domingo, 2 de agosto de 2015

Agosto, mês vocacional

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena 
Bispo de Guarabira (PB) 


O mês de agosto foi instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na sua 19ª Assembleia Geral de 1981 como o mês vocacional. Oportunidade para tratar e rezar por todas as categorias de vocações da vida cristã; criar consciência vocacional e despertar todos os cristãos para suas responsabilidades na Igreja.

O termo vocação vem do verbo em latim vocare que significa chamar. Somos todos nós vocacionados, chamados por Deus à santidade. E a resposta a este chamado que Deus faz a cada um é dada através de vocações específicas. Dizemos que o vocacionado é uma pessoa que discerniu em si a vontade de Deus. É uma inclinação interna, que supõe um seguimento, uma resposta concreta de ação e vida.
No primeiro domingo, dedicamos ao ministério ordenado (bispos, padres e diáconos). Essa comemoração se deve ao fato de celebrarmos o dia de Santo Cura d’Ars, São João Maria Vianney, no dia 04, patrono dos padres, e, o dia de São Lourenço, diácono e mártir, no dia 10, patrono dos diáconos.
No segundo domingo, celebramos o Dia dos Pais, a vocação matrimonial. Junto com a esposa, o pai tem a missão de levar os filhos a Deus por meio da oração, ensinamento e vivência do Evangelho. Vivemos a Semana Nacional da Família e em alguns municípios a Semana Municipal da Família por iniciativa de Câmaras Municipais de Vereadores. A família é verdadeiramente um ‘Santuário de Vida’.
No terceiro domingo, recordamos a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e hoje também nas novas comunidades, motivados pela festa da Assunção de Maria ao céu, modelo de todos aqueles que dizem sim ao chamado de Deus para uma entrega total.
O quarto domingo de agosto é o Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença interna na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. Todos nós recordamos com gratidão os nossos catequistas. Rezemos para que neste tempo de implementação da catequese de iniciação cristã de inspiração catecumenal tenhamos animados(as) catequistas discípulos(as) missionários(as) do Senhor. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, festa de Cristo Rei.
Lembramos o ano em que o mês de agosto tiver cinco domingos, no quarto domingo são recordados todos os ministérios leigos e, no quinto, o dia do catequista.
Na Igreja, louvamos a Deus por todas as vocações! Percebemos a mão e a voz de Deus a nos chamar e conduzir. Que o Senhor nos ajude e ilumine e que cada um de nós descubra cada vez mais a beleza da vida cristã e do chamado que Deus nos faz para as diversas vocações e, em especial, para sermos santos! E que todos se unam às suas comunidades para orar por vocações ao longo do mês de agosto, cumprindo o mandato de Jesus: “Pedi ao Senhor da Messe que mande operários para a sua Vinha” (Mt 9,38). Trabalhemos na grande vinha do Senhor!
Fonte: CNBB

quinta-feira, 30 de julho de 2015

CONVITE ESPECIAL: ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA- ÁREA PASTORAL SÃO JOSÉ( BARROSO II)




 A Área Pastoral São José – Passaré pertencente Arquidiocese de Fortaleza, no dia 25 de julho de 2015 fez aniversário de quatro anos de existência.                                Sexta feira, 31 de julho convidamos todas as pastorais, movimentos e comunidades pertencentes a Área, parentes, amigos e devotos de São José a vivenciarem este momento de GRATIDÃO, espiritualidade e convivência.
  Nossa Área é como uma plantinha que vai crescendo sem preocupação de quem vai saborear dos frutos.
  Abençoa a todas as pessoas destas famílias e alcança-nos a graça de cumprir o Projeto de Deus, como a Família de Nazaré.
     
Ação de Graça: Missa
Data: 31 de julho de 2015
Horário: 19:30hs
Endereço: Av. Pompílio Gomes (Castelo de Castro), 300 - Passaré
     Contamos com sua participação e de sua família.
                                                                  Atenciosamente: Pe. Luciano Gonzaga

Maná

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Enquanto muitos vivem na opulência, outros na miséria. O ser humano sempre tende a buscar o necessário para viver dignamente. Uns conseguem honesta ou desonestamente. Outros não têm oportunidade para isso, apesar da suficiente comida e meios de sobrevivência que os fazem ter o bem estar suficiente na vida.

Os antigos judeus, na caminhada do deserto rumo à terra prometida, clamavam por alimento. Deus fez chover o maná para alimentá-los em todo percurso, que durou quarenta anos (Cf. Êxodo 16,215).
No tempo da caminhada humana na terra, para muitos é como caminhar no deserto. Falta tudo. É preciso acontecer milagre para sobreviverem e conseguirem ser tratados como pessoas humanas. O desafio é grande. Existem alimentos para todos, bem como o fruto do desenvolvimento econômico, cultural, científico e tecnológico. Como distribuir isso para todos terem acesso ao que lhes cabe de direito por viverem no planeta que Deus criou para cada um? É verdade que Deus faz prodígios em benefício da humanidade, criada à sua imagem e semelhança. Isso significa: Ele criou e cuida de tudo. O ser humano recebeu a incumbência de cuidar deste planeta, com amor e solidariedade. O Criador faz a própria parte, mas não faz o que nos compete, por valorizar-nos. Se fizermos o dever de casa seremos recompensados já na terra e um dia na eternidade. Ao contrário, não teremos parte com Ele. Muitos levam uma vida “folgada” e já recebem aqui sua recompensa. No dia do julgamento veremos o efeito disso!
Deus faz milagres, mas nos dá a incumbência de também o fazemos. Isso acontece com abertura de amor e solidariedade em relação ao semelhante. Na disponibilidade para servirmos a comunidade com os dons recebidos, fazemos de nosso convívio um ambiente de harmonia, compaixão, misericórdia, promoção dos deixados de lado, inclusão social, usando a política para o real serviço ao bem comum, com superação da desonestidade e da trapaça. Teremos mais justiça e mútuo apoio. Afinal estamos no mesmo barco da vida. É preciso torná-lo bom e seguro para todos. O maná da sustentabilidade da vida digna vai acontecendo. Todos terão vida adequada à sua realização humana.
Jesus promete o verdadeiro pão, que dá vida plena. Institui até a Eucaristia. Dá tudo de si para termos a realidade da vida presente como caução da vida futura: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim numa mais terá sede” (João 6,35). Ele não se cansa de admoestar-nos para segui-Lo, fazendo o que Ele fez e nos ensina e praticá-lo. Por isso, se também dermos de nós em bem do próximo nos enchemos da vitalidade do amor dele e teremos uma convivência de mútua doação. Acontece o milagre da multiplicação do maná que alimenta a todos de dignidade e altivez humana!
O apóstolo Paulo admoesta-nos para modificarmos nossa conduta, vivendo como pessoas novas, superando a maldade e convertendo-nos para sermos pessoas que vivem conforme a imagem de Deus, em justiça e santidade (Cf. Efésios 4,22-24). Dessa forma, somos capazes de transformar nosso relacionamento social para sermos pessoas do bem, que produzem meios de sustentabilidade ética e humana para a comunidade. Produz-se, então, o que alimenta a vida de fraternidade.
Fonte: CNBB

Vocação e realização

Dom José Gislon
Bispo Diocesano de Erexim (RS)

Estimados diocesanos! Neste mês de agosto, a Igreja celebra o mês vocacional, lembrando a vocação sacerdotal, a vocação para a família, a vocação para a vida consagrada e a vocação dos fiéis leigos e leigas. Mas a mãe Igreja, também, convida seus filhos e filhas a rezarem pelas vocações, recordando as palavras que Jesus disse a seus discípulos. “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mt 9,37-38).

Nesta primeira semana do mês, queremos elevar a Deus nossa oração pelas vocações sacerdotais, mas também rezar pelos nossos sacerdotes, para que vivendo com amor, zelo e dedicação a própria vocação, revelem o rosto, a compaixão e a ternura do Cristo sacerdote e bom pastor. Sejam também motivação para outros serem padres.
Seguir uma vocação é acima de tudo oferecer a vida para viver uma missão, é uma entrega incondicional ao Senhor Jesus, para estar ao serviço do Evangelho na Igreja povo de Deus. Na missão de amar e servir, a vocação vai se realizando e a vida vai se consumindo como entrega e oferenda a Deus pela vida dos irmãos e pela causa do Reino.
Mas para viver intensamente a sua vocação, o sacerdote precisa a cada manhã renovar a sua adesão ao Evangelho, ao seguimento do Mestre Jesus como discípulo para poder entender o amor misericordioso e fiel de Deus que se manifesta nas pequenas coisas da nossa vida. O sacerdote também precisa sentir-se amado e perdoado, abraçado pelo Pai para poder sentir compaixão e curar as feridas dos corações daqueles que encontra ao longo do caminho, na missão pastoral.
Por isso, tomo a liberdade de convidar todos os diocesanos a formarmos uma corrente de oração neste mês de agosto pelas vocações sacerdotais, consagradas, leigas e de modo especial pela família, berço de todas as vocações.
Que Maria de Nazaré, mãe de Jesus e dos sacerdotes, interceda junto ao seu Filho pela vida dos nossos sacerdotes, colocada em missão no serviço à Igreja povo de Deus.
Tende todos um bom domingo.
 Fonte: CNBB

terça-feira, 28 de julho de 2015

Vem aí! Jornada Vocacional de Fortaleza- 2015

Francisco, muito além da fome espiritual

Por Padre Geovane Saraiva*
geovane200É indispensável olhar para o Filho de Deus, sempre sensível às necessidades mais elementares de todo um povo ou uma multidão de pessoas, todos cercados pelo sofrimento ao mesmo tempo. Somos convocados, como seus discípulos e seguidores, hoje,  com um coração bom, grande e generoso, numa atitude responsável a repetir o mesmo gesto do Mestre e Senhor. Cinco pães e dois peixes tem como resultado a soma sete, um número teológico completo, perfeito (cf. Jo 6, 1-15). Pelo o esforço da partilha e desperdício é claro que podemos enxergar o grande e maior milagre, a manifestação da glória de Deus, sinal de um mundo mais justo e mais solidário. Como seria maravilhoso sempre se expressar, de acordo com  a vontade do Pai:  “Ao senhor quero cantar, pois fez bilhar a sua glória!” (cf. Ex 15, 1).
Sinal evidente do brilho da glória de Deus deu-se com a eleição de Jorge Mario Bergoglio (13.03.2013), que logo no início de seu pontificado mostrou sinais concretos da importância do Concílio Vaticano II: dispensou a cruz de ouro, recusou o carro de luxo, pagou a sua conta na pensão, exortou os bispos a saírem dos palácios e a irem para as periferias, disse que a Igreja sem a Cruz é tão somente uma piedosa ONG, pediu a bênção dos fiéis e se esforça para dar rumo aos trabalhos pastorais nos nossos dias. Vejo a essência do seu pontificado nas palavras daquele que era invocado com nome ‘Dom da Paz’, Helder Câmara: “Que eu aprenda afinal, com a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a cobrir de véus o acidental e efêmero, deixando em primeiro plano, apenas o mistério da Redenção”.
O Papa Francisco em suas palavras antes da oração mariana do Ângelus (26.07.2015), deixou claro que os discípulos raciocinam com mentalidade de ‘mercado';  destacou que a ninguém falte o pão e uma vida digna e ainda: Jesus sacia a fome do sentido da vida, falando da substituição da lógica do mercado que é ‘comprar’ pela a lógica de Deus  que é ‘dar’. Comentou de um modo simples, quanto profundo, o Evangelho do domingo, o  qual fala da multiplicação dos pães e dos peixes, deixando claro que Jesus sacia não só a fome material, mas aquela mais profunda, a fome do sentido da vida, a fome de Deus. E acrescentou: “Jesus não é só alguém que cura, que realiza milagres, mas é também Mestre. De fato, sobe a montanha e se senta, na típica atitude do mestre quando ensina: sobe sobre aquela ‘cátedra’ natural criada pelo seu Pai celeste”.
Como o Santo Padre nos encanta ao falar do “agir e do poder misericordioso de Deus, que nos cura de todos os males do corpo e do espírito”. E da janela do escritório do último andar do Palácio Apostólico, o Pontífice citou os gestos realizados naquela ocasião por Jesus, que “tomou aqueles pães e aqueles peixes, deu graças ao Pai e os distribuiu”, antecipando “aqueles da Última Ceia, que dão ao pão de Jesus seu significado mais profundo e verdadeiro”.
Por fim concluiu o Sumo Pontífice: “Participar da Eucaristia significa entrar na lógica de Jesus, a lógica da gratuidade, da partilha; comungar significa também atingir de Cristo, a graça que nos torna capazes de partilhar com os outros o que somos e o que temos”. Aqui percebo uma enorme afinidade na mística do Sevo de Deus, Dom Helder Câmara,  que soube ver o rosto de Deus na dor, na angústia e no sofrimento do próximo, a exemplo de Nosso senhor Jesus Cristo, numa profunda e terna compaixão, desejando-lhe sua restauração por inteiro: “Se eu pudesse sairia povoando de sono e de sonhos as noites mal dormidas dos desesperados”.
Será que estamos perto de voltar às origens do cristianismo e a reaprender o Evangelho? O Papa Francisco  é contumaz e dar o exemplo, dizendo-nos que devemos beber novamente da fonte d’água da vida que é o próprio Deus. Aqui faz-nos lembrar  o Papa João XXIII, na aula inaugural do Concilio Vaticano II (1962-1965), quando disse com força: “Aqui estamos para a nossa conversão” e ele mesmo se incluía; significando que nós, cristãos, padres e bispos e até o Papa, todos chamados à conversão do coração, que no dizer do Cardeal Lorscheider, em consonância com do espírito do referido Concílio, trata-se da Igreja povo de Deus, Igreja toda missionária, peregrina na história, despojada, servidora e sempre necessitada de conversão. Assim seja!
*Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE – geovanesaraiva@gmail.com

Pastoral da Criança celebra 30 Anos no Ceará

pcrianca300A Pastoral da Criança do Estado do Ceará comemora 30 anos de missão, a serviço da vida e da esperança, junto às famílias multiplicando saberes e informações seguras e confiáveis. É através da experiência comunitária do encontro, das visitas, das celebrações da vida e dos resultados alcançados que nossa história se constrói, porque todos somos chamados a uma ação evangelizadora tendo como referência Aquele que disse: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância.” (Jo 10, 10).
A comemoração dos 30 Anos da Pastoral da Criança no Ceará será nos dias 12 e 13 de setembro, em Canindé.
Programação
Dias 12
Das 9h às 16h – Casa aberta na Praça da Basílica.
Às 18h – Missa em Ação de Graças na Quadra da Gruta.
Às 20h – Deslocamento para Quadra Paroquial.
Às 22h – Início das Apresentações e Vivência das Lideranças da Pastoral da Criança que se estenderão até as 6h do dia 13 de setembro de 2015, encerrando com o envio e café da manhã.
Informações com Bê – Pastoral da Criança da Arquidiocese de Fortaleza pelos telefones (85) 9.8698.3188 e 9.9995.6688.