quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Liturgia Diária


Invoquemos a presença do Espírito Santo para ler e refletir a liturgia de hoje:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. 

Oremos: 

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por
Cristo, Senhor nosso. Amém

Oração:
Pai, faze de mim um discípulo fiel de Jesus a quem deverei prestar contas do bom uso dos dons que me concedeu. Que eu seja prudente no meu agir.
Primeira leitura: 2Mc 7,1.20-31
Leitura do Segundo Livro dos Macabeus
Naqueles dias, 1aconteceu que foram presos sete irmãos, com sua mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de chicote e de nervos de boi, quis obrigar a comer carne de porco, que lhes era proibida. 20Mas especialmente admirável e digna de abençoada memória foi a mãe, que, num só dia, viu morrer sete filhos, e tudo suportou valorosamente por causa da esperança que depositou no Senhor. 21Cheia de nobres sentimentos, ela exortava a cada um na língua de seus pais e, revestindo de coragem varonil sua alma de mulher, dizia-lhes: 22“Não sei como aparecestes em minhas entranhas: não fui eu quem vos deu o espírito e a vida nem fui eu quem organizou os elementos dos vossos corpos.
23Por isso, o Criador do mundo, que formou o homem na sua origem e preside à geração de todas as coisas, ele mesmo, na sua misericórdia, vos dará de novo o espírito e a vida, pois agora vos desprezais a vós mesmos, por amor às suas leis”. 24Antíoco julgou que ela o desprezasse e suspeitou que o estivesse insultando. Como o mais novo dos irmãos ainda estivesse vivo, o rei tentava persuadi-lo. E não só com palavras, mas também com juramento, prometeu fazê-lo rico e feliz, além de torná-lo seu amigo e confiar-lhe altas funções, contanto que abandonasse as leis de seus antepassados.
25Vendo que o jovem não lhe prestava nenhuma atenção, o rei chamou a mãe e exortou-a a dar conselhos ao rapaz, para que salvasse a sua vida. 26Como ele insistisse com muitas palavras, ela concordou em persuadir o filho. 27Inclinou-se então para ele e, zombando do cruel tirano, assim falou na língua de seus pais: “Filho, tem compaixão de mim, que te trouxe nove meses em meu seio e por três anos te amamentei; que te criei e eduquei até a idade que tens, sempre cuidando do teu sustento. 28Eu te peço, meu filho: contempla o céu e a terra e observa tudo o que neles existe. Reconhece que não foi de coisas existentes que Deus os fez, e que também o gênero humano surgiu da mesma forma. 29Não tenhas medo desse carrasco. Pelo contrário, sê digno de teus irmãos e aceita a morte, a fim de que eu torne a receber-te com eles no tempo da misericórdia”.
30Mal tinha ela acabado de falar, o jovem declarou: “Que esperais? Não obedecerei às ordens do rei, mas aos mandamentos da Lei dada aos nossos pais por Moisés. 31E tu, que inventaste toda espécie de maldades contra os hebreus, não escaparás às mãos de Deus”. 
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmos: Sl 17
          — Ao despertar me saciará vossa presença, ó Senhor!
— Ao despertar me saciará vossa presença, ó Senhor!

— Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios!

— Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me!

— Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me, à proteção de vossas asas. Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.
Evangelho: Lc 19,11-28
         - O Senhor esteja convosco.
          - Ele está no meio de nós.
          - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          - Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 11Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12Então Jesus disse:
“Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’.
14Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. 16O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. 17O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’.
18O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, 21pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. 22O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. 27E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. - Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
 
Comentário do Evangelho
O medo é contrário à fé.

A parábola do rei que viajou para o estrangeiro é equivalente, quanto ao tema principal, à parábola dos talentos (cf. Mt 25,14-30). A introdução da parábola evoca a morte-ressurreição de Cristo, a sua parúsia, a missão conferida aos servos de cuidar do dinheiro do rei e a resistência e rejeição do rei por seus concidadãos. Não obstante a resistência e rejeição, ele foi nomeado rei e voltou para pedir contas de seu dinheiro.

Para o leitor do evangelho fica claro que se trata de Jesus. O acento é posto no “outro servo”, que enrolou o dinheiro do rei num lenço e, ao contrário dos outros dois, não valorizou esse dinheiro, por isso não o fez frutificar. O medo o paralisou, e foi a desculpa da sua inércia, do seu comodismo. De onde lhe vem este medo? Não será o mesmo raciocínio que levou Caim a matar Abel: imaginar que Deus pudesse preferir um ao outro? Fazer-se imagem de Deus pode ser perigoso e induzir a sérios equívocos. O medo é contrário à fé. O espírito servil precisa ser expurgado da vida cristã e ceder lugar à liberdade: “Vós não recebestes um espírito de escravos para cair no medo, mas de filhos adotivos” (Rm 8,15).
 
Leitura Orante

Oração Inicial

Graça e Paz a todos os que se reúnem aqui, na web, em torno da Palavra.
Juntos, rezamos
Espírito Santo, Deus de amor,
concede-me: a inteligência que Te conheça;
a angústia que Te procure;
a sabedoria que Te encontre;
a vida que Te agrade;
a perseverança que enfim Te possua.
Amém.
Santo Tomás de Aquino

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto na minha Bíblia: Lc 19,11-28
Esta parábola contada por Jesus é conhecida como a parábola dos talentos. É a história de um patrão que ao viajar “chamou dez dos seus empregados, deu a cada um uma moeda de ouro” com uma incumbência: fazer render o dinheiro até a sua volta. Quando o patrão voltou, pediu contas aos seus empregados. O primeiro fez a moeda de ouro render dez. Por isso ganhou como prêmio governar dez cidades.
O segundo empregado ganhou cinco moedas. Por isso lhe foram confiadas cinco cidades.
Um outro empregado embrulhou num lenço a moeda e a escondeu, dizendo que fizera isto por medo do patrão que era um homem duro, exigente. Este não só foi repreendido, mas a sua moeda foi dada ao que tinha dez. Este empregado acomodado quis justificar sua incompetência no patrão que descreve como “duro” e condenou-se a si próprio. Não só não fez frutificar o seu talento, mas estragou o lenço e a oportunidade que tinha de ser promovido.
Jesus Cristo quis dizer que não se conquista a salvação de braços cruzados. O Projeto do Reino exige de cada pessoa uma fidelidade criativa à Palavra.

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos, na Conferência de Aparecida, lembraram: “A Igreja tem como missão própria e específica comunicar a vida de Jesus Cristo a todas as pessoas, anunciando a Palavra, administrando os sacramentos e praticando a caridade. É oportuno recordar que o amor se mostra nas obras mais do que nas palavras, e isto vale também para nossas palavras nesta V Conferência. Nem todo o que diz Senhor, Senhor... (cf. Mt 7,21). Os discípulos missionários de Jesus Cristo tem a tarefa prioritária de dar testemunho do amor de Deus e ao próximo com obras concretas. Dizia São Alberto Hurtado: “Em nossas obras, nosso povo sabe que compreendemos sua dor” (DAp 386).
E eu me interrogo: Como aplico meus talentos?

3- Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo e silêncio e depois canto com o Padre Zezinho
Sonhadores da Paz
Sonhadores da paz,
fazedores da paz,
construtores da paz (bis)
Cristãos de um tempo diferente,
onde a gente tem que lutar
Se quer fazer alguma coisa pela paz
a gente tem que lutar
Tem que arriscar,
tem que falar,
tem que dançar,
tem que levar o pão e a paz.

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo que me faz perceber os talentos que recebi e que não podem ser escondidos.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Fonte: Catequese Católica






terça-feira, 19 de novembro de 2013

O rei dos animais


O reino animal é muito organizado. Certa vez, o macaco, escolhido para ser o representante da bicharada, fez uma reunião.

Deveriam decidir qual seria o rei dos animais. Todos dizem que é o leão, mas havia três leões naquela floresta, qual deles seria o rei?

A qual dos três devem prestar homenagens?Os próprios leões já haviam comentado entre si para decidir qual deles era o mais forte, digno de ser rei. Como fazer para eleger o mais forte? Surgiu o impasse. Não queriam lutar entre si, pois eram amigos. Decidiram então eleger o que demonstrasse maior valentia e resistência.

Havia uma grande montanha, muito difícil de ser escalada. O primeiro a atingir o cume da montanha seria o rei! Foi lançado o desafio. Uma semana depois lá estavam todos os bichos, curiosos para conhecer o novo rei. A competição começou. O primeiro tentou, mas não conseguiu ir muito longe. O segundo também. E o terceiro igualmente. Estavam os três exaustos e não tinham ido nem até a metade da montanha. Desistiram.

A plateia começou a ficar impaciente, afinal, qual seria o novo rei? Nenhum deles venceu. Então o macaco, que acompanhou de perto toda a competição, se manifestou novamente.

- Eu sei quem deve ser o rei – disse.

Todos parara, curiosos.

- Eu estava ao lado deles quando desistiram, e ouvi o que disseram. O primeiro leão disse: montanha, você me venceu! O segundo também: montanha você me venceu! Mas o terceiro disse: montanha, você me venceu… por enquanto! Você, montanha, já atingiu seu tamanho final: eu ainda estou crescendo.

Está decidido, o novo rei é o terceiro leão.

- Por que?

- Porque o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota – disse o macaco. Ele está preparado para ser nosso rei porque é maior que seus problemas.

Toda a bicharada aplaudiu o novo rei, que foi coroado ali mesmo, na montanha.

Para refletir

O nosso caminho está cheio de "montanhas", de barreiras que não podemos vencer, ao menos de imediato. A postura positiva diante destas situações faz a diferença. Não fomos derrotados até que nos entreguemos definitivamente. A "montanha', ou qualquer problema/dificuldade, só nos vencerá se permitirmos isso, se tomarmos uma atitude de derrota. Somos maiores que nossos problemas, sempre.

Qual a "montanha" na minha vida? Quais as "montanhas" que me venceram no passado? Por que me venceram? Quais foram derrotadas por mim? Qual a diferença de atitude que me fez derrotar em uma e ser derrotado em outra situação? Qual a melhor atitude diante de uma aparente derrota?
Fonte: Catequese Católica

Fé e Política: “a missão mais importante é humanizar”, afirma Carlos Mesters

Por Jaime C. Patias   
19 / Nov / 2013 09:06
Com olhos e ouvidos atentos, os participantes do 9º Encontro Nacional Fé e Política abriram o coração para saborear as sábias reflexões do teólogo e biblista do povo, frei Carlos Mesters. A conferência encerrou o evento que reuniu quase três mil lideranças no feriado da República, dias 15 a 17 de novembro na Universidade Católica de Brasília (UCB), campus de Taguatinga Sul (DF), e teve como tema “Cultura do Bem Viver: Partilha e Poder”.
Carlos Mesters repassou textos bíblicos e contando histórias destacou a centralidade da palavra de Deus para a leitura da realidade. Comparou os vários cativeiros enfrentados pelo Povo bíblico com o cativeiro de hoje representado pelo capitalismo neoliberal que mata a vida. “Ouvimos que lá no Mato Grosso do Sul mataram índios só para se apropriarem de suas terras. Este é um cativeiro, mas mesmos assim nós temos esperança”, disse o teólogo e em seguida, enumerou sete passos da cultura do Bem Viver para a saída do cativeiro.
1. Uma nova visão sobre a natureza. “Neste ponto podemos aprender muito dos povos indígenas”, afirmou Mesters. “Nós podemos ser muito desobedientes a Deus, mas isso não impede o nascimento do sol, a sequência dos dias e das noites, o ciclo da lua, o sol que vem todos os dias, a chuva no tempo certo... O profeta Jeremias vê nisso, um sinal da fidelidade de Deus. Nós podemos romper com Deus, mas Ele nunca rompe conosco, basta olhar a natureza. Esse é o fundamento de tudo”.
2. Redescobrir a força da palavra. “Os indígenas veneram muito a palavra. E Isaías diz: ‘tudo é capim, tudo passa. A única coisa que permanece é a palavra de Deus’, recordou o biblista. “No cativeiro, a única coisa que eles tinham era a memória. A pior coisa que pode acontecer a uma pessoa é perder a memória e pior ainda é um povo perder a memória”, completou. “E os meios de comunicação hoje, pela maneira de apresentar a história muitas vezes apagam em nós a memória”. Mesters recordou que 50 anos atrás, quase ninguém tinha a Bíblia em casa e hoje todos têm. “Estamos recuperando a palavra de Deus. A palavra é para conversar e quando estamos nos círculos bíblicos estamos nos confrontando com a palavra de Deus. Isso é conversão, uma conversa grande”. E jogou com as palavras: “conversa = conversão”.
3. Redescobrir o amor eterno de Deus. “No cativeiro Jeremias ficava olhando o sol, a lua, as estrelas. Isso significa que por detrás da natureza está o amor eterno de Deus por nós. ‘Eu amei você com amor eterno. Por isso conservei o meu amor por você’ (Jr 31,3). ‘Pode a mãe se esquecer do seu bebê pode ela deixado de ter amor pelo filho de suas entranhas. Ainda que ela se esqueça, eu não me esquecerei de você’ (Is 49, 15). O amor é a melhor coisa que o nosso coração pode sentir. E quando somos amados, Deus faz nascer coisas novas no coração da gente”.
4. Uma nova experiência de Deus, uma nova imagem de Deus. “No cativeiro sem terra, sem templo, nem sacerdote, a única coisa que sobrou foi a família, o pai, a mãe, uma família quebrada, fraquinha, mas é o único lugar onde podem falar com liberdade. Nesse pequeno espaço da família eles experimentam Deus. Experimentam o amor de Deus e inventam nomes novos para Deus. Isso aparece somente em Isaías por quem Deus é chamado de Mãe, Pai, Marido e nós somos sua esposa. Ele é também o Irmão maior. É um Deus de família. Nas experiências da vida formamos a imagem de Deus. Depois de tantos anos de caminhada no Movimento Fé e Política, a nossa ideia de Deus melhorou ou não?”, perguntou Mesters.
5. Deus não escreveu um livro, mas escreveu dois livros. “No cativeiro não há vida, mas eles têm a palavra de Deus e lembram como Deus criou o mundo. Tudo o que existe é expressão de uma palavra de Deus. As estrelas, o sol, as pessoas, as crianças são a palavra de Deus. Santo Agostinho afirma que Deus escreveu dois livros e o primeiro não é a Bíblia, mas a vida, os fatos, os acontecimentos. E por causa da nossa mania de querer dominar tudo, as letras desse livro se atrapalharam, a gente não consegue descobrir Deus dentro da vida. Então para nos ajudar a ler a vida, Deus escreveu mais um livro que é a Bíblia que não foi escrito para ocupar o lugar da vida, mas para nos ajudar a ler a vida, descobrir Deus na vida. Santo Agostinho nos diz, a leitura da Bíblia todos os dias, é como um colírio que você coloca no olho. Colírio melhora a visão e com esse novo olhar de contemplação, somos capazes de decifrar o mundo.
Ontem foram lembradas as manifestações de ruas do mês de junho. Qual é a palavra de Deus que está nesse movimento? Qual é o apelo de Deus? Conversando, lendo a Bíblia a gente vai descobrir e aí fazemos do mundo uma ‘teofania’(manifestação de Deus) e o mundo se torna de novo transparente para nos falar de Deus. Nesse ponto também podemos aprender muito dos povos indígenas”.
6. Redescobrir a missão. “Quando viviam na Palestina, o povo de Deus pensava em ser um povo grande. Agora no cativeiro eles descobrem que a missão é servir. E fizeram uma cartilha para ensinar como servir. Em Isaíasencontramos o Servo sofredor de Javé. Provavelmente Jesus leu muito estes textos do profeta sobre o serviço. ‘O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir’ (Mc 10, 45). Esta é nossa missão principal. Não estamos aqui para dominar”.
7. Descobrir uma nova pastoral, uma nova maneira de anunciar a Boa Nova. Carlos Mesters entende isso como “uma nova ação política, uma nova ação de convivência entre nós”. Ele destaca as seguintes palavras: ternura, diálogo, reunião, consciência crítica e alegria. “Ternura significa acolher as pessoas, respeitar. Para quem está sofrendo muito não adianta chegar com imposição, tem que acolher, cuidar da ferida do coração. Não se impor, mas conversar para produzir o conhecimento, ser aprendiz. Na Igreja temos uma Encíclica chamada Mater et Magistra (Mãe e Mestra). Falta-nos outra chamada ‘Aluna e Aprendiz’. Fazer encontros, honrar o Sábado, tirar um dia por semana para conversar. Com consciência crítica o povo tenta aumentar a fé por dentro e diminuir o peso do sistema opressor. Hoje a gente lê a Bíblia e os acontecimentos com consciência crítica para achar a saída. Volta o equilíbrio e o povo renasce. E por fim temos a alegria!”. A dimensão da festa.
“O ponto de chegada é Jesus”. Mesters lembrou ainda que, o nome que Jesus mais gostava de usar para Ele mesmo era ‘Filho do Homem’ (83 vezes). “Jesus falou que era Rei apenas uma vez e meia. Jesus disse: ‘sim eu sou rei, mas não rei deste mundo’ (uma vez). Pilatos perguntou: o senhor é rei? Jesus respondeu: ‘é você quem está dizendo’. Então é pela metade. E nós temos a festa de Cristo Rei”, constatou para em seguida explicar o significado da expressão ‘Filho do Homem’. “Esse título vem do profeta Daniel (Dn 7) que descreve os impérios do mundo sob a figura de animais. Por que o império é animalesco, desumaniza. Basta ver o império neoliberal, não desumaniza a vida das pessoas? Os meios de comunicação continuam a colocar valores na cabeça da gente que desumanizam a vida. Na visão de Daniel, depois dos quatro impérios aparece a Reino de Deus apresentado com a figura de gente: ‘Filho do Homem’ que não é uma pessoa, mas o Povo de Deus, um povo humano. Precisamos saber humanizar. Esta é a missão mais importante que Deus nos dá. E Jesus assume esta missão. Ele quer humanizar a vida. Isso aparece o tempo todo nos Evangelhos”.
No encerramento dos trabalhos, um momento de mística retomou os símbolos da abertura: fogo, água, terra e ar. Dessa vez, a simbologia ganhou maior significado e força com uma dança guarani onde os participantes formaram um círculo para, de cabeça erguida, braços entrelaçados e pisadas firmes cantar a resistência da cultura do Bem Viver.
O ipê, árvore típica do cerrado foi símbolo do Evento. Uma última ação recordou as nove edições do Encontro Fé e Política ao plantar nove mudas da árvore na entrada principal do Campus da Universidade. Cada participante no evento recebeu nove sementes de ipê para multiplicar a ação em sua cidade. Isso para repor o carbono gasto em média por cada pessoa e educar para o cuidado com a natureza.
Fonte: POM

CNBB e Cáritas lançam Campanha de Solidariedade às Filipinas


caritasfilipinasApós passagem do tufão Hayian, que atingiu mais de 10 milhões de pessoas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira divulgam Campanha de Solidariedade às Filipinas. Em nota, a presidência da CNBB e a Cáritas fazem um apelo às comunidades para que participem da campanha.
“As ajudas provenientes das entidades católicas de várias partes do mundo, e também do Brasil, estão sob responsabilidade da Cáritas Internationalis, que conta com uma equipe de especialistas nos diversos locais atingidos, para ajudar nos trabalhos de socorro e recuperação das comunidades, em cada uma das 95 dioceses das Filipinas”, afirmam.
O relatório da Cáritas aponta as necessidades básicas e urgentes das famílias atingidas pelo tufão, como água potável, produtos de higiene e limpeza, alimentos e remédios.
A CNBB e a Cáritas Brasileira agradecem a generosidade das paróquias, pastorais, entidades católicas, colégios e de todas as pessoas que se mobilizam nesta ação de solidariedade.
Somando a essas iniciativas, no próximo domingo, 24, o papa Francisco presidirá missa de encerramento do Ano da Fé e oferecerá as coletas para ajudar as Filipinas, conforme anunciou o Vaticano, na segunda-feira, 18 de novembro.
Os depósitos para ajudar as Filipinas poderão ser efetuados nas contas da Cáritas: Banco do Brasil – Ag: 3475-4 – CC: 29368-7, Caixa Econômica Federal – Ag: 1041 – CC: 832-0 – Op. 003 e Bradesco – Ag: 0606 – CC: 66000-0.
Fonte: CNBB

Mensagem do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes para o Dia Mundial da Pesca


por  Rádio Vaticano
pescaO Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes recorda que no próximo dia 21, celebra-se o Dia Mundial da Pesca.
A iniciativa pretende lembrar a situação precária em que vivem muitas comunidades de pescadores do mundo e a importância de preservar os recursos oferecidos pelo mar.
A nota, assinada pelo Presidente desse organismo, Cardeal Antonio Maria Vegliò, e pelo Secretário, Dom Joseph Kalathiparambil, ressalta que “nos últimos anos, o sistema de pesca foi desenvolvido de acordo com a lógica do lucro: encher as redes no menor tempo possível e muitas vezes com pouca consideração aos peixes e ao tempo necessário para se regenerarem”.
“O princípio do lucro que influência o mundo da pesca industrial e artesanal, naturalmente leva os pescadores a trabalhar em condições climáticas adversas e por longas horas, com um excesso de cansaço que muitas vezes causam acidentes até mesmo mortais. Geralmente, em casos de acidentes no trabalho, a proteção social para o pescador e sua família é reduzida ao mínimo ou é inexistente”, ressalta a mensagem.
O documento sublinha ainda que “na pesca industrial os contratos são irregulares, o salário é inadequado e a bordo faltam os requisitos mínimos de segurança. Na pesca artesanal a poluição das costas e a destruição do habitat ao longo dos litorais obrigam os pescadores a irem mais longe com embarcações inadequadas, colocando em risco suas vidas”.
“As relações familiares dos pescadores são colocadas à prova por causa dos tempos prolongados no mar e por causa da breve presença na família. A esposa do pescador enfrenta as dificuldades causadas pela ausência do marido, assumindo o duplo papel de pai e mãe, com sérias implicações no processo evolutivo e na educação dos filhos.”
“O ritmo de trabalho e de vida dura, às vezes associada com a falta de instrução, tornam os pescadores homens sem voz na sociedade, impotentes para fazer valer os seus direitos, marginalizados e isolados”, ressalta ainda a nota do Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes.
“A globalização da pesca e a falta de trabalho criaram um fenômeno novo: a exploração dos trabalhadores migrantes que por causa da pobreza e da miséria podem ser cair nas garras de agências de recrutamento que os obrigam a formas de trabalho forçado, e eles se tornam vítimas do tráfico de pessoas a bordo das embarcações.”
“O Apostolado do Mar quer mais uma vez ser voz de quem não tem voz e denunciar os problemas e situações difíceis de trabalho e da vida dos pescadores e suas famílias”, sublinha o documento.
“Renovamos o nosso apelo a todos os Governos a fim de que ratifiquem o mais rápido possível a Convenção sobre o Trabalho na Pesca de 2007 a fim de garantir aos pescadores a segurança no trabalho, assistência médica contínua, horas suficientes de descanso, proteção de um contrato de trabalho e a mesma proteção social”, conclui o comunicado.
Fonte: News Va.

Pastoral Afro: Semana da Consciência Negra na Arquidiocese de Fortaleza


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A Semana da Consciência Negra tem como objetivo refletir, aprofundar o quadro de realidade das negras e negros hoje e valorizar a cultura afro-brasileira com apresentações de dança, canto, e outras expressões culturais, como a capoeira e a religião.

A Semana Afro é uma realização da Arquidiocese de Fortaleza, através dos seguintes grupos: GRENI – Grupo de Religiosos Negros e Indígenas – CRB/Fortaleza; Pastoral Afro, da Paróquia Santo Antônio de Pádua, no bairro Jardim Iracema; Pastoral Afro, da Paróquia São Francisco de Assis, no bairro Conjunto Palmeiras; Paróquia Nossa Senhora das Dores, bairro Otávio Bonfim.
Programação
De 17 a 25 (durante o dia): Atividades, exposição e atrações com o objetivo de mostrar o legado da cultura negra na literatura, artes e educação. Local: Associação Maracatu Nação Iracema.
Dia 17, às 10h: Diálogo estruturado “dança da capoeira” (Brasil x Africa) – Associação Cultural Zumbi. Local: UMJIR – Rua Arimatéia Cisne, 34 – Jardim Iracema.
Dia 19, às 19h: Celebração afro presidida por Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza. Local: Paróquia São Francisco de Assis, no Conjunto Palmeiras.
Dia 20, às 19h30min: Celebração afro presidida por Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza. Local: Paróquia Santo Antônio de Pádua, bairro Jardim Iracema.
Dia 23, às 14h: I Encontro de quilombo urbano. Local: Igreja Nossa Senhora das Dores, bairro Otávio Bonfim.
Dia 24, domingo à tarde: Sessões de cinema sobre negro, apresentações de teatro, dança afro e capoeira abertas ao público. Local: União dos Moradores do Jardim Iracema – UMJIR.
Dia 26, às 19h30min: Diálogo estruturado “Cultura Negra”, com José Maria de Paula Almeida, da Comissão Cearense de Folclore do Estado do Ceará. Local: União dos Moradores do Jardim Iracema – UMJIR.
Informações com Cristina França, (85) 8750. 2708, ou Ir. Aline (85) 9679.8663

Estudo sobre a Campanha da Fraternidade 2014


CapaCDCF2014250O Estudo acontecerá no dia 7 de dezembro, sábado, das 8 às 16 horas,  no Centro Pastoral “Maria Mãe da Igreja”, entrada pela Rua Rodrigues Júnior, nº 300.  Todas as paróquias, áreas pastorais, movimentos, pastorais e organismos estão convidados a participar, enviando 2 (dois) representantes, preferencialmente membros das equipes de animação das campanhas. Solicitamos aos párocos, vigários paroquiais e coordenações que divulguem e encaminhem seus representantes.
A Campanha da Fraternidade 2014 terá como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e como lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. (Gl 5,1). O objetivo geral é “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar este mal, com vistas ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus” (Texto Base da CF 2014, nº 5).
Informes com Roselia Folmann ou Hilda Chavante pelos telefones (85) (85) 3388 8701 ou 33888723.