sábado, 15 de setembro de 2012

Ele nos chama!




2Ao procurar no meio da multidão um trabalhador ao qual lance o Seu convite, o Senhor diz:
“Quem quer a vida e deseja conhecer dias felizes?” (Sl 33,13).
Se, ao ouvires isto responderes: “Eu!”, Deus diz-te:
“Se queres ter a vida, a verdadeira vida eterna, protege a tua língua do mal, e que os teus lábios não digam palavras enganadoras. Afasta-te do mal e faz o bem, procura a paz e persegue-a” (Sl 33,14-15).
Não há para nós, irmãos muito queridos, coisa tão doce como esta voz do Senhor que nos convida.
Eis que, na Sua bondade, o Senhor nos indica o caminho da vida.
Tendo, pois, cingido os nosso rins (Ef 6,14) da fé e da prática de boas obras, sob a direção do Evangelho, avancemos nos Seus caminhos, para merecermos ver Aquele que nos chamou ao Seu Reino (1Ts 2,12).
Se queremos habitar nas tendas deste Reino, a menos que nelas entremos pelas boas obras, não chegaremos lá de outra forma.
Com o profeta, interroguemos o Senhor e digamos-Lhe:
“Senhor, quem habitará na Vossa tenda? Quem repousará na Vossa montanha santa?” (Sl 14,1).
Depois desta pergunta, irmãos, escutemos o Senhor a responder-nos, mostrando-nos o caminho.
Vamos, portanto, estabelecer uma escola de serviço do Senhor, onde esperamos não estabelecer nada de rigoroso, nada de esmagador.
Mas, se te aparecer alguma coisa um pouco mais severa, exigida por uma razão de justiça com vista à correção dos vícios e à manutenção da caridade, não abandones imediatamente, tocado pelo medo, o caminho da salvação, onde temos de passar pela porta estreita.
Para além do mais, graças aos progressos da vida e da fé, de coração dilatado na inefável doçura do amor, corremos na via dos mandamentos de Deus (Sl 118,32).
Assim, não nos afastando nunca dos Seus ensinamentos e perseverando na Sua doutrina até à morte, participaremos pela paciência nos sofrimentos de Cristo (1Pd 4,13), para merecermos participar também no Seu Reino.

sacrificiovivoesanto

Papa Bento XVI já está no Líbano

“Venho ao Líbano como peregrino de paz.” Bento XVI já se encontra em Beirute, para a sua 24ª viagem apostólica internacional.
 

Depois de pouco mais de três horas de viagem de Roma à capital libanesa, o Pontífice e sua delegação foram recebidos no Aeroporto internacional “Rafiq Hariri” pelo Presidente da República, Michel Sleiman, pelo patriarca Maronita Béchara Boutros Rai, e outras autoridades civis e eclesiásticas.

Após o cerimonial de boas-vindas, tomaram a palavra, primeiro o Presidente da República e, a seguir, Bento XVI.

O papa agradeceu a recepção calorosa, “o magnífico acolhimento” – que se reserva a um irmão amado e respeitado. Falou das “excelentes relações” que sempre existiram entre a Santa Sé e o Líbano e do motivo de sua viagem, ou seja, a publicação da Exortação apostólica Pós-Sinodal “Ecclesia in Medio Oriente”.

Dirigindo-se a todos os libaneses, Bento XVI afirma que não esquece os acontecimentos “tristes e dolorosos” que, durante longos anos, atormentaram este lindo país.

“A convivência feliz de todos os libaneses deve demonstrar a todo o Médio Oriente e ao resto do mundo que, dentro duma nação, pode haver colaboração entre as diversas Igrejas – todas elas membros da única Igreja Católica – num espírito de comunhão fraterna com os outros cristãos e, ao mesmo tempo, a convivência e o diálogo respeitoso entre os cristãos e os seus irmãos de outras religiões.”

Este equilíbrio, que é apresentado em toda a parte como um exemplo, é extremamente delicado, disse o papa. Por vezes, ameaça romper-se. Então, é preciso dar provas de real moderação e grande sabedoria; a razão deve prevalecer sobre a paixão unilateral para favorecer o bem comum de todos.

A convivência que o Líbano quer testemunhar, acrescentou, só será profunda se estiver fundada sobre uma atitude de benevolência para com o outro, se estiver enraizada em Deus. Só então será um modelo para os habitantes de toda a região e para o mundo inteiro. Não se trata duma obra meramente humana, mas dum dom de Deus que é preciso pedir com insistência, preservar a todo custo e consolidar resolutamente.

“Venho ao Líbano como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo dos homens”, disse ainda o papa, citando o lema da sua viagem apostólica: “Salami ō-tīkum – dou-vos a minha paz”. E hoje, além deste país, dirijo-me em espírito também a todos os países do Médio Oriente como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo de todos os habitantes de todos os países da região, independentemente da sua filiação e da sua crença.”

Bento XVI garantiu que as alegrias e as tribulações dos povos do Oriente Médio estão continuamente presentes em sua oração, pedindo a Deus que os acompanhe e console. “Posso assegurar que rezo de maneira particular por todos os que sofrem nesta região, e são tantos! Estou feliz por estar com todos vocês. Que Deus os abençoe a todos”.

No final da cerimônia, o papa deixou o Aeroporto de Beirute em direção à Nunciatura Apostólica de Harissa, a 37 km da capital, onde ficará hospedado nesses três dias de visita.

À tarde, o evento que aguarda Bento XVI se realizará na Basílica Greco-melquita de São Paulo, para a assinatura da Exortação Apostólica “Ecclesia in Medio Oriente”, na presença de todos os patriarcas e bispos da região.
Fonte: Rádio Vaticano

Diálogo inter-religioso faz-se com amizade e oração

Na apresentação em Lisboa do seu livro, baseado nas reflexões de um dos monges trapistas assassinados na Argélia, em 1996, o arcebispo emérito de Argel destacou a amizade e a partilha da oração como pontos fundamentais para fortalecer o diálogo islamo-cristão.
Os grandes desafios nem sempre carecem de soluções complexas e elaboradas. O arcebispo emérito de Argel, Henri Teissier, deu a entender isso mesmo, ao apontar a amizade e a oração como caminhos para o fortalecimento do diálogo entre cristãos e muçulmanos. Na apresentação do seu livro – “Cristophe Lebreton: monge mártir e mestre espiritual para os nossos dias” -, em Lisboa, o prelado recorreu a excertos da obra para mostrar que “quando Deus fala ao coração dos homens”, nem as crenças os separam.
A sessão, a primeira de um ciclo de conferências que o prelado vai fazer em Portugal a convite dos Missionários da Consolata, entre 12 e 19 de setembro, abriu com o visionamento do filme “Homens e deuses”. Premiada e classificada como um hino ao verdadeiro “compromisso cristão”, a película relata a tensão vivida pelos monges trapistas, quando decidiram ficar no mosteiro de Tibhirine, na Argélia, apesar de ameaçados de morte por guerrilheiros de matriz islamista. Acabaram raptados e assassinados. A força das imagens, da história e da mensagem, deixou marcas nos espectadores, que quase lotaram o auditório do Montepio. No final, reinava o silêncio da introspeção. Em algumas filas, enxugavam-se lágrimas mais sensíveis.

Apesar do filme centrar a ação nos monges trapistas, Henri Teissier, que acompanhou de perto a situação com deslocações frequentes ao mosteiro, salientou que os eremitas não viveram sozinhos este drama. “A tensão foi vivida por toda a Igreja”. Depois dos grupos integracionistas terem condenado à morte estrangeiros e cristãos, a maioria dos religiosos católicos manteve a intenção de ficar na Argélia. «Entendemos que era dever da Igreja manter-se junto dos que sofriam», referiu o arcebispo, adiantando, que no caso dos monges assassinados, «eles não ficaram ali à espera da morte, do martírio, mas em partilha com a comunidade». No fundo, «esperavam viver, porque esperavam que a paz fosse mais forte do que a violência».

Este sentimento de comunhão com a população está bem retratado no diário que Cristophe Lebreton foi escrevendo e que serviu de base ao livro publicado por Henri Teissier. Ao associar constantemente cenas da vida quotidiana com os textos bíblicos, o monge acabou por deixar quase um guião para o diálogo inter-religioso, centrado na amizade e na oração. “A nossa missão evangélica é viver a Boa Nova da nossa relação com os muçulmanos. A Igreja deve acreditar numa relação ‘crística’ aqui e agora”, escreveu Lebreton, numa passagem destacada pelo arcebispo.

O livro, publicado pela Consolata Editora, era para ser apresentado pelo diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e autor do prefácio, padre Tolentino Mendonça, mas imperativos de última hora impediram-no de estar presente. No sábado, 15 de setembro, Henri Teissier, considerado um dos maiores especialistas da atualidade em diálogo inter-religioso, falará em Fátima, hoje, nas Jornadas Missionárias. Nos dias seguintes, estará em Ermesinde, Porto e Braga. O ciclo de palestras integra-se no programa dos Missionários da Consolata do próximo ano pastoral, dedicado à “Fé, Martírio e Missão”. “Queremos fortalecer a nossa fé, partilhando a fé dos outros”, explicou António Fernandes, Superior Provincial da congregação.
Fonte: Fátima Missionária

Primeira leitura (Hebreus 5,7-9)


Nossa Senhora das Dores


Leitura da Carta aos Hebreus.
7
Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se a causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

(Salmos 30)



— Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
  R-Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

— Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente. Porque sois justo, defendei-me e libertai-me; apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me! R
— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me! R
— Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! R
— A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! R
— Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens. R

Um Pouco de Reflexão!

Diante da Virgem Maria, ao pé da cruz, tanta dor e tanto sofrimento, mas também tanta fortaleza e fé, que Jesus crucificado não poderia dar maior presente aos Seus discípulos e a toda humanidade (representada ali por João, o discípulo amado), senão a Sua santíssima Mãe. Maria conhece as dores do nosso coração, por isso, depositemos no coração transpassado dela os nossos pedidos e súplicas, confiantes de que todos os pedidos feitos à Mãe o Filho atende. Os santos e a Tradição da Igreja nos ensinaram a amar e a venerar Maria na alegria ou na dor.
Somos convidados, hoje, a meditar os episódios mais importantes que os Evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus: a profecia do velho Simeão (Lucas 2,33ss.); a fuga para o Egito (Mateus 2,13ss.); a perda de Jesus aos doze anos em Jerusalém (Lucas 2,41ss.); o caminho de Jesus ao Calvário (João 19,12ss.); a crucificação (João 19,17ss.); a deposição da cruz e o sepultamento (Lucas 23,50ss.).
Vejamos o que nos diz São Bernardo, um santo profundamente mariano:
“O martírio da Virgem é mencionado tanto na profecia de Simeão quanto no relato da Paixão do Senhor. Este foi posto, diz o santo ancião, sobre o menino, como um sinal de contradição, e em Maria:e uma espada transpassará tua alma’ (cf. Lc 2,34-35).
Verdadeiramente, ó santa Mãe, uma espada transpassou tua alma. Aliás, somente transpassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela transpassou a tua alma. A alma dele já ali não estava, a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isso, a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal.
E pior que a espada transpassando a alma, não foi aquela palavra que atingiu até à divisão entre alma e o espírito: Mulher, eis o teu filho’? (Jo 19,26).
Oh! Que troca incrível! João, Mãe, te é entregue em vez de Jesus. O servo em lugar do Senhor, o discípulo pelo Mestre, o filho de Zebedeu pelo Filho de Deus, o puro homem em vez do Deus Verdadeiro. Como ouvir isso deixaria de transpassar tua alma tão afetuosa, se até a sua lembrança nos corta os corações tão de pedra, tão de ferro.
Não vos admireis, irmãos, que se diga ter Maria sido mártir na alma. Poderia espantar-se quem não se recordasse do que Paulo afirmou que entre os maiores crimes dos gentios estava o de serem sem afeição. Muito longe do coração de Maria tudo isto; esteja também longe de seus servos.
Talvez haja quem pergunte: ‘Mas não sabia ela, de antemão, que iria ele morrer?’ Sem dúvida alguma! ‘E não esperava que logo ressuscitaria?’ Com toda a confiança. ‘E mesmo assim sofreu com o Crucificado?’ Com toda a veemência. Aliás, tu quem és ou donde tua sabedoria, para te admirares mais de Maria que compadecia, do que do Filho de Maria a padecer? Ele pôde morrer no corpo; não podia ela morrer juntamente no coração? É obra da caridade: ninguém a teve maior! Obra de caridade também isto: depois dela nunca houve igual”.
(Dos sermões de São Bernardo, abade).
Tendo diante de nós tão grande testemunho de fidelidade e grandeza de alma, eu pergunto a você: ”Como anda a sua piedade mariana, sua devoção a Virgem Maria, mãe de Jesus e nossa?”
ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DAS DORES
Ó Mãe das Dores, Rainha dos Mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.
Mãe, pela dor que experimentastes quando vosso Divino Filho, no meio de tantos sofrimentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte.
Por piedade, ó Advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da temível passagem desta vida à eternidade.
E como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o Nome de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso Divino Filho, que me socorras nessa hora extrema e, assim, direi : “Jesus e Maria, entrego-vos a minha alma. Amém!”
padre Luizinho
Padre Luizinho - Comunidade Canção Nova

Evangelho (Lucas 2,33-35)



Nossa Senhora das Dores


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo,
33o pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda quanto de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.



Ou
(escolhe-se um dos evangelhos)


Evangelho
(Jo 19,25-27)

Naquele tempo,
25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.


- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.