domingo, 3 de maio de 2015

Papa: povos americanos consolidem sempre mais sua pertença a Cristo e à Igreja

2015-05-02 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - A vida e o exemplo de Frei Junípero evidenciam três aspectos: seu impulso missionário, sua devoção mariana e seu testemunho de santidade – foi o que destacou o Papa Francisco na homilia da Missa que celebrou este sábado no Pontifício Colégio Norte-Americano, situado próximo do Vaticano.
A visita do Santo Padre ao colégio pontifício insere-se no âmbito da “Jornada de Reflexão”, promovida também pela Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL), dedicada ao Frei Junípero Serra, franciscano, missionário espanhol e apóstolo da Califórnia. Frei Junípero que será canonizado pelo Pontífice em Washington, durante sua viagem apostólica aos EUA, em setembro próximo, por ocasião do VIII Encontro Mundial das Famílias, a realizar-se em Filadélfia.
“Eu te estabeleci como luz das nações, para que sejas portador de salvação até os confins da terra” (At 13,47): o Papa tomou essa passagem da liturgia do dia afirmando que estas palavras do Senhor nos mostram a missionariedade da Igreja, enviada por Jesus que a manda sair para anunciar o Evangelho.
“Isso se dá para os discípulos desde o primeiro momento quando, iniciada a perseguição, saíram de Jerusalém. Isso vale também para a multidão de missionários que levaram o Evangelho ao Novo Mundo e, ao mesmo tempo, defenderam os indígenas contra as arbitrariedades dos colonizadores.”
Entre eles, acrescentou o Papa, encontrava-se também o Frei Junípero; a sua obra de evangelização nos traz à memória os “12 apóstolos franciscanos” que foram os pioneiros da fé cristã no México.
Ele foi protagonista de uma nova primavera evangelizadora naquelas vastas terras às quais, já há duzentos anos, haviam chegado os missionários provenientes da Espanha, da Flórida até a Califórnia.
Após ter evidenciado três aspectos da vida e do exemplo de Frei Junípero – seu impulso missionário, sua devoção mariana e seu testemunho de santidade –, Francisco destacou que o religioso foi, em primeiro lugar, um incansável missionário.
A paixão de anunciar o Evangelho aos povos, ou seja, o ímpeto do coração que quer partilhar com os que se encontram distantes, o dom do encontro com Cristo: o dom que ele mesmo recebera anteriormente e experimentara em sua plenitude de verdade e beleza.
Francisco afirmou que Frei Junípero foi repleto de alegria e do Espírito Santo em difundir a Palavra do Senhor. “Um tal zelo nos provoca: é para nós um grande desafio!”
“Esses discípulos-missionários, que encontraram Jesus, Filho de Deus, que através d’Ele conheceram o Pai misericordioso e, movidos pela graça do Espírito Santo, se lançaram em todas as periferias geográficas, sociais e existenciais, para dar testemunho da caridade, nos desafiam!”
Pergunto-me se hoje – disse o Santo Padre – somos capazes de responder com a mesma generosidade e com a mesma coragem ao chamado de Deus, que nos convida a deixar tudo para adorá-lo, para segui-lo, para encontrá-lo no rosto do pobres, para anunciá-lo àqueles que não conheceram Cristo e, por isso, não se sentiram abraçados por sua misericórdia.
O testemunho de Frei Junípero convida-nos a deixar-nos envolver, em primeira pessoa, na missão continental, que encontra suas raízes na “Evangelii gaudium”, ressaltou.
Em segundo lugar, Frei Junípero confiou seu empenho missionário à Santíssima Virgem Maria. Sabemos que antes de partir para a Califórnia quis consagrar sua vida a Nossa Senhora de Guadalupe, e pedir-lhe, para a missão que estava para iniciar, a graça de abrir o coração dos colonizadores e dos indígenas.
Nesta imploração podemos ainda ver este humilde frade ajoelhado diante da “Mãe do mesmo Deus”, a “Morenita”, que levou seu Filho ao Novo Mundo, ressaltou.
Desde então, prosseguiu o Santo Padre, Nossa Senhora de Guadalupe se tornou, de fato, a Padroeira de todo o continente americano. Não é possível separá-la do coração do povo americano. Efetivamente, Ela constitui a raiz comum deste continente.
“Aliás – observou Francisco –, a missão continental se consagra a Ela que é a primeira e santa discípula-missionária, presença e companhia, fonte de conforto e de esperança. A Ela que está sempre à escuta para proteger seus filhos americanos.”
Em terceiro lugar, destacou o Papa, contemplemos o testemunho de santidade de Frei Junípero – um dos padres fundadores dos EUA, santo da catolicidade e especial protetor dos hispânicos do país –, a fim de que todo o povo americano redescubra a própria dignidade, consolidando sempre mais sua pertença a Cristo e à sua Igreja.
Concluindo, o Papa Francisco pediu que um impetuoso vento de santidade percorra em todas as Américas o próximo Jubileu extraordinário da Misericórdia! E também pediu a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, de Frei Junípero e dos outros santos e santas americanos, a fim de que conduzam-no e guiem-no em suas próximas viagens apostólicas à América do Sul e à América do Norte. E também por essas intenções pediu a todos que continuem rezando por ele. (RL)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

Abertas as inscrições para o 10º Encontro de Arquitetura e Arte Sacra

Estão abertas as inscrições para o 10º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Marcado para 18 a 22 de agosto, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), em Belo Horizonte (MG), o evento terá como tema os 50 anos da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, sobre a sagrada liturgia. Na ocasião, serão debatidos os avanços e as perspectivas do documento com vistas ao crescimento do cuidado e da qualidade nos espaços celebrativos.
A formação tornará possível o aprofundamento dos temas relacionados à arquitetura, liturgia e arte, além de auxiliar na difusão do interesse e da aplicação de conhecimentos em projetos, adaptações e construções de espaços de celebrações.
De acordo com o assessor do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, padre Marcelo Molinero, é necessário um “retorno ao eixo da fé, Jesus Cristo, pelo Mistério Pascal, que determina a forma de pensar e organizar o espaço celebrativo”. A formação vai ao encontro da realidade da sociedade contemporânea em que há a experiência da “perda do sagrado”. Muitas pessoas envolvidas na organização do espaço litúrgico acreditam que tudo é permitido nos locais de culto litúrgico, segundo Molinero. “Estes espaços, em sua maioria, não são reveladores do Mistério, simbólicos, simples e inculturados, portanto, inadequados à liturgia”, afirma.
Profissionais de arquitetura, engenharia e artes, estudantes, padres, diáconos, seminaristas, religiosos, membros dos conselhos de economia e administração de paróquias e santuários, equipes de liturgia e leigos podem participar da formação. Também fazem parte do público-alvo do encontro os envolvidos tanto direta quanto indiretamente em construções, reformas e decorações das igrejas e que desejam aprofundar a relação entre liturgia, arquitetura e arte, como decoradores, organizadores do espaço celebrativo para casamentos e formaturas e técnicos de som e iluminação.
Encontro
O conferencista principal do 10º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra será o padre Francisco Taborda. O evento ainda contará com Mesa Redonda, Oficina de Restauro e visitas a igrejas de Belo Horizonte e Sabará (MG). Estará aberto à participação de estudantes de Teologia e Arquitetura da universidade.
Para realizar as inscrições e obter informações sobre valores e hospedagem, acesse a página do Sistema de Inscrição em Eventos da CNBB.
A organização do encontro também disponibilizou uma página no Facebook para contato com os participantes.
Fonte: CNBB

3º Dia dos Festejos na Comunidade Nossa Senhora de Fátima. Veja a programação de hoje:




*18:30 h- Novena

* 19:30 h- SANTA MISSA

*Equipe Celebrativa : Liturgia da Comunidade São Joaquim e Santa Ana
*Presidente da Celebração Eucarística: Padre Maurício ( Condomínio Espiritual Uirapuru ( CEU )

*Responsável: Cânticos

Após a Missa temos  BARRACA com comidas deliciosas!!! Participe deste momento de convivência e ajude na reforma da Capela!!!
                  Venha e traga sua família e amigos!!!!

sábado, 2 de maio de 2015

Papa participa de inauguração da nova bandeira da Guarda Suíça

2015-05-02 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - Realizou-se na tarde desta sexta-feira, no Vaticano – após a nomeação em 7 de fevereiro passado, do novo Comandante da Guarda Suíça, Cel. Christoph Graf –, a cerimônia de inauguração e bênção da nova Bandeira do Corpo.
Segundo informa o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, às 17h locais o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, celebrou a missa  na Igreja do Campo-santo Teutônico, com a bênção da Bandeira.
Em seguida, no Quartel da Guarda, realizou-se o “Ato militar”, do qual – inesperadamente para a maior parte dos presentes – participou também o Papa Francisco.
Após ter ouvido o discurso do novo Comandante e retomando alguns pontos do mesmo, o Pontífice dirigiu algumas palavras aos presentes, expressando, com muita cordialidade, seus votos pelo serviço do novo Comandante, e com algumas palavras inspiradoras caracterizou o espírito desse serviço: o Comandante deve ser homem de unidade, homem de caridade, de amor e homem de humildade.
Fez votos de que o mesmo exercite o dom da paternidade para com seus guardas e que peça com a oração que o Espírito Santo semeie e faça crescer o amor e a união entre todos os membros da Corpo da Guarda Suíça.
O Papa Francisco concluiu recordando o lema do Corpo: “Mut und Demut”, “Coragem e Humildade”. Comandar evangelicamente significa servir. Ao término do breve discurso, o Santo Padre concedeu a sua bênção ao Comandante, ao Corpo da Guarda Suíça, aos familiares e aos convidados. Ouça clicando acima. (RL)
(from Vatican Radio)
Fonte: News.VA

2º Dia dos Festejos na Comunidade Nossa Senhora de Fátima: Veja a PROGRAMAÇÃO




*18:30 h- Novena

* 19:30 h- SANTA MISSA

*Equipe Celebrativa : Liturgia da Comunidade Nossa Senhora da Consolação
*Presidente da Celebração Eucarística: Padre Élio(Paróquia São Francisco- Dias Macêdo

*Responsável: Movimento das Mil Aves Maria

Após a Missa temos  BARRACA com comidas saborosas!
                  Venha e traga sua família e amigos

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Dia de São José Operário: Protetor e modelo de todos os trabalhadores!

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A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!” O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: “Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).
São José Operário, rogai por nós!

Solicitude Social

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG) 

A celebração do Dia do Trabalho é oportunidade para que a sociedade se manifeste e exponha as situações graves que pesam nos ombros de todos, particularmente dos mais pobres. Em meio a tantas bandeiras a serem desfraldadas, é indispensável nesta hora erguer a da solicitude social. Uma bandeira que remete a conceitos e a princípios fundamentais insubstituíveis, para que se consiga superar a avalanche de problemas. A Igreja Católica empunha essa bandeira desenhada na solidez de sua Doutrina Social, a partir de referências, valores e entendimentos que podem impulsionar na direção de soluções que são urgentes.

A Doutrina Social da Igreja não é simples receituário para situações pontuais. Trata-se de uma fonte com força para mover consciências e condutas em direção a uma nova cultura.  Desse modo, contribui para que o tecido social seja enriquecido por urbanidades e sensibilidades, fazendo frente a indiferenças, a condutas que comprometem instituições e funcionamentos governamentais.  No horizonte, simples e determinante é  reconhecer a importância e a dignidade do trabalho, a participação diversificada e diferenciada de cada cidadão na construção da sociedade.
Elementar, portanto, é comprometer-se com o princípio da honradez de cada trabalho, que deve nortear a ação cidadã de todas as pessoas. A honradez do trabalho ficará gravemente comprometida se a exigência do lucro preceder o temor do Senhor e a exigência da justiça. Quando a exigência do lucro é o princípio que norteia todas as ações, abrem-se as portas para todo o tipo de corrupção. O Livro dos Provérbios traz máximas importantes que firmam essa compreensão e inspiram a conduta justa de cada pessoa: “Vale mais o pouco com o temor do Senhor que um grande tesouro com a inquietação” (Pr 15,16).  “Mais vale o pouco com justiça do que grandes lucros com iniquidade” (Pr 16,8).
Jesus ensina, na sua pregação, a apreciar o trabalho e, ao mesmo tempo, a não se deixar escravizar pelo trabalho. O Mestre empenha-se incansavelmente, no exercício do seu ministério, para devolver a inteireza à dignidade humana. Assim, constitui o modelo para que se compreenda cada trabalho realizado. Uma compreensão que situa as obras de cada pessoa no horizonte mais amplo da criação. Ilumina o sentido cativante da participação na obra criadora de Deus. Particularmente, inspira gestos que promovem a recomposição permanente da dignidade humana, uma luta incansável por condições sociais, políticas e de infraestrutura à altura desta dignidade maior, de ser filho e filha de Deus.
Por isso, o trabalho representa uma dimensão fundamental da existência,  participação nas obras da criação e da redenção humana. O trabalho é também expressão plena da humanidade de cada pessoa. Reside aqui a exigência de solicitude social no tratamento de cenários discriminatórios e excludentes, com sagrada indignação frente a situações de escravidão e de exploração. Também é fundamental que todos possam exercer o direito ao trabalho. Por isso, a sociedade inteira, especialmente os segmentos governamentais e os líderes diversos, tem o dever inadiável de criar as condições, com racionalidade e humanismo, para que todos possam cumprir o dever de trabalhar.
O trabalho não é obra de servidão e sim intervenção genuinamente humana. Por meio do trabalho, o homem governa o mundo com Deus, exercendo um domínio que é justo na medida que produz para si e para os outros os bens necessários.  Lúcida e inspiradora é a indicação de Santo Ambrósio, no século quarto, ao afirmar que cada trabalhador é a mão de Cristo que continua a criar e a fazer o bem. O trabalho é uma atividade exigente, mas é também uma espiritualidade, gesto de colaboração com o Criador. Deve ser inspirado sempre pelo sonho e pela meta de dar feições novas - de justiça, respeito e paz - aos cenários diversos da sociedade.
Por ser direito fundamental e bem para cada pessoa, o trabalho tem que ser iluminado e inspirado pela bandeira da solicitude social. A luta pelo trabalho, a exigência para que as leis se cumpram e sejam sempre mais humanizadas devem ter o parâmetro dessa solicitude. Trata-se de condição para que se construa um tecido social mais consistente, menos excludente, a partir de cultura firmada nos princípios do respeito e promoção da dignidade humana. Para que se alcance uma realidade mais digna, há um longo caminho a percorrer. À frente, deve sempre estar a bandeira da solicitude social.

Fonte: CNBB