segunda-feira, 28 de julho de 2014

Registrando Momentos: Aniversário da ÁREA PASTORAL SÃO JOSÉ- 25 de JULHO DE 2014

HISTÓRIA DE FORTALEZA

VAI A DICA: A imagem de Nossa Senhora da Assunção chegou a Fortaleza em 1654. 
A Rua Coronel Nunes de Melo de nosso bairro, é em homenagem ao herdeiro da primeira imagem de Nossa Senhora da Assunção que chegou a Fortaleza.

"No dia 15, voltará ao Forte, em procissão que sairá da Catedral Metropolitana de Fortaleza, até o local onde ficará exposta à visitação.
O verdadeiro herdeiro da imagem de Nossa Senhora da Assunção, o coronel Licínio Nunes de Melo, era filho de Manuel Nunes de Melo e de Maria da Cunha. O coronel era administrador da Irmandade de São José, responsável pela procissão dos mortos e compadre do arcebispo de Fortaleza na época, Dom Joaquim José Vieira.
Licínio precisava de uma imagem para a capela do Sítio Jurucutuoca. O arcebispo pediu que ele escolhesse qual figura queria. O coronel elegeu, então, Nossa Senhora da Assunção porque cabia como uma luva no santuário, sendo então doada para a família Nunes de Melo.
Primeiro, a santa foi para a casa de Licínio, localizada no Centro de Fortaleza, na Rua Barão do Rio Branco (denominada Rua Formosa, na época). Nossa Senhora foi levada para o sítio somente em 1857.
O coronel teve oito filhos que acabaram herdando a imagem. Após a partilha dos bens, José Licínio Nunes de Melo ficou com o sítio Jurucutuoca e, portanto, com a imagem católica, até mesmo por ter cuidado do seu pai até a morte.
Receio
Na época da Ditadura Militar, em 1960, o genro de José Licínio Nunes de Melo, o hoje aposentado Francisco Lauro Ferreira de Araújo, retirou a santa do sítio e guardou em local sigiloso, com receio de que o Exército a tomasse. E assim ficou por 47 anos.
"Fui intimado a comparecer no quartel para dar explicações e não compareci. Depois fui convidado a tomar um chá com o general Borges da Fonseca e me apresentei. Foi então que o arcebispo provou que a imagem pertencia à minha família", conta.
O temor era que o Exército, pressionado pelo arcebispo da época, Dom Salgado, resgatasse a imagem à força.
Lauro ainda pensou em vender a peça, mas depois voltou atrás e resolveu procurar uma pessoa de influência para resolver o trâmite de doação.
O aposentado revela que várias pessoas o procuram ainda hoje para ver a figura de Nossa Senhora da Assunção, até com propostas de compra."
D.N.
Fonte:Joca Deus é Pai

Santo Afonso Maria de Ligório


Santo Afonso Maria de Ligório
Pe.-Dr.-Brendan-Coleman-Mc-Donald-200x300
No 1º. de agosto celebramos a Festa de Santo Afonso que nasceu em Marianella, perto de Nápoles na Itália, de família nobre em 1696. Recebeu uma excelente educação humanística que terminou com ele se formando advogado. Durante oito anos exerceu com grande sucesso essa profissão. Depois de um fracasso num importante caso nos tribunais, converteu-se inteiramente a Deus.  Depois disso fez seus estudos eclesiásticos, e foi ordenado sacerdote em 1727. Os historiadores da Igreja o consideram homem extraordinário pela sua capacidade multiforme: era advogado, músico, teólogo, pintor, poeta, escritor, moralista e apologista. Ele escreveu mais de 120 obras sobre tópicos como espiritualidade, teologia moral, meditações, retiros e sermões que foram traduzidas em 86 línguas. A pregação, a direção de almas, o trato com os sacerdotes da capital suscitaram nele uma vocação decisiva pela evangelização dos pobres do interior.
Em 1732 fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como a Congregação Redentorista., para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e mais abandonados. Embora seja impossível resumir num artigo a chamada “espiritualidade afonsiana” podemos citar aqui alguns aspectos desta espiritualidade: a) o nosso chamado à santidade; b) o amor de Deus por nós; c) meditação da paixão e morte de Jesus; d) a importância de amar Jesus Cristo, Nosso Deus e nosso Redentor; e) a obediência á  vontade divina manifestada na Sagrada Escritura; f) a condenação do egocentrismo; g) a importância da mortificação (interna e externa); h) a necessidade da oração; i)  a devoção à Nossa Senhora; j) a frequente meditação; k) a importância da Santa Missa e visitas ao Santíssimo diariamente; l) a importância do Sacramento de Penitência (Confissão) etc. Durante mais de quarenta anos dedicou-se a percorrer com seus companheiros redentoristas praticamente todo o sul da Itália evangelizando através das Santas Missões e pregações. Em 1762 foi nomeado bispo de Santa Águeda dos Godos. Ficou famoso na sua diocese para as visitas pastorais nas paróquias e com a pregação dos seus missionários redentoristas. No ano 1775 renunciou a seu cargo por motivos de enfermidade, e voltou a morar na comunidade redentorista em Pagani.  Durante os últimos doze anos de sua vida sofreu com graves problemas internos da comunidade, até o ponto de ver-se excluído de sua própria congregação! Morreu em 1º. de agosto de 1787 com 91 anos de idade. Foi canonizado em 26 de maio de 1839 e declarado Doutor da Igreja em 23 de março de 1871. Finalmente o Papa Pio Xll o proclamou patrono dos confessores e moralistas em 26 de abril de 1950. Suas obras com o escritor compreendem três gêneros: obras de teologia moral, nas quais se destaca a Theologia Moralis (1748), obras acéticas e devocionais e obras teológicas. Santo Afonso escreveu vários livros em honra de Nossa Senhora, como a “Devoção Mariana”, “Orações à Mãe Divina”, “A Verdadeira esposa de Cristo”, e o mais famoso de todos; “As Glórias de Maria”. Sua festa é celebrada no 1º. dia de agosto cada ano.
Pe. Brendan Coleman Mc Donald - Redentorista

domingo, 20 de julho de 2014

Cimi lança relatório com dados de violência contra os povos indígenas

 

0000000relatorio2013-300O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança nesta quinta-feira, 17 de julho, o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. O lançamento será às 9h30 no auditório da sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. O evento terá a presença do bispo da prelazia do Xingu (MT) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Erwin Kräutler, da coordenadora do relatório, a antropóloga Lúcia Helena Rangel, e de lideranças indígenas do povo Tenharim.
Dividida em quatro partes, a publicação traz no primeiro capítulo as categorias que tratam da omissão e morosidade na regularização das terras indígenas, conflitos relativos a direitos territoriais, além de invasões e exploração ilegal de recursos naturais. A segunda parte apresenta as violências cometidas “contra a pessoa”, dentre elas constam assassinato, ameaça de morte, abuso de poder, homicídio culposo, lesão corporal dolosa, racismo e discriminação e violência sexual, dentre outras.
Já o terceiro capítulo traz dados sobre as violências causadas por omissão do poder público, como desassistência geral e desassistência nas áreas de saúde e educação, morte por desassistência, mortalidade infantil e suicídio. E, por último, há informações sobre os povos indígenas que vivem em situação de isolamento ou de pouco contato no Brasil e as principais ameaças a que estão sujeitos.
O panorama político explicita que as recentes investidas e ataques contra os direitos dessas populações têm um reflexo direto nas aldeias em todo o país. Dados do Cimi mostram que ações como a paralisação das demarcações de terras, a tentativa de retirar direitos garantidos por meio de projetos de emenda à Constituição, portarias e decretos, e as manifestações ruralistas, tiveram como consequência o acirramento dos conflitos que envolvem a disputa de terras.
Para o presidente do Cimi, atos anti-indígenas são recorrentes por parte do Estado. “A constatação de que a cada 100 indígenas que morrem no Brasil, 40 são crianças, torna inegável o fato de que está em curso uma política indigenista genocida”, afirma dom Erwin.
Relatórios
Há mais de 20 anos, o Cimi sistematiza informações levantadas por suas equipes espalhadas pelo Brasil, que atuam próximas ou até mesmo nas áreas indígenas. Dados pesquisados junto aos órgãos públicos e notícias veiculadas pela imprensa também servem de base para o relatório.
CNBB com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Carta Circular 006/2014: Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – Caminhada com Maria 2014


assunção300O arcebispo metropolitano de Fortaleza, dom José Antonio Aparecido T. Marques, enviou no dia 17 de julho de 2014 uma Carta Circular 006/2014 sobre Solenidade da Assunção de Nossa Senhora  – Caminhada com Maria  2014 que acontecerá no dia 15 de agosto, sexta-feira - Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, a partir do Santuário de Nossa Senhora da Assunção – Nova Assunção, com início às 14h, até a Catedral Metropolitana de Fortaleza, indo pela Avenida Leste-Oeste.
Leia aquia carta.
Informações no Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza [85] 3388.8703.

Seminário: Igreja missionária no continente digital


a3_cartaz_pascom_fortalez400O Setor de Comunicação e a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza em parceria com a Canção Nova, atento aos desafios atuais de nossa Igreja, promoverá no dia 27 de agosto de 2014, de 8 h às 17 h, o Seminário “ IGREJA MISSIONÁRIA NO MUNDO DIGITAL”.
Esse encontro foi exclusivamente pensado e direcionado para os presbíteros de nossa arquidiocese e do nosso Regional e agentes da Pastoral da Comunicação, PASCOM. Por isso, esperamos contar com a participação de todos para juntos fazermos da Comunicação Digital um grande instrumento na EVANGELIZAÇÃO.
Informações e programação do evento no site www.arquidiocesedefortaleza.org.br
Inscrições no Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza, localizado no Centro de Pastoral Maria, Mãe da Igreja ( Av. Dom Manuel 332, Centro – Fortaleza/CE). Telefone (85) 3388.8703.

Liturgia Diária



Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração
Pai, reveste-me com o dom do discernimento e a virtude da paciência que me predispõem a superar as dificuldades que o Maligno coloca no meu caminho.
Primeira leitura: Sb 13,13.16-19
Leitura do Livro da Sabedoria
13Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto.
16A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente.
17Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento.
18No entanto, dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração; pois, quando quiseres, está ao teu alcance fazer uso do teu poder.
19Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 86
          — Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!
— Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

— Ó Senhor, vós sois bom e clemente,/ sois perdão para quem vos invoca./ Escutai, ó Senhor, minha prece,/ o lamento da minha oração!

— As nações que criastes virão/ adorar e louvar vosso nome./ Sois tão grande e fazeis maravilhas;/ vós somente sois Deus e Senhor!

— Vós, porém, sois clemente e fiel,/ sois amor, paciência e perdão./ Tende pena e olhai para mim!/ Confirmai com vigor vosso servo! 
 
 
2° Leitura: Rm 8,26-27
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: 26O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis.
27E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Evangelho: Mt 13,24-43
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: "O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?'
28O dono respondeu: 'Foi algum inimigo que fez isso'. Os empregados lhe perguntaram: 'Queres que vamos arrancar o joio?'
29O dono respondeu: 'Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!'"
31Jesus contou-lhes outra parábola: "O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos".
33Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: "O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado".
34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: "Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo".
36Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: "Explica-nos a parábola do joio!"37Jesus respondeu: "Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes.
43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça".

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
Por que da criação boa de Deus surgiu o mal?O texto do evangelho é uma sequência de três parábolas, mais a explicação da parábola do joio e do trigo. Todo o texto está situado no capítulo treze de Mateus, que, muitos comentaristas, dizem ser o capítulo central do primeiro evangelho. Esse longo ensinamento em parábolas, às multidões e aos discípulos, visa fazer compreender a natureza do Reino dos Céus, a sua situação neste mundo, o seu desenvolvimento e as exigências que ele impõe aos que aderem a ele. O ensinamento de Jesus em parábolas divide o auditório. Na resposta à pergunta dos discípulos sobre o motivo do ensinamento em parábolas às multidões, Jesus faz uma distinção entre eles e as multidões (Mt 13,10-11). Não se trata de discriminação ou exclusão, mas de uma constatação: há os que aderem ao Reino (os discípulos) e os que o rejeitam. Para os discípulos o ensinamento de Jesus dá acesso ao mistério de Deus; para os outros, ele é um enigma. No entanto, essa distinção só existe porque Deus permite, isto é, Deus respeita profundamente a liberdade do ser humano. O Reino dos Céus cuja realidade Jesus revela só pode ser acolhido na liberdade. As três parábolas supramencionadas têm em comum que exigem um engajamento pessoal. A parábola do joio e do trigo é uma releitura dos três primeiros capítulos do livro do Gênesis. No campo de Deus, ele semeou a boa semente. O campo é o jardim de Deus onde ele colocou o ser humano, para que na comunhão com o seu Criador ele pudesse ser feliz (Gn 2,8-15). A boa semente que se desenvolve e dá fruto é o ser humano que Deus criou à sua imagem e semelhança e colocou em seu jardim. A pergunta do homem de ontem continua sendo a mesma da do homem de hoje: Por que da criação boa de Deus surgiu o mal? Se Deus semeou somente a boa semente do trigo em seu campo, de onde veio o joio? A resposta: o inimigo de Deus e do ser humano foi quem o fez. O trigo que germina no meio do joio parece vulnerável, como a existência humana ameaçada pelo mal. No entanto, aos olhos de Deus, nossa existência é portadora do projeto de Deus e dará fruto no tempo certo. O Reino de Deus sofre violência, neste mundo, e bem e mal estão mesclados no mesmo campo. No entanto, o dono do campo não renuncia à colheita, ele espera pacientemente.
Carlos Alberto Contieri, sj
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para a Leitura rezando ao Espírito,
com todos que se encontram neste ambiente:
Espírito de verdade,
a ti consagro a mente e meus pensamentos:
ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre
e compreenda o seu Evangelho





1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto Mt 13,24-30.
Jesus conta mais uma parábola de cunho agrícola. Compara o reino do céu como um semeador que semeia boas sementes de trigo. Conta que apareceu também um inimigo, à noite, sem que ninguém o visse, e semeou no meio do trigo uma erva ruim chamada joio. E foi embora. Tanto o trigo como o joio cresceram. O que fazer? Arrancar o joio? Não, diz o homem. Se arrancar o joio, pode arrancar também o trigo. Manda que deixem crescer os dois até a colheita. Então, poderão arrancar primeiro o joio e queimá-lo. Depois colherão o trigo que será armazenado. O que Jesus quer dizer com esta parábola?
Jesus lembra que é um desafio anunciar o Evangelho. Não devemos nos preocupar com aqueles que divulgam o erro. Deve-se ter o cuidado para não deturpar, distorcer a Palavra, transformando-a em erva daninha.
O grande biblista Carlos Mesters, assim comenta: "O joio e trigo crescem juntos. A Palavra de Deus que faz nascer a comunidade é semente boa, mas dentro das comunidades sempre aparecem coisas que são contrárias à Palavra de Deus. De onde vêm?"
O joio é o inimigo que se infiltra na comunidade. Quem é este inimigo? O inimigo, o adversário, Satanás ou diabo (Mt 13, 39), é aquele que divide, que desvia. A tendência de divisão existe dentro de cada um de nós. O desejo de dominar, de se aproveitar da comunidade para subir e tantos outros desejos interesseiros divisionistas, são do inimigo que dorme dentro de cada um de nós e dentro da comunidade, da família, da Igreja.
Paciência e lucidez é o que se recomenda ao constatar a ambigüidade, essa mistura do bem e do mal. Pensavam: “Se deixarmos todo o mundo dentro da comunidade, perdemos nossa razão de ser! Perdemos a identidade!” Queriam expulsar os que pensavam de modo diferente. Mas esta não é a decisão do Dono do terreno. Ele diz: “Deixa crescer juntos até a colheita!” O que vai decidir não é o que cada um fala e diz, mas o que cada um vive e faz. É pelo fruto produzido que Deus nos julgará. A força e o dinamismo do Reino se manifestam na comunidade. Mesmo sendo pequena e cheia de contradições, ela é um sinal do Reino. Mas ela não é dona do Reino, nem pode considerar-se justa. A parábola do joio e do trigo explica a maneira como a força do Reino age na história. É preciso ter paciência e aprender a conviver com as contradições e as diferenças, mesmo tendo uma opção clara pela justiça do Reino.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Os bispos, em Aparecida, assim se expressaram "Desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (cf. Lc 10,29-37; 18,25-43)." (DAp 32.)

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, com toda a Igreja:
Senhor, Deus da vida e do amor,
enviastes o vosso Filho
para nos libertar das forças da morte
e conduzir-nos no caminho da esperança.
Movei-nos pelo dom do vosso Espírito!
Fazei-nos discípulos,
comprometidos com o anúncio do Evangelho,
caminhando ao encontro de nossos irmãos e irmãs,
acolhendo a todos, sobretudo os jovens,
os afastados, os pobres, os excluídos.
Virgem Mãe Aparecida,
Intercedei junto ao vosso Filho,
para que sejamos fiéis ao nosso compromisso
de discípulos missionários. Amém!

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar coincide com o olhar da Igreja que afirma: "Que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (cf. Lc 10,29-37; 18,25-43)." (DAp 32.)

Bênção:

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Católica