quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Igreja e Sociedade

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

Na quarta-feira de cinzas, dia 18 de fevereiro, a Igreja Católica estará lançando a 51ª Campanha da Fraternidade em terras brasileiras. O objetivo é aprofundar os laços de fraternidade entre as pessoas e comunidades, com o intuito de melhorar as condições de vida do povo. O tema deste ano é: “Fraternidade – Igreja e Sociedade”. O lema indica a diretriz que orienta a reflexão: “Eu vim para servir” (Mc 14,45). A Igreja entende que ela está no mundo para, assim como Jesus Cristo, servir e não para ser servida. A visualização deste serviço vem retratada no cartaz, onde encontramos o papa Francisco lavando os pés de um fiel na quinta-feira santa de 2014.

O caminho para que a Igreja possa cumprir com sua missão de servidora é o diálogo com as diversas instituições e organizações da sociedade. Isso para evitar três perigos, que poderíamos também chamar de três tentações presentes no relacionamento entre a Igreja e a Sociedade.
O primeiro é a Igreja agir como detentora absoluta da verdade, impondo a sua doutrina e concepção de organização a toda a sociedade sem se importar com a diversidade de ideologias, culturas e credos que compõem o conjunto da população do Brasil.
O segundo perigo é a sociedade ignorar totalmente a presença da Igreja, não levando em consideração a sua existência e a fé dos seus fiéis. Já em 1962, o então arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, afirmava que “a doutrina cristã tem repercussões irreprimíveis em todos os atos e setores da vida humana. Jamais os poderosos da terra encontrarão na Igreja um instrumento dócil e submisso para seus desígnios de mando irrestrito”.
Um outro perigo ainda é o de a sociedade perseguir a Igreja ou cobrar dela serviços que ela não consegue executar ou que não fazem parte da sua missão, que é de cunho religioso. “Sua ação evangélica repercute, porém, na organização e no fortalecimento da comunidade humana” (Texto Base da CF, n. 154).
Por causa da sua missão “em favor do bem integral da pessoa humana”, ganha importância o “diálogo cooperativo fraterno e enriquecedor com a realidade social e as instâncias representativas da ordem social” (Idem n. 59). Os critérios “a partir dos quais a Igreja discerne a oportunidade e o estilo de seu diálogo e de sua colaboração com a sociedade, são a dignidade da pessoa humana, o bem comum e a justiça social”.
Convido, pois, os grupos de família, as comunidades e os diversos grupos de Igreja a aproveitarem este tempo de graça que a Campanha da Fraternidade oferece para aprofundarem os laços de diálogo e cooperação com as organizações da sociedade. Tomem o Texto Base em suas mãos. Rezem muitas vezes a oração da Campanha da Fraternidade e cantem o Hino da Campanha. Levem a temática proposta para os Meios de Comunicação Social e para as organizações da sociedade civil. Mostrem para todos que a Igreja quer ser servidora, assumindo funções concretas na defesa e promoção da vida das pessoas que são pobres, estão enfermas ou sendo marginalizadas pelos detentores do poder.
Que o Senhor nos ensine a servir todos e nos abençoe nesta caminhada quaresmal!
 Fonte: CNBB

A ousadia do "Pai nosso"

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil

Na santa Missa, quando o presidente da celebração introduz a oração do “Pai nosso”, tem à sua disposição várias formas para convidar a comunidade a apresentar ao Pai os pedidos que Jesus nos ensinou a fazer. Uma delas, a mais antiga, propõe: “Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer...”

“Ousamos dizer....” Sim, somente impulsionados por uma santa ousadia nós, pecadores, temos mesmo a coragem de apresentar a Deus pedidos tão amplos e grandiosos como os sete que fazem parte do “Pai nosso”. Mas quem nos ensina a ter tal ousadia é o próprio Jesus. É que seus discípulos, vendo-o em oração, lhe pediram: "Ensina-nos a rezar!" (Lc 11,1). Os discípulos, como bons judeus, sabiam rezar. A oração dos Salmos era parte integrante de seus encontros, aos sábados, na Sinagoga. Mas eles queriam rezar como Jesus. Desejavam, na verdade, entrar em sua intimidade. Aprenderam, então, que rezando ao “nosso” Pai, é a seu Pai – o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo – que nos dirigimos pessoalmente, e o fazemos com confiança, porque Jesus nos purifica de nossos pecados (cf. Hb 1,3) e nos introduz diante da face do Pai (cf. Hb 2,13).
Ao rezar o “Pai nosso” fazemos sete pedidos; sete bênçãos. A primeira série de pedidos tem por objeto a glória do Pai: a santificação de Seu nome, a vinda de Seu Reino e o cumprimento de Sua vontade. Aí está uma característica do amor: pensar primeiramente naquele que amamos. Os quatro pedidos seguintes apresentam-lhe nossos desejos: eles dizem respeito à nossa vida, para nutri-la ou para curá-la do pecado, e se relacionam com nosso combate, visando à vitória do Bem sobre o Mal.
Eis nossas solicitações:
1º - "Santificado seja vosso nome". Ao pedir isso, entramos no plano de Deus. Seu nome, revelado a Moisés e apresentado por Jesus, deve ser santificado em todas as nações e por todos os seres humanos.
2º - "Venha a nós o vosso Reino". Com esse segundo pedido, temos em vista principalmente a volta de Cristo e a vinda final do Reino de Deus; solicitamos, também, pelo crescimento de Seu Reino no “hoje” de nossas vidas.
3º - "Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu". No terceiro pedido, rezamos a nosso Pai para que se realize o que Ele deseja; e o que Ele mais deseja é “que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,3-4).
4º - "O pão nosso de cada dia nos dai hoje". Esse quarto pedido exprime nossa confiança filial no Pai do céu. “Pão nosso” designa o alimento terrestre necessário à subsistência de todos nós, mas significa, também, a Palavra de Deus e o Corpo de Cristo. Trata-se, pois, de um alimento indispensável à nossa vida e essencial no Banquete do Reino que a Eucaristia antecipa.
5º - "Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido". O quinto pedido implora a misericórdia de Deus para nossas ofensas – misericórdia que somente pode penetrar em nosso coração se soubermos perdoar a todos, a exemplo de Cristo.
6º - "Não nos deixeis cair em tentação". Aqui, rogamos a Deus que não nos permita trilhar o caminho que conduz ao pecado. Esse pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza; solicita a graça da vigilância e a perseverança final. “Ser tentado” faz parte da vida; é uma das consequências do pecado original em nós. O problema nasce quando consentimos na tentação.
7º - "Mas livrai-nos do mal". No último pedido, solicitamos que se manifeste a vitória já alcançada por Cristo sobre Satanás – aquele que se opõe frontalmente a Deus e a seu plano de salvação. O mal, aqui, não é uma abstração, mas designa uma pessoa – o pai da mentira. A vitória sobre o “príncipe deste mundo” (cf. Jo 14,30) foi alcançada, de uma vez por todas, por Jesus.
Pelo “Amém” final exprimimos nossa concordância total em relação aos pedidos feitos. Ora, como Deus, “rico em misericórdia” (Ef 2,4), Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, deixaria de atender a nossos ousados pedidos, já que feitos com tanta confiança?...
 Fonte: CNBB

Colégio Cardinalício debate reforma da Cúria Romana

“A meta que queremos alcançar é sempre a de favorecer uma harmonia maior na tarefa dos diversos dicastérios e departamentos, com o fim de lograr uma colaboração mais eficaz com essa transparência absoluta que edifica a sinodalidade e a colegialidade autênticas”, disse o papa Francisco durante a abertura do Consistório Extraordinário do Colégio Cardinalício, nesta quinta-feira, 12, no Vaticano.

Entre os temas tratados pelos 165 purpurados presentes no Consistório está a reforma da Cúria Romana. De acordo com o papa, “a reforma, muito desejada pela maioria dos cardeais no âmbito das congregações gerais que precederam ao conclave, terá de aperfeiçoar mais a identidade da Cúria Romana, ou seja, de auxiliar o sucessor de Pedro no exercício do supremo ofício pastoral pelo bem e a serviço da Igreja universal e das igrejas particulares"
Francisco disse, ainda, que “a reforma não é um fim em si mesma, mas um meio para dar um forte testemunho cristão; para favorecer uma evangelização mais eficaz, para promover um espírito ecumênico mais fecundo e para alentar um diálogo mais construtivo com todos”.
O coordenador da Comissão dos Nove Cardeais (C-9), cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, e o secretário, dom Marcello Semeraro, apresentaram a síntese do trabalho desenvolvido nestes meses para elaborar a nova Constituição Apostólica sobre a Reforma da Cúria. “Uma síntese realizada com numerosas sugestões, também por parte dos chefes e responsáveis pelos dicastérios, além de especialistas nessa área”, explicou o papa.
Os trabalhos do Consistório, dos quais participam os vinte prelados que serão criados cardeais no próximo sábado, prosseguem até amanhã, 13.
Conselho de Cardeais
Desde segunda-feira, 9, o Conselho dos Nove Cardeias esteve reunido para discutir a reforma da Cúria e questões como o Sínodo e o trabalho da Comissão para a Proteção de Menores. O C-9 é constituído pelos cardeais: Oscar Rodriguez Maradiaga, Giuseppe Bertello, Francisco Errazuriz Ossa, Oswald Gracias, Reinhard Marx, Laurent Monsengwo Pasinya, Sean O'Malley e George Pell e o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.
Fonte: CNBB

Evangelizap: o anúncio do Evangelho na conectividade

Wastsapp 1É o “in box” compacto do facebook? É uma lista telefônica personalizada? É um envio de sms moderno? Não. é o WhatsApp. O WhatsApp Messenger é um aplicativo de mensagens multiplataforma que permite trocar mensagens pelo celular sem pagar por SMS. O aplicativo é bem prático e rápido, você pode mandar mensagens simples, criar grupos de conversas; enviar fotos e vídeos, compartilhar locais, tudo em tempo real.
Hoje, o aplicativo se tornou o jeito mais fácil de comunicar-se com os amigos, já são mais de 300 milhões de usuários ativos e está disponível para iPhone, BlackBerry, Android, Windows Phone, e Nokia. Em poucas palavras o WhatsApp é isso, um aplicativo próprio para o relacionamento entre os amigos, fazer novas amizades de forma prática e rápida usando um aparelho celular e seu número telefônico.
“Os jovens, em especial, perceberam o enorme potencial das novas mídias para facilitar as conexões, a comunicação e a compreensão entre indivíduos e comunidades e as usam para se comunicar com os próprios amigos, para encontrar outros novos, para criar comunidades e redes, para buscar informações e notícias, para compartilhar as próprias ideias e opiniões.” [1]
Bem, o que fazer então com o WhtasApp na ótica da evangelização? O Papa Emérito Bento XVI, quando Sumo Pontífice, fez um pedido para que a Igreja evangelize através da rede mundial de computadores e de todos os meios digitais, disponibilizando textos catequéticos, informativos e esclarecedores, animado pelo ensejo do “Ano da Fé”, proclamado pelo próprio Santo Padre. Somos chamados como Igreja, corpo místico de Cristo a transmitir, compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo encarnado no nosso testemunho nas novas mídias sociais; buscando sempre uma fecunda “Cultura do Encontro”, como nos pede agora em seu Pontificado, o Papa Francisco.
A Igreja tem uma missão: anunciar o Evangelho de Jesus em todas as partes do mundo, como nos ordena o mesmo no Evangelho de São Mateus: “Ide e fazei discípulos meus entre todas as nações” (Mt 28,19). Esta é a nossa missão, a missão da Igreja; fazer novos discípulos para o serviço do Reino de Deus, fazer com que Cristo resplandeça nos corações das pessoas através do anúncio da sua palavra.
O aplicativo WhtasApp, é uma ferramenta favorável para essa missão evangelizadora da Igreja, pode se transformar em um ambiente de evangelização virtual; onde podemos transmitir os nossos conhecimentos, partilharmos as nossas experiências de fé e nos edificarmos juntos como Igreja. As Redes Sociais fazem parte da nossa vida diariamente, “transportarmos” a nossa vida real para um ambiente virtual, mas não podemos ser alienados por ela é preciso se ter equilíbrio. “A Rede é um ambiente que, não obstante todos os riscos de alienação, permite experimentar novas formas de contato, de relações e de expressão pessoal.” [2]
A experiência de um seminarista no WhatsApp
Já que as Redes Sociais fazem parte da nossa vida cotidiana, então todos os dias estou conectado à internet. Não estou inserido somente no WhatsApp, mas também no facebook, twitter e instagra; são os meus perfis ativos. O meu perfil no Instagram privado, você precisa me seguir para ver minhas fotos. Bem, isso pode parecer estranho pra muitos e até pra alguns outros seminaristas. Primeiro: busco administrar meu tempo no seminário e não deixar que a internet me tome das coisas essenciais do mesmo: estudos, vida comunitária, oração etc., mas, também entendo que a internet é um ambiente, um espaço onde eu faço parte, estou inserido e me relaciono mantendo contatos com outros amigos; não é somente algo que “conecta” e “desconecta”.
No WhatsApp, temos como criar grupos e favorecer uma evangelização um pouco mais “ampla”. Faço parte de alguns grupos dentre um que gostaria de citar chamado “Martelo dos Hereges”. O nome foi inspirado em Santo Antônio de Pádua por um amigo chamado Fabiano: “É um grupo de defesa da fé, firmados nos três pilares da nossa fé: Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério; buscamos juntos esclarecer a fé para aqueles que a querem relativiza-la e aqueles que dizem ser “católicos”, mas afirmam que o Concílio Vaticano II é uma seita ou foi um erro da Igreja. O que buscamos é defender a Igreja de 2 mil anos, unidos a ela e ao Santo Padre.”
A ferramenta de criar grupos no WhatsApp é uma das mais interessante, você pode transformar isso numa sala de bate-papo bem bacana, ou num grupo de estudo. Já pensou, você criar um grupo de estudo bíblico no WhatsApp, expandido assim o grupo que você tem por exemplo toda quarta-feira em sua casa; seria interessante não acham? Precisamos ser Igreja, ser protagonistas do Evangelho nas mídias sociais levando as verdades da nossa fé católica. Ah, uma coisa para que o grupo, a sala de bate-papo no whatsapp não se torne chata e alguns queiram sair; é a prudência nas mensagens para que não aconteça o acumulo de mensagens em alguns membros do grupo, por exemplo, passo determinado tempo do dia sem visitar o grupo e quando vou visitar tem mil e poucas mensagens, entendem?! Você não vai rezar o Santo Terço no WhatsApp, isso se tornaria chato.
O aplicativo ainda nos dar a oportunidade de enviar fotos, vídeos e áudio (podcast); isso é muito bom para evangelização. Você pode manda pra alguém em particular ou num grupo pra vários amigos, uma imagem de santo com uma frase, um vídeo ou podcast de formação. Por exemplo, hoje o nosso grupo vai falar sobre Lectio Divina, então você envia uma breve formação sobre o tema ou um vídeo, bacana num é?! E ainda, você pode gravar áudios com a ferramenta de gravação de áudio e enviar para o seus amigos, você mesmo pode dá a formação.
Precisamos está inserido nestas novas mídias sociais, participar delas; “Publicar significa participar, isto é, compartilhar.” (Pe. Antonio Spadaro) Deus, a Igreja pode está presente no WhatsApp e em outras mídias sociais, basta você anunciar à sua palavra de vida eterna.  Nós somos discípulos de Jesus e precisamos mergulhar sempre mais neste discipulado, encarnar em nós está missão de “Ide ao mundo inteiro” de várias formas para testemunhar a presença de Deus; sem esquecermos que a nossa casa, a nossa família e os amigos que estão em contato conosco pessoalmente precisam também, ver expressado em nós este testemunho cristão. Tomemos com amor para nós a evangelização nas mídias sociais, é preciso, existe também um povo sedento pela verdade no ambiente virtual e como filhos da Igreja, temos o dever de anunciar está verdade que é Cristo.
O WhatsApp em uma outra linha de evangelização, pode ser também um ambiente vocacional; os jovens que sentem um chamado a uma vocação especifica podem criar uma sala de bate-papo vocacional (grupos) no WhatsApp. Podem convidar padres amigos para está junto neste grupo, e assim partilharem experiências, motivações vocacionais e tirarem dúvidas com os padres etc.
Por Iury Nascimento, seminarista da Arquidiocese de Fortaleza
Imagem: Google
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

Lançamento da Campanha da Fraternidade 2015

Cf2015A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, anualmente promove no período da Quaresma a Campanha da Fraternidade, CF, cujo objetivo é proporcionar a seus fiéis e à sociedade em geral uma reflexão sobre um tema de abrangência social.
Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 busca recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a CF 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
Em Fortaleza,  o lançamento da Campanha da Fraternidade será na Quinta-feira ,  dia 19 de fevereiro de 2015, ás 15 horas, no Centro de Pastoral Maria, Mãe da Igreja, com  a coletiva do Arcebispo, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques e representantes da Arquidiocese e da sociedade aos meios de comunicação locais.
A Campanha da Fraternidade de 2015 tem como objetivo geral “ Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.
Mais sobre a CF, clique aqui.
 O Centro de Pastoral Maria, Mãe da Igreja está localizado na Rua Rodrigues Júnior, 300, Centro – Fortaleza, CE.
Informações com Marta Andrade no telefone (85) 3388.8703 ou (85) 9921.6742.
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

Número de candidatos ao sacerdócio cresce 100% na Arquidiocese de Fortaleza

TurmaPropedeutico400A Arquidiocese de Fortaleza comemora  o crescimento na procura pela vocação sacerdotal. Neste ano, 24 novos candidatos  ingressaram no Seminário Propedêutico, 100% a  mais em relação ao ano de 2012 e 79% superior ao ano passado. Este número coloca a Arquidiocese dentre as que mais acolheram novos  candidatos para ser padre no Brasil. A Missa de acolhimento da nova turma acontecerá nesta sexta-feira, dia 6 de fevereiro,  presidida pelo arcebispo Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, às 19h, no Seminário Propedêutico Dom Aloísio Lorscheider  no Bairro Henrique Jorge.
O baixo índice de desistência das novas vocações  também chama a atenção, dos 19 que ingressaram em 2014, 90 % da turma  concluiu o ano formativo e passou  para  a etapa seguinte.
Entre os candidatos ao sacerdócio, destaque para um novo  perfil que se desenha,  o de  rapazes que cursavam ensino superior. Dos 24, 11 estavam nesta condição de graduandos ou graduados em matemática, ciências contábeis,  jornalismo e pedagogia entre outros. Jairo dos  Santos é um deles, concluiu Psicologia ano passado e resolveu trilhar o caminho formativo para o sacerdócio. “ Tudo é graça de Deus, inclusive a profissão que recebemos , desta maneira, com alegria a coloco à disposição do povo de Deus e da Igreja”, testemunha.
Fernando Pontes é graduado em Filosofia e Especialista  em  Filosofia  da Religião. Em seu discernimento vocacional o amor pelo altar falou mais forte. “Gostava do magistério, foi um desafio abrir mão; mas, sentia um vazio e percebi que ele só poderia ser preenchido com uma doação total de minha vida”, diz.
Em comum, a turma tem pela frente  a jornada de mais duas faculdades , filosofia e teologia, exigência da Igreja para a Ordenação Presbiteral. Os estudos acontecem na Faculdade Católica de Fortaleza, entidade responsável pela formação do clero desde 1864.
Pe. Rafhael Maciel, Reitor do Seminário, avalia de forma positiva esse novo perfil que surge. “Isso sinaliza que o chamado de Deus pode ser respondido em tempos diversos e de modo mais claro”. Mas não abre mão de despertar a vocação do jovem que  ainda  não entrou na faculdade , pois considera o chamado Divino e Deus o faz a quem quiser. “Cada um tem o sem tempo”, justifica.
O padre Reitor está há quatro anos à frente das turmas do Propedêutico e há seis anos  na condução da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza, organismo responsável pelo despertar e encaminhamento dos vocacionados que  aspiram ao sacerdócio. Para 2015 já são muitos os jovens que buscam  informações sobre o processo de discernimento. “O chamado vocacional é contagiante! Os candidatos que entram sempre são um sinal para os que desejam ingressar”, explica.
 Mais sobre o Propedêutico:
Propedêutico é o período introdutório na formação rumo ao sacerdócio, é o ano que antecede aos cursos de filosofia e teologia. Os seminaristas que estão nesta fase residem no Seminário localizado no Bairro Henrique Jorge e estudam na Faculdade Católica do Ceará. O Seminário é mantido pela Arquidiocese de Fortaleza e doação dos fieis.
Aos que aspiram ao sacerdócio 
Para os jovens que aspiram ao sacerdócio podem obter mais informações no primeiro encontro vocacional que acontecerá nos dias 14 e 15 de março no Seminário Propedêutico ou pelo telefone: 3290.1045. O candidato deve procurar o Padre da sua Paróquia e depois entrar em contato com o Seminário.
Por Vanderlúcio Souza, Seminarista da Arquidiocese de Fortaleza.
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

O Texto-Base da CF 2015

padre-Brendan200O lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2015 será no próximo dia 18 de fevereiro, às 10.30, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. Desde dezembro, próximo passado, o texto-base, que será utilizado para auxiliar nas atividades da Campanha da Fraternidade 2015, está disponível no site das Edições CNBB e nas livrarias católicas. Como padre que  acompanhou as Campanhas da Fraternidade desde a primeira campanha em 1964, posso afirmar que o texto-base da CF deste ano é um dos melhores destes últimos cinquenta anos. Na apresentação do texto-base, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a campanha deste ano  convida a refletir e meditar a relação entre Igreja e sociedade. Ele enfatizou que este texto-base será uma oportunidade de retomar os ensinamentos do Concílio Ecumênico Vaticano ll que terminou em 1965.
O texto em apreço está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo, são apresentadas reflexões sobre os seguintes temas: Histórico das relações Igreja e sociedade no Brasil; A sociedade brasileira atual e seus desafios; O serviço da Igreja à sociedade brasileira e Igreja-Sociedade: serviço, diálogo e cooperação; Convergências e divergências; Na segunda parte, o documento aprofunda a relação entre Igreja e sociedade à luz da Palavra de Deus, à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social. O conteúdo da terceira parte do texto é importante porque aqui se propõe um debate sobre a visão social, o diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade. O quarto capítulo do documento apresenta os resultados da campanha da Fraternidade do ano passado e um histórico das campanhas desde a primeira campanha em 1964 até a atual.
Segundo Dom Leonardo Steiner a Campanha da Fraternidade deste ano será “uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano ll. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa e samaritana”. O texto faz referência a vários documentos do Concílio Vaticano ll como “Gaudium et spes”, “Lumen Gentium”, além do documento de Aparecida e a Exortação Apostólica Evangelii  Gaudium” do Papa Francisco.  Alias, o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2015 é “Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos  pelo Concílio Ecumênico Vaticano ll, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus”. Os seis objetivos específicos  da campanha deste ano são: a) Fazer memória do caminho percorrido  pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios da situação atual; b) Apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da Doutrina Social da Igreja, como elementos autenticamente humanizantes; c) Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral; d) Aprofundara compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura, da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas; e) Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade; e f) Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária .
                                            Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald,  Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1