terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Confiar em quem

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

A subjetividade, as práticas isoladas e os atos agressivos, para não dizer violentos, no contexto do individualismo vigente, têm sido tão evidentes, que nem sabemos mais em quem acreditar. Isso vem provocando insegurança para todas as classes sociais e para toda a sociedade, inclusive desafiando o poder constituído e as autoridades que têm a tarefa de defender os cidadãos.

Diz a Palavra de Deus que Jesus “ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei” (Mc 1,22). Os que O ouviam, ficavam admirados com sua postura e identidade, porque conseguia convencer os ouvintes, que viam Nele autenticidade e fidelidade. Jesus não agia com atitudes individualistas, ao contrário, suas ações sempre foram em benefício do bem comum.
A palavra “confiança”, que é uma das melhores sensações da vida, significa ter a certeza de que podemos confiar em alguém. Isto tem sido cada vez mais raro, porque em todos os círculos, há um crescimento de fatos que desabonam a identidade de muitas pessoas. Faz a gente até pensar nos “doutores da Lei”, que foram citados por Jesus Cristo. Eles não viviam o que falavam.
As instituições se esforçam para realizar seus objetivos, mas são dirigidas por pessoas humanas, que nem sempre estão preparadas para importantes tarefas. Sendo mal administradas, perdem muito na credibilidade e passam a ser ineficientes na contribuição do desenvolvimento e da realização das pessoas.
A sociedade depende de entidades mediadoras dos conflitos sociais, mas que sejam bem administradas. Seus administradores devem ser pessoas de confiança, que agem com honestidade, justiça e com visão profética, isto é, eficiência nas realidades de hoje e visão avançada para o futuro. Seu agir deve ser desinteressado, visando às possibilidades em vista do progresso.
Ninguém é chamado a fazer coisas espantosas, mas a ser coerente em relação aos objetivos do que faz. Isto é o mínimo que se espera de um administrador, de um representante da sociedade e de um agente, de quem depende o bem coletivo. Sabemos que o mal está sempre presente, mas, com esforço, ele tem que ser superado com o testemunho autêntico de quem se coloca a serviço.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Marcar presença

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

O corre-corrre da vida leva muitos a se ausentarem de um convívio importante no relacionamento das pessoas. Através do uso nem sempre adequado da mídia, muitos se fecham em si mesmos, apesar de terem o mundo diante de si. As relações pessoais na família, entre vizinhos e até entre amigos se arrefecem pela falta de convívio e interação com os outros. Perde-se a oportunidade de assumir a presença com os outros como valor maior do que o fechamento em si mesmo. Este leva a pessoa a se colocar solitária diante de um mundo ao redor, que pede sua presença e ajuda.

Temos a tendência ao egoísmo, que é um modo de proteger-nos e defender-nos de qualquer coisa externa que venha a disputar conosco nossos recursos. Quando bem focalizado, de fato nos ajuda. Porém, o egoísmo exacerbado nos coloca no verdadeiro centro e objetivo de tudo, fazendo-nos egocêntricos. Isso pode afetar nossa realização humana, pois, ninguém é uma ilha, a ponto de não precisar se relacionar e necessitar dos outros. Nossa primeira e fundamental relação é com quem nos deu a existência e as capacidades necessárias para nossa realização humana. Somente somos realizados como pessoas humanas quando usamos nossas capacidades para vivermos com todos os seres humanos, dentro da proposta do Criador, que nos fez sua imagem. Como Ele vive a relação em suas três pessoas, criou-nos para também vivermos, à sua semelhança, com a convivência de amor. Quanto mais entrarmos em sintonia com Ele, mais nos abrimos para o entrosamento benéfico com todos, a partir dos que estão ao nosso redor.
No texto bíblico encontramos a narrativa do menino Samuel, que, vigilante, respondeu ao chamado de Deus, pensando ser o do patrão Eli. Este, porém, orientou-o a responder à voz que o chamava: “Fala, Senhor, que o teu servo escuta” (1 Samuel 3, 18). De fato, responder a Deus com a voz da vida coerente com o projeto dele, faz-nos pessoas felizes. Ele nos dá a missão de servir e amar o semelhante para tornar a convivência verdadeiramente humana, justa, solidária, compassiva e misericordiosa, a exemplo de Jesus, o Filho de Deus. Ele veio nos indicar o caminho que leva à vida plena. Sem marcar presença na vida, buscando o ideal de tornar o convívio social de promoção do bem de cada um, não nos realizamos como pessoas humanas, mesmo tendo todo o conforto de bens, cultura e projeção social.
Quem marca presença na história vive na conduta coerente com a dignidade ética e moral. Paulo fala: “Fugi da imoralidade... o vosso corpo é santuário do Espírito Santo” (1 Coríntios 6,18.19).Supera a tentação do ter, do poder e do prazer buscados como finalidade de vida. O objetivo de nossa caminhada vai além do palpável material, física e psiquicamente. Focaliza-se no humanismo divinizado. Faz a pessoa lançar-se no ideal de servir, de promover a vida e a dignidade humana. Tudo realiza para cooperar com o bem dos empobrecidos e de toda a sociedade.
Marcar presença qualificada na vida, de quem vive o ideal de amar e servir, faz a pessoa buscar força em quem a possa lhe dar. João Batista indicou a pessoa de Jesus para seus discípulos O seguirem. Eles foram ver onde o Mestre morava para terem uma convivência maior com Ele (Cf. João 1,35-42). Certamente aprenderam bem o que significava segui-Lo. Quem se aproxima e convive com Jesus, aceita sua presença na vida para dar-lhe uma direção realizadora. Aprende a colocar em prática o exemplo e os ensinamentos do Senhor, a ponto de ser presença como a do Cristo, que somente faz o bem e promove cada pessoa em sua dignidade.
Fonte: CNBB

Reze sempre !


A oração é o maior milagre, porque nos unimos ao nosso Deus por Jesus e seus santos, em especial Maria e São José.

Tudo que pedir ao meu Pai em meu nome, Ele nos concederá...

Na imensa bondade, Deus nos concede o que precisamos.

Ele sabe de nossa necessidade.

Oração é um ato de humildade: uma entrega à vontade de Deus, como Jesus sempre fez.

A oração é canal da graça e respiração da alma.



Catequista - João Bosco.

Liturgia Diária

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração
Senhor Jesus, eu te procuro com sinceridade, na certeza de encontrar, em ti, palavras que façam reviver a esperança no meu coração.
Primeira leitura: Hb 2, 14-18
Leitura da Carta aos Hebreus - 14Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação. - Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 104
          — O Senhor se lembra sempre da Aliança.
— O Senhor se lembra sempre da Aliança.

— Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas!

— Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face!

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.
 
 
Evangelho: Mc 1,29-39
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Marcos.
          - Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 29Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André.30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.
32À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.
35De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. - Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
Nosso texto deve ser dividido em duas partes: cura da sogra de Pedro (vv. 29-31) e sumário (vv. 32-39).
Do lugar público (sinagoga), Jesus se desloca para a casa de Simão e André, acompanhado dos outros dois discípulos, Tiago e João. Os discípulos são testemunhas oculares de tudo o que Jesus fez e ensinou. Todo âmbito da vida humana é lugar da atuação do Senhor: o público (sinagoga de Cafarnaum) e o privado (casa de Simão Pedro). Falaram a ele do mal da sogra de Pedro: a febre. Informado, ele toma a iniciativa de curá-la. A cura se dá pelo gesto simbólico de tomar pela mão, que pode ser compreendido como gesto de transmissão de força e como gesto pelo qual se desperta alguém do sono, que, em várias passagens da Sagrada Escritura, é símbolo da morte. O gesto de Jesus tira a sogra de Pedro da sua situação de enfermidade e a põe em pé, em condições de servir e celebrar o descanso sabático.
O sumário, por sua vez, tem por finalidade ampliar hiperbolicamente a atividade e o sucesso da atuação de Jesus sobre o mal.
 
Leitura Orante
A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco,aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
(Bv. Alberione) 

1. Leitura (Verdade) 

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Mc 1,29-39.
Bonito o encontro de Jesus com a sogra de Pedro que estava com febre alta. Observe a atitude: " Ele chegou perto dela, segurou a mão dela e ajudou-a a se levantar. A febre saiu da mulher, e ela começou a cuidar deles." Interessante. é que Jesus não fala com a sogra, mas a segura pela mão e a ajuda a se levantar. A mulher imediatamente fica curada, e tão bem, que se põe a cuidar deles. Doentes e a multidão procuravam encontrar Jesus e Ele anunciava a boa notícia do Reino por toda parte. 

2. Meditação (Caminho) 

O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo.
Diante de grandes desafios, os bispos em Aparecida, disseram: "Os esforços pastorais orientados para o encontro com Jesus Cristo vivo deram e continuam dando frutos" (DA,99).
Meus esforços para viver bem, estar bem, viver bem, são orientados pelo encontro com Cristo vivo?
Ou, considero-me capaz e suficiente para enfrentar os desafios,
dispensando a ação de Deus na minha vida? 

3.Oração (Vida) 

O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus Mestre,
disseste que a vida eterna consiste em conhecer a ti e ao Pai.
Derrama sobre nós, a abundância do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento,
porque és o único caminho para o Pai.
Faze-nos crescer no teu amor,
para que sejamos, como o apóstolo Paulo
testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos,
guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós. 

4.Contemplação (Vida e Missão) 

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. Deixarei que o Senhor me tome pela mão como segurou a mão da sogra de Pedro.
Bênção - Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
-Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Fonte: Catequese Católica

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Multidão acolhe Francisco no Sri Lanka

Colombo (RV) – O Papa Francisco já se encontra em terras do Sri Lanka. De fato o avião papal tocou terra às 8.51h, hora local,  depois de 9.40h de voo, dando início à sua 7ª Viagem Apostólica internacional. Na descida das escadas do avião o Papa recebeu de duas crianças 72 folhas de “Beetle”, uma espécie de folha que se mastiga com o tabaco (uma tradição de boas-vindas) e o tradicional “garland”, um colar de flores com as cores branca e amarela. Em seguida as boas-vindas do Presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, que tomou posse do governo dias atrás após a vitória nas eleições de 8 de janeiro.
Boas-vindas
Cantos e danças tradicionais acolheram o Papa, junto com um elefante que deu também as boas-vindas ao Papa: uma tradição do Sri Lanka de dar as boas-vindas e desejar boa sorte. Na sequência as honras militares, a execução dos hinos do Vaticano e do Sri Lanka e a salva de 21 tiros de canhões. Um coral de crianças da periferia de Colombo cantou para Francisco dando as boas-vindas em inglês, italiano, cingalês e tâmil. No canto pediram a bênção do Santo Padre e a paz para o país.
O Presidente Sirisena tomou a palavra saudando o Papa Francisco dizendo que era o seu primeiro discurso como presidente e era para dar as boas-vindas ao Santo Padre.
Já o Santo Padre nas suas primeiras palavras em terras cingalesas disse que sua visita tem um caráter antes de tudo pastoral, porque o Pontífice deve encorajar os católicos do Sri Lanka e rezar com eles. O momento central será a canonização do Beato José Vaz. Mas a sua presença também é a expressão do amor e da preocupação da Igreja por todo o povo. Recordou os anos da guerra civil, a necessidade de curar as feridas e a consolidação da paz. E concluiu pedindo que os dias da sua visita sejam dias de amizade, diálogo e de solidariedade.
O Santo Padre chega a um país que ainda sofre as consequências da guerra civil de 1983-2009 entre a maioria cingalesa e a minoria tâmil, e que deixou mais de 100 mil mortos. Hoje está em andamento um processo de reconciliação nacional.
O Sri Lanka em dados
O Sri Lanka, país insular do Sul da Ásia, constituído pela ilha de Ceilão e por pequenas ilhas adjacentes, situa-se no Oceano Índico e ocupa uma área de cerca 65 mil km2.
A economia baseia-se no chá, têxteis e turismo. A agricultura contribui com cerca de 1/4 do PIB; contudo, o país não produz o suficiente para as suas necessidades. São produzidos cereais, algodão, borracha e chá.
A população é de cerca 20 milhões de habitantes. A civilização do Sri Lanka remonta ao século VI a. C. Os povos mais antigos da ilha são os tâmiles e os cingaleses. Os cingaleses constituem 83% dos habitantes do país, os tâmeis representam 9% e os mouros do Sri Lanka 8%. As principais religiões são o budismo (69%), o hinduísmo (16%), o islamismo (8%) e o cristianismo (8%). O tâmul (ou tâmil) e o cingalês são as línguas nacionais - embora o cingalês seja a oficial e o inglês uma língua também bastante falada.
Dizem os budistas que Buda deixou a marca do seu pé no topo do pico de Adão, uma montanha situada nas terras altas do Centro-sul e que se eleva a 2243 metros de altitude; os hindus afirmam que a pegada foi deixada pelo deus Xiva e os muçulmanos atribuem-na a Adão, por isso, o local é ponto de encontro de peregrinos de todas estas religiões. Existem por toda a ilha templos e estátuas budistas e monges com suas vestes típicas.
O Papa Francisco chega ao Sri Lanka e depois prossegue para as Filipinas, trazendo na sua bagagem uma mensagem de reconciliação aos cingaleses. Uma viagem que representa um sinal consistente da sua atenção ao continente asiático.
Igreja cingalesa
Como se preparou o Sri Lanka para receber o Papa. Quem nos responde é o seu anfitrião o Cardel Ramjith….
“Fizemos uma campanha de orações que teve início 3 meses atrás, depois uma novena nos últimos 9 dias e ainda continuamos a oração nas paróquias e nos pequenos grupos, como nas comunidades de base, e assim nos preparamos espiritualmente, de uma parte, e da outra preparamos junto com o governo todas as coisas necessárias para tornar a sua visita fácil”.
Durante esta visita o Papa Francisco vai usar inglês em todos os discursos e homílias, língua que tem praticado com a ajuda de um dos intérpretes da Secretária de Estado vaticana, Mark Milles que o acompanha na viagem.
Presente também no aeroporto junto com os líderes religiosos do país, o Núncio Apostólico no Sri Lanka, Dom Pierre Nguyên Van Tot que nos falou sobre como o povo do Sri Lanka esperou o Papa….
O Papa depois de deixar o Aeroporto Internacional foi recebido ao longo de toda a estrada que o trouxe a Colombo por milhares de fiéis católicos mas não somente por eles. Pudemos notar que pessoas de religiões diversas, budistas, hinduístas e muçulmanos também deram as suas boas-vindas ao Sucessor de Pedro, inclusive muitos budistas acompanhados com elefantes que deram o tom da alegria pela chegada do Papa. As ruas enfeitadas com bandeiras do Vaticano e do Sri Lanka chamam a atenção junto com a expressão em cingalês “ayobowan” e  em tâmil “wanakkam” , bem-vindo Santo Padre.
Programação
Francisco se dirigiu diretamente para a sede da Nunciatura Apostólica cancelando o encontro previsto na Arquidiocese de Colombo com os 20 bispos do Sri Lanka.  Os bispos tinha já se encontrado com o Papa no último mês de maio durante a visita “ad Limina” ao Vaticano.
Ainda hoje os compromissos de Francisco o levam à residência do Presidente Sirisena para uma visita de cortesia. No final da tarde o encontro inter-religioso no Centro de Congressos Bandaranaike, primeiro-ministro do país entre 1956 e 1957. O Centro foi uma doação da República Popular da China. Presentes vários expoentes  religiosos do país com cerca mil representantes de suas comunidades, budistas, hinduístas, muçulmana e algumas confissões cristãs.
O Papa retorna depois à sede da Nunciatura Apostólica onde passa a noite. Dos estúdios da Rádio Vaticano, em Colombo, Sri Lanka, Silvonei José
Fonte: News.VA

Batismo, porta da fé

Dom Anuar Battisti 
Arcebispo de Maringá (PR)

Neste domingo na liturgia da Igreja celebramos o Batismo de Jesus. Ele quis ser batizado por João, no Rio Jordão, para testemunhar o caminho que todos nós deveremos fazer, renascer das águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Jesus Cristo ordenou aos apóstolos: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo"( Mt. 28,19). Pedir o batismo ou ser batizado, não é uma formalidade, um rito apenas. Mesmo às vezes não tendo recordação da celebração destes sacramentos, somos chamados a viver cada dia aspirando à vocação que por ele recebemos, a vida nova, de comunhão com Deus e com os irmãos.
O Papa Francisco recorda: “no Credo, através do qual em cada domingo fazemos a nossa profissão de fé, nós afirmamos: ‘Professo um só batismo para o perdão dos pecados’. Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no interior do Credo. Efetivamente o Batismo é a porta da fé e da vida cristã. A porta da fé e da vida cristã é o Batismo e este é o único Sacramento referido no Credo. Quando no Credo dizemos que ‘professo um só Batismo para a remissão dos pecados’, afirmamos que este sacramento é, em certo sentido, o bilhete de identidade do cristão: um novo nascimento, o ponto de partida de um caminho de conversão, que se estende por toda a vida. Neste sentido o dia do nosso Batismo é o ponto de partida de um caminho de conversão que dura toda a vida e que é continuamente sustentado pelo Sacramento da Penitência.”
Muitos dizem: “Queremos que nosso filho seja cristão” ou “não queremos que fique pagão”, ou “a criança não batizada fica facilmente doente”. É costume dos católicos batizar as crianças. O batismo apaga o pecado original e no batismo nos tornamos filhos de Deus e recebemos a vida eterna. Em todas essas respostas tem algo certo, já que o Batismo é essencial para a salvação. Cristo afirmou: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" (Mc. 16,16). Em Atos dos Apóstolos Pedro pregou que o batismo em nome de Jesus Cristo é para a remissão dos pecados (At 2,38). Na primeira carta de Pedro vemos que o batismo é essencial para a salvação (1Pd 3,21). Por isso afirmamos que o batismo é um caminho de fé que nos leva a viver como cristãos o chamado para a eternidade.
Jesus mesmo fala de novo nascimento da água e do Espírito. São Paulo diz que o batismo é um morrer e ser sepultado do velho homem, do homem do pecado, para ressuscitar do banho batismal um homem novo que vive no Espírito, que nos é dado no batismo.

O batismo nos dá, portanto, uma nova vida. Também o batismo de crianças pequenas, por exemplo, quando toda uma casa ou família foi batizada. Em séculos posteriores o batismo de crianças tornou-se sempre mais comum. Mas, então, os pais eram pessoas de fé, e supunha-se que eles transmitissem sua fé a seus filhos e filhas. Ao passo que um adulto é batizado, quando já tem fé, nas crianças que foram batizadas pequenas, ela deve ser despertada e alimentada depois do batismo. Assim, em todo caso, o batismo é sempre sacramento da fé, da fé em Jesus Cristo e na Santíssima Trindade, em cujo nome fomos batizados, para sermos novas criaturas, filhos e filhas do Pai do céu, irmãos e irmãs de Jesus Cristo e templos do Espírito Santo. Vamos também nós celebrar o dia do nosso batismo, fazer festa, pois é o caminho de salvação.
Boa semana, pra você e sua família!                                         Fonte: CNBB

Liturgia Diária





Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.




Oração
Senhor Jesus, leva-me a perceber, por trás de teus gestos e palavras, a presença do Pai agindo por meio de ti.
Primeira leitura: Hb 2,5-12
Leitura da Carta aos Hebreus

5Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. 6A este respeito, porém, houve quem afirmasse: “O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares?
7Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste, 8e todas as coisas puseste debaixo de seus pés”. Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. 9Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte.
10Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11Pois tanto Jesus, o Santificador, como os santificados são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, 12dizendo: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 8
          — Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.
— Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.

— Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”

— Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:

— as ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.
Evangelho: Mc 1,21b-28
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Marcos.
          - Glória a vós, Senhor.

         21bEstando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”!
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Comentário do Evangelho
Um dos traços característicos do Jesus apresentado por Marcos é que ele ensina. O seu ensinamento é novo e feito com autoridade. Como nós teremos a oportunidade de ver, o seu ensinamento é novo porque ele representa uma nova interpretação da Lei que liberta o ser humano para a vida, e na qual é desvelado o rosto misericordioso de Deus. A autoridade do seu ensinamento, grosso modo, é a sua coerência interna, e porque ele comunica um "sopro" de vida. Jesus é apresentado como um judeu piedoso. O sábado, dia de repouso para celebrar a obra de Deus na criação e na libertação do seu povo da escravidão do Egito, é o dia em que se manifesta o poder do Senhor sobre o mal. Esta é a finalidade do nosso relato: apresentar Jesus como vitorioso sobre o mal. Se o mal procura se esconder na sombra, a presença daquele que é a "Luz do mundo", o "Santo de Deus", desvela, para destruí-lo, o mal presente no ser humano e que o desfigura.
Leitura Orante
- A nós, que nos encontramos na web, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
(Bv. Alberione)

1. Leitura (Verdade) 
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mc 1,21b-28.
Consideremos dois aspectos deste texto que aparecem neste encontro de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, num dia de sábado: 1º. O ensino de Jesus "com autoridade" e 2º. O espírito mau que dominava o homem.
O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: "Você veio para nos destruir?". Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs, ordenando ao espírito mau: "Cale a boca e saia desse homem!".
O povo se impressionou com a autoridade de Jesus e tentava entendê-lo. Convencido da autoridade do Mestre, o povo "espalhou" o fato por toda a Galileia. 

2. Meditação (Caminho) 
O que o texto diz para mim, hoje?
Recordo o que disseram os bispos em Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos: "De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação" (394.) 

3.Oração (Vida) 
O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo com Jesus: Pai nosso... 

4.Contemplação (Vida e Missão) 
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. 

Bênção 
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Fonte: Catequese Católica