quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Papa aos jovens das 'Scholas occurentes': "Sonhem o futuro voando, sem esquecer a herança cultural, sapiencial e religiosa que vos deixaram os idosos"

2014-09-04 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre encontrou na tarde desta quinta-feira, na Sala do Sínodo, no Vaticano, os participantes do III Congresso das “Scholas occurrentes”, que se realizou no Vaticano de 1° de setembro até esta quinta-feira, 4. A iniciativa reúne realidades educativas de culturas e religiões diferentes e nasceu pelo impulso e encorajamento de Bergoglio.
Durante a audiência o Pontífice lançou a plataforma tecnológica de rede das “Scholas Occurrentes”, que prevê a possibilidade de usar as novas tecnologias para favorecer os encontros e as trocas entre estudantes e escolas de diferentes países. Neste contexto, o Papa participou de uma vídeo-conferência, via internet, com estudantes que aderiram à rede de ‘Scholas’, de El Salvador, África do Sul, Turquia européia, Israel e Austrália, representando assim os cinco continentes.
O primeiro estudante, da Austrália, perguntou ao Papa como as Escolas podem avançar nesta comunicação e construir pontes. “Vocês – respondeu o Papa – podem fazer duas coisas opostas: construir pontes ou levantar muros. Os muros separam, dividem; as pontes aproximam”. Portanto - acrescentou – continuar a comunicar. Comunicar experiências. As experiências que vocês fazem. Vocês têm muito no coração e podem realizar muitas coisas... comunicá-las - para que outros se inspirem -, e escutar dos outros aquilo que dizem a vocês. E com esta comunicação ninguém comanda, mas tudo funciona! É a espontaneidade da vida: é dizer sim à vida! Comunicar é dar; comunicar é generosidade; comunicar é respeito; comunicar é evitar qualquer tipo de comunicação. Sigam em frente, jovens!”. “Me agrada aquilo que vocês dizem e fazem”.
Ao responder a segunda pergunta, vinda de Israel, o Papa salientou como os estudantes se viram bem e sabem comunicar em diferentes línguas e com a identidade da própria religião. Já o estudante da Turquia falou de paz e diálogo inter-religioso.
“Os jovens – disse o Papa – não querem a guerra, querem a paz! E isto vocês devem gritar com o coração, de dentro: ‘Queremos a paz!’”. “O futuro será melhor ou pior?” – havia questionado o estudante, e o Papa respondeu: “Sabes onde está o futuro? Está no coração, está na tua mente e está em tuas mãos! Se tu sentes bem, se tu pensas bem e se tu, com as tuas mãos, segue em frente com este pensar bem e este sentimento bom, o futuro será melhor. O futuro o tem os jovens! Porém atenção, jovens com duas qualidades: jovens com as asas e jovens com as raízes. Jovens que tenham asas para voar, para sonhar, para criar; e que tenham raízes para receber dos idosos o conhecimento que somente os maiores podem dar. Por isto o futuro está em vossas mãos, se tiverdes asas e raízes. Ter asas para sonhar coisas boas, para sonhar um mundo melhor, para protestar contra as guerras. Por outro lado, respeitar o conhecimento que vocês têm recebido dos anciãos, dos teus pais, dos teus avós; dos anciãos do teu povo. O futuro está nas vossas mãos. Apeguem-se a ele para que seja melhor”.
Após, foi a vez de um estudante da África do Sul que falou do nascimento das ‘Scholas Occurrentes”. O Papa recordou que ‘Scholas’ nasceu em Buenos Aires como “uma rede de escolas próximas para construir pontes entre as escolas da Diocese. Foram construídas muitas pontes, “também algumas pontes transoceânicas! Começou como algo pequeno, como uma ilusão, como alguma coisa que não sabíamos quem seria atingido. Hoje podemos comunicar. Por quê? Porque estamos convencidos de que a juventude tem necessidade de comunicar, tem necessidade de mostrar e partilhar os seus valores. A juventude hoje tem necessidade de três pilares chaves: educação, esporte e cultura. Por isto ‘Scholas’ une tudo: jogamos uma partida de futebol; se faz escola e se faz cultura. Educação, esporte e cultura”. ‘O esporte – prosseguiu o Papa – é importante porque ensina a jogar em equipe: o esporte salva do egoísmo, ajuda a não sermos egoístas! Por isto é importante trabalhar em equipe, estudar em equipe e seguir no caminho da vida juntos, em equipe”. “Sigam em frente neste caminho da comunicação, de construir pontes e de buscar a paz através a educação, o esporte e a cultura”.
Respondendo a um estudante de El Salvador, o Santo Padre recordou que “como existem pontes nas quais se pode subir, existem também comunicações que destroem! Estejam bem atentos! Quando existem grupos que procuram a destruição, que buscam a guerra e que não sabem fazer um trabalho de equipe, defendam-se entre vocês como equipe, como grupo, defendendo-vos daqueles que querem ‘atomizar-vos’ e tirar-lhes a força do grupo”.
Por fim, o Papa lançou uma calorosa exortação aos jovens: “Uma coisa que não é minha, mas que Jesus dizia muitas vezes: ‘Não tenham medo!’...Sigam em frente. Construam pontes de paz. Joguem em equipe e tornem o futuro melhor, mas recordem-se que o futuro está em vossas mãos. Sonhem o futuro voando, mas não esqueçam a herança cultural, sapiencial e religiosa que vos deixaram os anciãos. Em frente, com coragem! Construam o futuro!”.
A organização ‘Scholas’ pretende estabelecer uma rede de contatos entre escolas de diversas culturas, de diversos continentes, de diversos países no âmbito da responsabilidade educativa para a juventude no mundo globalizado, promovendo o encontro de culturas e de religiões diversas. “Esta rede não pretende de escolas católicas ou especificamente cristãs – explicou o Diretor da sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi -, mas de religiões e culturas diferentes”. (JE)

Fonte: News.VA

Regiões Episcopais da Arquidiocese de Fortaleza realizam Grito dos Excluídos

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Regiões Episcopais da Arquidiocese de Fortaleza realizarão várias atividades no dia 7 de setembro no Grito dos Excluídos
O Grito dos Excluídos é um conjunto de manifestações populares que ocorrem no Brasil ao longo da Semana da Pátria, que culminam com o Dia da Independência do Brasil, em sete de setembro. Estas manifestações têm como objetivo dar visibilidade aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e sinalizar/propor caminhos alternativos para uma sociedade mais inclusiva. Em 2014 já se realiza o 20º Grito dos Excluídos com o tema: “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”. O gesto concreto deste ano visa pleitear um plebiscito por uma constituinte exclusiva pela reforma política, onde a população dirá se deseja ou não essa constituinte exclusiva. Além disso, haverá uma coleta de assinaturas para um projeto de lei que também visa à reforma política, colocando novas regras para o financiamento de campanhas e uma maior participação das minorias no processo eleitoral. Durante toda a semana da pátria haverá coletas de assinaturas e votação para o plebiscito em todas as comunidades, em terminais de ônibus, em escolas, etc. Acontecerão mobilizações em várias regiões de Fortaleza e na Arquidiocese. Confira aqui.
Contatos da Coordenação do Grito dos Excluídos 2014: Padre Luis Sartorel (85)9969.9305; Fernanda Gonçalves (85)8872.6947; Ana Maria Freitas (85)8614.3495 ou Francisca Nobre (Tita) (85)8599. 3109.

22º Semana Comum - Quinta- feira- Liturgia Diária

Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oração
Pai, confirma minha vocação de pescador de pessoas humanas, e conduze-me para águas mais profundas onde se encontram os que mais carecem de meu amor.
Primeira leitura: 1Cor 3,18-23
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos, 18ninguém se iluda: Se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; 19pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com efeito, está escrito: "Ele apanha os sábios em sua própria astúcia", 20e ainda: "O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos".
21Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: 22Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, 23mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.
. - Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 24
          — Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.
— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

— "Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?" "Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

— Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador." "É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face." 
 
 
Evangelho: Lc 5,1-11
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          - Glória a vós, Senhor.

        Naquele tempo, 1Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se a seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.
4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem.
8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
O chamado a serem "pescadores de homens".
O evangelho de hoje é o relato de vocação dos primeiros discípulos de Jesus. Inspira-se em Mc 1,16-20 e é muito próximo do relato joanino (Jo 21). A pesca, no mar da Galileia, da qual sobreviviam Pedro, André, Tiago e João, foi a ocasião, para eles, do encontro com o Senhor que transformou radicalmente suas vidas. À diferença de Marcos, em Lucas, os episódios anteriores ao narrado hoje criam um marco psicológico que faz com que o chamado e a resposta não sejam tão surpreendentes. O chamado é precedido do ensinamento de Jesus às multidões e de uma palavra eficaz de Jesus a Simão que transformou a fadiga da noite em que nada pescaram na alegria de uma manhã abundante de peixes. No relato lucano, todos são chamados juntos, no lago, mediante um apelo dirigido exclusivamente a Simão Pedro (v. 10). Simão Pedro, e através dele os outros discípulos, é chamado para ser “pescador de homens”. Tendo presente a pesca abundante, essa expressão aponta para o êxito futuro da missão da Igreja na conquista de pessoas para o Reino de Deus.
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Saudação
- A nós todos que nos encontramos na web, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando com São João Paulo II:
Vinde Espírito Santo /
e dai-nos o Dom da Sabedoria /
para que possamos avaliar todas as coisas à luz do Evangelho /
e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai. /
Dai-nos o Entendimento / uma compreensão mais profunda da verdade /
a fim de anunciar a salvação com maior firmeza e convicção. /
Dai-nos o Dom do Conselho / que ilumina a nossa vida /
e orientai a nossa ação segundo vossa Divina Providência. /
Dai-nos o Dom da Fortaleza / e sustentai-nos no meio de tantas dificuldades /
com vossa coragem para que possamos anunciar o Evangelho. /
Dai-nos o Dom da Ciência / para distinguir o Único necessário /
das coisas meramente importantes. /
Dai-nos Piedade / para reanimar sempre mais nossa íntima comunhão convosco. /
e, finalmente,
dai-nos vosso santo Temor / para que, conscientes de nossas fragilidades, /
reconhecermos a força da vossa graça. /
Vinde Espírito Santo /e dai-nos um novo coração. Amém.

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 5,1-11, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
A partir de Lucas 5, o Mestre alarga seu campo de ação e para isto forma um grupo de colaboradores. Neste texto de hoje, temos a narração do primeiro chamado, diante da multidão que “se apertava em volta dele” para ouvir a Palavra de Deus. Jesus subiu no barco de Simão e dali, sentado, ensinava à multidão. No final, manda que Simão leve o barco para águas mais profundas e lá, ele e os companheiros joguem as redes. Simão explica que eles trabalharam a noite toda e nada pescaram. Mas, farão isto porque Jesus lhes pede. E assim fizeram. Como resultado, encheram dois barcos com tanto peixe que quase afundaram. A abundância da pesca pode simbolizar a expansão da Igreja. Simão Pedro experimenta, de um lado, seu fracasso, e de outro, o grande êxito por acreditar na Palavra de Jesus. Pescar é símbolo da missão. A presença e atuação de Jesus despertou em Simão o sentimento de pecador. Caiu aos pés dele e disse: “Sou um homem pecador!” Por isso, sente que Jesus, o Santo, deve se afastar dele. O Mestre faz-lhe, então, o chamado para ser “pescador de gente”. O Evangelho termina com os apóstolos deixando tudo e seguindo Jesus.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Quais outros textos este me recorda? Qual palavra mais me toca o coração? Jesus entra na barca de Pedro. Entra também na minha "barca". Qual é ela?
O Mestre vai ampliando o seu círculo de colaboradores. Em Lc 6,12-16, lemos a convocação dos doze apóstolos. No capítulo 10, escolhe 72 discípulos para, de cidade em cidade, anunciarem o Reino de Deus. A Igreja continua convidando, convocando, enviando discípulos e missionários, “lançando as redes em águas mais profundas”. Disseram os bispos, em Aparecida:
"Nestes últimos tempos, Ele nos tem falado por meio de Jesus seu Filho (Hb 1,1ss), com quem chega a plenitude dos tempos (cf. Gl 4,4). Deus, que é Santo e nos ama, nos chama por meio de Jesus a ser santos (cf. Ef 1,4-5)." (DAp 130).
Como me encontro nesta missão? Tenho a missão de ser santo ou santa, qualquer que seja minha vocação: leiga, religiosa ou para o ministério sacerdotal. Como vivo este chamado?

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo:
Jesus Mestre,
agradeço-vos pelas luzes que me destes nesta Leitura Orante.
Perdoai-me, pelos limites
que me impediram de fazê-la melhor.
Ofereço-vos a resolução que tomei
e que espero viver, com a vossa graça. Amém.

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Sentindo a presença de Deus na minha "barca".
Vou demonstrar pela vida que estou buscando o caminho da santidade, agindo sempre "em nome de Jesus".

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Fonte: Catequese Catóica

Hoje 4 de Setembro- Encerramento dos Festejos na Comunidade Nossa Senhora da Consolação

Foto: Hoje é o último dia da Festa da Consolação, Animação por conta da Comunidade loca e o Celebrante será o Vigário Pe.Gonzaga,  Luciano Gonzaga, A PROCISSÃO COM SAÍDA AS 18H DA PRAÇA DO PASSARÉ EM FRENTE AO GERA. CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS. Paulo Ricardo, Larissa Karen, Vitoria Lima, Tayann Dantas, Juliana Gonçalves, Julia Vieira, Mardonio Barbosa, Cicera Gonzaga, Luis Carlos Lima, Natanaelson Araujo, Jonas da Luz, Damacio Soares, Luzia M. Fernandes, Luzia Pereira, Francimar Moreira, Francisco Das Chagas Martins, Capela São Francisco

Hoje é o último dia da Festa da Consolação. Animação por conta da Comunidade local e o Celebrante será o Vigário Padre Luciano Gonzaga.                                                                                                       A PROCISSÃO sairá AS 18:00h  DA PRAÇA DO PASSARÉ EM FRENTE AO GERA. Encerraremos com a Santa Missa. CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

Igreja: sinal e promotora do Reino de Deus

Dom Alfredo Schaffler
Bispo de Parnaíba (PI)

Na última Assembleia geral da nossa conferência dos bispos – CNBB foi lançado um documento de estudos sobre o seguinte assunto: Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade - Sal da Terra e Luz do Mundo.
A Igreja é chamada a ser sinal e promotora do Reino de Deus.
Por isso a primeira missão da Igreja é sempre é a evangelização, o anúncio da Boa Nova a todas as pessoas de boa vontade.
A gratuidade do serviço à humanidade, de modo particular aos mais necessitados, é o sinal mais visível de que Reino de Deus já se faz presente no mundo.

Como Igreja não podemos olhar somente no espelho e olhar para a nossa própria cara.
A Igreja sempre deve ser um serviço para o mundo se torne cada vez mais um mundo conforme os planos de Deus, onde se respeita a vida, onde se vive a justiça e acima de tudo a fraternidade.
Isso está acontecendo dentro de um mundo caracterizado por um intenso pluralismo cultural, eclesial e religioso onde o leigos são chamados a dar testemunho convicto da sua fé e a reconhecer a liberdade que o outro tem para expressar suas convicções religiosas.
A Igreja através dos fieis deve ser um sinal que deve ter a capacidade que pelo testemunho da vida está atraindo cada vez mais pessoas para assumir o discipulado de Jesus Cristo.
Há pouco tempo assistimos quando o Santo Padre Francisco visitou a Coréia, um país dividido pelo comunismo.
Exatamente neste país se tem hoje mais catecúmenes.
Catecúmenes são pessoas que estão se preparando para receber o sacramento do batismo.
São pessoas adultas, com a vida já organizada e chegam a concluir depois de certo tempo que a religião católica encontrem a resposta para as suas perguntas sobre o sentido da vida e a busca da verdade.
A missão do leigo e da leiga é ser fermento na massa e luz para o mundo no seu ambiente onde exerce a sua atividade profissional .
A transformação do mundo de ganância e de competição para um mundo fraterno onde se respeita a vida humano como semelhança e imagem de Deus, deve acontecer através dos leigos e leigas.
A força da atração devem ser mais forte do que as críticas que provocam rejeição.
Por isso a insistência do testemunho que deve acontecer.
Não são tanto as palavras que movem, o testemunho que incentiva a mudança de comportamento e de postura.
A Igreja sempre reconhece a autonomia ds diferentes formas de organização e articulação do laicato expressos nos documentos do Concílio Vaticano II e demais documentos.
O diálogo entre todos os membros da Igreja é o caminho para o testemunho da fraternidade e da unidade.
Quanto maior for a comunhão, tanto mais eficaz o testemunho de fé da comunidade.
O mundo em que vivemos se apresenta hoje altamente dinâmico e exige constantemente que formulamos respostas as perguntas que estão queimando no coração dos homens e mulheres dos nossos tempos.
Os leigos e leigas estão buscando a verdade e aí cabe a Igreja oferecer uma formação atualizada, levando em consideração as Diretrizes da Igreja, a pesquisa teológica e a pesquisa científica.
Na Igreja, cada qual é chamado a ser um sujeito eclesial ativo que, segundo sua capacidade, se coloca a serviço dos irmãos.
O mundo de hoje necessidade de sinais de esperança e através vivência da Palavra de Deus somos capazes de oferecer este testemunho aos homens e mulheres de hoje.
Firme na fé e fiquem com Deus.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Semana da Pátria 2014

brendan_Mais uma vez a Semana da Pátria nos faz refletir, à luz do Evangelho e da fé, sobre a verdadeira raiz e as exatas exigências do patriotismo. Em que consiste o nosso patriotismo? Será principalmente no empenho sincero e constante por edificar uma pátria correspondente aos planos de Deus. Isso exige doação, trabalho, honestidade de governantes e governados, existência e cumprimento de leis justas, primazia do bem comum sobre as vantagens particulares, justiça e ordem. Exige principalmente fraternidade alicerçada no respeito e no amor. Precisamos construir mais pontes e menos muros que nos aproximem uns dos outros, fazendo desaparecer as desigualdades, as discriminações, os rancores e, sobretudo, a violência.
Embora devêssemos amar e servir ao nosso País durante o ano todo, saudamos a Semana da Pátria, como oportuno ensejo de avivar o nosso patriotismo. Para os cristãos autênticos, que não podem separar fé e vida, consciência e ação, doutrina e comportamento, o patriotismo não é algo acessório ou secundário, mas é uma das maneiras necessárias de praticar a justiça e a caridade fraterna. A edificação de uma nação encontra seus alicerces básicos na prática da justiça, capaz de garantir, entre os homens, a presença contínua da paz. Vivemos um momento onde avultam graves problemas e deficiências que não podem ser obscurecidas pelo entusiasmo da Festa da Pátria. Pelo contrário, eles devem ser corrigidos para um maior brilhantismo dessa importante data.
Para o homem sensato e realista, a festa de 7 de setembro deste ano de 2014 torna-se excelente oportunidade para um estudo atento dos erros e acertos de nossa vida como Nação. Os fatores que limitam a liberdade plena do povo e retardam o desenvolvimento do País além de enfraquecer o espírito patriótico são: toda espécie de corrupção, impunidade, todo tipo de violência, a falta de justiça para todos, a exploração dos pobres e especialmente dos menores, a disseminação desenfreada do narcotráfico, a falta de emprego, a falta de moradia digna, aposentadorias inadequadas, a inoperância do sistema público de saúde, a inacessibilidade a uma educação de boa qualidade para muitos etc. Todos esses fatores ameaçam a liberdade do povo e até a estabilidade da Nação.
Estamos num ano de eleição. O patriotismo exige que nós escolhamos bons governantes, honestos e com capacidades comprovadas. Dom Aloísio Lorscheider, de saudosa memória, disse uma vez: “Quem voto num candidato, sabendo que este não é honesto, só porque espera dele um emprego ou uma vantagem, é um traidor da sua pátria”. Nas eleições vindouras vamos mostrar nosso patriotismo votando bem. Que Deus abençoe o Brasil e seu povo.
Pe. Brendan Coleman Mc Donald
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1.

O abraço da Paz na Missa

padregilson200A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou uma Carta circular no dia 08 de junho de 2014, solenidade de Pentecostes, sobre o significado ritual do dom da paz na Missa.
Antes de enfrentar a paixão, Jesus prometeu aos discípulos, reunidos no Cenáculo “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” Jo 14,27.
Depois de sua ressurreição, o Senhor retoma “a paz esteja convosco” Jo 20, 19-23. O sinal da paz se encontra na celebração litúrgica entre o Pai Nosso e a Fração do Pão.
Os fiéis expressam a mútua caridade, antes da comunhão sacramental, conforme o Missal Romano, em sua terceira edição típica de 20 de abril de 2000.
O Papa Bento XVI destacou o verdadeiro sentido do rito e do sinal da paz, renovando o convite para cuidar este rito e para realizar este sinal litúrgico com sentido religioso e sobriedade.
O próprio Dicastério dirigiu-se às Conferências Episcopais do mundo inteiro, em maio de 2008, pedindo parecer sobre se manter o sinal da paz antes da comunhão ou se mudá-lo a outro momento, para uma melhor compreensão.
Sem dúvidas, o tema é importante, buscando o significado correto do rito da paz.
Uma frutuosa participação na Eucaristia não significa exibir-se, showmissa e muito menos certas criatividades que não correspondam às orientações previstas, chegando a excessos e abusos, suscitando confusão na assembléia litúrgica.
A Eucaristia é por sua natureza Sacramento da Paz, por isso é fundamental haver uma oportuna catequese, conhecer as linhas orientativas e manter o clima orante,.
Não é necessário convidar “mecanicamente” para se dar a paz.
Torna-se conveniente e até pedagogicamente não realizar o Abraço da Paz em determinadas ocasiões.
Veja-se o modelo de se dar a paz, conforme a orientação das Conferências, no nosso caso a CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia.
Evitem-se alguns abusos como:
a) Canto da paz, inexistente no Rito Romano, que prevê um tempo brevíssimo para dar a paz somente aos que estiverem mais perto, podendo haver acompanhamento de um instrumental.
b) Deslocamento dos fiéis para trocar a paz.
c) O sacerdote abandonar o presbitério para dar a paz a alguns fiéis, alterando a celebração.
Cristo é a nossa paz, conforme Efésios 2,14.
Avancemos na formação litúrgica e espiritual e na oportuna catequese aos fiéis, com a dinâmica da Iniciação à Vida Cristã.
O Papa Francisco não só aprovou, mas confirmou o que se contem nesta Carta circular.
Por Pe. Gilson Marques Soares
Arquidiocese de Fortaleza
e Assessor para a CNBB Regional NE 1