sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Amor à pátria

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará (PA)

Os dons do Espírito Santo são concedidos para que as pessoas se deixem conduzir, no seu dia a dia, não pelos impulsos oferecidos apenas pelos sentidos, mas aprendam a discernir o que é melhor para a própria sociedade, as relações interpessoais e o crescimento de cada um dos filhos e filhas de Deus, feitos todos para a felicidade e a plena realização. Um dos dons se chama piedade e através de sua atuação somos conduzidos à bondade, com sentimentos e atitudes adequadas em relação aos outros, a família, a sociedade e a pátria.

Alguns dos frutos esperados da ação do Espírito Santo nos cristãos que cultivam a bondade atende pelos nomes de civilidade, cidadania e patriotismo. Sim, ao celebrarmos neste final de semana o dia da Independência, Dia da Pátria, desejamos oferecer à sociedade reflexões que signifiquem a contribuição da Igreja na construção de um mundo mais justo e fraterno, sabendo que vivemos num ambiente de pluralismo, com diversidade de pontos de vista e opções, a serem por todos respeitados e valorizados. Há um sonho de liberdade e uma justa pretensão de um tratamento igualitário, capaz de ir ao encontro especialmente dos grupos mais frágeis da própria sociedade. Acrescente-se a isso o quadro em que nos encontramos na sociedade brasileira, pelo processo eleitoral que envolve as diversas forças e bancadas políticas, no amplo leque de propostas oferecidas, exigindo discernimento maduro e equilibrado.
Os cristãos são chamados a viver nesta terra, obedecer as leis e superá-las com a lei maior da caridade, derramada nos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Tudo o que se disser a respeito do patriotismo e do exercício da cidadania pode sempre passar por um processo de aperfeiçoamento contínuo, pois não temos aqui estadia permanente, mas estamos em busca daquela que há de vir (Cf. Hb 13, 14-21). Daí que a impostação de sua presença no mundo comporta uma sadia inquietação, que podemos chamar de espírito crítico, a ser exercitado sem azedume nem revolta. É que o sonho do cristão tem nome de "Reino de Deus"!
Muitas atitudes até justificáveis pela gravidade dos problemas sociais podem gerar um acirramento no trato dos mesmos, a ponto de transformar em ódio os eventuais conflitos de contrários, ou mais ainda, situações de ângulos diferentes, possíveis de se ajustarem em vista do bem comum. Esta é uma contribuição que os cristãos desejam oferecer ao exercício da cidadania. Enxergar os problemas a partir dos interesses comuns, superando uma sempre tentadora luta de classes, que alguns já viram como única via para a superação das mazelas da humanidade nos decênios passados, com resultados sempre desastrosos. A busca do que constrói a vida das pessoas e da coletividade, o diálogo sereno, com a capacidade de verificar a validade das contribuições alheias e o necessário acolhimento das mesmas, pode ser a estrada para a edificação do desejado mundo novo.
O sadio patriotismo leva à bonita emoção que envolve a todos os brasileiros. Basta lembrar o quanto toca em nosso brio pessoal o canto do Hino Nacional, a bandeira hasteada nas solenidades, ou soldados garbosos em seus desfiles que deixam pais e mães orgulhosos. Os benefícios sociais alcançados pelas comunidades, as conquistas dos mais excluídos, a casa própria adquirida com tanto esforço, a vitória dos jovens que acedem às Universidades, o primeiro trabalho ou o primeiro salário, tudo isso é construção de um mundo digno e respeitoso para todos.
Entretanto, o patriotismo tem seu contraponto no exercício de gestos de cidadania. A reflexão que agora proponho veio da indignação de um jovem diante do desleixo com que se joga lixo na rua. Fez-me pensar no respeito às leis de trânsito, o cuidado com nossas praças e áreas de lazer, assim como a resposta que pode se dada às situações críticas de nossa região e do mundo. Patriotismo significa amar a terra em que vivemos, valorizar a natureza que é dom de Deus e, mais ainda, o respeito à vida das pessoas, a serem amadas com amor de caridade e com quais podemos merecer a presença do Senhor, “pois onde dois ou mais estão reunidos em seu nome, ele está presente” (Mt 18, 20).
Cidadania é ainda a participação nas atividades comunitárias e a valorização de iniciativas nas ruas e bairros. As campanhas organizadas em vários períodos do ano pela Cáritas ou as diversas Obras Sociais existentes, pedem resposta e participação. Edifica muito o envolvimento das pessoas especialmente quando se trata de promover e apoiar as crianças. Se tantas vezes lamentamos e nos indignamos com a violência, há que reconhecer a solidariedade que se estabelece diante do sofrimento de pessoas e grupos.
Cidadania é presença, e pode se transformar em exercício da caridade. Tenho proposto a pessoas e grupos que a criatividade se exercite na sensibilidade correspondente aos dons recebidos. Uma pessoa pode visitar semanalmente os hospitais, outra vai ao presídio, uma terceira se coloca à disposição para levar os doentes aos hospitais. Cada um olhe ao seu redor e descubra seu jeito de ser presença.
Um dos âmbitos decisivos do exercício da cidadania é o engajamento dos cristãos leigos na política partidária. Sabemos que a Igreja Católica é muitas vezes incompreendida e julgada por não cerrar fileiras com os diversos partidos e grupos existentes. Acontece que ela é discípula e mestra na história. Noutras ocasiões, a escolha de lados na política só trouxe prejuízos, não só para a própria Igreja, quanto para a própria sociedade. Houve também clérigos que se aventuraram em pleitos eleitorais, contribuindo infelizmente apenas para a divisão entre os fiéis. Cabe à Igreja estimular os homens e mulheres vocacionados à política, oferecer-lhes a formação adequada e ajudá-los a se comprometerem, não em jogos de vis interesses, mas no compromisso com os valores do Evangelho.
Na proximidade das eleições, a Arquidiocese de Belém abriu espaço em seus meios de Comunicação, através da Fundação Nazaré de Comunicação, para os vários candidatos ao governo do Estado do Pará apresentarem suas propostas e planos de trabalho. De nossa parte oferecemos elementos para as decisões dos eleitores. Entretanto, estão em jogo os cargos de Presidente da República, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. Ato de inteligência e de cidadania consciente é a busca do conhecimento as possíveis pessoas a receberem nossos votos. Há bandeiras fundamentais que correspondem às convicções dos cristãos, como o respeito à vida, desde a concepção até seu ocaso natural, o valor do matrimônio entre homem e mulher, a liberdade religiosa, ou a citada luta pelo bem comum, com a consequente batalha contra a corrupção. A análise da vida dos candidatos ou candidatas, na verificação de sua experiência e dedicação ao bem da sociedade, ou ainda, o discernimento que leva a identificar a existência de interesses menores e até escusos em possíveis candidaturas, são ângulos que se abrem para a necessária preparação às eleições. Será ainda exercício de cidadania acompanhar o desenrolar dos mandatos dos eleitos, para construir, pouco a pouco, um país melhor e mais digno para seus filhos.
Fonte: CNBB

A tentação da religião fácil

 Por :Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)

Não está fácil ser cristão, em várias partes do mundo! Muitos estão sendo cerceados em sua liberdade de consciência, perseguidos e martirizados, apenas por serem discípulos de Jesus Cristo. São muito atuais as palavras de advertência de Jesus, ao encorajar os discípulos, falando-lhes do que os esperava: “sereis perseguidos e odiados por minha causa” (cf Lc 21, 12-19). Jesus não prometeu vida fácil a seus seguidores!

A cena de Jesus com seus discípulos no caminho para Jerusalém, retratada no Evangelho de São Mateus (cf Mt 16,21-27), é muito ilustrativa. Jesus lhes fala da própria rejeição pelas autoridades do templo de Salomão, em Jerusalém, de seus sofrimentos, morte na cruz e ressurreição ao terceiro dia. Pedro, cheio de vontade de “defender” o Mestre, quer convencê-lo a desistir do caminho para Jerusalém: “Deus te livre, isso não te acontecerá!”
As palavras de Jesus a Pedro são duras: “vá para longe de mim, satanás! És para mim, ocasião de tropeço!” São as mesmas palavras usadas por Jesus para superar a terceira tentação no deserto, antes de iniciar sua missão pública (cf Mt 4,10). Pedro fazia o papel de “tentador” e Jesus o afastou decididamente, continuando seu caminho para Jerusalém: “tu não pensas conforme Deus, mas conforme os homens!” (cf Mt 16,23).
De qual tentação tão grave se tratava? Se Jesus desse razão a Pedro, evitaria os sofrimentos anunciados. Qual seria o mal? É que essa tentação implicava em desistir do Evangelho e da missão de Jesus. Pedro, ingenuamente, querendo impedir que algo de mal acontecesse a Jesus, acabaria desviando Jesus do seu caminho, impedindo-o de ser a testemunha fiel da verdade de Deus, de ser coerente e fiel à missão de manifestar o amor de Deus até às últimas consequências. Era uma grande tentação!
Jesus não atrai os discípulos para facilidades, vantagens, prosperidade e glórias terrenas: “se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga!” (Mt 16,24). Várias outras passagens do Evangelho retratam o convite a seguir Jesus, não por interesses pessoais, mas a abraçar de coração inteiro o Evangelho do reino de Deus por ele anunciado e tornado presente no mundo.
É antiga e sempre atual a tentação de oferecer Jesus como um “produto” para a solução mágica para todos os males, sem a exigência de verdadeira fé e conversão ao reino de Deus. Um cristianismo sem mudança de vida, sem cruz nem renúncia aos próprios projetos, sem sintonia com o projeto de Deus, sem os 10 mandamentos da lei de Deus, seria falsificar Jesus e o Evangelho!
Essa tentação insidiosa, mais do que nunca, pode ser atual em nossos dias: pretende-se apresentar um Jesus simpático e atraente, produto falsificado nas vitrines de um mercado religioso sempre mais florescente, para atrair adeptos com toda sorte de facilidades e vantagens. Lembrou o papa Francisco: uma Igreja sem Jesus Cristo crucificado e ressuscitado, acabaria sendo uma espécie de “ONG do bem”, mas não seria mais a Igreja de Cristo!
Tentação perigosa, pois mexe com coisas muito sérias e induz a engano fatal: “de que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida?” – pergunta Jesus. (cf Mt 16,26). Quem busca Jesus apenas para ter vantagens pessoais, facilidades, vaidades e riquezas, não “arrisca” nada por ele; não é a Jesus e o reino de Deus que busca, mas apenas a si próprio e a seus projetos pessoais. A “renúncia a si mesmo” equivale, de fato, à primazia absoluta dada a Deus e a seus caminhos.
A “religião fácil” é uma tentação perigosa, um grave engano! No final de tudo, se não houve sincera conversão e “renúncia a si mesmo”, mesmo tendo conseguido todas as vantagens do mundo, a frustração poderá ser total.
Fonte: CNBB

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Papa aos jovens das 'Scholas occurentes': "Sonhem o futuro voando, sem esquecer a herança cultural, sapiencial e religiosa que vos deixaram os idosos"

2014-09-04 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre encontrou na tarde desta quinta-feira, na Sala do Sínodo, no Vaticano, os participantes do III Congresso das “Scholas occurrentes”, que se realizou no Vaticano de 1° de setembro até esta quinta-feira, 4. A iniciativa reúne realidades educativas de culturas e religiões diferentes e nasceu pelo impulso e encorajamento de Bergoglio.
Durante a audiência o Pontífice lançou a plataforma tecnológica de rede das “Scholas Occurrentes”, que prevê a possibilidade de usar as novas tecnologias para favorecer os encontros e as trocas entre estudantes e escolas de diferentes países. Neste contexto, o Papa participou de uma vídeo-conferência, via internet, com estudantes que aderiram à rede de ‘Scholas’, de El Salvador, África do Sul, Turquia européia, Israel e Austrália, representando assim os cinco continentes.
O primeiro estudante, da Austrália, perguntou ao Papa como as Escolas podem avançar nesta comunicação e construir pontes. “Vocês – respondeu o Papa – podem fazer duas coisas opostas: construir pontes ou levantar muros. Os muros separam, dividem; as pontes aproximam”. Portanto - acrescentou – continuar a comunicar. Comunicar experiências. As experiências que vocês fazem. Vocês têm muito no coração e podem realizar muitas coisas... comunicá-las - para que outros se inspirem -, e escutar dos outros aquilo que dizem a vocês. E com esta comunicação ninguém comanda, mas tudo funciona! É a espontaneidade da vida: é dizer sim à vida! Comunicar é dar; comunicar é generosidade; comunicar é respeito; comunicar é evitar qualquer tipo de comunicação. Sigam em frente, jovens!”. “Me agrada aquilo que vocês dizem e fazem”.
Ao responder a segunda pergunta, vinda de Israel, o Papa salientou como os estudantes se viram bem e sabem comunicar em diferentes línguas e com a identidade da própria religião. Já o estudante da Turquia falou de paz e diálogo inter-religioso.
“Os jovens – disse o Papa – não querem a guerra, querem a paz! E isto vocês devem gritar com o coração, de dentro: ‘Queremos a paz!’”. “O futuro será melhor ou pior?” – havia questionado o estudante, e o Papa respondeu: “Sabes onde está o futuro? Está no coração, está na tua mente e está em tuas mãos! Se tu sentes bem, se tu pensas bem e se tu, com as tuas mãos, segue em frente com este pensar bem e este sentimento bom, o futuro será melhor. O futuro o tem os jovens! Porém atenção, jovens com duas qualidades: jovens com as asas e jovens com as raízes. Jovens que tenham asas para voar, para sonhar, para criar; e que tenham raízes para receber dos idosos o conhecimento que somente os maiores podem dar. Por isto o futuro está em vossas mãos, se tiverdes asas e raízes. Ter asas para sonhar coisas boas, para sonhar um mundo melhor, para protestar contra as guerras. Por outro lado, respeitar o conhecimento que vocês têm recebido dos anciãos, dos teus pais, dos teus avós; dos anciãos do teu povo. O futuro está nas vossas mãos. Apeguem-se a ele para que seja melhor”.
Após, foi a vez de um estudante da África do Sul que falou do nascimento das ‘Scholas Occurrentes”. O Papa recordou que ‘Scholas’ nasceu em Buenos Aires como “uma rede de escolas próximas para construir pontes entre as escolas da Diocese. Foram construídas muitas pontes, “também algumas pontes transoceânicas! Começou como algo pequeno, como uma ilusão, como alguma coisa que não sabíamos quem seria atingido. Hoje podemos comunicar. Por quê? Porque estamos convencidos de que a juventude tem necessidade de comunicar, tem necessidade de mostrar e partilhar os seus valores. A juventude hoje tem necessidade de três pilares chaves: educação, esporte e cultura. Por isto ‘Scholas’ une tudo: jogamos uma partida de futebol; se faz escola e se faz cultura. Educação, esporte e cultura”. ‘O esporte – prosseguiu o Papa – é importante porque ensina a jogar em equipe: o esporte salva do egoísmo, ajuda a não sermos egoístas! Por isto é importante trabalhar em equipe, estudar em equipe e seguir no caminho da vida juntos, em equipe”. “Sigam em frente neste caminho da comunicação, de construir pontes e de buscar a paz através a educação, o esporte e a cultura”.
Respondendo a um estudante de El Salvador, o Santo Padre recordou que “como existem pontes nas quais se pode subir, existem também comunicações que destroem! Estejam bem atentos! Quando existem grupos que procuram a destruição, que buscam a guerra e que não sabem fazer um trabalho de equipe, defendam-se entre vocês como equipe, como grupo, defendendo-vos daqueles que querem ‘atomizar-vos’ e tirar-lhes a força do grupo”.
Por fim, o Papa lançou uma calorosa exortação aos jovens: “Uma coisa que não é minha, mas que Jesus dizia muitas vezes: ‘Não tenham medo!’...Sigam em frente. Construam pontes de paz. Joguem em equipe e tornem o futuro melhor, mas recordem-se que o futuro está em vossas mãos. Sonhem o futuro voando, mas não esqueçam a herança cultural, sapiencial e religiosa que vos deixaram os anciãos. Em frente, com coragem! Construam o futuro!”.
A organização ‘Scholas’ pretende estabelecer uma rede de contatos entre escolas de diversas culturas, de diversos continentes, de diversos países no âmbito da responsabilidade educativa para a juventude no mundo globalizado, promovendo o encontro de culturas e de religiões diversas. “Esta rede não pretende de escolas católicas ou especificamente cristãs – explicou o Diretor da sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi -, mas de religiões e culturas diferentes”. (JE)

Fonte: News.VA

Regiões Episcopais da Arquidiocese de Fortaleza realizam Grito dos Excluídos

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Regiões Episcopais da Arquidiocese de Fortaleza realizarão várias atividades no dia 7 de setembro no Grito dos Excluídos
O Grito dos Excluídos é um conjunto de manifestações populares que ocorrem no Brasil ao longo da Semana da Pátria, que culminam com o Dia da Independência do Brasil, em sete de setembro. Estas manifestações têm como objetivo dar visibilidade aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e sinalizar/propor caminhos alternativos para uma sociedade mais inclusiva. Em 2014 já se realiza o 20º Grito dos Excluídos com o tema: “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”. O gesto concreto deste ano visa pleitear um plebiscito por uma constituinte exclusiva pela reforma política, onde a população dirá se deseja ou não essa constituinte exclusiva. Além disso, haverá uma coleta de assinaturas para um projeto de lei que também visa à reforma política, colocando novas regras para o financiamento de campanhas e uma maior participação das minorias no processo eleitoral. Durante toda a semana da pátria haverá coletas de assinaturas e votação para o plebiscito em todas as comunidades, em terminais de ônibus, em escolas, etc. Acontecerão mobilizações em várias regiões de Fortaleza e na Arquidiocese. Confira aqui.
Contatos da Coordenação do Grito dos Excluídos 2014: Padre Luis Sartorel (85)9969.9305; Fernanda Gonçalves (85)8872.6947; Ana Maria Freitas (85)8614.3495 ou Francisca Nobre (Tita) (85)8599. 3109.

22º Semana Comum - Quinta- feira- Liturgia Diária

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração
Pai, confirma minha vocação de pescador de pessoas humanas, e conduze-me para águas mais profundas onde se encontram os que mais carecem de meu amor.
Primeira leitura: 1Cor 3,18-23
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos, 18ninguém se iluda: Se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; 19pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com efeito, está escrito: "Ele apanha os sábios em sua própria astúcia", 20e ainda: "O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos".
21Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: 22Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, 23mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.
. - Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 24
          — Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.
— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

— "Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?" "Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

— Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador." "É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face." 
 
 
Evangelho: Lc 5,1-11
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, 1Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se a seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.
4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem.
8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
O chamado a serem "pescadores de homens".
O evangelho de hoje é o relato de vocação dos primeiros discípulos de Jesus. Inspira-se em Mc 1,16-20 e é muito próximo do relato joanino (Jo 21). A pesca, no mar da Galileia, da qual sobreviviam Pedro, André, Tiago e João, foi a ocasião, para eles, do encontro com o Senhor que transformou radicalmente suas vidas. À diferença de Marcos, em Lucas, os episódios anteriores ao narrado hoje criam um marco psicológico que faz com que o chamado e a resposta não sejam tão surpreendentes. O chamado é precedido do ensinamento de Jesus às multidões e de uma palavra eficaz de Jesus a Simão que transformou a fadiga da noite em que nada pescaram na alegria de uma manhã abundante de peixes. No relato lucano, todos são chamados juntos, no lago, mediante um apelo dirigido exclusivamente a Simão Pedro (v. 10). Simão Pedro, e através dele os outros discípulos, é chamado para ser “pescador de homens”. Tendo presente a pesca abundante, essa expressão aponta para o êxito futuro da missão da Igreja na conquista de pessoas para o Reino de Deus.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Saudação
- A nós todos que nos encontramos na web, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando com São João Paulo II:
Vinde Espírito Santo /
e dai-nos o Dom da Sabedoria /
para que possamos avaliar todas as coisas à luz do Evangelho /
e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai. /
Dai-nos o Entendimento / uma compreensão mais profunda da verdade /
a fim de anunciar a salvação com maior firmeza e convicção. /
Dai-nos o Dom do Conselho / que ilumina a nossa vida /
e orientai a nossa ação segundo vossa Divina Providência. /
Dai-nos o Dom da Fortaleza / e sustentai-nos no meio de tantas dificuldades /
com vossa coragem para que possamos anunciar o Evangelho. /
Dai-nos o Dom da Ciência / para distinguir o Único necessário /
das coisas meramente importantes. /
Dai-nos Piedade / para reanimar sempre mais nossa íntima comunhão convosco. /
e, finalmente,
dai-nos vosso santo Temor / para que, conscientes de nossas fragilidades, /
reconhecermos a força da vossa graça. /
Vinde Espírito Santo /e dai-nos um novo coração. Amém.

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 5,1-11, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
A partir de Lucas 5, o Mestre alarga seu campo de ação e para isto forma um grupo de colaboradores. Neste texto de hoje, temos a narração do primeiro chamado, diante da multidão que “se apertava em volta dele” para ouvir a Palavra de Deus. Jesus subiu no barco de Simão e dali, sentado, ensinava à multidão. No final, manda que Simão leve o barco para águas mais profundas e lá, ele e os companheiros joguem as redes. Simão explica que eles trabalharam a noite toda e nada pescaram. Mas, farão isto porque Jesus lhes pede. E assim fizeram. Como resultado, encheram dois barcos com tanto peixe que quase afundaram. A abundância da pesca pode simbolizar a expansão da Igreja. Simão Pedro experimenta, de um lado, seu fracasso, e de outro, o grande êxito por acreditar na Palavra de Jesus. Pescar é símbolo da missão. A presença e atuação de Jesus despertou em Simão o sentimento de pecador. Caiu aos pés dele e disse: “Sou um homem pecador!” Por isso, sente que Jesus, o Santo, deve se afastar dele. O Mestre faz-lhe, então, o chamado para ser “pescador de gente”. O Evangelho termina com os apóstolos deixando tudo e seguindo Jesus.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Quais outros textos este me recorda? Qual palavra mais me toca o coração? Jesus entra na barca de Pedro. Entra também na minha "barca". Qual é ela?
O Mestre vai ampliando o seu círculo de colaboradores. Em Lc 6,12-16, lemos a convocação dos doze apóstolos. No capítulo 10, escolhe 72 discípulos para, de cidade em cidade, anunciarem o Reino de Deus. A Igreja continua convidando, convocando, enviando discípulos e missionários, “lançando as redes em águas mais profundas”. Disseram os bispos, em Aparecida:
"Nestes últimos tempos, Ele nos tem falado por meio de Jesus seu Filho (Hb 1,1ss), com quem chega a plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4). Deus, que é Santo e nos ama, nos chama por meio de Jesus a ser santos (cf. Ef 1,4-5)." (DAp 130).
Como me encontro nesta missão? Tenho a missão de ser santo ou santa, qualquer que seja minha vocação: leiga, religiosa ou para o ministério sacerdotal. Como vivo este chamado?

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo:
Jesus Mestre,
agradeço-vos pelas luzes que me destes nesta Leitura Orante.
Perdoai-me, pelos limites
que me impediram de fazê-la melhor.
Ofereço-vos a resolução que tomei
e que espero viver, com a vossa graça. Amém.

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Sentindo a presença de Deus na minha "barca".
Vou demonstrar pela vida que estou buscando o caminho da santidade, agindo sempre "em nome de Jesus".

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Catóica

Hoje 4 de Setembro- Encerramento dos Festejos na Comunidade Nossa Senhora da Consolação

Foto: Hoje é o último dia da Festa da Consolação, Animação por conta da Comunidade loca e o Celebrante será o Vigário Pe.Gonzaga,  Luciano Gonzaga, A PROCISSÃO COM SAÍDA AS 18H DA PRAÇA DO PASSARÉ EM FRENTE AO GERA. CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS. Paulo Ricardo, Larissa Karen, Vitoria Lima, Tayann Dantas, Juliana Gonçalves, Julia Vieira, Mardonio Barbosa, Cicera Gonzaga, Luis Carlos Lima, Natanaelson Araujo, Jonas da Luz, Damacio Soares, Luzia M. Fernandes, Luzia Pereira, Francimar Moreira, Francisco Das Chagas Martins, Capela São Francisco

Hoje é o último dia da Festa da Consolação. Animação por conta da Comunidade local e o Celebrante será o Vigário Padre Luciano Gonzaga.                                                                                                       A PROCISSÃO sairá AS 18:00h  DA PRAÇA DO PASSARÉ EM FRENTE AO GERA. Encerraremos com a Santa Missa. CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

Igreja: sinal e promotora do Reino de Deus

Dom Alfredo Schaffler
Bispo de Parnaíba (PI)

Na última Assembleia geral da nossa conferência dos bispos – CNBB foi lançado um documento de estudos sobre o seguinte assunto: Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade - Sal da Terra e Luz do Mundo.
A Igreja é chamada a ser sinal e promotora do Reino de Deus.
Por isso a primeira missão da Igreja é sempre é a evangelização, o anúncio da Boa Nova a todas as pessoas de boa vontade.
A gratuidade do serviço à humanidade, de modo particular aos mais necessitados, é o sinal mais visível de que Reino de Deus já se faz presente no mundo.

Como Igreja não podemos olhar somente no espelho e olhar para a nossa própria cara.
A Igreja sempre deve ser um serviço para o mundo se torne cada vez mais um mundo conforme os planos de Deus, onde se respeita a vida, onde se vive a justiça e acima de tudo a fraternidade.
Isso está acontecendo dentro de um mundo caracterizado por um intenso pluralismo cultural, eclesial e religioso onde o leigos são chamados a dar testemunho convicto da sua fé e a reconhecer a liberdade que o outro tem para expressar suas convicções religiosas.
A Igreja através dos fieis deve ser um sinal que deve ter a capacidade que pelo testemunho da vida está atraindo cada vez mais pessoas para assumir o discipulado de Jesus Cristo.
Há pouco tempo assistimos quando o Santo Padre Francisco visitou a Coréia, um país dividido pelo comunismo.
Exatamente neste país se tem hoje mais catecúmenes.
Catecúmenes são pessoas que estão se preparando para receber o sacramento do batismo.
São pessoas adultas, com a vida já organizada e chegam a concluir depois de certo tempo que a religião católica encontrem a resposta para as suas perguntas sobre o sentido da vida e a busca da verdade.
A missão do leigo e da leiga é ser fermento na massa e luz para o mundo no seu ambiente onde exerce a sua atividade profissional .
A transformação do mundo de ganância e de competição para um mundo fraterno onde se respeita a vida humano como semelhança e imagem de Deus, deve acontecer através dos leigos e leigas.
A força da atração devem ser mais forte do que as críticas que provocam rejeição.
Por isso a insistência do testemunho que deve acontecer.
Não são tanto as palavras que movem, o testemunho que incentiva a mudança de comportamento e de postura.
A Igreja sempre reconhece a autonomia ds diferentes formas de organização e articulação do laicato expressos nos documentos do Concílio Vaticano II e demais documentos.
O diálogo entre todos os membros da Igreja é o caminho para o testemunho da fraternidade e da unidade.
Quanto maior for a comunhão, tanto mais eficaz o testemunho de fé da comunidade.
O mundo em que vivemos se apresenta hoje altamente dinâmico e exige constantemente que formulamos respostas as perguntas que estão queimando no coração dos homens e mulheres dos nossos tempos.
Os leigos e leigas estão buscando a verdade e aí cabe a Igreja oferecer uma formação atualizada, levando em consideração as Diretrizes da Igreja, a pesquisa teológica e a pesquisa científica.
Na Igreja, cada qual é chamado a ser um sujeito eclesial ativo que, segundo sua capacidade, se coloca a serviço dos irmãos.
O mundo de hoje necessidade de sinais de esperança e através vivência da Palavra de Deus somos capazes de oferecer este testemunho aos homens e mulheres de hoje.
Firme na fé e fiquem com Deus.
Fonte: CNBB