sábado, 2 de novembro de 2013

Reflexão sobre a morte por um cristão

O homem que não percebe o drama de seu próprio fim não está na normalidade mas na patologia, e deveria deixar-se curar." (Carl Gustav Jung)
A morte para o homem, radicalmente diferente de todas as outras mortes, é um sinal de que estamos abertos à transcendência... Não só porque o homem tem consciência de sua finitude, mas também pelo fato paradoxal de que a negamos!

Não queremos aceitá-la! No fundo o desejo é relativizar a morte, ou ainda negá-la, de uma forma ingênua... Negamos a morte distraindo-nos com a arte, a música, a busca da beleza, do poder, do dinheiro, em fim de sonhos e projetos. Por outro lado, viver de costas para a realidade da morte é realmente viver no engano, no auto-engano. A morte acabará por vir, lenta ou súbita, violenta ou indolor, mais cedo ou mais tarde, "morrida" ou "matada" como diz o povo, e seremos desenganados pelos médicos, enterrados pelos parentes e amigos, lembrados durante alguns anos e, ao longo das décadas, finalmente esquecidos por todos os viventes, a não ser que nos transformemos em mitos mundiais ou coisa parecida. Seremos totalmente devorados pela morte implacável.

A consciência viva de nossa morte contribui para que concentremos a atenção no essencial. A morte dos outros, dos amigos, dos familiares, mas sobretudo a inevitabilidade de minha morte é como que uma bofetada que me faz querer defender uma possível e desejável capacidade de viver depois da deterioração corporal. Não é uma bofetada na humanidade nem na ideia abstrata de vida. É uma bofetada em mim. Por que devo morrer, eu que não quero morrer?

A história da filosofia contemporânea revela o pessimismo do pensamento pós-moderno no tocante ao término da vida humana, pois, por exemplo, para o filósofo francês Jean Paul-Sartre, "a morte é sempre inoportuna" e mesmo, para Martin Heidegger que assevera que a vida humana é um "ser-para-a-morte". Em meio ao pensamento pessimista, melancólico e ateu, o pensamento cristão toca profundamente a consciência e a afetividade humana. Para o cristão, a morte é a oportunidade por excelência de aquietar o inquieto coração, que segundo Agostinho, somente encontra repouso na comunhão plena com Deus.

Para o cristão a imagem do homem como um "ser-para-a-morte", no dizer de Heidegger, é redefinido, e até mesmo, reinterpretado pelo Mistério Pascal de Jesus Cristo, que com sua paixão e morte assume o destino humano, até então possível... ou seja, Cristo ao assumir a encarnação experimenta a finitude da condição humana. Cristo morre verdadeiramente! O cristão nisto deve crer com coragem, não devemos ter medo de proclamar que "Deus está morto" e acrescentaríamos a Nietzsche: "Deus está morto e sepultado em Cristo". Chocante esta palavra, mas uma verdade de fé imprescindível de ser proclamada hodiernamente pela Igreja. Não nos esqueçamos de que negar a morte verdadeira de Cristo é assumir heresias, tais como o docetismo (dizia que Jesus não tinha um corpo real) e o apolinarismo (afirma que Jesus não tinha alma humana).

O docetismo surgiu no final do primeiro século, e ensinava que Jesus não teve um corpo real, mas um corpo aparente. Cristo teria descido do Céu e passado pelo seio de Maria, sem que tivesse recebido a mínima partícula de corpo humano. Por isso, Jesus parecia um homem, mas não o era. Segundo essa doutrina, a morte e ressurreição do Senhor teriam sido também "aparentes", uma vez que seu corpo não era real. Para eles, o corpo humano estava intimamente ligado ao pecado. Era coisa indigna do filho de Deus.

A reta fé cristológica exige de nós a compreensão de que Cristo morreu de verdade, não foi uma morte aparente. Esta afirmação choca a muitos piedosos cristãos e mesmo alguns iniciados na teologia, pois lhes custa muito perceber que em Jesus havia duas naturezas: humana e divina, na mesma pessoa, mas sem confusão, mistura e muito mesmo, sem que a natureza divina suplantasse a humana. A Igreja desde o Concílio de Calcedônia, celebrado no ano 451, afirma que Jesus é plenamente Deus e plenamente homem. Verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ou seja, Jesus não é 80% Deus e 20% humano... Mas, 100% da natureza divina e 100% da natureza humana.

O homem hodierno encontra no cristianismo a certeza que posso autotranscender-me, que posso ir além do que já sou e do que já possuo. O cristianismo me propõe novos objetivos, novos sentidos e novas conquistas... em fim a caminhar! A Boa Nova de Cristo é que as pessoas ressuscitarão, a morte não é a palavra final. O cristão pela Iniciação Cristã (batismo, crisma e eucaristia) é configurado a pessoa de Cristo Ressuscitado, eu, também ressuscitarei. O cerne da fé cristã é amar profundamente a Deus, a si mesmo e ao próximo, e entender que mudar o coração é o primeiro passo para dar a qualquer outra realidade um novo sentido, inclusive à nossa morte.

Neste contexto, a morte deixa de ser o fim e se transforma numa fronteira, deixa de ser um muro e se torna uma passagem, deixa de ser um abismo e se torna uma ponte. Se é evidente que sofreremos uma morte biológica, não é tão evidente que a pessoa que eu sou morrerá com o corpo que vai cair e apodrecer. O cristianismo afirma que eu não morrerei para sempre. A morte faz parte do meu drama pessoal, da minha biografia. Mas posso interpretar minha morte como um ponto de partida (terminus a quo) e não mais como um ponto de chegada (terminus ad quem).

Por fim, o homem de fé pode retomar o pensamento nietzschiano e parafraseá-lo: em Cristo sepultado "Deus está morto", mas no terceiro dia, como dizem as Escrituras, Ressuscitou. Agora é um "Deus vivo" que experimentou a morte para conduzir o homem à ressurreição. Termino evocando a beleza e a verdade presente na arte, no caso, na poesia de Manuel Bandeira, quando se refere à morte em "A Mário de Andrade Ausente": "[...] Você não morreu: ausentou-se".

Por: Ms. VANDERSON DE SOUSA SILVA

Finados


Para todos os povos da humanidade, seja qual for a origem, cultura e credo, a morte continua a ser o maior e mais profundo dos mistérios. Mas, para os cristãos, tem o gosto da esperança. Esse é o mistério pascal de Cristo: morte e ressurreição. Ele nos garantiu que para quem crê, for batizado e seguir Seus ensinamentos, a morte é apenas a porta de entrada para desfrutar com Ele a vida eterna no Reino do Pai.

Enquanto para todos os homens a morte é a única certeza absoluta, para os cristãos ela é a primeira de duas certezas. A segunda é a ressurreição que nos leva a aceitar o fim da vida terrena com compreensão e consolo. Para nós, a morte é um passo definitivo em direção à colheita dos frutos que plantamos aqui na Terra.

A Igreja nos ensina que as almas em purificação podem ser socorridas pelas orações dos fiéis. Assim, este dia é dedicado à memória dos nossos antepassados e entes que já partiram. Encontramos a celebração da missa pelos mortos desde o século V.

Um dos mais belos Dogmas da Igreja é o da “Comunhão dos Santos”. Dessa maneira entendemos que os que estão no Céu, na feliz morada com Deus para sempre, os que se purificam no purgatório, e nós, que ainda caminhamos pelas estradas deste mundo, formamos um só corpo. Por esse motivo, podemos e devemos rezar pelos que partiram, pois nossas orações são eficazes para ajuda-los a mais rapidamente chegarem à casa definitiva do Pai.

Reflexão: 

A recordação dos fiéis defuntos nos projeta para o futuro. Nossa fé fala-nos de Esperança, a grande palavra chave nesse dia. Trata-se do anseio que todo homem tem de ter a verdadeira felicidade, a felicidade duradoura, sem máculas e sem fim. Essa felicidade só se pode dar no encontro definitivo com Deus, que é a essência do Amor e do Belo. A missão de Jesus, revelada nos Evangelhos, é de dar a vida eterna a todos os que crêem em seu nome.
Fonte: Catequese Católica

Liturgia Diária

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração
Pai, dá-me a graça de compreender a ressurreição de Jesus como vitória da vida e como sinal de que a morte não tem a última palavra sobre o destino daqueles que crêem.
Primeira leitura: Jó 19,23-27a
Leitura do Livro de Jó
1Jó tomou a palavra e disse: 23"Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição24com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre!
25Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; 26e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. 27aEu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros". 
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 26
          — Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes!
— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes!

— O Senhor é minha luz e salvação;/ de quem eu terei medo?/ O Senhor é a proteção da minha vida;/ perante quem eu tremerei?

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,/ e é só isto que eu desejo:/ habitar no santuário do Senhor/ por toda a minha vida;/ saborear a suavidade do Senhor/ e contemplá-lo no seu templo.

— Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo,/ atendei por compaixão!/ É vossa face que eu procuro./ Não afasteis em vossa ira o vosso servo,/ sois vós o meu auxílio!

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver/ na terra dos viventes./ Espera no Senhor e tem coragem,/ espera no Senhor!
 
2° Leitura: Rm 5,5-11
Leitura da Carta se São paulo aos Romanos
3Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados?4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 5Pois, se fomos, de certo modo, identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição.
6Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado. 8Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele.
9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Evangelho: Jo 11,17-27
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São joão.
          - Glória a vós, Senhor.

        17Quando Jesus chegou a Betânia, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 18Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.26E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.. - Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
Intervenção confiante.

O fundamento de nossa fé é a ressurreição de Jesus Cristo: “Se temos esperança em Cristo somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens. Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram” (1Cor 15,19-20).

Nosso texto do evangelho é parte do capítulo 11 do evangelho segundo João, que podemos caracterizar como sendo uma catequese sobre a ressurreição. Com a chegada de Jesus, Marta vai ao seu encontro, enquanto sua irmã, Maria, permanece sentada. Marta se destaca do grupo, formado pela irmã e pelos judeus, caracterizado pelo luto. Deixando o grupo para ir ao grupo do Senhor, Marta se dissocia do luto e se coloca do lado do Senhor dos vivos. Diante de Jesus, ela se coloca como uma mulher de fé que confia em Jesus: “Senhor, se estivesses estado aqui… Mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá” (vv. 21.22).

A intervenção confiante de Marta é constituída de uma dupla fórmula: a presença de Jesus teria livrado o seu irmão da morte e a presença de Jesus permite reavivar toda a esperança. “Teu irmão ressuscitará” (v. 23), diz Jesus. Diante disso, Marta afirma a sua adesão ao credo do judaísmo sobre a ressurreição.

Mas ante a nova afirmação de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida”, ela supera a fé judaica na ressurreição, para professar: “Eu creio…” (v. 27). É exatamente nisso que ela é cristã. O diálogo de Jesus com Marta é o cume do capítulo 11. A profissão de Marta equivale à de Pedro, em Jo 6,69.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Preparo-me para a Leitura Orante, com todos os internautas, invocando o Espírito Santo:
Espírito Santo,
dai-nos o dom da Ciência,
para distinguir o único necessário
das coisas meramente importantes.







1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Jo 11,17-27, e observo o conteúdo das palavras de Jesus Mestre.
O Evangelho de João, neste recorte, diz que há 4 dias Lázaro tinha sido sepultado. Este número indica que a corrupção adianta. O diálogo de Marta com Jesus manifesta a crença já comum sobre a ressurreição final. Ela reconhece Jesus com o título de Cristo e Filho de Deus, "aquele que há de vir". Jesus lhe garante que a morte não é um fim: "Quem crê em mim, ainda que morra, viverá".

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Onde deposito minha fé? Qual o sentido da vida para mim? Na sociedade em que vivemos, somos convidados a preservar a vida, cultivá-la, e, até, estendê-la. O que pretendemos dela?
Os bispos, em Aparecida, disseram: "De que serve ao homem ganhar o mundo, mas perder a própria vida?" (Mt 16,26). Jesus Cristo nos oferece muito, inclusive muito mais do que esperamos. À Samaritana, ele dá mais do que a água do poço. À multidão faminta ele oferece mais do que o alívio da fome. Entrega-se a si mesmo como a vida em abundância. A vida nova em Cristo é participação na vida de amor do Deus Uno e Trino. Começa no batismo e chega à sua plenitude na ressurreição final.” (DAp 357).

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, com toda a igreja:
Senhor Jesus, Tu és o Caminho!
Em meio a sombras e luzes,
alegrias e esperanças, tristezas e angústias,
Tu nos levas ao Pai.
Não nos deixes caminhar sozinhos.
Fica conosco, Senhor!
Tu és a Verdade!
Desperta nossas mentes
e faze arder nossos corações com a tua Palavra.
Que ela ilumine e aqueça os corações sedentos de justiça e santidade.
Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti!
Fica conosco, Senhor!
Tu és a Vida!
Fica conosco, Senhor!
Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida,
No vigor do Espírito Santo,
Faze-nos teus discípulos missionários!
Com a humilde serva do Senhor, nossa Mãe Aparecida, queremos ser:
Alegres no Caminho para a Terra Prometida!
corajosas testemunhas da Verdade libertadora!
promotores da Vida em plenitude!
Amém!

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Como Jesus, vou procurar a vida nova e, buscar vivê-la em plenitude.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
 Fonte: Catequese Católica

Decálogo para honrar aqueles que nunca foram esquecidos

Algumas sugestões para a vivência espiritual do Dia de Finados

Sugerimos um bom decálogo para viver de maneira proveitosa o Dia de Finados ou Fiéis Defuntos, aqueles entes queridos que nos precederam na vida e na morte, e cuja lembrança pode ser muito oportuna.
 
É uma maneira de agradecer pelo dom da vida (que nos chega por meio das gerações que nos precederam) e de pensar em seu sentido último. Uma pausa no caminho, muito necessária.

 
1. Reze (não só amanhã, mas todos os dias) por aqueles que precederam você no caminho da vida. O que você é, e talvez o que você tem, também deve a eles. Que tal rezar pelos que lhe aguardam no final do caminho?
 
2. Saboreie, sempre que puder, a paz e a calma de um cemitério. Isso o ajudará a relativizar o gosto excessivo pelo que é superficial e, sobretudo, o levará a viver lembrando do que é realmente necessário. Você tem esse senso de transcendência?

 
3. Tenha respeito pelos defuntos. Se forem incinerados, guarde suas cinzas no cemitério. Por que elevamos monumentos aos animais de estimação, enquanto jogamos no mar ou na montanha, sem escrúpulo algum, os restos mortais dos nossos entes queridos?

 
4. Não se esqueça de que a Missa é sufrágio – pela Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo –pelos fiéis defuntos. Uma Missa, além de ter um valor infinito, é oferenda e comunhão, é súplica por aqueles que precisam de um último empurrão para o encontro com o Pai. Você oferece Missas pelos defuntos, de vez em quando?
 
5. Seja respeitoso diante da morte de um ente querido. Evite os exageros de antigamente (tudo e todos de preto) e os de agora (todo mundo indo para a balada depois do enterro). A virtude está no equilíbrio e a morte é morte, ainda que queiramos enfeitá-la.






6. No aniversário de falecimento de um ente querido, a melhor forma de honrá-lo é a nossa presença na comunidade cristã. Por que tanta empolgação para uma festa e tanta preguiça para uma Missa de sufrágio pelos nossos defuntos?

 
7. O cemitério, entre outras coisas, é a cidade dos que dormem com a esperança de ressuscitar. A cruz, uma imagem de Maria ou dos santos nos sugerem que, por trás de um túmulo, há lábios que professaram a fé em Cristo até o último dia. Não permitamos que o secularismo invada tudo. Você cuida dos sinais visíveis da sua identidade cristã?

 
8. Guarde as boas lições recebidas daqueles que partiram: sobre a vida, a fé, a Igreja, a sociedade, a família. Esqueça tudo aquilo que lhe pareceu pouca virtude neles. Deus, como Pai, saberá o que é trigo ou joio no seu caminho. Você é grato com as pessoas que partiram?

 
9. Agradeça a Deus pelos seus defuntos. Pergunte-se se você viveu à altura enquanto eles estavam vivos. Não é mais fácil chorar por algumas horas e manter as aparências por alguns dias, ao invés de cultivar a gratidão durante a vida inteira?




 
10. Lembre-se da fé dos seus pais. Professe-a. Conserve-a. Não permita que a foice do relativismo corte aqueles valores que o tornam invencível, forte, eterno. Não permita que os que afirmam que "Deus não existe" consigam lhe convencer do que, na verdade, é passageiro: o mundo e suas vitrines, risonhos, mas perecíveis.


(Escrito por Javier Leoz)
Fonte: Informação Católica

Dia de Finados é dia de esperança. A oração de Francisco na Cripta Vaticana

2013-11-02 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Neste dia de Finados, o Papa Francisco preside no final da tarde, às 18h (hora local), a um momento de oração na Cripta Vaticana, em forma estritamente privada, pelos Sumos Pontífices mortos.

Não é a primeira vez que o Santo Padre visita a Cripta. Em 1º de abril passado, segunda-feira de Páscoa, Francisco rezou diante dos túmulos dos Papas do século passado que ali se encontram: Bento XV, Pio XI, Pio XII, Paulo VI e João Paulo I.
Na vigília da celebração dos fiéis defuntos, o Pontífice celebrou a santa missa na entrada do Cemitério do Verano (principal necrópole de Roma).
Na homilia, Francisco recordou que o Dia de Finados e a Solenidade de Todos os Santos são dias de esperança, pois “os nossos irmãos e as nossas irmãs que nos precederam nesta vida, encontram-se hoje na presença do Senhor pela graça de Jesus Cristo”.
Ao término da celebração, houve um momento de oração pelos fiéis defuntos, com a bênção dos túmulos. O Santo Padre rezou "de modo especial por estes nossos irmãos e irmãs que nestes dias morreram buscando uma libertação, uma vida mais digna."
"Vimos as fotografias, a crueldade do deserto, vimos o mar onde muitos se afogaram. Rezemos por eles!" – exortou o Papa Francisco, referindo-se tanto aos mortos destes dias no deserto do Níger, quanto às contínuas mortes no Mediterrâneo.
Na segunda-feira, dia 4, o Papa Francisco preside no Altar na Cátedra na Basílica Vaticana à Santa Missa em sufrágio dos Cardeais e Bispos mortos no decorrer do último ano.

(BF) Fonte: News.VA

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Em carta, a Igreja Católica na Amazônia assume o compromisso do apoio à evangelização

Ao final do I Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, realizado entre os dias 28 e 31 de outubro de 2013, em Manaus, os participantes enviaram uma carta às comunidades. O texto reflete sobre a necessidade da evangelização na região amazônica. “Neste caminho comum damo-nos conta de que são comuns os problemas e desafios que nos interpelam.
Confiando em Jesus, presente no meio de nós, queremos formar uma ampla rede integradora de nossas ações pastorais e evangelizadoras e convocar os irmãos e as irmãs a empenhar-se em favor de um mundo justo, fraterno e solidário”. Confira a íntegra da carta:


“Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho,
quando nos explicava as Escrituras” (Lc 24,32)

CARTA DO PRIMEIRO ENCONTRO DA IGREJA CATÓLICA NA AMAZÔNIA LEGAL


Irmãs e irmãos,

Reunidos no Primeiro Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal em Manaus, entre os dias 28 e 31 de outubro de 2013, nós, bispos, presbíteros, religiosas e religiosos, agentes de pastoral leigas e leigos, queremos partilhar com vocês as reflexões e análises sobre a situação atual da nossa região e as respostas que como pastores pretendemos dar aos desafios de nossos tempos. Agradecemos a Deus pelas maravilhas que operou entre nós e nossos irmãos e irmãs que por um compromisso profético testemunharam sua fé, muitas vezes até as últimas consequências (cf. Jo 13,1), dispostos a “dar não somente o Evangelho, mas até a própria vida” (1 Tes 2,8). Ao nos prepararmos para celebrar os 400 anos do início da evangelização na Amazônia assumimos a missão que o Senhor nos propõe, de sermos suas testemunhas, discípulas/os, missionárias/os de sua Palavra, pois a Igreja é “enviada por Cristo a manifestar e a comunicar o amor de Deus a todos os homens e mulheres e a todos os povos” (AG 10).

“CRISTO APONTA PARA A AMAZÔNIA” (Papa Paulo VI): memória da caminhada. Mesmo antes da criação da Amazônia Legal em 1953, a Igreja católica na Amazônia se reunia através dos seus bispos para posicionar-se pastoralmente diante dos problemas sofridos pelos povos desta região e enfrentar os grandes desafios que se anunciavam pelas intervenções políticas e econômicas.

“Se o governo vai tentar o soerguimento econômico destas regiões,  é urgente que um largo surto espiritual se antecipe aos progressos materiais, e os acompanhe, e os envolva, dando-lhes rumo seguro e feliz” (1º Encontro inter-regional dos Bispos da Amazônia, Manaus 2 a 6 de julho de 1952, Documento final).

Apesar de não ter todas as condições necessárias, seja pela precariedade de instalações e meios, seja pela falta de pessoal qualificado para enfrentar os novos problemas, a Igreja amazônica nunca desanimou de sua missão. Sempre contou com missionárias e missionários vindos de outras regiões do Brasil e do mundo que, vivendo a mística do amor e do serviço, deram tudo de si para que povos da Amazônia não só recebessem uma orientação adequada para sua vivência de fé, mas tivessem respeitados seus direitos, sua dignidade e plena cidadania, suas tradições e culturas.

“...em nossas prelazias e dioceses existem sinais de alegria e esperança, próprias de uma Igreja que, mesmo tendo muitas dificuldades, está viva e responde com coragem aos desafios que se lhe apresentam” (Discípulos missionários na Amazônia, Manaus, 11 a 13 de setembro de 2007).

Ao longo de seis décadas, desde o primeiro encontro dos bispos em Manaus, a Igreja tem demonstrado sua vitalidade e posicionamento profético e solidário. Em Santarém 1972 decidiu basear sua ação pastoral e evangelizadora em duas diretrizes: (1) a Encarnação na realidade, pelo conhecimento e pela convivência, na simplicidade, e (2) a Evangelização Libertadora. Armou sua tenda no meio do povo de tal modo que apareceu um rosto eclesial bem amazônico na diversidade sociocultural, na defesa do lar que Deus criou para toda a humanidade e na promoção da Vida em todas as suas dimensões, sobretudo quando é ameaçada pelos impactos causados por um equivocado conceito de progresso que confunde desenvolvimento com crescimento meramente econômico, multiplicação de riqueza material, incremento do PIB, expansão do agronegócio, aumento de produção de biocombustíveis, se descuida porém de políticas públicas e deixa de promover a justiça e o bem-estar de todos e para todos.

A Igreja na Amazônia adotou e incorporou as novas orientações eclesiológicas e pastorais vindas do Concílio Vaticano II, de Medellín e Puebla, Santo Domingo e Aparecida e buscou evangelizar a partir de uma visão mais ampla e profunda da vida e da realidade amazônicas. Assumiu a mística e espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo, uma pastoral e uma missionariedade dentro da realidade local. Centenas de milhares de irmãs e irmãos leigos e religiosos, presbíteros e bispos embrenharam-se nas matas, navegaram rio abaixo rio acima, viajaram pelas estradas desse mundo desigual, levando a Palavra de Deus, fundando e organizando as comunidades eclesiais, vivas e participativas, proféticas e missionárias, numa grande rede de solidariedade que as fez enfrentar as precariedades existenciais, manter viva a chama de sua fé e sua esperança e valorizar sobretudo sua religiosidade popular expressada nas festas religiosas, em novenas e procissões.

“E porque progredimos na compreensão de sermos uma Igreja no mundo, amando o mundo amazônico, temos a certeza que estamos dando à sociedade amazônica nossa contribuição histórica de alta qualidade para o resgate das dívidas sociais tão pesadas neste Norte do Brasil” (A Igreja arma sua tenda na Amazônia, Manaus, 9 a 18 de setembro de 1997).

Esta ação evangelizadora favoreceu o crescimento de uma Igreja mais local, ministerial, laical e missionária. Ao celebrar os 40 anos desde o Documento de Santarém, a Igreja na Amazônia manifesta a continuidade de sua caminhada como discípula missionária do Reino e enfrenta corajosamente velhos e novos desafios: 

“Diante dos desafios sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos e eclesiais da realidade amazônica, decidimos fortalecer o compromisso profético de transformação e reafirmar o projeto de formação inspirado na espiritualidade do seguimento de Jesus, que convoca a Igreja para uma profunda conversão pastoral”  (DAp, 170-175; 360-365, citado em “Conclusões de Santarém: memória e compromisso, 2012”).

As palavras do Papa Francisco aos Bispos do Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude dão-nos novo impulso para refletirmos sobre a realidade politica e religiosa da Amazônia Legal e promover e defender a vida dos habitantes dessa região e de sua rica biodiversidade. Cala fundo em nosso coração a expressão do Papa Francisco que a Amazônia é “teste decisivo, banco de prova para a Igreja e a sociedade brasileiras” (Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013). Essas palavras incentivam-nos a retomar as intuições de Santarém 1972 e Manaus 1974 e dar-nos conta da atualidade das prioridades de então: formação de agentes de pastoral – comunidades cristãs de base – pastoral indígena – grandes projetos – juventude. 

PRIMEIRO ENCONTRO DA IGREJA CATÓLICA NA AMAZÔNIA

“A Igreja que está na Amazônia não como aqueles que têm as malas na mão, para partir depois de terem explorado tudo o que perderam. Desde o início a Igreja está presente na Amazônia com missionários, congregações religiosas, sacerdotes, leigos e bispos e lá continua presente e determinante no futuro daquela área” (Papa Francisco aos Bispos do Brasil, Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013).

Conscientes de que falta muito a ser realizado em nossa missão evangelizadora, conforme nos pede o Senhor da História (cf. Col 1,13 – 20), novamente nos encontramos em Manaus, desta vez com a participação de todos os regionais da CNBB que integram a Amazônia Legal (Norte I, II e III, Noroeste, Nordeste 5 e Oeste II). Sabemos que temos um mesmo caminho a palmilhar. Lembramo-nos de que Jesus mesmo é o Caminho (Jo 14,6). Jesus caminha conosco como o fez com os discípulos de Emaús que exclamaram “Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras!” (Lc 24,32). E não foi adiante, mas “entrou para ficar” (Lc 24,29). Jesus está na Amazônia para ficar. E o reconhecemos ao partir o pão. 

Neste caminho comum damo-nos conta de que são comuns os problemas e desafios que nos interpelam. Confiando em Jesus, presente no meio de nós, queremos formar uma ampla rede integradora de nossas ações pastorais e evangelizadoras e convocar os irmãos e as irmãs a empenhar-se em favor de um mundo justo, fraterno e solidário. Queremos convocar também mulheres e homens que não professam a nossa fé ou se afastaram de nossa Igreja a irmanar-se conosco na defesa da dignidade e dos direitos dos povos da Amazônia e da criação que Deus em sua bondade e imenso amor confiou ao seu zelo e seus cuidados (cf. Gn 1,18).

Refletimos nestes dias sobre problemas que continuam a atingir e causar danos e ameaças à vida e à existência de pessoas e povos e ao meio ambiente na Amazônia. Ajudados por estudiosos e especialistas e ouvindo pessoas que sentem na pele os dramas causados por políticas de dominação em total desrespeito aos legítimos anseios e necessidades dos povos desta região:
• analisamos e discutimos a realidade urbana e a mobilidade humana que tantos sofrimentos tem causado aos povos amazônidas como o desenraizamento da terra e a perda do patrimônio cultural e religioso próprio e comum aos povos tradicionais e dos que vem de outras regiões; 
• verificamos um acentuado crescimento das igrejas evangélicas e dos sem-religião também na Amazônia como consequência da precária presença de nossa Igreja nos movimentos migratórios;
• fomos informados a respeito dos grandes projetos implementados na região, de modo especial as hidrelétricas, que representam uma nova invasão do capital visando explorar as nossas riquezas naturais e aproveitar o potencial energético de nosso rios, sem olhar para os prejuízos que causam ao meio ambiente com sua imensa biodiversidade e a destruição da vida e da história de muitos povos tradicionais;
• o desmatamento contínuo e novamente crescente das florestas amazônicas nos assusta pelos prejuízos incomensuráveis e pela ameaça ao equilíbrio ecológico do planeta;
• frente ao desmatamento, à concentração da terra e às monoculturas percebemos a urgência da realização da Reforma Agrária e Agrícola;
• constatamos o crime impune da prática do trabalho escravo que ocorre nas empresas do agronegócio e nas áreas de mineração; 
• ficamos horrorizados ante o criminoso tráfico de pessoas e drogas, sustentado pela ganância, miséria e impunidade, e o assassinato de jovens;
• ouvimos ainda os relatos de um representante dos povos indígenas e de um quilombola que nos falaram de suas organizações, lutas e conquistas e nos alertaram para os graves riscos de perderem, através da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 215), direitos conquistados em relação à demarcação e garantia de seus territórios, asseguradas nos Art. 231 e 232 da Constituição Federal de 5 de outubro de 1988; lembramos ainda que o Art. 68 das Disposições Transitórias da Constituição Federal reconhece aos remanescentes dos quilombos a propriedade definitiva de suas terras, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.

Enfim, constatamos que o domínio de um sistema único de mercado, o individualismo típico da cultura/sociedade de hoje e a violência urbana destroem os laços e as relações tradicionais: a família, a natureza, o mundo dos povos indígenas, dos caboclos, seringueiros, agricultores, ribeirinhos. Tudo é desagregado e desestruturado e essa realidade provoca a crise da esperança, pois rouba os sonhos, as aspirações, desorganiza as lutas, abre espaços para messianismos políticos e religiosos ou para um milenarismo alienante e vazio de sentido. 

Esses problemas atingem também os fiéis em suas necessidades subjetivas: sua busca de Deus e sua noção de vinculação com a Igreja. Está na hora de valorizarmos a religiosidade do povo e ampliarmos o diálogo ecumênico e inter-religioso.

COMPROMISSOS 

Os enormes desafios apresentados nos relatos e testemunhos nos interpelam como Igreja na Amazônia Legal a assumir compromissos pastorais que devem nortear a caminhada de nossa Igreja no presente e no futuro:

Reafirmamos nossa identidade de ser Igreja discípula da Palavra, testemunha do dialogo, servidora e defensora da vida, irmã da criação, missionária e ministerial, que assume a vida do povo, que se articula na paróquia como rede de comunidades e nas comunidades eclesiais de base (cf. Conclusões de Santarém: memória e compromisso, 2012, p. 19).

Causa-nos uma profunda dor ver milhares de nossas comunidades excluídas da eucaristia dominical. A maioria delas só têm a graça de celebrar o Memorial da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor uma, duas ou três vezes ao ano. O Senhor, na véspera de sua morte, não deu um bom conselho, mas um mandato explícito: “Fazei isto em minha memória” (1 Cor 11,24; Lc 22,19). O Decreto “Presbyterorum Ordinis” do Concílio Vaticano II declara que a Eucaristia é fonte e, ao mesmo tempo, ápice de toda a Evangelização (cf. PO 5). “Nenhuma comunidade cristã se edifica sem ter a sua raiz e o seu centro na celebração da santíssima Eucaristia, a partir da qual, portanto, deve começar toda a educação do espírito comunitário” (PO 6). Também a Constituição Dogmática “Lumen Gentium” fala da Eucaristia como “fonte” e “ponto culminante de todas a vida cristã” (LG 11). Torna-se urgentemente necessário criar estruturas em nossa Igreja para que os 70% de comunidades que hoje estão excluídos da celebração eucarística dominical, possam participar da “fração do pão” (At 1,42), do “sacramento da piedade, sinal de unidade, vínculo da caridade, banquete pascal” (SC 47).  

A cultura urbana transforma profundamente a compreensão do papel dos leigos e da mulher na Igreja. Na sociedade civil, eles vivenciam processos de empoderamento social quando se exercitam na construção de uma sociedade que preserve os direitos sociais e coletivos. Praticas  e relações cotidianas exigem hoje, no interior das pastorais, modelos eclesiais assentados em relações recíprocas, mais do que no complemento, no diálogo horizontal em lugar de imposições verticais, na profunda experiência de serviço em lugar das lutas pelo poder. 

O protagonismo dos leigos é insubstituível e imprescindível, na ação transformadora da realidade em que vivem, marcada pela exclusão e pela violência. O campo específico da missão dos leigos/as é o das realidades em que vivem e trabalham. É o mundo da família, do trabalho, da cultura, da política, do lazer, da arte, da comunicação, da universidade. É nos diversos níveis e instituições, nos Conselhos de Direitos, em campanhas e outras iniciativas que busquem efetivar a convivência pacífica, no fortalecimento da sociedade civil e do controle social. É na formação de pensadores e pessoas que estejam, nos níveis de decisão, evangelizando com especial atenção e empenho (cf. EN 70).

A corresponsabilidade e participação de leigas e leigos, como sujeitos com vez e voz, deve acontecer na elaboração e execução dos planejamentos pastorais, nos centros de discussão e decisão das Igrejas Particulares.

“Urge formar ministérios adequados às necessidades das comunidades, especialmente do Ministério do Pastoreio de comunidades, exercido por leigas e leigos que sejam servas e servos do povo, abertos ao diálogo e ao trabalho em equipe, e que, devidamente preparados assumam em nome da Igreja a direção pastoral de uma comunidade” (A Igreja arma sua tenda na Amazônia, Manaus, 9 a 18 de setembro de 1997, n. 47).

Almejamos investir na formação de presbíteros e dos irmãos e irmãs de vida consagrada – autóctones e os que chegam de fora – para que sejam despojados, simples, não busquem a autopromoção, que sejam missionários e vivam em maior sintonia e contato com as comunidades e saibam trabalhar em equipe com os/as leigos/as evitando centralismo, clericalização e autoritarismo.

Comprometemo-nos em dar visibilidade ao tráfico de pessoas para enfrentar esses crimes hediondos contra a liberdade e dignidade da pessoa humana. Apostamos na Campanha da Fraternidade de 2014 que tem como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”.

Precisamos dar mais ênfase aos meios de comunicação, pois sabemos da sua importância para a Evangelização.

Conscientes de que a problemática da Amazônia é global, queremos abrir-nos a uma visão panamazônica que nos convoca a buscar caminhos de colaboração e compromisso entre as Igrejas na América Latina.

Queremos dar atenção especial aos jovens, através do apoio e incentivo à Pastoral da Juventude; estimulando as dioceses e congregações religiosas a liberar presbíteros e religiosas para acompanhar os jovens; sejam oferecidos cursos de formação de assessores, preparando-os para este serviço à juventude na Amazônia.

UMA IGREJA COM ROSTO AMAZÔNICO

A Igreja Católica na Amazônia Legal vive e cresce com características próprias, enraizadas na sabedoria tradicional e na religiosidade popular que durante séculos alimentou e continua a manter viva a espiritualidade dos povos da floresta e das águas e agora do mundo urbano. Enfrenta com alegria as dificuldades das distâncias e da falta de comunicação para encontrar e oferecer ao rebanho, confiado a nós pelo Senhor da messe, a luz da Palavra de Deus e a Eucaristia como alimentos que revigoram e animam as forças para viver a comunhão com Deus e cuidar da Amazônia como chão da partilha, pátria solidária, “morada de povos irmãos e casa dos pobres” (DAp 8).

A carinhosa devoção à Nossa Senhora de Nazaré, Rainha da Amazônia, nos leve a cumprir o que ela nos pede: “Fazei o que Ele vos disser!” (Jo 2,5).
Fonte: POM

5ª Festa da Vida na Arquidiocese de Fortaleza

festa-da-vida-2013

A Festa da Vida na Arquidiocese de Fortaleza nasceu em 2008, a partir da Campanha da Fraternidade:  “Fraternidade e Defesa da Vida”, com o lema “Escolhe, pois, a Vida”. Nasceu para ser espaço de identificação, visibilização e celebração de todas as ações realizadas  pelas várias entidades religiosas e civis, em defesa da vida. É também espaço privilegiado de conhecimento, diálogo, testemunho profecia e confraternização das pessoas cuidadoras da vida.
Na Festa da Vida os grupos se organizam através de tendas temáticas, troca de experiências, apresentação dos trabalhos realizados em defesa da vida, apresentações artísticas, culturais e artesanais.
Sempre ligada a Campanha da Fraternidade do ano em curso, em 2013 a Festa da Vida traz como tema a juventude:  “Juventude encontro, esperança e profecia”.  É um forte convite para que todos, especialmente os jovens assumam com empenho e convicção, seu protagonismo na sociedade, na Igreja e no mundo, assim como o foi a Jornada Mundial da Juventude, em julho último, no Rio de Janeiro.
Neste ano de 2013 a Festa da Vida será realizada na Paróquia Nossa Senhora da Saúde – Mucuripe, no terceiro domingo do advento, 15 de dezembro, das 10 às 16 horas.   
Informações: (85) 3388 8701; 3388 8714 – Secretariado de Pastoral.
(85) 3263 1538;  Paróquia N. Sra. Da Saúde.