terça-feira, 18 de setembro de 2012

Santa Missa na TV Ceará voltará ao ar no próximo domingo dia 23 de setembro


Santa Missa200Após um período de recesso para a construção de um novo cenário, a transmissão da Santa Missa na TV Ceará voltará ao ar no próximo domingo dia 23 de setembro.
Há 38 anos no ar a Santa Missa da TV continua sendo um dos programas de maior audiência na manhã do domingo no Ceará. Produzida e organizada pelo Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza conta com a colaboração dos bispos, 10 padres, 18 comentaristas, 16 corais e 3 fiéis colaboradores.
O novo cenário foi projetado pelo artista plástico Wanderley da Silva, experiente na arte sacra, e transporta ao ambiente de uma igreja com os seus vitrais.
O Setor de Comunicação agradece a todos os que colaboraram para que fosse possível a confecção total do cenário, que contou com a ajuda monetária de algumas regiões e paróquias.
Convidamos a todos para conferir o novo cenário participando espiritualmente da Santa Missa no próximo dia 23, às 8 horas, transmitida pela TV Ceará. O presidente será Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza.                                   Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

Encontro Nacional de formadores de seminários menores e propedêutico

seminário

Teve início no final da tarde desta segunda-feira mais um ENCONTRO NACIONAL DE FORMADORES DE SEMINÁRIOS MENORES E PROPEDÊUTICO PROMOVIDO PELA OSIB em Aparecida, SP. Confira a programação e algumas fotos do primeiro dia em http://pastoralvocacionalfor.blogspot.com.br/. Da Arquidiocese de Fortaleza estão presentes os Padres Rafhael e Roberto, Formadores do Seminário Propedêutico de Fortaleza.
Por: Pe. Rafhael

Embotamento ideológico


manfred1boletimOuve-se muito as pessoas comentar que não veem grandes diferenças nas propostas apresentadas pelos candidatos dos mais diversos partidos e coligações na atual campanha eleitoral. De certo modo isso confirma a interpretação político-ideológica de vários analistas de nossa situação presente. O que caracteriza essa conjuntura para essa corrente de pensamento é o desaparecimento da contraposição radical de posturas: estaríamos em plena feira ideológico-político-partidária, um cenário que leva a justificar alianças absurdas que se apresentam como legítimas pelos resultados que o governo tem conseguido no campo das políticas sociais.
Muitos insistem no fato fundamental de que hoje muitas famílias tenham saído da pobreza ou da miséria, tenham conseguido um emprego com todas as garantias trabalhistas e que as políticas de cotas tenham levado muitos jovens da periferia para o ensino superior.
O professor de filosofia na USP V. Safatle, por exemplo, considera nosso momento marcado por um conservadorismo que é filho bastardo do “lulismo” definido pela aliança de setores da esquerda brasileira e alas de políticos conservadores à busca de sobrevida. Essa aliança tornou possível tanto a constituição de um sistema de seguridade social até hoje inédito em nosso país quanto a ascensão econômica de grandes parcelas da população brasileira por meio, sobretudo, da ampliação do consumo.
Para Safatle, tal ascensão foi capaz de gerar um sentimento de cidadania, mas não passou pelo acesso a serviços sociais ampliados e consolidados em sua qualidade. Essa ascensão significou, além de uma importante expansão das universidades federais, poder pagar escola privada, plano de saúde privado, celular, eletrodomésticos e frequentar universidade privada. Isso significa dizer que os direitos da cidadania foram interpretados como direitos do consumidor.
Defende-se, contudo, a ideia de que essas medidas, apesar de significativas, não são capazes de romper com as raízes mais profundas das desigualdades que historicamente têm marcado nossa formação social. É nesse sentido que hoje se costuma dizer que acabou a diferença entre direita e esquerda. Aqui se pensa esquerda como postura ou movimento que luta por mudanças estruturais direcionadas para a igualdade e a justiça social e ecológica. A afirmação vai na direção de dizer que no Brasil de hoje todos se situam no centro com exceção dos pequenos partidos ideológicos que praticamente não pesam no cenário político.
Com isso ocorre, na realidade, um enorme encurtamento do horizonte da ação política o que a faz incapaz de responder ao grande desafio de nossa situação: a busca de instituições e mecanismos capazes de efetivar uma configuração nova da vida coletiva, uma sociedade em que todos os direitos sejam reconhecidos, promovidos e efetivados para todas as pessoas num mundo em que a terra tem o direito de manter-se com as energias que a fazem fonte de vida.
Nessa perspectiva, a democratização de nossa vida passa por mudanças profundas do atual sistema centralizado com reformas estruturais abrangentes que realizem o objetivo básico estabelecido na Constituição: a construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
Filósofo e professor da UFC. Padre da Arquidiocese de Fortaleza - manfredo.oliveira@uol.com.br
Artigo publicado no jornal O Povo, domingo, 16 de setembro de 2012: http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/09/15/noticiasjornalopiniao,2920393/embotamento-ideologico.shtml

Primeira leitura (1º Coríntios 12,12-14.27-31a)



Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos,
12como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito. 14Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas, mas de muitos membros.
27
Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo. 28E, na Igreja, Deus pôs, em primeiro lugar, os apóstolos; em segundo lugar, os profetas; em terceiro lugar, os que têm o dom e a missão de ensinar; depois, outras pessoas com dons diversos, a saber: dom de milagres, dom de curas, dom para obras de misericórdia, dom de governo e direção, dom de línguas. 29Acaso todos são apóstolos? Todos são profetas? Todos ensinam? Todos realizam milagres? 30Todos têm o dom das curas? Todos falam em línguas? Todos as interpretam? 31aAspirai aos dons mais elevados.


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

(Salmos 99)




— Nós somos o seu povo e seu rebanho.
R— Nós somos o seu povo e seu rebanho.


— Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!
  R
— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho. R
— Entrai por suas portas dando graças, e, em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei! R
— Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente! R

Um Pouco de Reflexão!

O texto de hoje é caraterizado pela compaixão, pois tudo nasce de um sentimento espontâneo de Jesus como Homem, mas também como o Senhor da vida. Não é um pedido, não é exigência de fé, é o Senhor que tem compaixão dos órfãos e  faz justiça às viúvas. De repente, Ele levanta a voz para a viúva e lhe diz: “Não chores!”
O Autor da vida usa o verbo no presente do imperativo para dizer que aquela mãe deve parar de chorar, uma vez que não existirá mais motivo para esse lamento e dor. Quem tem Jesus deixa de sofrer a morte, e os sofrimentos do tempo presente não têm nada a ver com a glória que se há de revelar no final dos tempos, “quando tudo se consumar em todos”, dirá São Paulo. Portanto, trata-se de uma palavra de consolação que prepara uma intervenção, a qual evitará a causa do pranto.
“E então tendo-se adiantado, tocou o caixão. Os portadores param e Ele diz: ‘Jovem, a ti digo: levanta-te’. E ergueu-se o morto e começou a falar e Jesus o entregou à sua mãe”.
A ordem de Jesus é imperiosa e contundente. O verbo é imperativo passivo, o qual podemos traduzir por impessoal ou reflexivo. Jesus era Senhor dos mortos e estes Lhe obedecem assim como as forças da natureza. “Quem é este a quem os ventos e o mar obedecem?” O morto ergueu-se e começou a falar. O alento da vida se expressa, de novo, por meio da fala.
Jesus tomou o jovem pela mão e o levou até a mãe que não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. No ato há uma reminiscência da atitude de Elias quando, ressuscitado o filho, desceu até o andar térreo para entregá-lo à sua mãe viúva. Além de ser o Senhor da vida, Jesus atua como uma cópia de Elias, o antigo profeta, restaurador do verdadeiro culto divino a Javé entre os israelitas. Por isso, a exclamação dos presentes: “Um grande profeta há surgido! Deus visitou o seu povo!” E a fama de Jesus se espalhava por toda a parte.
Num mundo como o atual, em que a ausência do Deus criador entrega ao homem o direito de sua vida e até a faculdade de outras vidas sob seu domínio, como no caso dos fetos maternos, é bom refletir sobre este milagre de Jesus. A vida depende de quem a pode dar, não de quem a quer tirar. Destruir é fácil; porém, isso não implica direito, mas força; justiça, mas violência. O verdadeiro poder tem como base a construção do bem, da saúde e da cura. O médico cura, o criminoso mata; aí está a diferença.
Jamais Jesus destruiu um inimigo ou ameaçou um rival: “Quem soube recriminar discípulos que queriam botar fogo sobre os que não queriam hospedá-los (cf. Lc 9,54), chorou sobre Jerusalém, prevendo sua destruição (cf. Lc 19,41) e advertiu as mulheres que se compadeciam da sina fatal de seus filhos (cf. Lc 23,28)? Quem sempre usou Seu poder e Sua autoridade para fazer o bem (At 10,38)? Quem usou Sua autoridade moral para pedir perdão para os inimigos e fazer o bem aos Seus perseguidores (Lc 6, 27)? Deriva-se desta conduta uma teologia que tem como base a revolução e a luta pela justiça, a qual considera inimigos e opressores os mais favorecidos e oprimidos e com direito à retaliação os mais desprotegidos?
No episódio de hoje, vemos como Jesus atua sem ser pedido, unicamente pela Sua compaixão como ser humano. Ter piedade dos que sofrem é um exercício aprovado pela atuação de Jesus até tal ponto que opera um milagre com poderes fora do comum. Oxalá esta seja a nossa atitude perante os nossos irmãos!
Padre Bantu Mendonça- Canção Nova

Evangelho (Lucas 7,11-17)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo,
11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!”
14
Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza.


- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.