicita a abertura do processo de beatificação de Zilda Arns.

A moção é um documento que reúne assinaturas, com o objetivo de demonstrar o apoio da população a uma causa ou proposta. Neste caso, os fiéis apoiam o reconhecimento à fama de santidade e ao legado evangelizador e pastoral da doutora Zilda.
A celebração eucarística foi conduzida pelo presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno, e contou com a presença de mais de 20 bispos de vários municípios brasileiros e autoridades municipais e estaduais.
Beatificação
De acordo com Nelson Arns, coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança e filho de Zilda, o evento foi resultado de uma rede nacional de mobilização, que coletou assinaturas para a moção de apoio à beatificação. O documento com mais de 130 mil assinaturas foi entregue durante a celebração eucarística à arquidiocese de Curitiba e o próximo passo será o encaminhamento do processo completo para o Vaticano.
“O trabalho de minha mãe à frente da Pastoral foi marcado pelo altruísmo e isso permanece até hoje. As pessoas que integram a Pastoral buscam melhorar sua atuação junto às crianças e à sociedade, não pedem nada para si, mas pelos outros. O apoio à beatificação de uma pessoa que não era religiosa também chama a atenção para o fato de que todos os cristãos são chamados à santidade, e não apenas aqueles que seguem a vocação religiosa”, disse.
Para o arcebispo da Paraíba (PB) e membro do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, dom Aldo Di Cillo Pagoto, responsável pelo anúncio de que a Igreja do Brasil daria início ao pedido de beatificação de Zilda, o reconhecimento da médica representaria a valorização do enorme legado deixado por ela. “Zilda dedicou-se à uma certa concepção de vida que precisa ser valorizada. Foi agregadora dos valores de defesa e promoção da vida de crianças e idosos. Seu trabalho tem um caráter sagrado, mas também político. Por isso pedimos reconhecimento para essa líder e benemérita”, declarou.
Biografia
Zilda Arns nasceu em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina (SC). Ela desenvolveu um importante trabalho social, reconhecido em todos o país. Fundou a Pastoral da Criança em 1983 e, mais tarde, a Pastoral da Pessoa Idosa. A médica pediatra e sanitarista ficou conhecida nacionalmente e em mais 21 países pelo trabalho de combate à mortalidade infantil e de proteção a gestantes e idosos, com a ajuda de um exército de mais de 200 mil voluntários.
A candidata à beata morreu no dia 12 de janeiro de 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti, onde estava em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país.  
Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país.
Foto do jornal O Tempo
Fonte: CNBB

Encontro Arquidiocesano do Clero


O encontro aconteceu de 5 a 9 de janeiro no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU) no bairro Castelão, com a presença do arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha. O tema do encontro foi “A Nova Evangelização – Arquidiocese de Fortaleza: 100 anos, Boa Nova em Novos Tempos”.
Foto:Francisco Vladimir, Secretariado Arquidiocesano de Pastoral

Um Francisco consequente!

geovane200Padre Geovane Saraiva*
Quando os três magos do oriente, guiados pela estrela, caminharam ao encontro do Menino Jesus, mostrando ao mundo que a vida das pessoas é uma caminhada, e que na misteriosa e inaudita manifestação, somos chamados a fazer a mesma coisa. “Aquele menino, nascido em Belém da Virgem Maria veio para libertar não só o povo de Israel, que foi representado pelos pastores, mas também para a humanidade, representada pelos Magos vindos do Oriente”, disse o Papa Francisco aos 06.01.2015, na festa da Epifania do Senhor. Eles andaram, caminharam, deixaram claro que a Igreja é dinâmica e que está a caminho. O Sumo Pontífice fala de uma “Igreja em saída, que Deus quer provocar os crentes; que Abraão aceitou o chamado para partir rumo a uma nova terra”. Disse ainda mais, que “a Igreja em saída é uma Igreja de portas abertas. Sair na direção do outro aos outros para chegar às periferias humanas não significa correr pelo mundo sem direção nem sentido” (cf. EG 19, 46).
Compreendemos perfeitamente o rigor e a lógica do Papa Francisco, quando fala de uma Igreja em saída, na surpreendente antecipação de nomear os 15 novos cardeais, em 04.01.2015, com menos de 80 anos, de países que incluem Tonga, Nova Zelândia, Cabo Verde e Birmânia, para nos fazer pensar na diversidade de dons e carismas dentro de uma Igreja que sai e, ao mesmo tempo, quer valorizar seu crescimento em regiões de missão, tais como Ásia, África e Oceania. Como nosso coração vibrou ao falar da janela do Vaticano à uma multidão na Praça de São Pedro, para anunciar essa boa e surpreendente notícia! Palavras de Miguel Ângelo, um jovem cabo-verdiano que mora em Fortaleza, na nossa paróquia Santo Afonso, e encontra-se em fase de conclusão de seu doutorado sobre o meio ambiente na UFC: “É isso aí Padre Geovane Saraiva, nosso Papa Francisco nos enche de alegria; a comunidade católica dos países lusófonos está de parabéns! Quem diria um país tão pequeno, de cerca de 500 mil habitantes, sendo 98% católicos, com voto útil no colégio cardinalício?” Conforme a assessoria do Vaticano acrescentou ainda, que nos dias 12 e 13 de fevereiro, vai liderar um encontro com todos os cardeais para “refletir sobre as orientações e propostas para a reforma da Cúria Romana”, organismo administrativo da Igreja Católica.
Apesar de suas inúmeras realizações, como é imprescindível olhar para um Francisco consequente à frente da Igreja, também nas suas sábias e proféticas palavras, as quais penetram no coração do mundo como um clamor e grito. Mesmo quando é criticado, porque não tem medo de dizer: “Quem doa à Igreja e rouba o estado é falso cristão, porque anuncia a deusa da corrupção”. A profecia do Bispo de Roma nem sempre agrada e é bem acolhida, surgindo um ambiente a corroborar no sentido de hostilizá-lo. Diversos são os comentários a respeito de um clima hostil e desfavorável ao Santo Padre, marcado por críticas pesadas, articuladas e crescentes em diversos lugares do mundo, mas principalmente dentro da Igreja, na Itália, entre os cardeais. Vejo aqui a presença clara do querido Francisco diante do Evangelho da cruz, da paixão: “Eu vim trazer fogo à terra, e como desejaria que já estivesse acesso. Devo pregar um batismo, e como me angustia até que esteja consumado!” (cf. Lc 12, 49-50).
O pedido de perdão por suas faltas e de seus colaboradores e mesmo sobre as quinze “enfermidades” da Cúria Romana, penso que está bem dentro do desejo do Santo Padre, de que se faça a experiência do Evangelho lá na Cúria, segundo o questionamento de Franco Monaco, jornalista e ex-presidente da Ação Católica de Milão, “O Evangelho também não é ‘sinal de contradição’, ‘espada de dois gumes’ ‘escândalo e loucura’?”, na palavra de Deus que é clara: “Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (cf. Mt 10, 34).  Insatisfações fortíssimas que se personificam no escritor Vittorio Messori no Corriere della Sera de Milão, com o título: ”As opções de Francisco: dúvidas sobre a virada do Papa Francisco” (24/12-2014). Podemos compreender, à luz da fé, um papa consequente porque desafia a montanha milenar que não quer abraçar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo na sua plenitude. Daí as diversas palavras impiedosas, usadas para atacar o Santo Padre, aproveitando-se do momento auspicioso da véspera do Natal para atingi-lo.
Percebe-se que o bendito plano de reforma da Igreja, sem esquecer suas fortes críticas à economia de exclusão, e o comodismo de alguns padres e agentes evangelizadores da Igreja ganhou espírito hostil. Sobre a “economia de exclusão”, segundo o papa argentino, “assim como o mandamento de ‘não matar’ coloca um limite claro para garantir o valor da vida humana, hoje temos de dizer ‘não a uma economia de exclusão e desigualdade’. Essa economia mata. (…) Hoje, tudo está dentro do jogo e da competitividade, onde o forte devora o fraco. Como resultado, grandes massas da população são excluídas e marginalizadas: sem emprego, sem horizontes”. Para Francisco, os “excluídos não são explorados, mas resíduos, excedentes”.
Todavia o Augusto Pontífice não se cansa jamais e tendo por base uma mística e caridade pastoral a sensibilizar e comover corações, repleta da mais profunda esperança, Francisco agora vai partir para sua sétima viagem internacional, com destino ao Sri Lanka e Filipinas nos dias 13-19.01.2015, querendo ser um farol a iluminar os caminhos da história daqueles povos asiáticos, oferecendo-lhes, dentro de um clima, no qual favoreça a compreensão cultural e espiritual, em um clima revestido da ternura franciscana, com profundo respeito pela realidade ecológica e ambiental, na qualidade de pastor universal, vai se encontrar com as vítimas do devastador (tsunami) desastre ecológico de 2004, que além de causar milhares de mortes, deixou uma triste e maldita herança de aproximadamente cinco milhões de criaturas humanas desabrigadas. Quão preciosa e de inigualável importância é a visita do Sumo Pontífice àqueles povos! Compreendo-a como já sendo o prólogo de sua nova Encíclica sobre a realidade supracitada do planeta, no seu ecossistema comprometido, nos gemidos da criação como em dores de um parto (cf. Rm 8, 22), que ansiosamente a aguardamos!
 *Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE – geovanesaraiva@gmail.com